Nuno:
Não é que eu considere o código ideal o x99.01 , mas no livro (versão 1 –pg 36) diz relativamente á utilização do componente 3 que “Este componente destina-se a classificar os procedimentos realizados in loco pelo prestador de cuidados primários”. Os codigos do componente 2 destinam-se a procedimentos executados por outros ( analises e vacinação por ex. Logo vacinação tetano=44). Assim não poderá ser utilizado o codigo 54 .
Bj
Ana Piscocaro josé Mendonça
fui ler um pouco mais `fr3ente no livro e encontrei
Alguns sistemas exigem que os problemas sejam codificados apenas a partir dos
Componentes 1 e 7; outros aceitam códigos de outros componentes, de forma que, por
exemplo, se o doente vem solicitar uma vacina contra o tétano não motivada por nenhum
ferimento recente, o problema deve ser codificado como N44.
vou corrgir a mão !
obrigado
ns
No dia 22 de Março de 2010 20:10, José Mendonça <josem...@clix.pt> escreveu:
Caro Nuno:
Não quero fazer disto um problema mas não estou de acordo como que dizes.
Penso tratar-se dum problema de interpretação, mas posso estar errado...
Em nenhuma parte do texto que citas, e que também conheço, diz que o uso da ICPC para registo de problemas se limita exclusivamente ao uso dos componentes 1 e 7...
Além disso, quando construimos uma lista de problemas, qualquer cirurgia que eventualmente possa ter alguma relevância em função do seguimento que o doente possa vir a ter, deve constar dessa lista de problemas e eu não conheço outro modo de as codificar que não seja através do componente 3 - evidentemente assinalando a situação como problema inactivo e qual a data em que isso ocorreu.
Como codificas por exemplo uma cirurgia a uma neoplasia gástrica ou do cólon ou uma mastectomia ou até mesmo uma colecistectomia?
Não me parece que devam simplesmente ser remetidas para os antecedentes pessoais, pois qualquer uma delas pode ter implicações futuras em termos do seguimento que o doente possa ter...
Abraço
José Mendonça
----- Original Message -----
From: Nuno Sousa <mailto:nuno.m....@gmail.com>
To: josem...@clix.pt
Sent: Monday, March 22, 2010 7:18 PM
Subject: Re: Codificação da histerectomia
está no proprio livro, página 33 (transcrito abaixo)
abraço
ns
5. Uso da ICPC para registar problemas
de saúde e procedimentos
Problemas de saúde
A ICPC pode ser usada para registar a avaliação que o técnico faz dos problemas de
saúde do doente em termos de sinais e sintomas ou diagnósticos e, portanto, deriva do
componente 1 e do componente 7. Este último baseia-se na lista de doenças, ferimentos e
problemas relacionados com a saúde da Classificação Internacional de Doenças (CID),
mas inclui como rúbricas separadas apenas aquelas que são relevantes ou mais comuns
nos cuidados primários.
Muitos problemas de saúde tratados nos cuidados primários não podem ser denominados
como doenças ou ferimentos. Incluem sinais e sintomas, que se encontram enumerados
no Componente 1. Por vezes não há qualquer problema de saúde envolvido num
episódio de cuidados, como quando se trata de um pedido de vacina, uma citologia ou um
conselho. Estes episódios podem ser registados como A97 (Sem doença) ou A98
(Medicina preventiva/de manutenção da saúde).
Nos Componentes 1 e 7 os correspondentes na códigos CID-10 estão listados para cada
rúbrica. Por vezes verifica-se uma correspondência exacta de um para um, mas geralmente
há vários códigos CID para uma rúbrica ICPC-2, e outras vezes vários códigos ICPC-2
para uma só rúbrica CID-10. No Capítulo 10 há um quadro de conversão completo.
No dia 22 de Março de 2010 16:18, <josem...@clix.pt> escreveu:
E quem é que teve essa brilhante ideia? Que eu saiba há princípios teóricas da utilização da ICPC e da construção da lista de problemas que exigem que por exemplo, algumas cirurgias, como é a presente constem da lista de problemas, mesmo que como problemas passivos, pelo que é necessário usar esse componente....
José Mendonça
On Seg Mar 22 8:37 , Nuno Sousa sent:
caro josé Mendonça
o componente 3 não pode ser usado para codificar nem o A do SOAP nem a lista de problemas !!!
ns
No dia 21 de Março de 2010 22:44, José Mendonça <josem...@clix.pt> escreveu:
Caro Nuno
Recebi uma mensagem do Performance onde é mencionada a criação duma subrubrica X99.01, para codificação da histerectomia.
Acho que é uma rubrica importante, pois permite conhecer quais as mulheres que devem ser excluidas da realização de citologias, mas parece-me que o código correcto a usar deve ser o código ICPC X54.01, pois trata-se dum procedimento e não de um diagnóstico, pelo que deverá ser usado o componente 3 da ICPC (componente das medicações, tratamentos e procedimentos terapêuticos) em vez do componente 7 (referente a diagnósticos e doenças).
Ao teu cuidado
Um abraço
José Mendonça
Daniel Pinto
WWW: http://www.danielpinto.net/
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----- Original Message -----From: Nuno Sousa
Problema
Tudo o que requer diagnóstico ou gestão, ou que interfere com a qualidade de vida tal como é entendida pelo paciente.
Activos
- Todos os que persistem de épocas anteriores ou que começam no momento da anotação, desde que necessitem de medidas terapêuticas e/ou de seguimento.
Passivos
- Aqueles que, não afectando presentemente o paciente, devem ser tidos em conta, quer por motivos de controlo, quer devido a uma possível reactivação, quer ainda por serem potencialmente incapacitantes.
Classificam-se (os problemas) usualmente pela ICPC (ICPC II Definida).
Podem ser: diagnósticos; sintomas físicos; problemas sociais ou económicos; qualquer ítem de ordem fisiológica, patológica, psicológica ou social que preocupe o paciente e/ou o Médico; qualquer ítem que o Médico acredite não se poder dar ao luxo de esquecer ou que requeira atenção e/ou cuidados continuados.
Podem ser anatómicos, fisiológicos, sinais, sintomas, económicos, sociais, psiquiátricos, incapacidades ou limitações, diagnósticos específicos, testes laboratoriais anormais ou factores de risco.
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No seguimento das duvidas relativas à classificação ICPC2, como classificam no "A" sindrome paraneoplásico? Estou a pensar num doente que apresenta queixas que "muito provavelmente" são paraneoplásicas (a uma neoplasia conhecida ou não).
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Na minha opinião só à posteriori saberás se se trata ou nao de um sind paraneoplasico! Acho de queves ir classificando os sintomas (ainda que inespecificos) ate ao momento em que farás o diagnóstico...
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No seguimento das duvidas relativas à classificação ICPC2, como classificam no "A" sindrome paraneoplásico? Estou a pensar num doente que apresenta queixas que "muito provavelmente" são paraneoplásicas (a uma neoplasia conhecida ou não).
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