DanielTinha pensado que esse código seria uma alternativa, mas apenas se o sedentarismo se associar a outros factores de risco CV.Por alguma razão o sedentarismo não entra em nenhuma das fórmulas de cálculo de risco CV.AbraçoJaime
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Concordo!
Tenho alguma dificuldade em classificar correctamente... Não tanto o A mas o S e o P
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Como sabem os que me conhecem, sou um iconoclasta.
E sempre que vejo algo de inabalável, sólido e inquestionável, sinto-me desconfortável…
Assim , vou fazer a pergunta:
Para que serve, de facto, a ICPC?
Nota – não vale a pena perder tempo a bater-me (considerem-me batido!!!); basta fornecer respostas, de preferência evidence-based…
LF
De:
mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome
de Edgar Ferreira
Enviada: domingo, 23 de Maio de 2010 17:44
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
Uma classificação deveria ser à partida objectiva com regras bem definidas, claras para todos, mas não me parece que seja isso o que acontece.
Duvido que 2 médicos utilizem o ICPC-2 da mesma forma. Como fazer comparações assim?
Existem muitos factores de risco, o facto de não constarem em fórmulas de cálculo não quer dizer que deixem de o ser.
Geralmente em Portugal o motivo de consulta não é "saber o resultado de uma análise". Geralmente sabem-no antes de vir ao médico. No Reino Unido os resultados das análises ficam na posse do General Practitioner, pelo que o utente precisa de ir ao médico para saber o resultado da análise, o que já faz sentido para esse motivo de consulta.
É difícil fazer comparações entre países quando os sistemas de saúde estão organizados de forma diferente. À partida os motivos de consulta também terão as suas diferenças por isso.
Como fazer uso do ICPC-2 ao máximo se temos critérios diferentes para classificar?
Talvez esteja na altura de se desenvolver um novo manual de codificação que seja o menos subjectivo possível e que seja claro para todos. Ou não estamos ainda preparados para isso? Vamos primeiro experimentando, deparar-nos com as nossas dúvidas e chegando a consensos?
Para que serve afinal uma classificação que não é utilizada de forma igual por todos?
Uma classificação deveria obedecer à lei do tudo ou nada. Ou é, ou não é.
Como gostaria de ficar esclarecido em relação a toda a classificação ICPC-2.
Abraço,
--
Edgar Ferreira
Como sabem os que me conhecem, sou um iconoclasta.
E sempre que vejo algo de inabalável, sólido e inquestionável, sinto-me desconfortável…
Assim , vou fazer a pergunta:
Para que serve, de facto, a ICPC?
Nota – não vale a pena perder tempo a bater-me (considerem-me batido!!!); basta fornecer respostas, de preferência evidence-based…
LF
De: mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome de Edgar Ferreira
Enviada: domingo, 23 de Maio de 2010 17:44
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
Uma classificação deveria ser à partida objectiva com regras bem definidas, claras para todos, mas não me parece que seja isso o que acontece.
Duvido que 2 médicos utilizem o ICPC-2 da mesma forma. Como fazer comparações assim?
Existem muitos factores de risco, o facto de não constarem em fórmulas de cálculo não quer dizer que deixem de o ser.
Geralmente em Portugal o motivo de consulta não é "saber o resultado de uma análise". Geralmente sabem-no antes de vir ao médico. No Reino Unido os resultados das análises ficam na posse do General Practitioner, pelo que o utente precisa de ir ao médico para saber o resultado da análise, o que já faz sentido para esse motivo de consulta.
É difícil fazer comparações entre países quando os sistemas de saúde estão organizados de forma diferente. À partida os motivos de consulta também terão as suas diferenças por isso.
Como fazer uso do ICPC-2 ao máximo se temos critérios diferentes para classificar?
Talvez esteja na altura de se desenvolver um novo manual de codificação que seja o menos subjectivo possível e que seja claro para todos. Ou não estamos ainda preparados para isso? Vamos primeiro experimentando, deparar-nos com as nossas dúvidas e chegando a consensos?
Para que serve afinal uma classificação que não é utilizada de forma igual por todos?
Uma classificação deveria obedecer à lei do tudo ou nada. Ou é, ou não é.
Como gostaria de ficar esclarecido em relação a toda a classificação ICPC-2.
Abraço,
--
Edgar Ferreira
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Daniel Pinto
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Como sabem os que me conhecem, sou um iconoclasta.
E sempre que vejo algo de inabalável, sólido e inquestionável, sinto-me desconfortável…
Assim , vou fazer a pergunta:
Para que serve, de facto, a ICPC?
Nota – não vale a pena perder tempo a bater-me (considerem-me batido!!!); basta fornecer respostas, de preferência evidence-based…
LF
LF, a azul (provocando…).
Luís Filipe, eu diria que a nossa necessidade de classificar é incontornável. Sempre que fazemos um diagnóstico ou registamos um problema, estamos a classificar – mas precisamos de um código?
Precisamos de uma classificação para investigar e estudar os nossos utentes e a nossa prática, Então porque é que os códigos nunca aparecem nos trabalhos publicados? E nós centramo-nos nas pessoas, e não nas doenças (diagnósticos, códigos…)
uma classificação é útil para melhor organizarmos os nossos registos clínicos agrupando os doentes em categorias nosológicas (com significado prognóstico e terapêutico) As categorias nosológicas não exigem codificação. Posso fazer tudo isso sem usar ICPC ou outra. E eu cá não gosto de ser agrupado… Nós, especialistas de MGF, somos especialistas nos nossos pacientes.
pode ser uma ferramenta muito poderosa no planeamento e gestão dos recursos em saúde, pode ser, pode não ser, pode dar mais confusão (por exemplo ICPC versus CID 10 …) permite-nos ter uma linguagem comum (ainda que nem todos os utilizadores sejam fluentes na língua), etc. Pelos vistos não permite – a maior parte dos médicos não conhece a ICPC, por exemplo… e pelas dúvidas que vejo nas msg mais recentes, e por outras que tenho verificado ao longo dos anos (para lá da falta de discriminação)… Além disso, se eu digo “sedentarismo”, toda a gente me entende; se procuro classificar – ao contrário do esperado, aumento a entropia!!!
Isabel, já há muitos anos te fiz a mesma pergunta. Na altura, fiquei convencido. E até actualizei, em 2001, uma listagem da ICPC que tu tinhas elaborado numa folha A4, para utilizar com facilidade. Que depois apareceu feita pela APMCG (em anexo, a minha “versão”).
Só que, passados todos estes anos, fui progressivamente classificando menos. E agora (com o SAM), a coisa é tão pouco user-friendly … Prefiro investir o meu tempo na relação com os pacientes!
E nunca senti a falta da ICPC para, por exemplo, ler um artigo…
Assim… preciso de ser convencido outra vez!!!
Abraço grande, LF
De:
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Maria Isabel Pereira dos Santos
Enviada: domingo, 23 de Maio de 2010 21:15
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] ICPC
Considero importante classificar o A. O resto não considero . Pelo menos no momento da consulta. No S gosto de escrever o que trás o doente à consulta na sua fala. Por isso escrevo uma especie de mini narrativa.
Quanto ao A também considero existirem dificuldades mas isso não obsta a que seja importante codificar. Mais importante será no entanto garantir que podemos extrair a informação que lá metemos. Por trás de uma classificação está uma cultura, um conjunto de valores. E estes são graças aos nosso esforços e inteligência coisas que se podem mudar. Levam tempo bem sei...é preciso puxar carroças mas enfim os movimentos humanos são assim...
Também considero importante classificar:
gengivites, periodontites,
Noutro dia quis codificar :espondilite anquilosantee também não encontrei
Isabel Santos
Eheh, se o Jamoulle sabe, dá-me cabo do canastro!!!
Já cá faltavas, Armando!
LF
De:
mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome
de A BS
Enviada: segunda-feira, 24 de Maio de 2010 00:00
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] ICPC
Eheh. Ah, tigre.
A ICPC tem sido importante para normalizar parte do nosso trabalho. Agora, não tenhamos dúvidas que ela é sobretudo útil como método de investigação e, mais recentemente, para identificação de problemas para efeitos de pagamentos no modelo B das USF.
Pessoalmente tenho as minhas listas de problemas todas codificadas pela ICPC e desde há muito - comecei com uma base de dados em Epi Info no século passado. No dia a dia não classificai mais nada, e isto apesar de o M1 permitir codificar S, A e P do SOAP sem grande dificuldade.
Evidence-based? Só o facto de se ter expandido a múltiplos sistemas de saúde - mas isso, convenhamos, pode ser o habitual fenómeno de arrasto e não prova coisa nenhuma.
A ICPC é útil. Não é acidente que faça hoje parte da família de classificações da OMS. O futuro, contudo, é outra coisa. Chama-se, provavelmente, SNOMED. Se esta tiver sucesso todas as outras, CID e ICPC incluídas, serão história.
Abraços,
Armando
Caros
Interessante debate. Vou aproveitar para acrescentar algo que, há muito andava para escrever.
Eu comecei a ensinar o uso do RMOP há cerca de 20 anos no então ICGZN e mais tarde comecei a fomentar o uso das classificações (CIPS-2-definida e ICPC, depois ICPC-2) ao nível do IMGF na Zona Norte com o Francisco Salgueiro e Pedro Moura Relvas através dos cursos que aí organizámos e que se vieram a tornar quase obrigatórios para todos os internos. Também uso a ICPC-2 de forma ininterrupta há pelo menos 11 anos. Comecei por me habituar a codificar a consulta (S, A e P) na margem do processo clínico manual e a transcrever os códigos para o Piloto 32, mantendo um registo paralelo ao manuscrito (primeiro) e ao SAM (mais tarde). Isso permitiu-me uma informação estatística importante que possibilitou, p. exº, a publicação de um artigo pela Ana Mateus (então minha interna) com base nesses dados.
Em Agosto de 2009 parei de fazer duplo registo, passando a usar só o SAM.
Habituei-me a classificar as consultas e acabei por memorizar grande parte dos códigos ICPC. Agora, quando não me recordo de algum código, uso a página da Internet do Daniel para o encontrar rapidamente.
Também há muito tempo decidi racional e justificadamente fazer algo pouco ortodoxo: no (S) não codifico apenas motivos de consulta. Apesar de saber que é assim que se devia fazer com a ICPC, quando estou a usar o RMOP em formato electrónico, o que me preocupa não é o uso da ICPC, mas sim o registo clínico e uso os códigos ICPC para “guardar” informação em formato de código para eventual posterior processamento, pelo que registo no (S) do SOAP, não só o MC como também sintomas referidos pelo doente.
Eu sei que os puristas da ICPC poderão não concordar comigo, mas já discuti esta questão muitas vezes e assumo que deve ser assim. Quando quiser usar a ICPC para fins de investigação, então poderei ajustar às regras da ICPC.
Defendo que, quando usamos uma classificação como a ICPC, criada para outro fim, dentro do registo clínico electrónico (o que eu designo por RCE-OP – Registo Clínico Electrónico Orientado para a Pessoa), estamos a fazer uma adaptação da mesma para um fim para o qual ela não foi criada, de certa forma a “forçar” a ICPC a caber dentro de uma lógica diferente. Como nessa altura a lógica a que devo dar prioridade é a lógica do registo clínico, não vejo nada de errado em se flexibilizar as regras para obter um outro benefício: descrição detalhada, pesquisável e comparável da nossa carga de trabalho, um manancial fantástico de dados epidemiológico que relacionam MC e sintomas com diagnósticos (problemas) e procedimentos.
Como me habituei a codificar e já sei quase todos os códigos mais frequentes de cor, acabo por digitar R05 em vez de escrever tosse, acrescentando depois em texto livre as características da tosse. Assim, preservo o código para eventual comparação / estatística e registo em texto o que deve constar do (S) do SOAP.
Tenho seguido com algum interesse as angústias dos colegas que necessitam de usar um instrumento com o qual não se sentem à vontade. Julgo que seria interessante um debate mais profundo sobre isto. Há um artigo Norueguês que levanta a questão da ICPC não estar a ser usada pelos MF daquele país por não se sentirem adaptados a ela e por não ser capaz de descrever alguns eventos com suficiente detalhe; ao fim e ao cabo algo que foi hoje levantado neste fórum.
Concordo com as questões levantadas pelo Daniel em resposta ás dúvidas dos colegas.
Podemos continuar por escrito, mas, um dia destes, teremos que nos encontrar de forma organizada para um debate e para criar consensos sobre o uso da ICPC no RMOP. No próximo sábado, no MGF.net.talks, tenciono já lançar algum debate.
Também não entendo por que tem se trabalhar com fotocópias da ICPC, quando a versão pdf está disponível na Net (envio em anexo).
Abraços
Jaime Correia de Sousa
De: mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome de Daniel Pinto
Enviada: domingo, 23 de Maio de 2010 23:10
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
LF, a azul (provocando…).
Luís Filipe, eu diria que a nossa necessidade de classificar é incontornável. Sempre que fazemos um diagnóstico ou registamos um problema, estamos a classificar – mas precisamos de um código? O problema é que não registamos sempre o mesmo código (e quando digo código não estou a falar da ICPC-2, é no sentido de significante). Muitas vezes chamamos nomes diferentes à mesma coisa. A classificação pode ser com códigos ou com palavras, tanto faz. O que é importante é que haja um "dicionário" onde estão definidos os significados das palavras.
Precisamos de uma classificação para investigar e estudar os nossos utentes e a nossa prática, Então porque é que os códigos nunca aparecem nos trabalhos publicados? E nós centramo-nos nas pessoas, e não nas doenças (diagnósticos, códigos…) Depende dos trabalhos. Claro que depende dos trabalhos, mas o facto de não aparecer não quer dizer que não seja útil. Se eu não classificar os doentes como é que os agrupo? Como é que eu digo que o grupo A teve mais enfartes que o grupo B se eu não tiver uma definição do que é um enfarte? É para isso que serve uma classificação. Se vamos pela via filosófica, convém lembrar que as doenças são construções teóricas nossas, para podermos arrumar a realidade em caixinhas que o nosso cérebro consegue compreender. Mais uma vez, não confundir classificação em geral com ICPC em particular. A questão é que a ICPC é, até ao momento e discutivelmente, a melhor classificação que temos para usar nos cuidados primários.
uma classificação é útil para melhor organizarmos os nossos registos clínicos agrupando os doentes em categorias nosológicas (com significado prognóstico e terapêutico) As categorias nosológicas não exigem codificação. Posso fazer tudo isso sem usar ICPC ou outra. E eu cá não gosto de ser agrupado… Nós, especialistas de MGF, somos especialistas nos nossos pacientes. As categorias nosológicas não são também elas uma classificação? Somos especialistas dos nossos utentes, mas se eu quiser estudar um grupo deles não é viável olhar para as características individuais de cada um, tenho de olhar para o que é comum e preciso de os agrupar.
pode ser uma ferramenta muito poderosa no planeamento e gestão dos recursos em saúde, pode ser, pode não ser, pode dar mais confusão (por exemplo ICPC versus CID 10 …) A ICPC e a ICD-10 têm tabelas que permitem fazer a correspondência. Não percebo qual é a dúvida... permite-nos ter uma linguagem comum (ainda que nem todos os utilizadores sejam fluentes na língua), etc. Pelos vistos não permite – a maior parte dos médicos não conhece a ICPC, por exemplo… e pelas dúvidas que vejo nas msg mais recentes, e por outras que tenho verificado ao longo dos anos (para lá da falta de discriminação)… Além disso, se eu digo “sedentarismo”, toda a gente me entende; se procuro classificar – ao contrário do esperado, aumento a entropia!!! O facto de eu não saber falar uma língua não quer dizer que ela não seja útil ou que ela não preste. Em relação à falta de discriminação, já dei a minha opinião ao Tiago noutro email: não conseguimos ter simplicidade e detalhe ao mesmo tempo. A ICD-10 é altamente discriminativa, mas a sua utilização no dia-a-dia é impraticável.
Daniel Pinto
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Concordo com o Daniel
Jaime Correia de Sousa
De: mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome de Daniel Pinto
Enviada: segunda-feira, 24 de Maio de 2010 0:42
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] ICPC
Concordo em pleno com o Jaime.Sugeria que fossemos para além dos códigos em si, mas também para o que é adequado classificar em cada um dos ítems S, A e P, pois tenho tomado consciência que a maioria dos colegas tem enormes dificuldades em fazer isto. No fundo, ir para além da ICPC e pensar em RMOP.Começar, sensatamente pelo A como prioridade e ir avançando à velocidade que cada um consegue?Maria José
2010/5/24 Jaime C Sousa (G-Mail) <jaime...@gmail.com>
Caros
Interessante debate. Vou aproveitar para acrescentar algo que, há muito andava para escrever.
Eu comecei a ensinar o uso do RMOP há cerca de 20 anos no então ICGZN e mais tarde comecei a fomentar o uso das classificações (CIPS-2-definida e ICPC, depois ICPC-2) ao nível do IMGF na Zona Norte com o Francisco Salgueiro e Pedro Moura Relvas através dos cursos que aí organizámos e que se vieram a tornar quase obrigatórios para todos os internos. Também uso a ICPC-2 de forma ininterrupta há pelo menos 11 anos. Comecei por me habituar a codificar a consulta (S, A e P) na margem do processo clínico manual e a transcrever os códigos para o Piloto 32, mantendo um registo paralelo ao manuscrito (primeiro) e ao SAM (mais tarde). Isso permitiu-me uma informação estatística importante que possibilitou, p. exº, a publicação de um artigo pela Ana Mateus (então minha interna) com base nesses dados.
Em Agosto de 2009 parei de fazer duplo registo, passando a usar só o SAM.
Habituei-me a classificar as consultas e acabei por memorizar grande parte dos códigos ICPC. Agora, quando não me recordo de algum código, uso a página da Internet do Daniel para o encontrar rapidamente.
Também há muito tempo decidi racional e justificadamente fazer algo pouco ortodoxo: no (S) não codifico apenas motivos de consulta. Apesar de saber que é assim que se devia fazer com a ICPC, quando estou a usar o RMOP em formato electrónico, o que me preocupa não é o uso da ICPC, mas sim o registo clínico e uso os códigos ICPC para “guardar” informação em formato de código para eventual posterior processamento, pelo que registo no (S) do SOAP, não só o MC como também sintomas referidos pelo doente.
Eu sei que os puristas da ICPC poderão não concordar comigo, mas já discuti esta questão muitas vezes e assumo que deve ser assim. Quando quiser usar a ICPC para fins de investigação, então poderei ajustar às regras da ICPC.
Defendo que, quando usamos uma classificação como a ICPC, criada para outro fim, dentro do registo clínico electrónico (o que eu designo por RCE-OP – Registo Clínico Electrónico Orientado para a Pessoa), estamos a fazer uma adaptação da mesma para um fim para o qual ela não foi criada, de certa forma a “forçar” a ICPC a caber dentro de uma lógica diferente. Como nessa altura a lógica a que devo dar prioridade é a lógica do registo clínico, não vejo nada de errado em se flexibilizar as regras para obter um outro benefício: descrição detalhada, pesquisável e comparável da nossa carga de trabalho, um manancial fantástico de dados epidemiológico que relacionam MC e sintomas com diagnósticos (problemas) e procedimentos.
Como me habituei a codificar e já sei quase todos os códigos mais frequentes de cor, acabo por digitar R05 em vez de escrever tosse, acrescentando depois em texto livre as características da tosse. Assim, preservo o código para eventual comparação / estatística e registo em texto o que deve constar do (S) do SOAP.
Tenho seguido com algum interesse as angústias dos colegas que necessitam de usar um instrumento com o qual não se sentem à vontade. Julgo que seria interessante um debate mais profundo sobre isto. Há um artigo Norueguês que levanta a questão da ICPC não estar a ser usada pelos MF daquele país por não se sentirem adaptados a ela e por não ser capaz de descrever alguns eventos com suficiente detalhe; ao fim e ao cabo algo que foi hoje levantado neste fórum.
Concordo com as questões levantadas pelo Daniel em resposta ás dúvidas dos colegas.
Podemos continuar por escrito, mas, um dia destes, teremos que nos encontrar de forma organizada para um debate e para criar consensos sobre o uso da ICPC no RMOP. No próximo sábado, no MGF.net.talks, tenciono já lançar algum debate.
Também não entendo por que tem se trabalhar com fotocópias da ICPC, quando a versão pdf está disponível na Net (envio em anexo).
Abraços
Jaime Correia de Sousa
Nem mais. LF
De:
mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome
de A BS
Enviada: segunda-feira, 24 de Maio de 2010 12:58
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
Caros,
Na sequência do que diz o Jaime e a Mª José reforça, direi simplesmente que (i) não tenho tempo e (ii) não vejo utilidade clínica em usar a ICPC no RMOP (que sempre usei e continuo a usar o melhor que sei). Concordo, claro, com o Jaime: uma codificação deste tipo é útil para investigação. Ou seja, para quem faz a investigação. Não é útil para o clínico, não é útil para o paciente. Claro que a investigação acaba por se reflectir na nossa prática & etc - não preciso de que me cantem as loas da utilidade da investigação. Não é contudo razoável que se introduza uma perturbação deste calibre - porque é uma perturbação, e das grandes - no fluxo normal da consulta. Só seria possível num cenário de consultas que não tem nada a ver com a realidade da MGF concreta: um cenário de ambiente protegido, sem distracções, com tempo para gerir isto tudo. Não temos ese cenário nem o teremos durante as nossas vidas (eu, pelo menos, nunca o tive). Claro que todos podemos participar em estudos de curta duração usando esta metodologia; outra coisa é o registo sistemático de Ss, As e Ps, cuja utilidade está por ser demonstrada.
As classificações são supostas ser instrumentos facilitadores do trabalho, não um meio para dar emprego a gestores e investigadores num ciclo autoperpetuado que não serve nem pacientes nem clínicos. Se calhar convinha pensarmos nisto. O que eu quero como médico práctico são instrumentos automáticos que me permitam escrever MENOS e não mais, que me permitam pensar EM MENOS COISAS e não em mais. Quero que as análises apareçam no meus sistema já escritas, sem ter que digitar hemogramas inteiros e bioquímicas e microbiologias à unha. Quero que os relatórios de imagiologia apareçam no meu sistema já escritos, sem ter de matar os neurónios a resumir TACs, RMNs, ecocardiogramas e que tais. Quero que o sistema informático contabilize AUTOMATICAMENTE os telefonemas que recebo. Quero poder escrever em português normal, e o sistema que, AUTOMATICAMENTE, converta a minha linguagem natural em codificação, seja ela qual for. Quero ter tempo para me concentrar nos doentes e não perder tempo com merdas, ok?
Abraços,
Armando
(17 já cá cantam, fora uma dúzia de telefonemas, e logo à tarde há mais)
De: mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome de A BS
Enviada: segunda-feira, 24 de Maio de 2010 12:58
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
Caros,
Na sequência do que diz o Jaime e a Mª José reforça, direi simplesmente que (i) não tenho tempo e (ii) não vejo utilidade clínica em usar a ICPC no RMOP (que sempre usei e continuo a usar o melhor que sei). Concordo, claro, com o Jaime: uma codificação deste tipo é útil para investigação. Ou seja, para quem faz a investigação. Não é útil para o clínico, não é útil para o paciente. Claro que a investigação acaba por se reflectir na nossa prática & etc - não preciso de que me cantem as loas da utilidade da investigação. Não é contudo razoável que se introduza uma perturbação deste calibre - porque é uma perturbação, e das grandes - no fluxo normal da consulta. Só seria possível num cenário de consultas que não tem nada a ver com a realidade da MGF concreta: um cenário de ambiente protegido, sem distracções, com tempo para gerir isto tudo. Não temos ese cenário nem o teremos durante as nossas vidas (eu, pelo menos, nunca o tive). Claro que todos podemos participar em estudos de curta duração usando esta metodologia; outra coisa é o registo sistemático de Ss, As e Ps, cuja utilidade está por ser demonstrada.
As classificações são supostas ser instrumentos facilitadores do trabalho, não um meio para dar emprego a gestores e investigadores num ciclo autoperpetuado que não serve nem pacientes nem clínicos. Se calhar convinha pensarmos nisto. O que eu quero como médico práctico são instrumentos automáticos que me permitam escrever MENOS e não mais, que me permitam pensar EM MENOS COISAS e não em mais. Quero que as análises apareçam no meus sistema já escritas, sem ter que digitar hemogramas inteiros e bioquímicas e microbiologias à unha. Quero que os relatórios de imagiologia apareçam no meu sistema já escritos, sem ter de matar os neurónios a resumir TACs, RMNs, ecocardiogramas e que tais. Quero que o sistema informático contabilize AUTOMATICAMENTE os telefonemas que recebo. Quero poder escrever em português normal, e o sistema que, AUTOMATICAMENTE, converta a minha linguagem natural em codificação, seja ela qual for. Quero ter tempo para me concentrar nos doentes e não perder tempo com merdas, ok?
Abraços,
Armando
(17 já cá cantam, fora uma dúzia de telefonemas, e logo à tarde há mais)
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Níveis |
Designação |
Descrição |
|
0 |
Base papel |
Sem sistemas computorizados. É o “pencil and paper”. Toda a actividade está totalmente baseada no papel. |
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1 |
Computorizado |
Tem sistemas computorizados, mas são usados apenas pelos administrativos que se limitam a registar a produção. Não são usados pelos clínicos. |
|
2 |
Computorização de toda a equipa |
Tem sistemas computorizados e são usados por todos os profissionais (administrativos, médicos e enfermeiros). A unidade começou a usar o computador para armazenar informação clínica. Como a informação é armazenada como texto livre, o sistema apenas é usado como bloco de notas electrónico. Não se tira partido deste manancial de informação. |
|
3 |
Codificação |
Uso limitado de uma classificação (no nosso caso a ICPC). A codificação é incipiente e não está assegurada a sua consistência, isto é, que todos codificam a mesma coisa com códigos iguais. Já retiram alguns benefícios mas poucos. A maior parte do trabalho permanece por fazer. |
|
4 |
Feito à medida |
O sistema está desenhado de acordo com as necessidades da prática recorrendo a políticas acordadas de codificação e segundo protocolos clínicos. É compatível com os padrões de qualidade dos cuidados primários. Conseguem tirar benefícios que suplantam o esforço e o sistema de informação suporta a governação clínica como uma actividade de rotina. |
|
5 |
Sem papel |
A unidade não usa papel, excepto quando é uma exigência legal. Implementa áreas de desenvolvimento profissional contínuo. |
Muito bem, José Manuel! Já estou mais satisfeito…
LF
De:
mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome
de Jose Nunes
Enviada: terça-feira, 25 de Maio de 2010 01:15
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
Cara(o)s,
Esta discussão tem sido interessante e vai continuar. É uma profecia redundante com a função de, apenas, lembrar que o problema das codificações está e estará sempre inacabado e que qualquer classificação é datada e, por isso, se sucedem erosões.
A DISCUSSÃO CONTINUA!!!
Até à classificação final, sempre!
LF
Cara(o)s,Esta discussão tem sido interessante e vai continuar. É uma profecia redundante com a função de, apenas, lembrar que o problema das codificações está e estará sempre inacabado e que qualquer classificação é datada e, por isso, se sucedem erosões.Antes de mais, a ICPC nasceu para, e passo a citar, "recolher dados de investigação e adopção de linhas de conduta". Depois surgiram novos âmbitos de aplicação como "descrever episódios de cuidados médicos e informatizar fichas de doentes".Sucede que se passou (ou melhor, adaptou-se) da classificação de "episódios" para a de classificação de consultas e, já estão, às vezes, a querer utilizá-la para classificar "doentes".Nesta discussão diz-se "Uma classificação deveria ser à partida objectiva com regras bem definidas, claras para todos, mas não me parece que seja isso o que acontece.
Querido Armando,
Concordo completamente contigo! Também utilizo ferranhamente a ICPC para a codificação dos problemas de saúde, mas só a uso para codificar S e P quando está em curso algum trabalho de investigação em que veja utilidade. Na minha USF vários médicos utilizam a ICPC sistematicamente no S, A e P, e dizem que isso não lhes dificulta o trabalho, mas até agora tenho sempre resistido a isso, porque prefiro dedicar o meu tempo e atenção aos muitos e complicados doentes que todos temos…
Enfim, é sempre bom perceber que o meu antigo “chefe”, que ainda por cima é Prof, continua, como eu, a questionar todo o trabalho adicional para o qual não encontra benefício inquestionável.
Um beijinho amigo
Da tua primeira interna
Alexandra Fernandes
Caros
Fico satisfeito com o debate intenso a acalorado sobre este tema. Pelos vistos este é um assunto bem sensível aí para o Sul. Por que será?
Citando Zé Nunes
Quanto à classificação dos Motivos de Consulta e dos Procedimentos, a meu ver só faz sentido em contexto de investigação e não de rotina. Também concordo que eles deviam estar definidos.
Sim, de acordo, mas não só; na minha opinião, faz sentido usar a classificação também com outros objectivos, entre outros:
1. Ensino / formação – quem tem alunos e/ou internos deve proporcionar-lhes a possibilidade de treinarem o uso da ICPC; para isso, deve-se saber fazer e, para isso, deve treinar, fazendo
2. Auto-avaliação: possibilidade de avaliar criticamente o seu próprio trabalho, avaliar que tipo de procedimentos, se associam a determinados diagnósticos (problemas)
3. Avaliação da carga de trabalho – e não estou a pensar em termos de avaliação de indicadores
Citando ABS
(i) não tenho tempo e (ii) não vejo utilidade clínica em usar a ICPC no RMOP (que sempre usei e continuo a usar o melhor que sei). Concordo, claro, com o Jaime: uma codificação deste tipo é útil para investigação. Ou seja, para quem faz a investigação.
Sim, mas não só (ver acima)
(…) O que eu quero como médico práctico são instrumentos automáticos que me permitam escrever MENOS e não mais, que me permitam pensar EM MENOS COISAS e não em mais. Quero que as análises apareçam no meus sistema já escritas, sem ter que digitar hemogramas inteiros e bioquímicas e microbiologias à unha. Quero que os relatórios de imagiologia apareçam no meu sistema já escritos, sem ter de matar os neurónios a resumir TACs, RMNs, ecocardiogramas e que tais. Quero que o sistema informático contabilize AUTOMATICAMENTE os telefonemas que recebo. Quero poder escrever em português normal, e o sistema que, AUTOMATICAMENTE, converta a minha linguagem natural em codificação, seja ela qual for.
Concordo, também quero, mas não tenho uma visão tão radicalmente depreciativa da ICPC; para mim, ela não me foi imposta, fui eu que a procurei, habituei-me a usá-la e dou-me bem com ela, mas compreendo que nem todos queiram dar esse passo. É como conduzir automóvel, inicialmente é difícil, agora consigo conversar, ouvir música e mesmo falar ao telefone enquanto se conduz.
Embora use diariamente a ICPC, sou dos que lhe encontro muitas limitações e defeitos, com os quais convivo bem, tal como referiu o Zé Nunes. Algumas das vossas objecções parecem-me pertinentes, mas daí até se lançar uma cruzada anti-ICPC ou dizer que ela está ao serviço de “gestores e investigadores auto-perpetuados” (sic), vai um grande passo.
Mas uma coisa é certa, se nós não a utilizarmos correctamente e se não definirmos bem dentro da profissão quando e como a usar, haverá sempre um burocrata em cada esquina pronto para nos exigir que o façamos, não sabendo muito bem por quê nem para quê.
Abraços
Jaime Correia de Sousa
De:
mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome
de Jose Nunes
Enviada: terça-feira, 25 de Maio de 2010 1:15
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Assunto: Re: [mgf-clinica] Sedentarismo
Cara(o)s,
Na sequência da ampla discussão acerca do ICPC-2 e da necessidade
de facilitar o trabalho colocava à discussao a possibilidade dos laboratórios
passarem a enviar os resultados das análises pedidas por nós para o nosso mail
e de preferência criar um formato que permita passar esses resultados
directamente para o SAM.
Alguem acha isto exequivel?
Antonieta Azeredo
USF Nascente, ACES Gondomar
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Recebeu esta mensagem por estar inscrito no grupo "MGF Clínica". Para enviar mensagens para o grupo escreva um email para mgf-c...@googlegroups.com.
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É possível e os informáticos dizem que é fácil, pelo menos no Medicine One.
Tratando-se de possibilidade “recentemente abordada pela ACSS” então é melhor esperarmos sentados: não conheço nenhuma história de sucesso que tenha começado com aquela formulação – se depender do IGIF não vai acontecer !.
Já seria óptimo se nos “dessem licença” para nós fazermos…
António Branco
USF Stª Maria - Tomar
De: mgf-c...@googlegroups.com [mailto:mgf-c...@googlegroups.com] Em nome de Maria José Ribas
Enviada: quinta-feira, 27 de Maio de 2010 08:38
Para: mgf-c...@googlegroups.com
Discussão interessante.
Duas das nossas internas têm questionado acaloradamente a classificação dos motivos de consulta como tarefa de internato.
A Ana Pisco veio dar-nos uma Jornada de formação, relemos a ICPC2 (introdução), discutimos nos corredores ou em reunião.
Insistimos na sua importância (mas só uma ou duas semanas) sobretudo para melhorarem a argumentação delas e sentirem na pele as vantagens e desvantagens deste tipo de classificação.
Acho que foi útil sobretudo no início como ponto de partida para reflectir sobre motivos de consulta: o como esquecemos tão rapidamente o motivo e passamos logo a encaixar em problema, a necessidade de deixar por escrito as palavras do paciente para revisitá-las quando andamos às voltas para perceber como ajudar as pessoas. Neste caso a classificação é algo negativa na medida onde reforça esta tradução para mediquês das palavras do paciente. Mas pode ajudar-nos a reflectir sobre a nossa tomada de decisão: também só vejo no quadro duma investigação desenhada para tal.
De resto acho uma boa ajuda a classificação em A, preciso da lista de problemas (o M1 ajuda a traduzir em código e não tenho de fazer quase nada) para começar a consulta, para referenciar (os colegas agradecem as nossas novas referenciações, até alguns lembram-se de responder), para assinalar os efeitos secundários dos medicamentos, dos factores de risco específicos, etc. E é muito útil em qualidade: conseguimos cruzar muito rapidamente fibrilhação auricular / varfine/ idade por exemplo.
De qualquer forma, já podemos dar acesso às internas a esta discussão dos seniores: ficam com uma base de argumentação sólida para tomarem decisões.
Pascale
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