Olá pessoal,
Para quem achava que não acabaria
nunca, chegamos finalmente ao nosso último exercício de Métodos! Depois de um
semestre tão corrido, com interrupções diversas (do Natal, do Carnaval e dos
Coreanos) e sentimentos alterados (como a insatisfação de ter aulas durante o
verão e o medo de morte súbita por tédio durante as aulas de métodos),
garanto que depois de quarta-feira não vou mais encher a paciência de vocês.
Não sei se é o caso de se falar em férias, afinal são só três semanas, mas o
descanso certamente é merecido.
Antes das instruções do exercício, gostaria de dizer que foi um prazer conviver com vocês durante esses últimos meses. O habitual desafio de mantê-los motivados em um curso de metodologia foi certamente aumentado devido às circunstâncias do semestre, mas fiquei bastante satisfeito com o rendimento de vocês. Devo reconhecer que a maior parte da amostra de projetos de pesquisa produzida pela turma foi de excelente qualidade e digo, com orgulho, que a decisão de continuar como professor de métodos no semestre que vem (recusando outras disciplinas que me foram oferecidas) não é mais que mera reação provocada pela dedicação, inteligência, criatividade e nível de discernimento demonstrados pela turma. Agradeço então pela chance de ter podido ajudar nos momentos de indecisão, pela preferência frente à outra turma da mesma disciplina, pelas noites passadas em claro em nome de um trabalho um pouco mais decente, pelos vários pedidos de monitoria, pela festa de aniversário...
Enfim... deixando o sentimentalismo de lado, como proposto, os projetos de quatro alunos serão apresentados em uma simulação de exame de qualificação que contará com a presença de alunos e ex-alunos do programa de pós-graduação do IREL como membros das bancas. Quem não for apresentar, precisa escolher um dos projetos, ler e entregar um relatório escrito contendo seus comentários como se estivesse participando da banca. Isso significa que vocês precisam analisar todos os aspectos de um projeto que nós comentamos durante o semestre e identificar problemas, reconhecer méritos, fazer sugestões. Uma maneira interessante de fazer isso, além de se basear nas defesas assistidas, é seguir a ordem das perguntas respondidas no exercício 2 (não estou dizendo que vocês precisam respondê-las, é só um guia para ajudá-los a avaliar o projeto!). Não é preciso escrever mais de uma página e não é permitido escrever mais de duas. A instrução é ser objetivo, mas não se esqueçam de que esta é uma atividade obrigatória que vale 10% da menção final. Seja qual for o projeto escolhido, os comentários deverão ser entregues na segunda-feira. Além disso, a presença nos dois dias de apresentação é obrigatória (sem presença, sem nota).
Ah, já ia me esquecendo... As apresentações aconteceram na nossa sala de aulas de sempre, no PAT, e, assim como as defesas da pós-graduação, elas serão públicas. Isso significa que vocês podem (e devem) convidar colegas de outros semestres, amigos, namoradas, familiares, etc. Pode ser a única chance de mostrar para a seus primos médicos, advogados ou engenheiros o que é que você realmente faz na faculdade!
O programa das apresentações é o que segue abaixo.
Um abraço a todos,
Ulysses
Dia 04/03 (segunda-feira)
Projeto 1
Aluna: Caroline Perissini Blasque
Título do projeto: A evolução da securitização da migração na Europa: a criação de uma ameaça existencial e seu impacto nas políticas migratórias.
Resumo: Em meio a fluxos intensos de migrantes entre os países, a associação entre migração e questões de segurança nacional, como o terrorismo, o crime organizado e o tráfico internacional de drogas, tem sido frequente. A partir do conceito ampliado de segurança desenvolvido pela Escola de Copenhague, pode-se entender esse processo pela produção de discursos políticos (atos de fala) que caracterizam o imigrante como uma ameaça existencial. Dessa forma, este projeto tem o objetivo de compreender o desenvolvimento do processo de securitização da migração existente na Europa. Pretende-se avaliar o impacto que os atentados de 11 de setembro de 2001 e a crise econômica tiveram sobre as políticas migratórias da região. Para isso, serão comparados os casos da Alemanha, da Grécia, da Espanha e do Reino Unido.
Banca: Jansen de Oliveira, Alan Camargo e Ana Paula Rossetto (todos orientandos da profa. Maria Helena)
Projeto 2
Aluno: Pedro Henrique L. do Nascimento
Título do projeto: A Construção Social da Guerra Mundial Africana
Resumo: O projeto de pesquisa se propõe a buscar pelas causas da mudança nas relações internacionais entre Ruanda e a República Democrática do Congo entre Maio de 1997, fim da Primeira Guerra do Congo, e Agosto de 1998, começo da Segunda Guerra do Congo – também conhecida como a Guerra Mundial Africana. Tendo como base a teoria do Construtivismo Social de Alexander Wendt, a hipótese se centra que a amizade entre o regime de Laurent Kabila – presidente da RD Congo à época – e das lideranças da Frente Patriótica de Ruanda (FPR) – partido da situação de Ruanda desde o fim do genocídio – definhou ao longo dos primeiros meses do fim do primeiro conflito através das ações e expectativas que um possuía perante o outro. Também se supõe para a formulação da hipótese que as identidades adquiridas neste processo ajudaram para a construção de uma cultura competitiva no lugar de uma cooperativa.
Banca: Alberto Carvalho (orientando do prof. Pio Penna) e Pedro Henrique Verano (orientando do prof. Lessa)
Dia 06/03 (quarta-feira)
Projeto 3
Aluna: Emanuelle da Rocha Silva Lima
Título do projeto: A eficácia de políticas públicas de proteção, acolhimento e adaptação de refugiados: o caso do Brasil
Resumo: A questão dos refugiados se configurou dentro da agenda internacional após a Segunda Guerra Mundial, visto que esta causou um grande deslocamento interno dentro da Europa. Ainda hoje, conflitos internos forçam pessoas a sair de seus países em busca de proteção em outros. O Brasil é considerado um ator importante e que tem investido em políticas para os refugiados, como programas de reassentamento. Além disso, o país foi inovador ao adotar um conceito ampliado de refugiado. Partindo-se da Legislação Brasileira e da Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951, este trabalho visa analisar a eficácia das políticas públicas de proteção, acolhimento e adaptação de refugiados. Essas políticas são realizadas por um sistema tripartite, composto pelo Governo Brasileiro, pelo ACNUR e pela Sociedade Civil.
Banca: Lívia Milanez (orientanda da profa. Maria Izabel) e Gustavo Simões (professor da UDF, ex-orientando do prof. Estevão)
Projeto 4
Aluna: Sarah Raquel Fróz Silva
Título do projeto: O impacto das ditaduras militares sobre a violência de gênero no Brasil (1964-1985) e Haiti (1957-1971)
Resumo: Em contextos opressores, como as ditaduras militares, tende-se a observar o aumento da violência em geral, como forma de manutenção do controle estatal. O foco do presente trabalho consiste na observação do impacto das ditaduras sob a violência de gênero, perpetrada contra as mulheres, em especial. Pressupõe-se, com base na literatura existente, que há o aumento desta forma de violência pela disseminação de uma cultura militar, construída por meio da afirmação da identidade masculina e da submissão feminina, e pelo clima de insegurança política, resultado, por sua vez, da fragilidade do sistema jurídico e do grande poder desfrutado pelas milícias nos regimes em questão. Para testar esta hipótese, busca-se observar os períodos sob regimes ditatoriais no Brasil (1964-1985) e Haiti (1957-1971).
Banca: Michelle Bandeira (orientanda da profa. Norma) e Ana Paula Rossetto (orientanda da profa. Maria Helena)
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