"- Corre, Pedro!" [Sem Palavras...]

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Everaldo Lacerda

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Dec 18, 2008, 6:25:12 AM12/18/08
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No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se  dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem  por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para  uma escola comum.
 
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança  fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali  estavam presentes.
 
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal,  perguntou:
 
- Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se  tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender  as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não se pode  lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está  a perfeição de Deus? '
 
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento  daquele pai, mas ele continuou:
 
- Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao  mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as  pessoas reagem diante desta criança.
 
Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho  Pedro:
 
- Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde  alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro  perguntou-me:
 
- Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
 
- Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria  dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse  jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de  participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se  Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando  a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo  não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e  disse:
 
- Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está  na oitava.  Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos  colocá-lo para bater até a nona rodada.
 
- Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao  ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a  luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de  Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por  três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e  agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva,  Pedro foi escalado para continuar. Uma questão, porém, veio à  minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta  circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo?  Surpreendentemente , foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria  quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.
 
- Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu  alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos  rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou  desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até  ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.
 
- O lançador deu novamente alguns passos para lançar a  bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu  companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos  rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e  poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro  estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o  lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo,  distante do alcance do primeiro homem da base.
 
- Então todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para  a primeira base, corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha  corrido...
- Mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos  arregalados e assustados.. Até que ele alcançasse a primeira base, o  jogador da direita teve aposse da bola. Ele poderia ter lançado a  bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo,  pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram  as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e  distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo  gritou:
 
- Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
 
- Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores  à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.  Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária  colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:
 
- Corre para a terceira.
 
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
 
- Pedro, corre para a base principal.
 
- Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os  18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como  se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe  dele.
 
*Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre  face , aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca  tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!*
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