Ano A
Dia 23/01/2014 De todas as partes,uma grande multidão o seguia Mc 3,7-12 Jesus, então, com
seus discípulos, retirou-se em direção ao lago, e uma grande multidão da
Galileia o seguia. Também veio a ele muita gente da Judeia e de Jerusalém,
da Idumeia e de além do Jordão, e até da região de Tiro e Sidônia, porque
ouviram dizer quanta coisa ele fazia. Ele disse aos discípulos que
providenciassem um barquinho para ele, a fim de que a multidão não o
apertasse. Pois, como tivesse curado a muitos, aqueles que tinham doenças
se atiravam sobre ele para tocá-lo. E os espíritos impuros, ao vê-lo,
caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus". Mas ele os
repreendeu, proibindo que manifestassem quem ele
era.
Comentário do Evangelho
Perspectiva universal da missão de
Jesus
Trata-se de um
sumário que, ao mesmo tempo, sintetiza e amplia a atividade de Jesus.
Jerusalém não é o centro das atenções, mas a Galileia e, mais
especificamente, a região do Lago de Genesaré. De todas as partes as
pessoas acorrem a Jesus: da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e de além do
Jordão, e até de Tiro e Sidônia (v. 8), além de uma grande multidão da
Galileia (v. 7). Há, aqui, uma perspectiva universal da missão de Jesus:
não somente os judeus, mas também os pagãos são atraídos pela fama de
Jesus. Mas o que atraía essa numerosa multidão? O nosso texto
genericamente responde: "quanta coisa ele fazia" (v. 8). Nessa expressão
deve-se compreender o conjunto dos gestos e do ensinamento de Jesus. O
sumário é, ainda, a ocasião de apresentar a agitação dos "espíritos
imundos" que reconhecem o poder divino de Jesus pelo qual são e serão
vencidos: "ele os repreendeu" (v. 12). Aparece ainda o tema marcano do
segredo messiânico (v. 12: "proibindo que manifestassem quem ele era"),
que já comentamos antes.
Oração
Pai, conduze-me
ao teu filho Jesus, por meio do qual o Reino mostra sua eficácia em mim,
fazendo a vida e a esperança renascerem em meu coração.
Fonte:www.paulinas.org.br |

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Pai, ensina-me a ser
benevolente com quem deve ser evangelizado por mim, para que, no
final de minha missão, eu possa também experimentar a tua
benevolência.
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Ano A Dia: 24/01/2014 Jesus chamou os que ele quis Mc 3, 13-19 Jesus subiu um monte, chamou os que ele quis, e eles foram para perto dele. Então escolheu doze homens para ficarem com ele e serem enviados para anunciar o evangelho. A esses doze ele chamou de apóstolos. Eles receberam autoridade para expulsar demônios. Os doze foram estes: Simão, a quem Jesus deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu (a estes ele deu o nome de Boanerges, que quer dizer "Filhos do Trovão"); André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus. Comentário do
Evangelho
Os "doze" A lista dos "doze" apóstolos parece ter
surgido como tradição das primeiras comunidades de judeus convertidos, e
que os evangelistas sinóticos incorporaram em seus evangelhos. O número
"doze" sugere uma continuidade do novo movimento cristão com as doze
tribos de Israel. Jesus é apresentado como um novo Moisés, constituindo um
povo novo sobre a terra, sob a égide dos Doze escolhidos. Moisés na
montanha (Sinai) recebera a Lei e do alto da montanha (monte Nebo)
vislumbra a terra na qual serão instaladas as doze tribos.
Alguns dos nomes citados só aparecem nesta lista. Ao longo dos evangelhos sinóticos só serão mencionados os nomes de Pedro, André, Tiago, João, Mateus (só em Mateus) e Judas Iscariotes, e no evangelho de João só serão mencionados Pedro, André, Filipe, Natanael (Bartolomeu?), Tomé, Judas (Tadeu?) e Judas Iscariotes. O evangelho de João não apresenta a lista dos doze e usa sempre o termo "discípulos", nunca se referindo a "apóstolos", o que sugere uma visão diferenciada do movimento de Jesus, mais como uma novidade surgida a partir da Galiléia do que uma continuidade com o judaísmo que surge na esteira do antigo Israel. Oração
Pai, apesar da minha fraqueza, sei que contas
comigo para o serviço do teu Reino. Vem em meu auxílio, para que eu seja
um instrumento útil em tuas mãos. Fonte:www.paulinas.org.br |
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Pai, ensina-me a ser benevolente com quem
deve ser evangelizado por mim, para que, no final de minha missão,
eu possa também experimentar a tua benevolência.
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São
Paulo |
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Ano
A
Dia: 27/01/2014 Blasfêmia contra o Espírito Santo Mc 3, 22-30 Alguns mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém,
diziam:
- Ele está dominado por Belzebu, o chefe dos demônios. É Belzebu que dá poder a este homem para expulsar demônios. Então Jesus chamou todos e começou a ensiná-los por meio de parábolas. Ele dizia: - Como é que Satanás pode expulsar a si mesmo? O país que se divide em grupos que lutam entre si certamente será destruído. Se uma família se divide, e as pessoas que fazem parte dela começam a lutar entre si, ela será destruída. Se o reino de Satanás se dividir em grupos, e esses grupos lutarem entre si, o reino não continuará a existir, mas será destruído. - Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e roubar os seus bens, sem primeiro amarrá-lo. Somente assim essa pessoa poderá levar o que ele tem em casa. - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: os pecados que as pessoas cometem ou as blasfêmias contra Deus poderão ser perdoados. Mas as blasfêmias contra o Espírito Santo nunca serão perdoadas porque a culpa desse pecado dura para sempre. Jesus falou assim porque diziam que ele estava dominado por um espírito mau. Comentário do Evangelho
Ruptura com o amor de Deus Os
escribas vindos de Jerusalém são os enviados dos chefes religiosos que
tinham em mãos o culto sacrifical do Templo e o dinheiro do Tesouro, anexo
ao Templo. Eles percebem que Jesus, com seu anuncio da Verdade e do Amor é
uma ameaça para seu poder e seus privilégios. Jesus já havia expulsado o
espírito impuro que dominava um homem em uma sinagoga. Eles se empenham em
difamar Jesus, para afastar o povo dele.
O Espírito Santo é o amor. Considerar as obras de amor do Espírito como sendo obras do demônio significa o distanciamento e até a ruptura com o próprio amor de Deus. Rejeitar e matar os que com amor buscam resgatar a dignidade humana dos empobrecidos explorados e excluídos significa a rejeição da vida e do amor de Deus. Oração
Pai, sou-te infinitamente grato, pois, em Jesus Cristo movido pelo Espírito Santo, tua libertação chega até nós, vítimas de tantas formas de opressão. |
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Dia: 28/01/2014 Quem é da família de Jesus Mc 3, 31-35 |

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Ano A
Dia: 29/01/2014 O Semeador saiu a semear Mc
4, 1-20
Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo
às margens do mar da Galiléia. Uma multidão muito grande se reuniu em
volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a
multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes
muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 "Escutai!
O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à
beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em
terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra
não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não
tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos
cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra
boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta,
sessenta e até cem por um". 9 E Jesus dizia: "Quem tem ouvidos para ouvir,
ouça". 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os doze,
perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: "A vós, foi dado o
mistério do reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em
parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não
compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados". 13 E lhes
disse: "Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis
todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a palavra. 15 Os que estão
à beira do caminho são aqueles nos quais a palavra foi semeada; logo que a
escutam, chega satanás e tira a palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo
modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que
ouvem a palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si
mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por
causa da palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os
espinhos: são aqueles que ouvem a palavra; 19 mas quando surgem as
preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos,
sufocam a palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem
a semente em terreno bom, são os que ouvem a palavra, a recebem e dão
fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um".
Comentário do Evangelho
A Palavra acolhida gera vida nova Nosso texto pode ser dividido em duas partes: a
parábola (vv. 1-9) e a explicação ou alegoria da parábola (vv. 10-20). É
provável que a redação da alegoria da parábola tenha sido escrita num
período distinto daquele em que a parábola foi dita. Muito embora não
tenhamos acesso ao contexto original em que a parábola foi pronunciada,
podemos conjeturar que tipo de questão pode ter dado origem à parábola do
semeador: Por que a Palavra de Deus é semeada no coração de uns e não de
outros? Por que ela produz frutos em uns e não em outros? Deus faz
distinção de pessoas? Deus não faz acepção de pessoas. A semente é semeada
em toda a extensão do terreno. Sua Palavra é oferecida e semeada no
coração de todo ser humano indistintamente. O modo com que a Palavra de
Deus é acolhida e o espaço que ela encontra no coração e na vida de cada
um é que permite ou não que ela produza os frutos próprios de seu
dinamismo, pois assim como a chuva e a neve que caem do céu para lá não
voltam sem terem regado a terra, assim a Palavra que sai da boca de Deus e
que cai no coração do ser humano (cf. Is 55,10-11).
Oração
Pai, que eu jamais me canse de proclamar a tua
Palavra, mesmo com o risco de ver meu esforço fracassar. Que eu esteja bem
consciente de que o Reino te pertence. Fonte:www.paulinas.org.br |

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Dia: 31/01/2014 A semente Mc 4, 26-34 |