Manual Diagnóstico E Estatístico De Transtornos Mentais

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Kerby Kolpack

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Aug 4, 2024, 8:48:38 PM8/4/24
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OManual Diagnstico e Estatstico de Transtornos Mentais (5 edio), mais conhecido como DSM-5, a ltima atualizao desta ferramenta utilizada internacionalmente para traar diagnsticos psiquitricos. O DSM revisado de tempos em tempos e a sua ltima atualizao foi feita em 2013, referente quinta edio que est em vigor. Portanto, o intuito do Manual guiar e embasar os profissionais que lidam com transtornos relacionados mente, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a fim de padronizar os diagnsticos.

A Associao Americana de Psiquiatria se baseia neste manual e em alguns aspectos que so usados para estabelecer o diagnstico do TEA. Como foi visto, os critrios tendem a sofrer atualizaes, que servem para obter uma maior preciso no diagnstico, e a partir deles que possvel classificar o grau de severidade do autismo, como tambm identificar as necessidades de intervenes e servios de suporte.


Categorias em que o TEA se enquadra: o autismo pode ser enquadrado em trs categorias dentro do DSM-5, so elas: Deficincia Social, Dificuldades de linguagem e comunicao e Comportamentos repetitivos e/ou restritivos.


Neste grau, as maiores dificuldades esto relacionadas aos dficits de comunicao, sem muitas comorbidades associadas. Por conta disso, o pequeno com autismo leve muitas vezes rotulado como desinteressado.


O autismo moderado possui aspectos mais complicados em relao ao anterior. Nesse caso, a falta da verbalizao pode ser um dos problemas do indivduo acometido e, geralmente, mais comorbidades esto associadas ao diagnstico.


O grau 3, ou autismo severo, se caracteriza pelos prejuzos no neurodesenvolvimento serem mais elevados. Nesse contexto, os problemas esto presentes desde o processo de socializao at o funcionamento geral de corpo e mente. Por esse motivo, a independncia da criana com autismo mais difcil de ser conquistada no grau 3.


O DSM-5 de fundamental importncia para o diagnstico do autismo e de outras condies que afetam a mente. Alm disso, ele uma ferramenta valiosa para a padronizao e atualizao do conhecimento referente aos transtornos mentais, inclusive o TEA. Contudo, tendo em vista que a viso cientfica ampla e discordante em diversos aspectos, a evoluo constante dos estudos e pesquisas faz com que o conhecimento sobre determinado transtorno seja constantemente corrigido ou complementado.


Outrossim, com o avano cientfico, a preciso e a velocidade do diagnstico aumentaram, possibilitando aos profissionais a definio de estratgias de tratamento em tempo hbil, com o objetivo de diminuir os danos causados pelo autismo. Portanto, profissionais e pais devem ficar atentos e acompanhar as atualizaes do DSM.


Farei 40 anos e tenho muitas caracteristicas que me faz reconhecer que tenho TEA. Desde muito cedo tive muitas dificuldades em me expressar e recentemente sa de uma depresso, sindrome do panico e tag (sempre esteve presente desde a infancia), todos pela terceira vez. Gostaria de obter um diagnostico. Poderiam me indicar um medico especializado? Obrigado, amei o artigo.


Ol Vinicius! Procure por centros mdicos ou hospitais que tenham departamentos de sade mental ou clnicas especializadas em transtornos do espectro autista. Eles podem ter profissionais qualificados para avaliar e diagnosticar adultos com TEA.


Ao consultar um mdico especializado, importante compartilhar suas preocupaes, histrico mdico e descrever as caractersticas e dificuldades que voc enfrenta. Essas informaes ajudaro o profissional a avaliar se um diagnstico de TEA apropriado no seu caso.


Objetivo: Analisar o Manual Diagnstico e Estatstico de Transtorno Mentais (DSM) enquanto um dispositivo info-comunicacional.

Mtodo: Realizou-se uma pesquisa bibliogrfica, de abordagem qualitativa. O DSM foi analisado a partir da proposta de Foucault (1977), para quem um dispositivo definido pela estrutura de seus elementos heterogneos e pela sua gnese.

Resultado: A primeira edio do Manual, o DSM-I, foi elaborada pela ento American Medico-Psycological Association, que viria a ser a American Psychiatric Association (APA), e publicado em 1952. A ele, seguiram-se quatro edies: o DSM-II, o DSM-III, o DSM-IV e o DSM-5. O DSM-5 foi lanado nos Estados Unidos em 2013 e conta com vinte e duas grandes categorias de transtornos mentais. Ele foi produzido pela APA e contou com uma extensa rede de colaboradores para sua elaborao. Seu pblico-alvo so clnicos que buscam uma nomenclatura oficial para diagnstico, estudantes e pesquisadores.

Concluses: Esse dispositivo info-comunicacional conseguiu se estabilizar com o DSM-III, mantendo-se estvel no DSM-IV e no DSM-5. Porm, os movimentos contrrios ao DSM surgidos com a publicao da atual edio demonstram uma insatisfao com o sistema de classificao vigente, pois a fabricao de doenas mentais parece favorecer cada vez mais o mercado da psicofarmacologia. Seriam esses movimentos capazes de levar ao esmaecimento e futuro colapso desse dispositivo info-comunicacional? Ou sua transformao? So necessrios estudos, de carter interdisciplinar, para esclarecer esses questionamentos.


Mestranda do Programa de Ps-Graduao em Cincia da Informao do Instituto Brasileiro de Cincia e Tecnologia (IBICT) em convnio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), graduanda em Letras: Portugus-Grego pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduada em Biblioteconomia e Documentao pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Realizou estgio no Centro de Pesquisa de Informaes e Dados (COPED) - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES) e na Biblioteca da Faculdade de Veterinria - Universidade Federal Fluminense. Possui interesse nos seguintes temas: leitura teraputica, biblioterapia, leitura, transtorno do espectro autista, informao e sade, historiografia da lingustica.


Membro do corpo docente permanente do Programa de Ps-Graduao em Cincia da Informao do Ibict/Eco/UFRJ. Possui doutorado em Comunicao e Cultura (Eco/UFRJ), Diplme d?tudes Approfondies (DEA) em Sciences de lInformation et de la Communication (EHESS/Frana), Graduao em Letras (PUC/MG) e Biblioteconomia (UFMG). Membro do corpo docente permanente do Programa de Ps-Graduao em Cincia da Informao (PPGCI/UFMG) de 2002 a 2006; do Programa de Ps-Graduao em Informao e Comunicao em Sade (PPGICS/Icict/FIOCRUZ), de 2007 a 2012. Pesquisadora visitante do Programa de Ps-Graduao em Enfermagem (PPGenf/UERJ) de 2016 a 2017. Foi Presidente da ANCIB-Associao Nacional de Pesquisa e Ps-Graduao em Cincia da Informao, de 2003 a 2006 e coordenadora do Grupo de Trabalho Mediao, Circulao e Apropriao da Informao, de 2007 a 2009. lder do Grupo de Pesquisa Cultura e Processos Infocomunicacionais (Culticom). Membro fundador e responsvel cientfica, pelo Brasil, da Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediaes e Usos Sociais de Saberes e Informao - Rede MUSSI, desde 2008. Participa de Comits Editoriais e/ou parecerista de revistas cientficas das reas de Cincias da Informao, Comunicao, Sade, do Brasil e do exterior, bem como de agncias avaliadoras e de fomento do Brasil e da Frana. reas principais de pesquisa: informao e circulao de objetos culturais; conhecimento, informao e sociedade; informao e educao popular em sade; dispositivos e mediaes de saberes em redes de movimentos sociais.


COUZINET, V. Dispositifs info-communicationnels: contributions une dfinition. In: COUZINET, V. Dispositifs info-communicationnels: questions de mdiations documentaires. Paris: Herms Science, Lavoisier, 2009. p. 19-30.


FROHMANN, B. O carter social, material e pblico da informao. In: FUJITA, M.S.L.; MARTELETO, R.M.; LARA, M. L. G. (orgs.). A dimenso epistemolgica da Cincia da Informao e suas interfaces tcnicas, polticas e institucionais nos processos de produo, acesso e disseminao da informao. So Paulo: Cultura Acadmica Ed.; Marlia: Fundepe Ed., 2008, p. 17-34.


MAS, Natalie Andrade. Transtorno do Espectro Autista: histria da construo de um diagnstico. 2018. Dissertao (Mestrado em Psicologia Clnica) - Instituto de Psicologia, Universidade de So Paulo, So Paulo, 2018.


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