PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL

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Pedro Alves

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Oct 21, 2012, 8:18:22 PM10/21/12
to mdd...@googlegroups.com
PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL 

para combater o desemprego propunha a diminuição das horas diárias de trabalho e a penalização grave de horas extras até que o desemprego baixa-se.... por que o que está acontecer nas empresas .. é que como estamos em crise, e o pessoal que ganha 500€ é obrigado a trabalhar quase 12 horas por dia (sem horas extras) para manter o seu posto de trabalho... porque se não quer... há quem queira... pois existe muita pessoa desesperada, Na pratica as empresas fecham negócios a preço a pouco mais do preço de custo a contar da escravidão do pessoal... para alem de destruir o mercado das boas empresas.. estamos a criar postos de escravidão

Os meus melhores cumprimentos

Pedro Alves

Telem: +351 96 007 00 55
Email: pedrow...@gmail.com
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M.F. Rocha

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Oct 23, 2012, 5:57:58 AM10/23/12
to mdd...@googlegroups.com

Bom dia. 

A proposta do Sr.P.Alves até pode ser genuína mas padece de alguma ingenuidade.  Não vou tão longe no discurso, nem na forma como o Sr. Emilio abordou  esta questão (sem ofensa) mas posso garantir,  não como chefe que alguma vez tivesse sido, mas como simples funcionária, que a “coisa” funciona direitinho como ele descreve. 

Quando comecei a trabalhar, há alguns anos, rapidamente dei conta de como assim era. Não falo porque disso  (h.extras) nunca beneficiei mas porque eu própria, nova e ingénua, também  constatei este facto.  E nem pensar romper com o vício  instalado!  Nas tentativas que fizesse, rapidamente percebi que acabaria  ostracizada. 

A questão é muito simples: caridade não tem nada a ver com solidariedade.  A primeira é na vertical,  a segunda na horizontal e é esta que encontra entraves na prática.  A nossa condição de seres egoístas mais todos os defeitos  que  carregamos desde sempre é a raiz  de todos os muitos problemas  que  causamos  mas de que nos lamentamos também.  Portanto,   estamos  como  o cão em volta do rabo!   Para mudarmos o que quer que seja,  temos  que  dar, cada um de nós,  o exemplo nas nossas vidas e  a maioria das vezes, quando chega o valor da factura para pagar por essa tomada de posição,  acaba-se rendido aos sistema instalado.  Lamento não ter 18 anos e pensar como pensava naquela altura, acreditando que as flores no cabelo e o amor livre seriam a solução.  Muita dessa gente dessa geração são aqueles que agora estão a dar cartas, rendidos ao dinheiro e às cotações na bolsa.  

Saudações. 

 

 


From: pedrow...@gmail.com
Date: Mon, 22 Oct 2012 01:18:22 +0100
Subject: [MDD:2570] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL
To: mdd...@googlegroups.com
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Pedro Alves

unread,
Oct 23, 2012, 2:27:33 PM10/23/12
to mdd...@googlegroups.com
Boa Tarde

Prazer em conhecer, Rosa. Desculpe a minha ignorância mas não percebi onde está a ingenuidade!!! 
Garanto-lhe que não tenho o dom de florear a minha escrita, mas pelo que me percebi , acho que não tem consciência do grave problema que actualmente vivemos nas empresas... as pessoas são escravas e temem pelo seu emprego pois são forçadas a isso e muito menos fazem queixa a qualquer tipo de instituição legal pois a represália seria muito maior! eu não digo isto por que me apetece mas sim por que vejo isso diariamente.
Alem disso esta ideia segundo já tive a oportunidade de ver não é novidade.. existe muitas pessoas que já defendem algo semelhante: (ingénuos ? )

dou a conhecer:
http://www.youtube.com/watch?v=yVDF5KzlaUA

Os meus melhores cumprimentos

Pedro Alves

Telem: +351 96 007 00 55




No dia 23 de Outubro de 2012 10:57, M.F. Rocha <rocha...@hotmail.com> escreveu:
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M.F. Rocha

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Oct 24, 2012, 6:28:03 PM10/24/12
to mdd...@googlegroups.com

Boa noite Pedro

Quando falei ingenuidade não foi  com sentido depreciativo não,  mas apenas porque a ideia até seria boa,  muito boa e  ajudaria sim a combater o desemprego.  Mas Pedro, a questão é que, tal como a estratégia que, muitas vezes, leva duas pessoas (duas apenas) a criarem uma sociedade (empresa) com a consequente repartição  dos lucros,  e  tudo isto com a maior das boas vontades de ambas as partes, que funciona no início, pergunte-se por que será que na maioria das vezes, mais tarde, a sociedade acaba desfeita e também, muitas vezes, até com acusações mútuas?  

Transpondo  esta simples relação para uma relação  de um maior numero de pessoas,  a estratégia é (seria) boa sim, mas o problema reside na nossa natureza.  Porque  em boa verdade,  há muita gente que, num qualquer momento (das dificuldades), adere mas logo, logo,  para mostrar “serviço”,  esquece o momento dos apuros  e revela  a sua verdadeira natureza.

Por alguma razão  somos apelidados de chico espertos! E isso até na estrada, por causa de uns meros metros ganhos, se encontram!  Isto para não falar de outros expedientes de que muitos se socorrem para resolverem questões pessoais, coisa muito própria, pelos vistos, da nossa cultura.  Não creio estar a surpreende-lo,  a ter que  enumerar muitos desses expedientes.

Por isso o problema não está na estratégia  repito,  mas na  natureza de alguns.   E basta que um abra um precedente, imediatamente todos os outros lhe seguem o “exemplo”.

Sei, sei  bem que o mercado de trabalho está difícil.  Permita que não exponha a minha vida pessoal mas  tenho  muitas e boas razões para o compreender. 


Saudações


M.Fátima

 

 



From: pedrow...@gmail.com
Date: Tue, 23 Oct 2012 19:27:33 +0100
Subject: Re: [MDD:2572] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL
To: mdd...@googlegroups.com
--
 
 

Victor Mendes

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Oct 24, 2012, 8:01:11 PM10/24/12
to mdd...@googlegroups.com
Ol� F�tima,

o problema n�o � a natureza humana mas o tipo de sociedade em que o individuo � criado e educado. Atualmente ele � criado numa sociedade competitiva que desperta o "pior" que tem a natureza humana. Se ele fosse criado num ambiente cooperativo a parte "pior" ficaria adormecida e a parte melhor seria despertada.
O problema que refere dos s�cios da empresa surge precisamente porque esse n�o � o modelo ideal de trabalho. Se quiser um modelo que funciona melhor pode estudar o Grupo Cooperativo MONDRAGON nesta p�gina: http://www.novacomunidade.org/cooperativaempresa-social.html
E nunca � demais sublinhar que a nossa vida e a dos nossos descendentes depende de conseguirmos implementar na nossa comunidade o Modelo Cooperativo Familiar descrito nesse site.

Abra�o
Vitor



Em 24-10-2012 23:28, M.F. Rocha escreveu:

Boa noite Pedro

Quando falei ingenuidade n�o foi� com sentido depreciativo n�o,� mas apenas porque a ideia at� seria boa, �muito boa e �ajudaria sim a combater o desemprego.� Mas Pedro, a quest�o � que, tal como a estrat�gia que, muitas vezes, leva duas pessoas (duas apenas) a criarem uma sociedade (empresa) com a consequente reparti��o �dos lucros,� e� tudo isto com a maior das boas vontades de ambas as partes, que funciona no in�cio, pergunte-se por que ser� que na maioria das vezes, mais tarde, a sociedade acaba desfeita e tamb�m, muitas vezes, at� com acusa��es m�tuas?��

Transpondo� esta simples rela��o para uma rela��o� de um maior numero de pessoas,� a estrat�gia � (seria) boa sim, mas o problema reside na nossa natureza.� Porque� em boa verdade,� h� muita gente que, num qualquer momento (das dificuldades), adere mas logo, logo,� para mostrar �servi�o�, �esquece o momento dos apuros� e revela �a sua verdadeira natureza.

Por alguma raz�o� somos apelidados de chico espertos! E isso at� na estrada, por causa de uns meros metros ganhos, se encontram!� Isto para n�o falar de outros expedientes de que muitos se socorrem para resolverem quest�es pessoais, coisa muito pr�pria, pelos vistos, da nossa cultura.� N�o creio estar a surpreende-lo, �a ter que �enumerar muitos desses expedientes.

Por isso o problema n�o est� na estrat�gia �repito, �mas na �natureza de alguns. ��E basta que um abra um precedente, imediatamente todos os outros lhe seguem o �exemplo�.

Sei, sei� bem que o mercado de trabalho est� dif�cil.� Permita que n�o exponha a minha vida pessoal mas� tenho �muitas e boas raz�es para o compreender.�


Sauda��es


M.F�tima

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From: pedrow...@gmail.com
Date: Tue, 23 Oct 2012 19:27:33 +0100
Subject: Re: [MDD:2572] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL
To: mdd...@googlegroups.com

Boa Tarde

Prazer em conhecer, Rosa. Desculpe a minha�ignor�ncia mas n�o percebi onde est� a�ingenuidade!!!�
Garanto-lhe que n�o tenho o dom de florear a minha escrita, mas pelo que me percebi , acho que n�o tem�consci�ncia�do grave problema que�actualmente�vivemos nas empresas... as pessoas s�o escravas e temem pelo seu emprego pois s�o for�adas a isso e muito menos fazem queixa a qualquer tipo de institui��o legal pois a�repres�lia�seria muito maior! eu�n�o�digo isto por que me apetece mas sim por que vejo isso diariamente.
Alem disso esta ideia segundo j� tive a oportunidade de ver n�o � novidade..�existe�muitas pessoas que j� defendem algo semelhante: (ing�nuos ? )

dou a conhecer:
http://www.youtube.com/watch?v=yVDF5KzlaUA

Os meus melhores cumprimentos

Pedro Alves

Telem: +351 96 007 00 55




No dia 23 de Outubro de 2012 10:57, M.F. Rocha <rocha...@hotmail.com> escreveu:
googlegroups.com


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Victor Mendes

unread,
Oct 24, 2012, 8:19:47 PM10/24/12
to mdd...@googlegroups.com
Ol� F�tima,

Cito:
"Para mudarmos o que quer que seja, �temos �que� dar, cada um de n�s, �o exemplo nas nossas vidas e� a maioria das vezes, quando chega o valor da factura para pagar por essa tomada de posi��o,� acaba-se rendido aos sistema instalado.� Lamento n�o ter 18 anos e pensar como pensava naquela altura, acreditando que as flores no cabelo e o amor livre seriam a solu��o. "

Para mudarmos o que quer que seja precisamos primeiro SABER como o mudar. ACREDITAR � assunto de f� e n�o de conhecimento. Existe apenas uma �nica solu��o e sim temos de cada um dar o exemplo nas nossas vidas: aplicar na nossa comunidade o Modelo Cooperativo Familiar www.NOVACOMUNIDADE.org. Tudo o resto � ignor�ncia ou masoquismo.

Abra�o
Vitor



Em 23-10-2012 10:57, M.F. Rocha escreveu:

Bom dia.�

A proposta do Sr.P.Alves at� pode ser genu�na mas padece de alguma ingenuidade.� N�o vou t�o longe no discurso, nem na forma como o Sr. Emilio abordou� esta quest�o (sem ofensa) mas posso garantir,� n�o como chefe que alguma vez tivesse sido, mas como simples funcion�ria, que a �coisa� funciona direitinho como ele descreve.�

Quando comecei a trabalhar, h� alguns anos, rapidamente dei conta de como assim era. N�o falo porque disso �(h.extras) nunca beneficiei mas porque eu pr�pria, nova e ing�nua, tamb�m� constatei este facto.� E nem pensar romper com o v�cio �instalado! �Nas tentativas que fizesse, rapidamente percebi que acabaria� ostracizada.�

A quest�o � muito simples: caridade n�o tem nada a ver com solidariedade.� A primeira � na vertical, �a segunda na horizontal e � esta que encontra entraves na pr�tica.� A nossa condi��o de seres ego�stas mais todos os defeitos� que� carregamos desde sempre � a raiz �de todos os muitos problemas� que� causamos� mas de que nos lamentamos tamb�m.� Portanto, ��estamos �como �o c�o em volta do rabo! ��Para mudarmos o que quer que seja, �temos �que� dar, cada um de n�s, �o exemplo nas nossas vidas e� a maioria das vezes, quando chega o valor da factura para pagar por essa tomada de posi��o,� acaba-se rendido aos sistema instalado.� Lamento n�o ter 18 anos e pensar como pensava naquela altura, acreditando que as flores no cabelo e o amor livre seriam a solu��o.� Muita dessa gente dessa gera��o s�o aqueles que agora est�o a dar cartas, rendidos ao dinheiro e �s cota��es na bolsa.��

Sauda��es.�

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From: pedrow...@gmail.com
Date: Mon, 22 Oct 2012 01:18:22 +0100
Subject: [MDD:2570] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL
To: mdd...@googlegroups.com

PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL�

para combater o desemprego propunha a diminui��o das horas di�rias de trabalho e a penaliza��o grave de horas extras at� que o desemprego baixa-se.... por que o que est� acontecer nas empresas .. � que como estamos em crise, e o pessoal que ganha 500� � obrigado a trabalhar quase 12 horas por dia (sem horas extras) para manter o seu posto de trabalho... porque se n�o quer... h� quem queira... pois existe muita pessoa desesperada, Na pratica as empresas fecham neg�cios a pre�o a pouco mais do pre�o de custo a contar da escravid�o do pessoal... para alem de destruir o mercado das boas empresas.. estamos a criar postos de escravid�o

Os meus melhores cumprimentos

Pedro Alves

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António Manuel Pereira da Cruz

unread,
Oct 25, 2012, 4:50:54 AM10/25/12
to mdd...@googlegroups.com
Bom dia a todos,
Por mais boas ideias e boa vontade que se tenha, para resolver o
problema do desemprego, não só em Portugal como a nível mundial, a
solução é só uma: ACABAR COM A AUTOMAÇÃO!!!!! Enquanto o Homem
inventou máquinas para o ajudar em tarefas, a situação foi aceitável e
a convivência máquina/homem era pacifica. Assim que o Homem inventou
máquinas para substituir o Homem, foi o principio do fim. Enquanto não
renegarmos todos os serviços e produtos que sejam realizados sem uma
forte componente humana, esqueçam os empregos, porque neles não vão
aparecer. A tecnologia será o fim da humanidade. E por nossa culpa!
Muitos de vocês que irão ler este mail terão certamente via verde.
Pois não deveriam ter, porque foram umas centenas de postos de
trabalho que se perderam e eventualmente umas dezenas criadas. O
balanço é sempre negativo para o lado da empregabilidade. E isto é
apenas um exemplo. E tenham em atenção o seguinte: um posto de
trabalho perdido, pode demorar, mais mais tarde ou mais cedo vai-vos
atingir, porque a economia é uma corrente. E uma corrente só é
corrente, quando tem todos os elos. Se se corta um, passa a ser apenas
um pedaço de metal.
PENSEM NISTO!!! Quando fazem compras online, quando pagam em caixas
automáticas no supermercado, quando passam na via verde, quando
utilizam o netbanco, quando pagam tudo com cartões de plástico.
Reparem que até o google já tem carros completamente autonomos a fazer
milhares de kilometros, para fotografar e cartografar ruas, etc...
Daqui, saltaremos rápidamente para transportes publicos automatizados,
camiões a circular com mercadorias sem condutor, etc, etc

PENSEM NISTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

No dia 24 de Outubro de 2012 23:28, M.F. Rocha
<rocha...@hotmail.com> escreveu:
> --
>
>

Pedro Alves

unread,
Oct 25, 2012, 5:39:28 PM10/25/12
to mdd...@googlegroups.com
Caro António
O problema não está na automação... a automação existe para facilitar  trabalho do homem e diminuir o tempo que o homem se  dedica no seu emprego. O homem não precisa de trabalho, precisa de acesso a bens para poder viver. Neste momento com a ganancia de algumas pessoas cujo seu objectivo é o "lucro" obrigam a que as pessoas a trabalhar horas extraordinárias enquanto muitos se encontram sem trabalho e consequentemente sem dinheiro. Isto é que tem que acabar. Aconselho um documentário que se chama zeitgeist.. que explica muito bem este caso!

Os meus melhores cumprimentos

Pedro Alves

Fernando Santana

unread,
Oct 26, 2012, 10:21:38 AM10/26/12
to mdd...@googlegroups.com
Concordo com o Pedro Alves.


 
--
 
 

António Manuel Pereira da Cruz

unread,
Oct 26, 2012, 5:48:52 AM10/26/12
to mdd...@googlegroups.com
Neste caso aconselho-te as palestras do TED X e seus convidados para
veres o impacto negativo que a chamada tecnologia está a ter nas
nossas vidas e quão negro será o futuro.


No dia 25 de Outubro de 2012 22:39, Pedro Alves
<pedrow...@gmail.com> escreveu:
> --
>
>

Victor Mendes

unread,
Oct 26, 2012, 12:17:39 PM10/26/12
to mdd...@googlegroups.com
Ol� Ant�nio!

N�o leves a mal o que vou dizer mas esse � um dos maiores disparates que
muitas pessoas pensam. Mas como �s Economista t� explicado... :-)

Vou dar-te um exemplo. O ser humano precisa de v�rios recursos para
viver. Mas imagina que precisava s� de laranjas.
Tu dizes que todo o cultivo, apanha, transforma��o, etc deve ser feito
manualmente para assim todas as pessoas terem um emprego e receberem o
seu sal�rio.
Eu no entanto escolho inventar uns robos que fazem esse trabalho por n�s
e as pessoas apenas escrevem num computador o que precisam e tudo �
levado � sua porta. Ou seja, ningu�m tem emprego, todos tem apenas tempo
livre.

Ou seja o �nico limite que existe nestes quadros � a quantidade de
laranjas que cada um pode consumir.

N�o vou gastar mais tempo e partilho esta nota que explica o resto:
https://www.facebook.com/notes/victor-mendes/5-simples-passos-para-salvar-portugal-e-transform%C3%A1-lo-no-pa%C3%ADs-com-o-maior-fib-do/503375843023424


Esse � o funcionamento do Modelo Cooperativo Familiar www.NOVACOMUNIDADE.org

Abra�o
Vitor




Em 25-10-2012 09:50, Ant�nio Manuel Pereira da Cruz escreveu:
> Bom dia a todos,
> Por mais boas ideias e boa vontade que se tenha, para resolver o
> problema do desemprego, n�o s� em Portugal como a n�vel mundial, a
> solu��o � s� uma: ACABAR COM A AUTOMA��O!!!!! Enquanto o Homem
> inventou m�quinas para o ajudar em tarefas, a situa��o foi aceit�vel e
> a conviv�ncia m�quina/homem era pacifica. Assim que o Homem inventou
> m�quinas para substituir o Homem, foi o principio do fim. Enquanto n�o
> renegarmos todos os servi�os e produtos que sejam realizados sem uma
> forte componente humana, esque�am os empregos, porque neles n�o v�o
> aparecer. A tecnologia ser� o fim da humanidade. E por nossa culpa!
> Muitos de voc�s que ir�o ler este mail ter�o certamente via verde.
> Pois n�o deveriam ter, porque foram umas centenas de postos de
> trabalho que se perderam e eventualmente umas dezenas criadas. O
> balan�o � sempre negativo para o lado da empregabilidade. E isto �
> apenas um exemplo. E tenham em aten��o o seguinte: um posto de
> trabalho perdido, pode demorar, mais mais tarde ou mais cedo vai-vos
> atingir, porque a economia � uma corrente. E uma corrente s� �
> corrente, quando tem todos os elos. Se se corta um, passa a ser apenas
> um peda�o de metal.
> PENSEM NISTO!!! Quando fazem compras online, quando pagam em caixas
> autom�ticas no supermercado, quando passam na via verde, quando
> utilizam o netbanco, quando pagam tudo com cart�es de pl�stico.
> Reparem que at� o google j� tem carros completamente autonomos a fazer
> milhares de kilometros, para fotografar e cartografar ruas, etc...
> Daqui, saltaremos r�pidamente para transportes publicos automatizados,
> cami�es a circular com mercadorias sem condutor, etc, etc
>
> PENSEM NISTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
>
> No dia 24 de Outubro de 2012 23:28, M.F. Rocha
> <rocha...@hotmail.com> escreveu:
>> Boa noite Pedro
>>
>> Quando falei ingenuidade n�o foi com sentido depreciativo n�o, mas apenas
>> porque a ideia at� seria boa, muito boa e ajudaria sim a combater o
>> desemprego. Mas Pedro, a quest�o � que, tal como a estrat�gia que, muitas
>> vezes, leva duas pessoas (duas apenas) a criarem uma sociedade (empresa) com
>> a consequente reparti��o dos lucros, e tudo isto com a maior das boas
>> vontades de ambas as partes, que funciona no in�cio, pergunte-se por que
>> ser� que na maioria das vezes, mais tarde, a sociedade acaba desfeita e
>> tamb�m, muitas vezes, at� com acusa��es m�tuas?
>>
>> Transpondo esta simples rela��o para uma rela��o de um maior numero de
>> pessoas, a estrat�gia � (seria) boa sim, mas o problema reside na nossa
>> natureza. Porque em boa verdade, h� muita gente que, num qualquer momento
>> (das dificuldades), adere mas logo, logo, para mostrar �servi�o�, esquece
>> o momento dos apuros e revela a sua verdadeira natureza.
>>
>> Por alguma raz�o somos apelidados de chico espertos! E isso at� na estrada,
>> por causa de uns meros metros ganhos, se encontram! Isto para n�o falar de
>> outros expedientes de que muitos se socorrem para resolverem quest�es
>> pessoais, coisa muito pr�pria, pelos vistos, da nossa cultura. N�o creio
>> estar a surpreende-lo, a ter que enumerar muitos desses expedientes.
>>
>> Por isso o problema n�o est� na estrat�gia repito, mas na natureza de
>> alguns. E basta que um abra um precedente, imediatamente todos os outros
>> lhe seguem o �exemplo�.
>>
>> Sei, sei bem que o mercado de trabalho est� dif�cil. Permita que n�o
>> exponha a minha vida pessoal mas tenho muitas e boas raz�es para o
>> compreender.
>>
>>
>> Sauda��es
>>
>>
>> M.F�tima
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>> ________________________________
>> From: pedrow...@gmail.com
>> Date: Tue, 23 Oct 2012 19:27:33 +0100
>> Subject: Re: [MDD:2572] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM
>> PORTUGAL
>> To: mdd...@googlegroups.com
>>
>> Boa Tarde
>>
>> Prazer em conhecer, Rosa. Desculpe a minha ignor�ncia mas n�o percebi onde
>> est� a ingenuidade!!!
>> Garanto-lhe que n�o tenho o dom de florear a minha escrita, mas pelo que me
>> percebi , acho que n�o tem consci�ncia do grave problema que actualmente
>> vivemos nas empresas... as pessoas s�o escravas e temem pelo seu emprego
>> pois s�o for�adas a isso e muito menos fazem queixa a qualquer tipo de
>> institui��o legal pois a repres�lia seria muito maior! eu n�o digo isto por
>> que me apetece mas sim por que vejo isso diariamente.
>> Alem disso esta ideia segundo j� tive a oportunidade de ver n�o � novidade..
>> existe muitas pessoas que j� defendem algo semelhante: (ing�nuos ? )

Victor Mendes

unread,
Oct 26, 2012, 12:23:57 PM10/26/12
to mdd...@googlegroups.com
Tens raz�o Ant�nio, ser� muito negro mas n�o por esse motivo:
http://www.youtube.com/watch?v=CujqeUL6FvM

Mas tamb�m existe uma solu��o e depende de n�s entend�-la e aplic�-la:
www.NOVACOMUNIDADE.org
A nossa vida e a dos nossos filhos depende disso.

Abra�o
Vitor






Em 26-10-2012 10:48, Ant�nio Manuel Pereira da Cruz escreveu:
> Neste caso aconselho-te as palestras do TED X e seus convidados para
> veres o impacto negativo que a chamada tecnologia est� a ter nas
> nossas vidas e qu�o negro ser� o futuro.
>
>
> No dia 25 de Outubro de 2012 22:39, Pedro Alves
> <pedrow...@gmail.com> escreveu:
>> Caro Ant�nio
>> O problema n�o est� na automa��o... a automa��o existe para facilitar
>> trabalho do homem e diminuir o tempo que o homem se dedica no seu emprego.
>> O homem n�o precisa de trabalho, precisa de acesso a bens para poder viver.
>> Neste momento com a ganancia de algumas pessoas cujo seu objectivo � o
>> "lucro" obrigam a que as pessoas a trabalhar horas extraordin�rias enquanto
>> muitos se encontram sem trabalho e consequentemente sem dinheiro. Isto � que
>> tem que acabar. Aconselho um document�rio que se chama zeitgeist.. que
>> explica muito bem este caso!
>>
>> Os meus melhores cumprimentos
>>
>> Pedro Alves
>>
>> Telem: +351 96 007 00 55
>> Email: pedrow...@gmail.com
>> Messenger: centra...@centralvendas.com
>>
>> Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100000845161650#!/
>> Skype: pedrowhatever
>>
>>
>>
>>
>> No dia 25 de Outubro de 2012 09:50, Ant�nio Manuel Pereira da Cruz
>> <alco...@gmail.com> escreveu:
>>
>>> ois n�o deveriam ter, porque foram umas centenas de postos de
>>> trabalho que se perderam e eventualmente umas dezenas criadas. O
>>> balan�o � sempre negativo para o lado da empregabilidade. E isto �
>>> apenas um exemplo. E tenham em aten��o o seguinte: um posto d
>>
>> --
>>
>>

Fernando Santana

unread,
Oct 27, 2012, 7:23:45 AM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com
Concordo inteiramente com o Victor.


No dia 26 de Outubro de 2012 17:17, Victor Mendes <vmf...@gmail.com> escreveu:
Olá António!

Não leves a mal o que vou dizer mas esse é um dos maiores disparates que muitas pessoas pensam. Mas como és Economista tá explicado... :-)

Vou dar-te um exemplo. O ser humano precisa de vários recursos para viver. Mas imagina que precisava só de laranjas.
Tu dizes que todo o cultivo, apanha, transformação, etc deve ser feito manualmente para assim todas as pessoas terem um emprego e receberem o seu salário.
Eu no entanto escolho inventar uns robos que fazem esse trabalho por nós e as pessoas apenas escrevem num computador o que precisam e tudo é levado á sua porta. Ou seja, ninguém tem emprego, todos tem apenas tempo livre.

Ou seja o único limite que existe nestes quadros é a quantidade de laranjas que cada um pode consumir.

Não vou gastar mais tempo e partilho esta nota que explica o resto:
https://www.facebook.com/notes/victor-mendes/5-simples-passos-para-salvar-portugal-e-transform%C3%A1-lo-no-pa%C3%ADs-com-o-maior-fib-do/503375843023424


Esse é o funcionamento do Modelo Cooperativo Familiar www.NOVACOMUNIDADE.org

Abraço

Vitor




Em 25-10-2012 09:50, António Manuel Pereira da Cruz escreveu:
Bom dia a todos,
Por mais boas ideias e boa vontade que se tenha, para resolver o
problema do desemprego, não só em Portugal como a nível mundial, a
solução é só uma: ACABAR COM A AUTOMAÇÃO!!!!! Enquanto o Homem
inventou máquinas para o ajudar em tarefas, a situação foi aceitável e
a convivência máquina/homem era pacifica. Assim que o Homem inventou

máquinas para substituir o Homem, foi o principio do fim. Enquanto não
renegarmos todos os serviços e produtos que sejam realizados sem uma

forte componente humana, esqueçam os empregos, porque neles não vão
aparecer. A tecnologia será o fim da humanidade. E por nossa culpa!

Muitos de vocês que irão ler este mail terão certamente via verde.
Pois não deveriam ter, porque foram umas centenas de postos de

trabalho que se perderam e eventualmente umas dezenas criadas. O
balanço é sempre negativo para o lado da empregabilidade. E isto é
apenas um exemplo. E tenham em atenção o seguinte: um posto de

trabalho perdido, pode demorar, mais mais tarde ou mais cedo vai-vos
atingir, porque a economia é uma corrente. E uma corrente só é

corrente, quando tem todos os elos. Se se corta um, passa a ser apenas
um pedaço de metal.

PENSEM NISTO!!! Quando fazem compras online, quando pagam em caixas
automáticas no supermercado, quando passam na via verde, quando

utilizam o netbanco, quando pagam tudo com cartões de plástico.
Reparem que até o google já tem carros completamente autonomos a fazer

milhares de kilometros, para fotografar e cartografar ruas, etc...
Daqui, saltaremos rápidamente para transportes publicos automatizados,
camiões a circular com mercadorias sem condutor, etc, etc


PENSEM NISTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

No dia 24 de Outubro de 2012 23:28, M.F. Rocha
<rocha...@hotmail.com>  escreveu:
Boa noite Pedro

Quando falei ingenuidade não foi  com sentido depreciativo não,  mas apenas
porque a ideia até seria boa,  muito boa e  ajudaria sim a combater o
desemprego.  Mas Pedro, a questão é que, tal como a estratégia que, muitas

vezes, leva duas pessoas (duas apenas) a criarem uma sociedade (empresa) com
a consequente repartição  dos lucros,  e  tudo isto com a maior das boas

vontades de ambas as partes, que funciona no início, pergunte-se por que
será que na maioria das vezes, mais tarde, a sociedade acaba desfeita e

também, muitas vezes, até com acusações mútuas?

Transpondo  esta simples relação para uma relação  de um maior numero de
pessoas,  a estratégia é (seria) boa sim, mas o problema reside na nossa
natureza.  Porque  em boa verdade,  há muita gente que, num qualquer momento
(das dificuldades), adere mas logo, logo,  para mostrar “serviço”,  esquece

o momento dos apuros  e revela  a sua verdadeira natureza.

Por alguma razão  somos apelidados de chico espertos! E isso até na estrada,
por causa de uns meros metros ganhos, se encontram!  Isto para não falar de

outros expedientes de que muitos se socorrem para resolverem questões
pessoais, coisa muito própria, pelos vistos, da nossa cultura.  Não creio

estar a surpreende-lo,  a ter que  enumerar muitos desses expedientes.

Por isso o problema não está na estratégia  repito,  mas na  natureza de

alguns.   E basta que um abra um precedente, imediatamente todos os outros
lhe seguem o “exemplo”.


Sei, sei  bem que o mercado de trabalho está difícil.  Permita que não
exponha a minha vida pessoal mas  tenho  muitas e boas razões para o
compreender.


Saudações


M.Fátima






________________________________
From: pedrow...@gmail.com
Date: Tue, 23 Oct 2012 19:27:33 +0100
Subject: Re: [MDD:2572] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM
PORTUGAL
To: mdd...@googlegroups.com

Boa Tarde

Prazer em conhecer, Rosa. Desculpe a minha ignorância mas não percebi onde
está a ingenuidade!!!
Garanto-lhe que não tenho o dom de florear a minha escrita, mas pelo que me
percebi , acho que não tem consciência do grave problema que actualmente
vivemos nas empresas... as pessoas são escravas e temem pelo seu emprego
pois são forçadas a isso e muito menos fazem queixa a qualquer tipo de
instituição legal pois a represália seria muito maior! eu não digo isto por

que me apetece mas sim por que vejo isso diariamente.
Alem disso esta ideia segundo já tive a oportunidade de ver não é novidade..
existe muitas pessoas que já defendem algo semelhante: (ingénuos ? )


dou a conhecer:
http://www.youtube.com/watch?v=yVDF5KzlaUA

Os meus melhores cumprimentos

Pedro Alves

Telem: +351 96 007 00 55




No dia 23 de Outubro de 2012 10:57, M.F. Rocha<rocha...@hotmail.com>
escreveu:

googlegroups.com



--



--



--



exoticlover

unread,
Oct 27, 2012, 2:27:16 PM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com
Conheco empresas que ao abrigo Da flexiguranca pagam as horas aos empregados passado um ano. Conheco uma, que alem de acertar as horas passado esse mesmo ano, ainda descontou um euro a cada hora alegando que era um montante elevado que teria que desembolsar. Isto e ao quw estavamos a chegar. Por isso concordo com a pessoa que iniciou o topico.
Desculpem os erros mas escrevo de um telemovel e Nao resisti a comentar. Cumprimentos a todos.

exoticlover

unread,
Oct 27, 2012, 2:27:31 PM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com

António Manuel Pereira da Cruz

unread,
Oct 27, 2012, 11:31:27 AM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com
Vamos lá a ver a situação...
Imaginemos o caso dos portageiros da Brisa. Foram despedidos cerca de
400 há pouco tempo, porque os que ficaram lá estão a fazer as horas
deles, ou porque a Brisa substituiu os portageiros por máquinas?
podia estar aqui o resto do dia a dar exemplos...

No dia 26 de Outubro de 2012 15:21, Fernando Santana
<escudod...@gmail.com> escreveu:
> --
>
>

M.F. Rocha

unread,
Oct 27, 2012, 4:54:54 PM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com

Em relação ao que diz,  não restam quaisquer duvidas.  Mais do que qualquer um de nós, um visionário como Alvin Toffler, diz no seu livro “A revolução da riqueza”  entre muitas outras coisas:


“…


A actual revolução da riqueza … Vai abrir  novas possibilidades no combate a pobreza, tanto internamente  como a nível mundial.  No entanto, este convite para um futuro brilhante faz-se acompanhar por um aviso: dizer que os riscos estão a multiplicar-se é pouco.  Eles entraram numa escalada. O futuro não é aconselhado a quem sofre do coração.



Mas quem quer que subestime o carácter revolucionário das actuais mudanças  estará a viver uma ilusão.


O mundo está a ser transformado, de forma dramática e irrevogável..



Em 2002, os japoneses fabricaram um computador  chamado Earth Simulator, concebido para ajudar a prever as alterações climatéricas globais. Fazia quatro biliões de cálculos por segundo – mais rápido do que os seus sete concorrentes mais próximos reunidos. Em 2005, um computador no Lawrence livermore National Laboratory  tinha capacidade para desempenhar 136 biliões de operações por segundo. E os cientistas prevêem  que os computadores possam atingir a velocidade petaflop – um trilião de operações matemáticas por segundo – no final da presente década.


…”


Portanto, indubitavelmente, estamos perante o corte definitivo em relação à era industrial.  Pensar-se que  “no meu tempo…” reclamando para os dias de hoje essa forma de funcionamento de outrora é uma absoluta perda  de tempo.  Estamos num período em que não tem volta.  O que  o autor descreve acima dá uma ideia do que já está aí.


A pergunta que se coloca e que, pelos vistos, ninguém consegue responder:  O que vão fazer os Governos a esta massa humana  duma forma cada vez mais crescente,  excluída todos dias  do que resta do “trabalho” que ainda existe sob a forma como sempre o conhecemos? 


Segundo: 


Acreditando seriamente que os movimentos que têm surgido nos últimos tempos, Zeitgeist incluído,  e uma vez que  aparentemente neles está (estaria) a solução para muitos dos problemas com que nos confrontamos actualmente, a pergunta: que impulso falha então  para colocar as coisas em prática?   Desesperados que estamos, que será que falta mesmo?   Será mesmo  e apenas  falta de  vontade por parte das pessoas?   O que falha, de facto,  na mobilização massiva das pessoas?  Desculpem mas alguma coisa me escapa.  Ocorre-me  até uma  frase que ouvi há tempos (em mais uma Palestra de um outro Movimento):  O português, individualmente, é fantástico mas colectivamente é um desastre.  Não serão os movimentos surgidos nos últimos tempos, a prova disso? 


Como observadora,  olhando  até  para o  nosso percurso político, por exemplo e por associação de pensamento,  o que falha  em nós, povo,   desde  que nos foi dada a  oportunidade de votar,  para não sairmos deste registo PSD / PS?   Afinal tanto descontentamento, tanta reclamação, como é possível  que não se saia deste ciclo?  Se os movimentos são a alternativa,  então como é?  Não será isto a confirmação  da tese: individualmente somos fantásticos   (a emigração demonstra-o),  colectivamente,  um desastre?   


Saudações
 

 


 
> Date: Thu, 25 Oct 2012 09:50:54 +0100
> Subject: Re: [MDD:2576] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL
> From: alco...@gmail.com
> To: mdd...@googlegroups.com
> --
>
>

Victor Mendes

unread,
Oct 27, 2012, 8:50:47 PM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com
Ol� F�tima,

"A pergunta que se coloca e que, pelos vistos, ningu�m consegue responder:� O que v�o fazer os Governos a esta massa humana� duma forma cada vez mais crescente,� exclu�da todos dias� do que resta do �trabalho� que ainda existe sob a forma como sempre o conhecemos?"�

Essa resposta � f�cil e basta olhar para a hist�ria: no sistema competitivo impera a lei da selva e do salve-se quem puder.

"que impulso falha ent�o� para colocar as coisas em pr�tica?"

Para resolver qualquer problema � preciso sempre o mesmo: estud�-lo a fundo. Por isso o MDDVTM � baseado na educa��o. Como a F�tima sabe eu passei os �ltimos 4 anos atr�s dum computador a analisar tudo o que me aparecia � frente sobre problemas e solu��es. Nos �ltimos 2 anos foi uma m�dia de 4 a 6 horas por dia. Por isso deve haver pouca coisa que eu n�o conhe�a. Neste momento o projecto www.NOVACOMUNIDADE.org � o �nico que resolveria todos os nossos problemas. Ele � baseado noutros projectos j� em pr�tica (empresas socias yunus, cooperativas, etc) e que diminuiriam grandemente os nossos problemas mas a todos lhe falta algo e s� o puzzle MCF est� completo. Dos movimentos que mencionou quem est� mais perto � o MZ mas AINDA lhe falta o plano de transi��o.
Agora o que falta para colocar o MCF em pr�tica? As pessoas conhecerem-no e ANALISAREM-NO, algo muito dif�cil pois exige muito estudo e tempo.

Abra�o
Vitor





Em 27-10-2012 21:54, M.F. Rocha escreveu:

Em rela��o ao que diz, �n�o restam quaisquer duvidas.� Mais do que qualquer um de n�s, um vision�rio como Alvin Toffler, diz no seu livro �A revolu��o da riqueza�� entre muitas outras coisas:


��


A actual revolu��o da riqueza � Vai abrir �novas possibilidades no combate a pobreza, tanto internamente� como a n�vel mundial.� No entanto, este convite para um futuro brilhante faz-se acompanhar por um aviso: dizer que os riscos est�o a multiplicar-se � pouco.� Eles entraram numa escalada. O futuro n�o � aconselhado a quem sofre do cora��o.


�


Mas quem quer que subestime o car�cter revolucion�rio das actuais mudan�as� estar� a viver uma ilus�o.


O mundo est� a ser transformado, de forma dram�tica e irrevog�vel..


�


Em 2002, os japoneses fabricaram um computador� chamado Earth Simulator, concebido para ajudar a prever as altera��es climat�ricas globais. Fazia quatro bili�es de c�lculos por segundo � mais r�pido do que os seus sete concorrentes mais pr�ximos reunidos. Em 2005, um computador no Lawrence livermore National Laboratory� tinha capacidade para desempenhar 136 bili�es de opera��es por segundo. E os cientistas prev�em �que os computadores possam atingir a velocidade petaflop � um trili�o de opera��es matem�ticas por segundo � no final da presente d�cada.


��


Portanto, indubitavelmente, estamos perante o corte definitivo em rela��o � era industrial. �Pensar-se que� �no meu tempo�� reclamando para os dias de hoje essa forma de funcionamento de outrora � uma absoluta perda� de tempo.� Estamos num per�odo em que n�o tem volta.� O que� o autor descreve acima d� uma ideia do que j� est� a�.


A pergunta que se coloca e que, pelos vistos, ningu�m consegue responder:� O que v�o fazer os Governos a esta massa humana� duma forma cada vez mais crescente,� exclu�da todos dias �do que resta do �trabalho� que ainda existe sob a forma como sempre o conhecemos?�


Segundo:�


Acreditando seriamente que os movimentos que t�m surgido nos �ltimos tempos, Zeitgeist inclu�do,� e uma vez que� aparentemente neles est� (estaria) a solu��o para muitos dos problemas com que nos confrontamos actualmente, a pergunta: que impulso falha ent�o �para colocar as coisas em pr�tica?� �Desesperados que estamos, que ser� que falta mesmo?�� Ser� mesmo �e apenas� falta de �vontade por parte das pessoas? ��O que falha, de facto, �na mobiliza��o massiva das pessoas? �Desculpem mas alguma coisa me escapa.� Ocorre-me� at� uma �frase que ouvi h� tempos (em mais uma Palestra de um outro Movimento):� O portugu�s, individualmente, � fant�stico mas colectivamente � um desastre.� N�o ser�o os movimentos surgidos nos �ltimos tempos, a prova disso?�


Como observadora,� olhando� at�� para o �nosso percurso pol�tico, por exemplo e por associa��o de pensamento, �o que falha� em n�s, povo, ��desde� que nos foi dada a �oportunidade de votar, �para n�o sairmos deste registo PSD / PS?�� Afinal tanto descontentamento, tanta reclama��o, como � poss�vel �que n�o se saia deste ciclo?� Se os movimentos s�o a alternativa,� ent�o como �? �N�o ser� isto a confirma��o �da tese: individualmente somos fant�sticos�� (a emigra��o demonstra-o), �colectivamente, �um desastre? ��


Sauda��es
�

�


�
> Date: Thu, 25 Oct 2012 09:50:54 +0100
> Subject: Re: [MDD:2576] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM PORTUGAL
> From: alco...@gmail.com
> To: mdd...@googlegroups.com
>
> Bom dia a todos,
> Por mais boas ideias e boa vontade que se tenha, para resolver o
> problema do desemprego, n�o s� em Portugal como a n�vel mundial, a
> solu��o � s� uma: ACABAR COM A AUTOMA��O!!!!! Enquanto o Homem
> inventou m�quinas para o ajudar em tarefas, a situa��o foi aceit�vel e
> a conviv�ncia m�quina/homem era pacifica. Assim que o Homem inventou

> m�quinas para substituir o Homem, foi o principio do fim. Enquanto n�o
> renegarmos todos os servi�os e produtos que sejam realizados sem uma

> forte componente humana, esque�am os empregos, porque neles n�o v�o
> aparecer. A tecnologia ser� o fim da humanidade. E por nossa culpa!

> Muitos de voc�s que ir�o ler este mail ter�o certamente via verde.
> Pois n�o deveriam ter, porque foram umas centenas de postos de

> trabalho que se perderam e eventualmente umas dezenas criadas. O
> balan�o � sempre negativo para o lado da empregabilidade. E isto �
> apenas um exemplo. E tenham em aten��o o seguinte: um posto de

> trabalho perdido, pode demorar, mais mais tarde ou mais cedo vai-vos
> atingir, porque a economia � uma corrente. E uma corrente s� �

> corrente, quando tem todos os elos. Se se corta um, passa a ser apenas
> um peda�o de metal.

> PENSEM NISTO!!! Quando fazem compras online, quando pagam em caixas
> autom�ticas no supermercado, quando passam na via verde, quando

> utilizam o netbanco, quando pagam tudo com cart�es de pl�stico.
> Reparem que at� o google j� tem carros completamente autonomos a fazer

> milhares de kilometros, para fotografar e cartografar ruas, etc...
> Daqui, saltaremos r�pidamente para transportes publicos automatizados,
> cami�es a circular com mercadorias sem condutor, etc, etc

>
> PENSEM NISTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
>
> No dia 24 de Outubro de 2012 23:28, M.F. Rocha
> <rocha...@hotmail.com> escreveu:
> > Boa noite Pedro
> >
> > Quando falei ingenuidade n�o foi com sentido depreciativo n�o, mas apenas
> > porque a ideia at� seria boa, muito boa e ajudaria sim a combater o
> > desemprego. Mas Pedro, a quest�o � que, tal como a estrat�gia que, muitas

> > vezes, leva duas pessoas (duas apenas) a criarem uma sociedade (empresa) com
> > a consequente reparti��o dos lucros, e tudo isto com a maior das boas

> > vontades de ambas as partes, que funciona no in�cio, pergunte-se por que
> > ser� que na maioria das vezes, mais tarde, a sociedade acaba desfeita e

> > tamb�m, muitas vezes, at� com acusa��es m�tuas?
> >
> > Transpondo esta simples rela��o para uma rela��o de um maior numero de
> > pessoas, a estrat�gia � (seria) boa sim, mas o problema reside na nossa
> > natureza. Porque em boa verdade, h� muita gente que, num qualquer momento
> > (das dificuldades), adere mas logo, logo, para mostrar �servi�o�, esquece

> > o momento dos apuros e revela a sua verdadeira natureza.
> >
> > Por alguma raz�o somos apelidados de chico espertos! E isso at� na estrada,
> > por causa de uns meros metros ganhos, se encontram! Isto para n�o falar de

> > outros expedientes de que muitos se socorrem para resolverem quest�es
> > pessoais, coisa muito pr�pria, pelos vistos, da nossa cultura. N�o creio

> > estar a surpreende-lo, a ter que enumerar muitos desses expedientes.
> >
> > Por isso o problema n�o est� na estrat�gia repito, mas na natureza de

> > alguns. E basta que um abra um precedente, imediatamente todos os outros
> > lhe seguem o �exemplo�.

> >
> > Sei, sei bem que o mercado de trabalho est� dif�cil. Permita que n�o
> > exponha a minha vida pessoal mas tenho muitas e boas raz�es para o
> > compreender.
> >
> >
> > Sauda��es
> >
> >
> > M.F�tima
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > ________________________________
> > From: pedrow...@gmail.com
> > Date: Tue, 23 Oct 2012 19:27:33 +0100
> > Subject: Re: [MDD:2572] PROPOSTA PARA COMBATER A TAXA DE DESEMPREGO EM
> > PORTUGAL
> > To: mdd...@googlegroups.com
> >
> > Boa Tarde
> >
> > Prazer em conhecer, Rosa. Desculpe a minha ignor�ncia mas n�o percebi onde
> > est� a ingenuidade!!!
> > Garanto-lhe que n�o tenho o dom de florear a minha escrita, mas pelo que me
> > percebi , acho que n�o tem consci�ncia do grave problema que actualmente
> > vivemos nas empresas... as pessoas s�o escravas e temem pelo seu emprego
> > pois s�o for�adas a isso e muito menos fazem queixa a qualquer tipo de
> > institui��o legal pois a repres�lia seria muito maior! eu n�o digo isto por

> > que me apetece mas sim por que vejo isso diariamente.
> > Alem disso esta ideia segundo j� tive a oportunidade de ver n�o � novidade..
> > existe muitas pessoas que j� defendem algo semelhante: (ing�nuos ? )

> >
> > dou a conhecer:
> > http://www.youtube.com/watch?v=yVDF5KzlaUA
> >
> > Os meus melhores cumprimentos
> >
> > Pedro Alves
> >
> > Telem: +351 96 007 00 55
> >
> >
> >
> >
> > No dia 23 de Outubro de 2012 10:57, M.F. Rocha <rocha...@hotmail.com>
> > escreveu:
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> > googlegroups.com
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Victor Mendes

unread,
Oct 27, 2012, 9:15:41 PM10/27/12
to mdd...@googlegroups.com
Olá António e restantes,

mais uma vez não leves a mal mas vou falar na generalidade embora esteja relacionado com a tua intervenção.

Nos últimos 4 anos contactei com centenas de pessoas na tentativa de divulgar os meus 2 projectos. E quando se contacta com tantas pessoas nós começamos a ver um padrão. E acontece quase sempre o mesmo. Eu rebato uma ideia, apresento material que prova o meu argumento e que a pessoa deverá analisar para perceber, e a pessoa pensa "quem és tu? eu não tenho tempo para perder com isso..." e continua a martelar na mesma tecla. É como diz a frase "Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." ou seja as pessoas já conhecem tanta coisa que pensam que a sua opinião está mais que fundamentada. Isso só tem vindo a fortalecer a minha ideia que a escolha de Membros Activos deve ser extremamente rigorosa e só podem ser aceites pessoas já com um nível bastante alto de conhecimento ou então pessoas dispostas a gastar muito tempo a analisar conteúdos.
Este exemplo é muito bom para ilustrar essa necessidade. Da maneira como o António põe o problema parece que ele tem toda a razão, se as maquinas não existissem todas as pessoas teriam emprego. É como dizer que as máquinas só deveriam sem empregues quando houvesse emprego pleno.  Quando se isola um problema o problema tem uma solução. Mas quando se analisa o problema num quadro mais amplo como  que referi na minha 1ª resposta vê-se que a o problema tem uma solução exactamente contrária. Mas lá está, analisar o problema num quadro mais amplo exige ter conhecimentos mais amplos. E isso não é algo que se consiga ensinar mas só pode ser feito com um trabalho autodidacta de muitos conteúdos.

Abraço
Vitor
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