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| Boletim Eletrônico do Centro de Referência da Juventude - SEASDH-RJ - Número: 57. Rio de Janeiro, Julho de 2012. | |
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Leandro
Aguiar
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Formatura dos alunos agita o CRJ da comunidade da Providência
Por Leandro Aguiar Na tarde do dia 5 de julho a gratidão estava
em cada aluno que se dirigia ao encontro dos professores e coordenadores. Com a
Formatura dos alunos nos cursos de inglês e informática no CRJ da Providência, o
ato de ter o diploma em mãos proporcionou a satisfação do dever cumprido. Com a
reciclagem técnica foram renovadas as suas esperanças junto com a expectativa de
poder entrar no mercado de trabalho, para muitos, ainda um sonho distante.
Em uma sala bem ornamentada e abastecida de
salgadinhos, os alunos faziam questão de revelar as suas boas impressões com os
respectivos cursos. “Estou feliz pela oportunidade de pode fazer um curso de inglês.
Antes só existia um curso de depilação na comunidade. Espero que ainda possa
vir outros cursos como o de Espanhol. Nós queremos disputar de igual para igual
com todos.“ conta a aluna Sueli Silva dos Santos.
Para que a história de vida dos jovens viesse
de encontro com os professores, resultando nesse momento singelo, a equipe do
projeto e os alunos se dedicaram arduamente nos últimos seis meses. ”Já estou
dando aula por aqui há quase um ano. Nasci e fui criado na Dona Marta, sempre
fui morador de comunidade e senti na pele as dificuldades que eles encontram.”
Conta o professor Jose Milton que ofereceu aulas de Informática para os
alunos. O coordenador Daniel Pontes aproveitou o
momento de vitórias para destacar que o Rio de Janeiro tem uma divida histórica
com a comunidade, onde as primeiras páginas de injustiças sociais começaram a
ser escritas nas favelas. “Aqui começou a história toda. Esperando a promessa
do governo de receber uma casa, os soldados que voltaram da guerra de canudos
não tinham para onde ir. Como não ganharam nada do prometido, começaram a subir
o morro e se instalar até formar nossa comunidade. Temos a obrigação de reparar
essas dividas. E é o que estamos fazendo.”
O
irônico é que até hoje abrigar pessoas querendo um pedacinho de chão é uma
realidade do lugar, que recebe gente de todos os cantos do país. É o caso do
paulista Fabio Luciano, o aluno veio parar na cidade maravilhosa atrás de uma
oportunidade e encontrou o CRJ de braços abertos. “Estudar é o que mais importa.
A cidade ofereça oportunidades mais sem um bom currículo não adianta nada. Meu
sonho é um dia trabalhar em alguma plataforma. Hoje foi um pequeno passo para
um futuro melhor.” Diz cheio de esperança.
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Iniciativa que faz a
diferença Por Leandro Aguiar A palestra oferecida pelo SEBRAE sobre
empreendedorismo na comunidade de Vila Paciência, em Santa Cruz, demonstra que
uma iniciativa pode fazer toda a diferença. A comunidade que já ficou conhecida
como sendo a “Haiti” da zona oeste devido a uma pobreza indisfarçável, finalmente
recebe novos ventos da transformação. Com a reunião de jovens que estão iniciando
a sua trajetória profissional, uma das salas do CRJ ficou lotada de aspirantes
a microempresários durante tarde do dia 10 de julho. A palestra foi estrategicamente elaborada
pela coordenadora Shirley Garcia. Percebendo um déficit no processo de
desenvolvimentos dos jovens, ela sagazmente elaborou um plano de incentivo para
o lugar. “Nós disponibilizamos muitos cursos, mas parece que por aqui ser uma
comunidade historicamente muito afastada e discriminada, alguns dos alunos tem
um pouco de baixa alto estima e não conseguem ter iniciativas dentro da própria
comunidade.” revela. Para tanto a empresaria e palestrante Magnalva
da Silva de Oliveira fez questão de ressaltar que o sucesso não vem por acaso, ela
afirma que grandes empresários também já sofreram com noites em claro na busca
da tal felicidade. ”As coisas não são fáceis como muita gente pensa. Silvio
Santos quando estava começando dividia seu tempo entre ser um camelo e trabalhar
em um circo. Tinha noites em que ele só dormia 3 horas.” conta. Com as devidas explicações sobre as vantagens
de possuir uma empresa legalizada, os olhinhos do jovem Diego Paixão, 19 anos, não
paravam de brilhavam. Ele que faz taekwondo no CRJ da comunidade sonha em ter
uma academia só para ele. “Ainda vou chegar lá. Ainda vou poder ganhar a vida
com o esporte que amo.” Conta. Dentro da proposta uma menina chamada Joice Martins, com apenas 18 anos, se destacava, afinal ela saiu das salas do CRJ para ir direto para o mundo dos negócios. “Fiz o curso de cabeleireira não apenas para cuida do meu próprio cabelo como muita gente. Aprendi e abri meu próprio salão, graças a Deus vem dando tudo certo. Espero que no futuro eu possa exportar uma franquia para outros lugares.” Revela dividindo a sua realização. |
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No jacarezinho Professores e alunos dão um nocaute no passado
Por Leandro Aguiar
Quem nunca presenciou alguma aula de boxe oferecida pelo CRJ da comunidade do Jacarezinho mal pode acreditar no incrível encontro geracional presente no espaço. Jovens, adultos e um professor tipicamente carioca, esbanjando bom humor e irreverência, se unem para difundir a nobre arte do boxe, aproveitando assim o melhor espaço que a comunidade tem a oferecer em termos de qualidade esportiva. Na comunidade cenas como essa sempre proporcionam o confronto entre o passado e o presente, por isso o encontro entre os mais jovens e os mais velhos é sempre cercado de histórias que relatam a labuta por um lugar melhor para viver. Não é a toa que em seus primórdios a comunidade era chamada de “favela da titica”, naqueles tempos ter uma infraestrutura decente era um sonho inatingível, e os esgotos a céu aberto proliferavam de mãos dadas com o histórico de elitismo e descaso das autoridades tradicionais. “Quando eu era pequeno o foco era só mesmo o trafico, quase como uma válvula de escape. E o centro de lutas é outras historia, já houve tentativas de se fazer centros como esse, mas até das goteiras nos tínhamos que desviar.” Lembra o aluno Rafael Paulo Araujo. Nascido e criado na comunidade o professor Hugo Leonardo Soares Lourenço, de 29 anos, explica que o esporte é muito mais do que ensinar golpes, em sua concepção esse é apenas um detalhe que envolve a complexidade do seu trabalho, afinal o material com que ele trabalha são seres humanos e erros muitas vezes são difíceis de reparar. O professor explica que a lição mais importante que a molecada deve aprender é superar os desafios diários que vão sempre aparecendo. Portanto em sua visão estudar, chacoalhar no trem e acordar cedo todos os dias para trabalhar pode e deve ter tudo haver com o esporte. “Já tentei de tudo dentro desse esporte, já fui até lutador profissional. Já venci e beijei a lona algumas vezes, mas nunca desisti de seguir em frente. Esse é o meu exemplo para a garotada.” conta. Essa filosofia se mostra presente até nos momentos mais sutis da vida dos alunos. Como demostra o brincalhão Gabriel de Lima Almeida, ainda que um pouco acima do peso, ele leva na esportiva as brincadeiras dos seus amigos. “Entrei para emagrecer, as piadas sobre gordinhos só me dão mais vontade de treinar. O mais importante é ter saúde, já perdi até uns quilos e vou mostrar meu valor.” Revela. |
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Visita ilustre NA Providência por Leandro Aguiar A comunidade da providencia recebeu no dia 03
de julho a delegação do Ministério de Terras do Quênia. O principal objetivo do
encontro foi compartilhar as experiências do Rio de Janeiro e do Brasil em
relação a sua política com a juventude. A motivação da visita a Providência está também ligada a programação dos cursos esportivos e artísticos instalados pelo Governo do Estado que acelerou o trabalho de integração na cidade. Portanto o respeito pela à urbanização das comunidades para abaixa renda está se tornando uma luta internacional, com o lema cidadania para todos. A delegação que foi muito bem recebida pela
equipe do CRJ, se mostrou muito receptiva ao dialogo, como se tivesse em casa.
“O encontro foi fascinante. Nosso CRJ está sempre de braços abertos para esse
tipo de evento, queremos dividir nossas conquistas e ouvir a opinião de todos.”
Diz o coordenador Daniel Pontes. |
Amanda Rèvész Amanda Rèvész |
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| Editado
pela Superintendência de Políticas para
a Juventude do Estado do Rio de Janeiro Coordenação da Equipe de Comunicação da SuPJ: Emerson Menezes Programação e Diagramação: Hugo Labanca Pça Cristiano Ottoni, s/nº - 7º andar - sala 708. Central - Rio de Janeiro - Brasil. Telefone: (21) 2332-7175 http://boletimcrj.blogspot.com juvent...@gmail.com Ouvidoria da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos Telefone: (21) 2334-5591 / 2334-5577 |
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