Estudo da Liturgia | Condenação ou Compaixão

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Catequista Bruno Velasco

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Jul 9, 2015, 2:07:45 PM7/9/15
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CONDENAÇÃO OU COMPAIXÃO - B

 

            A Liturgia da Palavra de 06 de Julho, Ano B, apresenta-nos novamente dois casos de uma fé verdadeira a toda a prova, pelo exemplo de Jairo perante a morte de sua filha e da viúva que apesar de ter uma doença incurável, apenas desejava tocar na capa de Jesus e, tanto um como a outra nos dão uma prova de fé e confiança em Deus e, ao mesmo tempo de uma coragem extraordinária  para fazermos a nossa oração para além da morte e do incurável.


A aparente ausência de Deus, pode desmoralizar alguns para a oração. Todavia, por Jesus, Deus continua a falar-nos da necessidade de orar sempre sem desfalecimento! Para quê, se aparentemente as nossas orações ficam sem resposta e Deus parece que continua silencioso ?


Mas S. Marcos diz no seu Evangelho que  “tudo quanto pedirdes na oração, crede que já o recebestes”.


Alguma  coisa pode estar errada, quando nós pedimos e não recebemos, e temos que reconhecer que talvez a nossa oração não seja bem feita. É preciso rezar com um coração de pobre porque é aos pobres que Deus escuta prioritariamente.


Com uma fé humilde, porque tudo é dom de Deus e nada pode ser reivindicado como se nos fosse devido. A fixação ambiciosa dos nossos interesses e a defesa arrogante dos nossos direitos, afastam-nos de Deus e por isso nos parece que Ele está ausente, quando afinal somos nós que estamos longe de Deus.


Jairo era chefe da sinagoga, mas prostrou-se humildemente aos pés de Jesus, pediu a cura da sua filha e, mesmo depois de ela já ter morrido, Jesus ouviu a oração de Jairo e restituiu a vida  à sua filha.


Uma mulher com hemorragias incuráveis, só por tocar na capa de Jesus com muita fé, foi curada. Deus, diante dos males e sofrimentos dos homens, perante os seus pecados e desvarios, em face das suas solidões e abandonos, não escolhe a condenação, mas prefere a compaixão :


* Quer se trate de uma pecadora apanhada em flagrante.

* Quer se trate de um amigo, Lázaro, que morreu.

* Quer se trate de um paralítico ou de uma prostituta, que necessitam de uma cura ou de uma nova vida.

*  Quer se trate de Jairo ou da viúva de Naim.


Se as atitudes de quem precisa forem de fé e arrependimento, Deus não fica silencioso e, sem nós o sabermos, dá-nos o que for melhor para nós. Deus, presente em Jesus Cristo, prefere  a compaixão! E a nós, seus discípulos, deixou-nos esta palavra de ordem :


- “Não condeneis!”


A sua compaixão, a sua infinita proximidade e solidariedade, constituem o elemento mais fundamental da salvação que nos vem oferecer.


Ainda não acabámos de perceber esta lição; ainda não deixámos de ser surpreendidos por esta maneira tão paradoxal de realizar a nossa libertação redentora.


Mas é este o seu estilo : Deixemos a Deus a tarefa de julgar para que seja a misericórdia a fazê-lo. Quanto a nós, procuremos ser testemunhas da compaixão divina, abrindo assim o lugar à esperança e vencendo a solidão daqueles que sofrem, quer pelos seus males, quer pelos seus pecados e por tudo aquilo que os faz infelizes.


Pela fé, aqueles que acreditam que Deus nunca abandona a sua Criação, também acreditam que muito menos abandona os seus filhos. 


Só quem reza sempre e sem desfalecimento se pode ir apercebendo de que antes de nós suplicarmos a Deus, já Deus cuida de nós sempre e sem desfalecimemento, no cumprimento do Plano  da História da Salvação.

 

Se ao menos tocar nas suas vestes, ficarei curada


                                                                                                  

John Nascimento

 

 






Paz e Bem,
 
Catequista Bruno Velasco
www.catequistabruno.com
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