Outra forma de pensar sobre isso, mas que na real é o mesmo argumento:
Contests e entrevistas sao muito parecidos, portanto treinar para um
contest te treina para uma entrevista.
Temos tipos de candidatos A e B, seja lá qual for a métrica usada para se
medir qualidade do profissional (Y), vamos supor que A e B tenham
distribuicoes iguais nessa medida, mas A treina pra contests. (dizendo que
treino para contests (X) é um fator ortogonal, ou aproximadamente, à
qualidade de profissional).
Supondo que a entrevista seja uma medicao Z que seja composta por
componentes nos dois eixos (qualidade profissional e capacidade de resolver
problemas)
Como A treina pra contests, o tipo de candidato A tem chance maior de
passar em uma entrevista que o tipo de candidato B. Portanto o average cap
Yb acaba ficando maior para que o Zb seja igual ao Za.
Tvz fique mais claro com um desenho:
​
Isso deriva da imperfeicao da medida em X, ela ajuda na decisão? Sim, mas
ela também vai adicionar um bias. Se um dia alguem consiga fazer uma medida
em Z que seja perfeitamente alinhada com Y, essa ainda vai ter um
componente em X, ao que indica, Google leva isso muito em conta e por isso
Z fica mais próximo de X do que de Z.
Caso eu tenha cometido algum erro grosseiro, disfarça, eu não sou
matemático.
---
[] s
Gustavo PACIANOTTO GOUVEIA
2016-01-18 17:35 GMT+00:00 Victor Carvalho
pvic...@gmail.com [maratona] <
mara...@yahoogrupos.com.br>:
>
>
>
> Bem polêmico. Concordo que ao se condicionar a resolver apenas problemas
> formatados da maneira dos problemas de Maratona, o cara pode acabar sem
> querer atrofiando a capacidade de resolução de outros problemas. Tipo o
> cara que é gênio em matemática mas autista socialmente. Mas a ideia que
> vencedores de contests são piores eu discordo, é bullshit NMO. Tem que ver
> os dados e a amostra que ele tá usando.
>
> Acho que há algum fator desses que está perdido nesse nexo de causalidade
> que ele apresentou. Talvez não seja ter sido bom em competições que cause o
> baixo desempenho, talvez seja a falta de alguma habilidade interpessoal
> (arrogância ou *hubris*) ou mesmo intrapessoal, o cara pode ser
> desmotivado com problemas "normais", procrastinador, lidar mal com prazos,
> etc.
>
> Eu mesmo pensava que um perfil bom de programador seja algum cara que
> contribua em projetos de software livre, pois o cara já teria tendência a
> ser mais colaborador, etc... Mas não, também conheci gente grande de
> projetos livres que eram perfeitos babacas arrogantes e até inferiores
> tecnicamente a um mero programador amador.
>
> Lidar com programador (os vaidosos se chamam engenheiros de software) é
> complicado mesmo. Tem muito programador que é escroto, só quer fazer as
> coisas do jeito dele, mesmo quando você mostra que o que ele está fazendo
> está errado. Programador é bicho teimoso e cheio de mania. Faz um scriptzim
> e acha que é a bala de prata, acaba se apaixonando pelo que faz mesmo
> quando aquilo tá errado. Por isso eu acho que a Maratona é uma lição de
> humildade. Ela diz que seu programa lindo maravilhoso está errado e pronto,
> ou pior, que ele nem rodou direito. hehehe
>
> Outra coisa é que muitos gerentes (acho que não é o caso) que são postos
> na condição de julgar desempenho de desenvolvedores são completamente
> incompetentes. Quem julga os julgadores?
>
>
> []'s
>
> 2015-04-14 12:06 GMT-03:00 Wladimir Tavares
wladi...@gmail.com
> [maratona] <
mara...@yahoogrupos.com.br>:
>
>>
>>
>>
http://www.catonmat.net/blog/programming-competitions-work-performance/
>>
>> Wladimir Araujo Tavares
>> "Fiz uma faculdade! Só não fiz a segunda porque acabaram os tijolos."
>>
>>
>>
>>
>
>