Nossas Carreiras e de nosso filhos e outros artigos interessantes
0 views
Skip to first unread message
Carlos
unread,
Jun 24, 2013, 11:50:34 PM6/24/13
Reply to author
Sign in to reply to author
Forward
Sign in to forward
Delete
You do not have permission to delete messages in this group
Copy link
Report message
Show original message
Either email addresses are anonymous for this group or you need the view member email addresses permission to view the original message
to carlos...@yahoo.com
Artigo interessante para pensarmos nossas
carreiras...
Jovens devem repensar suas alternativas
de carreira
Por Renato Bernhoeft | Para
o Valor SÃO PAULO - O mais recente estudo
divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as perspectivas
do mercado de trabalho até o ano de 2017, para a faixa etária entre 15
e 24 anos, merece ser analisado com atenção. Pais, instituições de ensino,
governos, empresas, entidades de classe e a sociedade de uma forma geral
devem iniciar, imediatamente, um processo de discussão e planejamento das
ações preventivas que possam evitar uma situação caótica em um futuro muito
próximo.
Segundo o estudo, “a taxa de desemprego
entre os jovens vai piorar globalmente por causa do contágio da crise do
euro para as economias emergentes”. Pelas projeções, a taxa de desemprego
dos jovens atingirá 12,9% até 2017 — o que representa uma alta de 0,2
pontos percentuais em relação à estimativa anterior.
Essa deterioração do mercado de trabalho
para os jovens é visível por meio de outros indicadores. Na falta de alternativa
no mercado formal, 17% deverão ir para a economia informal. Além disso,
também deve aumentar o número de jovens com atividades de tempo parcial,
o que tende a “mascarar” os resultados sobre o desemprego.
Atualmente já é possível constatar essas
consequências nas economias desenvolvidas. A taxa de jovens desempregados
varia para mais de 50% na Espanha e Grécia. Já no Oriente Médio, essa taxa
deve continuar a ser superior a 25%. Na América Latina, o índice deve permanecer
ao redor dos 14,7%. Para os jovens, é de vital importância repensar os
modelos que hoje representam os vínculos com o trabalho, as novas profissões
e as diferentes formas de conduzir suas carreiras.
Os pais não poderão mais orientar seus
filhos com base nos seus modelos de vida e carreira profissional. Eles
devem estimular o espírito empreendedor desde muito cedo nas crianças e
ampliar as discussões e debates sobre alternativas de realização profissional
e pessoal. Também é preciso buscar formas para criar filhos com uma visão
mais multicultural e internacionalizada, tornando-os independentes e assumindo
mais riscos em relação aos seus sonhos e desejos pessoais.
As instituições de ensino vão sofrer profundas
alterações nas suas finalidades, metodologias e conteúdos. A educação deverá
se situar mais próxima do mundo real e o professor não poderá ser apenas
aquele que leva conhecimento aos alunos, mas um mestre que leva o estudante
ao conhecimento.
As empresas deverão rever seus modelos
de carreira, estímulos, hierarquia e retenção de talentos. Possivelmente
incorporando colaboradores com uma mentalidade que ultrapasse a mera expectativa
do vínculo do emprego, captando também profissionais com perfil empreendedor
e inovador.
Os governos, por sua vez, precisarão repensar
suas políticas públicas sobre trabalho, tecnologia, inovação, modelos empresariais,
novos segmentos de atividades, contexto urbano, maior longevidade e mais
idosos permanecendo no mercado de trabalho.
É evidente que nesse contexto os avanços
e mudanças no mundo virtual devem ter grande impacto. As relações entre
as pessoas já estão mudando e devem se alterar ainda mais. Com o crescimento
e o caos das grandes cidades, os deslocamentos deverão ser repensados e
muito mais pessoas vão trabalhar em suas casas — o que também terá impactos
sobre a estrutura familiar.
Essa, portanto, não é uma preocupação apenas
para os jovens, mas para todos os que têm algum tipo de compromisso com
o presente e o futuro da nossa sociedade.
Renato Bernhoeft é fundador e presidente
do conselho de sócios da höft consultoria – transição de gerações. Atua
como consultor e palestrante no Brasil e no exterior. É articulista e autor
de 16 livros sobre empresas familiares, sociedades empresariais e qualidade
de vida. Cursou filosofia na Faculdade Anglicana de Teologia, em São Paulo.
Trabalhou por sete anos em projetos de desenvolvimento comunitário da Organização
das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) no México
e no Peru. Coordenou a área de recursos humanos nas empresas Kibon, DOW
Química e Villares.