Nota conjunta movimento MVJ com apoios - Solicitamos a difusão em suas listas

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Vera Vital Brasil

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May 21, 2018, 12:28:27 PM5/21/18
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Nota conjunta do Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça, da Equipe Clínico-Política do Rio de Janeiro, dos Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça e do Ocupa DOPS.

No dia 10 de maio último foi tornado público um memorando, encontrado por pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Matias Spektor, do ex-diretor da CIA, Willian Colby, para o então Secretario de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger, que relata o encontro ocorrido em março de 1974 entre chefes militares brasileiros. Presentes, o general Milton Tavares, chefe do Centro de Informações do Exército (CIE), o general João Figueiredo, do SNI, que informaram ao ditador Geisel, recém empossado, sobre as 104 execuções sumárias realizadas pelo CIE durante o mandato do general Medici. Geisel, como o seu antecessor, autorizou a continuidade da política de extermínio de opositores ao regime.

Não é novidade que a tortura, a execução e o desaparecimento forçado fizeram parte da política de Estado durante a ditadura. Os familiares de mortos e desaparecidos políticos e ex-presos políticos denunciam isso há décadas e a própria Comissão Nacional da Verdade atestou a existência dessa cadeia de comando, indicando inclusive os generais-ditadores como autores das graves violações de direitos humanos.

Ainda assim, o documento choca pela crueza com que Geisel conversa sobre o tema. Trata-se de uma das principais evidências do envolvimento de comandantes militares na política de extermínio levada a cabo pela ditadura. Mais: é uma prova de que o general Geisel, tantas vezes apontado como “moderado”, determinou diretamente a execução de seus opositores. Num momento de novos retrocessos democráticos, em que o Rio de Janeiro vive sob uma intervenção militar, e os apologetas da ditadura não tem mais medo de se posicionar em público, o documento desmonta o que resta do mito da “ditabranda”. Não somente pela forma explícita com que a política de extermínio era tratada, mas também por tornar evidente que as listas oficiais de mortos e desaparecidos políticos possuem lacunas.

O Estado brasileiro até hoje só reconheceu os mortos e desaparecidos apontados por sobreviventes e familiares e alguns poucos novos casos investigados pela CNV e por outras comissões de verdade. No total de 434 mortos e desaparecidos apontados pela CNV, há um número muito menor de executados pelo CIE naquele mesmo período, o que torna necessário questionar: quem são as outras vítimas? Essa pergunta poderia ser respondida caso fosse cumprida uma demanda histórica dos movimentos de luta por Memória, Verdade e Justiça: a abertura de todos os arquivos das Forças Armadas, especialmente do CIE, do CISA e do CENIMAR. 

Esperamos que a divulgação do documento neste momento recoloque esta pauta na agenda de debates públicos, especialmente no quadro das eleições que se aproximam. Estaremos atentos aos candidatos que se comprometam em assumir a demanda pela abertura dos arquivos e estejam dispostas a dar continuidade e aprofundar as políticas de memória, verdade, justiça e reparação. Nesse sentido, convém dizer que a nota emitida pelo Exército ontem, mesmo após a divulgação deste documento, revela a persistência da corporação em negar e/ou ocultar os crimes de lesa humanidade praticados, alegando que todos os arquivos da própria instituição relacionados ao período já foram destruídos. Não nos iludimos de que esta omissão tem se efetivado na multiplicação dos crimes, nas inócuas intervenções militares nos territórios, como a da cidade do Rio de Janeiro, e em candidaturas militares que mantém a mesma lógica repressiva, inaceitável, que fere frontalmente os diretos humanos.

Apoios:
Comitê Verdade, Memória e Justiça no Amazonas

Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia

Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás.

Comissão de Direitos Humanos de Foz do Iguaçu

Comitê Carlos de Ré da Verdade e Justiça do RS


Fórum Memória Verdade e Justiça do ES.


Comitê Memória , Verdade e Justiça Ceará

Associação 64/68 Anistia.

Projeto Brasil Nação - RJ
 
Comitê Paulista pela Memória Verdade Justiça

Comitê Popular de Santos Memória Verdade e Justiça  

Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do DF

Committee on U.S. Latin American Relations - CUSLAR - Cornell University

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos

Comissão Municipal da Verdade de Petrópolis

Centro Acadêmico de História/UERJ- Maracanã.

Levante Popular da Juventude.

DCE/UERJ

AAMA - Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil.

IBASE

Editora Hucitec

Ana Maria Araújo Freire - SP.

Paulo de Tarso Carneiro, ex-preso político.

Sebastião Medeiros.

Dulce Pandolfi, historiadora.

CPEI - Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena da UNICAMP

LAPA - Laboratório de Pesquisa e Extensão com Povos Tradicionais Afroamericanos da UNICAMP

José Mauricio Arruti - professor Departamento de Antropologia. UNICAMP


Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, CLACSO 

Pablo Gentili, secretário executivo, CLACSO

Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, Rio Grande do Sul

Benedito Tadeu César, Cientista político, professor da UFRGS (aposentado), integrante da Coordenação do Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito e do Comitê Gaúcho do Projeto Brasil-Nação

Daniel Aarão Reis, professor de História da Universidade Federal Fluminense.

Marcelo Ridenti- professor da UNICAMP

Mariana Joffily, historiadora, professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Beatriz Heredia, antropóloga ufrj

Sergio Lamarão, historiador.

Otávio Velho, antropólogo.

José Monserrat Filho, professor 

Ligia Bahia, médica, Professora da UFRJ

Dr.Wanderley Guilherme dos Santos, professor aposentado do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro; aposentado pela última lista do general Castelo Branco em outubro de 1964.

Sergio Muniz/documentarista

Luciana Heymann, PPGARQ/UNIRIO

Luiz Eduardo Soares- antropólogo 

Fabiana Rousseaux, psicoanalista, argentina.

Núcleo de História Oral e Memória/UFRJ

Maria Paula Nascimento Araújo, Professora titular de História Contemporânea da UFRJ 

Irene Loewenstein

Carlos Rodrigues Brandão, professor emérito - UNICAMP

Ligia MCS Rodrigues, física e membro do Brasil Nação-RJ.

Roberto Amaral

 Adélia Zimbrão - Psicóloga 

Lessandra da Silva - Socióloga

José Sergio Leite Lopes (professor UFRJ)

Afrânio Garcia Jr., Anthropologue, Maître de conférences EHESS, chercheur CESSP

Zinka Ziebell, professora universitária da Freie Universität Berlin.

Flávio Wolf de Aguiar, professor aposentado da USP, escritor e jornalista, correspondente em Berlim para varias mídias alternativas do Brasil.

Agenor Gomes Pinto Garcia, Engenheiro eletricista, Doutor em Ciências - CMVP


Javier Lifschitz, professor UNIRIO


João Paulo Rodrigues - historiador, professor da UFSJ 


Maria Eulalia Vares, matemática e membro do Brasil Nação-RJ


Denise Assis - jornalista

 

Norton Nohama -


 Ivete Caribé da Rocha, advogada (OAB-PR 35359).


Agostinho Guerreiro, engenheiro.


Adriana Rodrigues Novais, doutoranda do programa de Ciências Sociais, IFCH, UNICAMP

Roberto Romano da Silva RG 4 885 335- 5 (SSP-SP).
 

Tania Kolker

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May 21, 2018, 1:03:07 PM5/21/18
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Oi Vera
A carta ainda está recebendo apoios?
Bjs, Tania

Tania Kolker

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May 21, 2018, 1:04:32 PM5/21/18
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Digo, a nota. 

Vera Vital Brasil

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May 21, 2018, 2:12:46 PM5/21/18
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Não, Tania. Fechou ontem à noite. 


Vera Vital Brasil

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May 21, 2018, 2:48:49 PM5/21/18
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Car@s
Sugiro fortemente que aqueles que tenham interesse em terem seus nomes e ou entidades agregados como apoiadores, ao divulgarem a nota em suas páginas  blogs, listas, sites, manifestem seu apoio diretamente. 

Abraços 
Vera

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TORTURA É CRIME INAFIANÇÁVEL!
 
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Tania Kolker

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May 21, 2018, 3:26:53 PM5/21/18
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