MINISTRO JAQUES WAGNER RECONHECE QUE PT "APARELHOU" O SUPREMO

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Arimatéia

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May 7, 2015, 7:03:53 PM5/7/15
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Posted on maio 7, 2015 by Tribuna da Internet 5 comments

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Wagner faz distinção entre os ministros nomeados pelo PT e os outros

Carlos Newton

 

O comentarista Wilson Baptista Jr., sempre atento, nos envia uma surpreendente e estarrecedora declaração do ministro da Defesa, Jaques Wagner, que reclamou da repercussão da chamada PEC da Bengala, a emenda constitucional que aumenta para 75 anos a idade limite para exercer cargo público, cuja aprovação na Câmara vem sendo considerada como mais uma derrota do governo.

Reportagem de O Globo, assinada por Catarina Alencastro, Luiza Damé e Juliana Castro, transcreve a seguinte afirmação do ministro Wagner:

“Acho uma bobagem aqueles que estão falando que tirou dela a possibilidade de indicar cinco ministros porque os cinco que sairiam sem a PEC da Bengala, três foram indicação dela ou do presidente Lula. Dois deles, os ministros Marco Aurélio e o Celso de Mello, são tipicamente ministros que não têm um carimbo de padrinhos políticos, são ministros que trabalham pelo seu saber jurídico. Então, não acho que isso tem a ver com o Executivo.”

 

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA

 

Ao nos enviar a matéria, Wilson Baptista Jr. fez a seguinte indagação: “Quando o Jaques Wagner diz que ‘três foram indicação dela ou do presidente Lula. Dois deles, os ministros Marco Aurélio e o Celso de Mello, são tipicamente ministros que não têm um carimbo de padrinhos políticos, são ministros que trabalham pelo seu saber jurídico’, o que você acha que ele está dizendo sobre o trabalho do Toffoli?”

A observação do comentarista é perfeita, por ser público e notório que Dias Toffoli jamais teve notório saber jurídico e nem mesmo reputação ilibada, pois estava respondendo a processos. A meu ver, porém, a declaração do ministro da Defesa é ainda mais grave, por considerar que entre os cinco ministros do Supremo perto de se aposentar, apenas Celso de Mello e Marco Aurélio Mello não têm “carimbo de padrinhos políticos” e “trabalham pelo seu saber jurídico”.

Ou seja, Wagner entende que os outros três (Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Teori Zavascki), que foram indicados e nomeados pelos governos petistas, têm carimbo de padrinhos políticos e não trabalham pelo seu saber jurídico.

 

“APARELHAMENTO”

 

Sem a menor dúvida, o ministro da Defesa simplesmente reconheceu o “aparelhamento” do Supremo Tribunal Federal pelo PT, algo que, na História deste país, só tinha acontecido antes nos governos militares ditatoriais.

Quanto a Toffoli e Lewandowski, os dois não têm jeito mesmo, estão pouco ligando. Mas será que Rosa Weber e Teori Zavascki também vão manchar suas biografias, comportando-se como áulicos do Planalto, como Jaques Wagner diz que se deve esperar? Tenho minhas dúvidas.

 





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