LIVRO INÉDITO - Sandra Mara Herzer - A Queda Para o Alto

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Wagner Soares

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Sep 3, 2006, 11:47:42 PM9/3/06
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Livro digitalizado pelo Vitor Chaves, revisado e formatado pela Marcilene e Lucia Garcia.
 

Sandra Maria Herzer - A Queda Para o Alto
versões em doc e pdf

 http://www.esnips.com/web/rev---nacionais---sandra-mara-herzer



Sobre a obra

Aos vinte anos de idade Sandra Mara Herzer, ou Anderson Herzer, como ela passou a se autodenominar depois de assumir uma identidade masculina, encontrou na morte o fim de seus dramas. Ainda muito pequena sofreu acontecimentos dolorosos, decepções com entes queridos e maus tratos. Seu pai foi assassinado quando ela tinha três anos, sua mãe morreu quando Sandra ainda não completara oito anos. Foi adotada por seus tios, mas, sempre imcompreendida, desenvolveu grandes sensibilidades e também rebeldias. Internada na FEBEM, neste "mundo diferente, severo, morto, desumano, injusto" - como diz o livro - conheceu mais um lado cruel da vida. Esse livro foi todo escrito com o coração; não ha divagações teóricas  e nem expeculações sistemáticas sobre o porquê dos comportamentos humanos. A conclusões são deixadas ao leitor, a qualquer leitor, aos profissionais da educação, aos pais, aos dirigentes da nação.

Sobre o autor
 

Em 10 de agosto de 1982, Sandra Mara, que asssinava seus poemas como Anderson Herzer, veio a falecer em decorrência dos fortes ferimentos que teve ao se jogar na noite anterior do Viaduto 23 de Maio, em São Paulo, diante das angústias de toda ordem que vinha sofrendo. Ela estava com 20 anos, havia nascido em Rolândia, no Paraná. Certo dia, soube pelo corre-corre em sua casa que seu pai, o proprietário de um simples bar, havia sido assassinado, alguma vingança prometida, com um tiro no pescoço. Não tendo muita alternativa, sua mãe passou a não ser mais dela, de sua irmã, de João, de Pedro ou José. Era de todos, ao mesmo tempo de ninguém. Na prostituição, contraiu doença, vindo a falecer. Foi então morar com a avó, mas quando esta faleceu, foi adotada por sua tia e tio, este bem mais velho. Mudaram-se para São Paulo, onde notou conflitos entre os pais adotivos. Certo dia, o pai resolveu acariciá-la, tentar violentá-la. Ao reagir, teve o braço quebrado, numa queda. No bairro de São João Clímaco, costumava freqüentar a lanchonete Dog, onde encontrou o rapaz de 30 anos, "Bigode", que se tornou seu namorado, ela apenas com 13. Mas ele veio a falecer num desastre de moto. Logo ela escreveu em seu pulso a palavra "Big". Aos poucos foi assumindo a personagem de um rapaz, cortando o cabelo e usando roupas como se fosse homem. Diante de uma vida de pouca disciplina, seus pais adotivos acabaram internando-a na FEBEM, onde ela ficou dos 14 aos 17 anos e meio. De tudo ali viu sobre as dificuldades por que passam a/os adolescentes. Foi então que Lia Junqueira, do Movimento em Defesa do Menor, solicitou a mim, então Deputado Estadual, se poderia verificar a possibilidade de responsabilizar-me perante o Juiz de Menores por algum trabalho que ela pudesse realizar, mediante modesta remuneração. Não havia cometido qualquer delito. Assim ela veio auxiliar em quase tudo no gabinete. Mas como ela escrevia poemas que queria muito publicar, dei-lhe uma atribuição especial: a de escrever a sua própria autobiografia. Ela o fez, escrevendo o que se tornou "A Queda para o Alto", publicado pela Editora Vozes, em 1982, e que já está na 24(ª) edição. Trata-se de um verdadeiro libelo, escrito com muita sensibilidade, para que sejam todas as crianças e jovens tratados verdadeiramente como seres humanos, com dignidade, de tal forma que não venham a ter mais o destino como o seu ou de João Ninguém, personagem de um de seus poemas.

 

 
 Equipe Digital Source 
 
Distribuindo cultura e conhecimento.


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