FW: RURAL PECUÁRIA

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Firmino Teodoro Da Silva

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Apr 17, 2013, 7:20:38 AM4/17/13
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Date: Wed, 17 Apr 2013 02:19:10 +0000

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RURAL PECUÁRIA


Consulta Pública: Proposta normatiza regras para uso do soro do leite

Posted: 16 Apr 2013 10:56 AM PDT


Está disponível para consulta pública, na página do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), instrução normativa que estabelece os padrões de identidade e qualidade do soro de leite destinado ao comércio nacional e internacional. O regulamento proposto fixa critérios para uso do soro na produção de alimentos.

A norma de 1985 apenas estabelecia regras para o transporte, já que o soro era pouco aproveitado na indústria alimentícia e a maior parte descartada como resíduo industrial. O novo regulamento atualiza regras importantes e estabelece novos critérios. Um deles permite que a indústria de laticínios receba soro de outros estabelecimentos, algo que não era possível anteriormente.

O soro do leite ou soro doce é extraído durante o processo de fabricação do queijo e similares. O produto possui, em sua composição, proteínas de alto valor biológico que, cada vez mais, são utilizadas pela indústria alimentícia. Essas proteínas são aproveitadas na fabricação de bebidas lácteas, achocolatados, compostos lácteos e suplementos alimentares de atletas.

A consulta pública possibilita a participação da sociedade na tomada de decisão das ações governamentais, tornando o processo mais democrático e transparente. Os anteprojetos são colocados à disposição da população, por períodos variados e que podem ser prorrogados, para sugestões e comentários. As contribuições são analisadas e, se consideradas pertinentes, acatadas na versão final.

O Projeto de Instrução Normativa está disponível no endereço eletrônicowww.agricultura.gov.br, no link Legislação, submenu, Consultas Públicas. As sugestões devem ser encaminhadas, por escrito, para a Divisão de Normas Técnicas da Coordenação Geral de Programas Especiais do Departamento de Inspeção de Produtos Animais (DNT/CGPE/DIPOA), ou para o endereço eletrônicoconsultpub...@agricultura.gov.br.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do Mapa
(61) 3218-2205/2203
Carol Oliveira
ana.ca...@agricultura.gov.br

Canola: Plantio Limitado por falta de Semente

Posted: 16 Apr 2013 10:52 AM PDT



A época de semeadura da canola começou em 1º de março no Paraná e se estende até 30 de junho no Rio Grande do Sul, estados que concentram mais de 90% da produção. A escassez de sementes no mercado pode prejudicar o avanço da cultura neste ano, com área que deve repetir os números do ano passado limitada a 48 mil hectares.
A área de canola semeada em 2012 foi de 48.704 hectares (ha), uma redução de 18% em relação ao ano anterior. Para 2013, as estimativas iniciais apontavam para um incremento de área superior a 30%, realidade que acabou frustrada devido à falta de sementes. Atualmente, os híbridos mais utilizados nas lavouras brasileiras são Hyola 61, Hyola 571, Hyola 411 e Hyola 433, importados principalmente da Argentina, onde uma forte estiagem nos campos de multiplicação causou quebras significativas, reduzindo a oferta de sementes. De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Gilberto Tomm, ainda é cedo para fazer finalizar a estimativa da área de canola nesta safra, avaliando que a intenção de plantio pode sofrer diversas variações até o final da época de semeadura.

Nos últimos cinco anos, a área de canola tem apresentado crescimento constante, com exceção de 2012, quando a estiagem de verão estendeu a falta de umidade até o período de semeadura da canola. Na avaliação do Gerente de Tecnologia Agrícola da BSBIOS, Fábio Júnior Benin, a canola passa de uma fase considerada como “cultura alternativa” para uma “cultura permanente” nos sistemas produtivos da Região Sul e Centro-Oeste do Brasil.

“Nos últimos anos, importantes fatores que tem ligação direta com o cultivo de canola foram ajustados, como, por exemplo, a publicação do zoneamento agroclimático, a consolidação do mercado produtor de biodiesel, a profissionalização da produção com a capacitação de profissionais com conhecimento específico para a cultura da canola e um mercado consumidor de óleo vegetal em franca expansão”, avalia Benin.

Ele destaca, também, a disponibilização de novos híbridos de canola no mercado, avanços no processo de registro de defensivos químicos para a cultura e a criação de entidades representativas do setor produtivo (ABRASCANOLA):

“Estamos numa fase de amadurecimento e profissionalização do setor produtivo da canola, destacando o Brasil como líder no setor produtivo de oleaginosas aptas a atender os mercados emergentes de óleos vegetais”, conclui. Nos últimos três anos, os produtores que adotaram a cultura têm mantido a canola no sistema de produção, ao contrário do passado, quando a rotatividade nas áreas de cultivo era mais frequente, impedindo a organização da cadeia produtiva.

Preço atrai

Visando incentivar o crescimento da área de canola no Brasil, as empresas de fomento têm pago pela canola o preço vinculado à soja, colocando a oleaginosa no ápice da cotação de grãos no ano passado. Porém, os preços no momento da colheita e comercialização da canola têm sido elevados e bem maiores do que os preços no mercado futuro, quando o óleo e o farelo de canola serão vendidos a partir do processamento dos grãos, situação preocupante para as empresas de fomento.


Em resumo, os atuais preços da canola estão excelentes para os produtores, gerando lucros elevados mesmo para quem obteve produtividade menor do que a média nos últimos anos, em torno de 1.500 a 1.600 kg/ha, considerando que os custos de produção têm ficado em torno de 900 kg/ha (15 sacas).

Na propriedade em Vila Maria, RS, o produtor Tales Rosso reduziu a área de canola pela metade no último ano, mas o rendimento aumentou em 30%. A comercialização foi de R$ 68,00 o saco de 60kg, destinado à indústria de biodiesel.

A expectativa do produtor é com a relação à chegada de uma nova cultivar de canola no mercado que permite o melhor controle do nabo, invasora que ainda depende de capina mecânica para ser eliminada da lavoura. “Estou satisfeito com a cultura da canola. Se o cenário continuar favorável, com boas perspectivas de clima e preço, devemos aumentar a área neste ano”, afirma Rosso.

Além do preço, a liquidez da canola é outro atrativo. Toda a canola produzida no Brasil e grande parte da produção dos 70 mil hectares cultivados no Paraguai e industrializados no Brasil, é destinada à alimentação humana. Assim, os brasileiros estão consumindo óleo mais saudável e tem destinando o óleo de soja à produção de biodiesel.


As vantagens da canola para a indústria de biodiesel está no teor de óleo, enquanto que nos grãos de canola o índice chega a 40%, nos grãos de soja o teor de óleo é de 18%. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Canola (ABRASCANOLA) existe enorme demanda por óleo de canola no mercado nacional e internacional.

Para atender apenas uma solicitação recebida recentemente da Europa, seria necessária uma área 200 vezes maior que a área cultivada atualmente no Brasil. “As empresas, as cooperativas e o governo estão trabalhando para a expansão da produção de canola para que a quantidade de óleo disponível no Brasil viabilize seu emprego na produção de biodiesel. Isto permitiria a exportação para países, como os da Europa, onde o biodiesel, produzido com óleo de soja e sebo não atende as especificações”, afirma o Diretor Presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella


Estado

                           Área semeada (ha) em cada safra


2008
2009
2010
2011
2012
RS
24448
24452
25960
33500
28685
PR
3658
8364
12840
21500
17420
MS
715
1556
2130
3000
 1208
MG
500
450
600
600
    600
GO
150
200


      16
SC


386
500
    120
SP




    630
MT


60

      25
Total
29471
35022
41976
59100
48704


Joseani M. Antunes    -  MTb 9396/RS
Embrapa Trigo        
(54) 3316-5800; joseani...@embrapa.br

Helicoverpa: Embrapa recomenda criação de sistema de alerta contra lagarta

Posted: 16 Apr 2013 10:31 AM PDT


A criação de um consórcio, a redução da janela de semeadura das culturas do milho, soja e algodão, a adoção de áreas de refúgio com plantas convencionais próximas a cultivos de transgênicos, o uso de estratégias de controle biológico e de monitoramento de pragas são algumas das estratégias propostas para o manejo de Helicoverpa, praga que tem causado severas perdas no País.

As recomendações estão no documento “Ações emergenciais propostas pela Embrapa para o manejo integrado de Helicoverpa spp. em áreas agrícolas” http://www.embrapa.br/alerta-helicoverpa/Manejo-Helicoverpa.pdf/view . O material foi produzido, entre os dias 3 e 5 de abril, por um grupo de especialistas e encaminhado para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. As medidas propostas visam reduzir os níveis populacionais de lagartas do gênero Helicoverpa na região do Cerrado. Segundo o relatório, a infestação dessa praga tem causado perdas prejuízos econômicos em milho, algodão, soja, feijão, feijão-caupi, milheto e sorgo. No país, há também relatos de ataques em tomate, pimentão, café e citros, dentre outras plantas.

As ações emergenciais visam restabelecer o equilíbrio dos sistemas agrícolas das regiões afetadas. As medidas preconizam a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e do Manejo de Resistência de Plantas Transgênicas que expressam toxinas Bt..

Entre as propostas destaca-se o estabelecimento do “Consórcio Manejo Helicoverpa”, um grupo multidisciplinar coordenado pelo Mapa. O consórcio terá como objetivo disponibilizar informações sobre esse complexo de pragas, mais especificamente sobre a espécie Helicoverpa armigera, além de capacitar profissionais sobre o MIP e o manejo de plantas geneticamente modificadas.

A composição sugerida para o grupo inclui a participação de profissionais de empresas de pesquisa, universidades, indústrias de produtos químicos e biológicos, máquinas e implementos agrícolas, cooperativas agrícolas e fundações de pesquisa.

No portal da Embrapa foi criada uma página de Alerta à Helicoverpa, com a íntegra do documento para consulta.

Marcos Esteves - 4505/14/45/DF
Secretaria de Comunicação - Secom
marcos....@embrapa.br
Telefone: 61 3448-1931

Vídeo Técnica Rural: Como Armazenar Corretamente o Milho e a Soja

Posted: 16 Apr 2013 10:03 AM PDT


Paraná: Comprovação da Vacinação contra Febre Aftosa poderá ser feito pela internet

Posted: 16 Apr 2013 07:55 AM PDT


O processo de vacinação contra a febre aftosa será inovador no Paraná este ano. Pela primeira vez, pecuaristas e fornecedores dos medicamentos poderão realizar o procedimento de comprovação da vacinação pela internet, diretamente no site da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), ligada a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A campanha será lançada no próximo dia 30, em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do estado.

O objetivo do governo é imunizar todo o rebanho de bovinos e bubalinos, com idade de até 24 meses a partir de maio. De acordo com o governo do estado, o novo sistema atende um pedido antigo do setor. Por meio do processo, o produtor poderá registrar, pela internet, que vacinou seu rebanho. Para validar o processo basta que o revendedor da vacina também faça a comprovação da venda do produto ao criador. Caso a opção não seja o meio virtual, o pecuarista poderá utilizar os moldes tradicionais, diretamente nas unidades locais de sanidade agropecuária do estado. Ainda segundo a administração estadual,o sistema é totalmente seguro, pois possui vários códigos fontes que garantem o lançamento correto por parte do produtor e do revendedor da vacina.

4,4 milhões é o número de bovinos e bubalinos que devem ser imunizados na primeira fase da campanha de vacinação da aftosa no Paraná, voltada para animais até 24 meses.

No Paraná, é adotada a estratégia de vacinação semestral de animais com até 24 meses de idade e vacinação anual de animais com mais de 24 meses. Assim, as campanhas de vacinação têm o seguinte esquema de imunização: 
Etapa de maio: são vacinados apenas bovinos e búfalos com até 24 meses de idade
Etapa de novembro: vacinação de todos os bovinos e búfalos, de qualquer idade.
Com esta estratégia, os animais com até 24 meses são vacinados duas vezes ao ano e os acima de 24 meses, apenas uma vez.

Atualização do Cadastro

Dada a importância do cadastro de animais para a Defesa Sanitária Animal da SEAB, o Comprovante de Vacinação é também utilizado para a atualização deste cadastro. Assim, todo proprietário de bovinos e búfalos é obrigado a informar a relação de todos os animais existentes na propriedade.

Procedimentos na Campanha de Vacinação

1) A próxima Campanha de Vacinação Contra Febre Aftosa ocorre no mês de maio. A vacinação e sua comprovação são obrigatórias. A comprovação deve ser feita até o dia 31 de maio nas Unidades Veterinárias da Defesa Sanitária Animal (DSA) da SEAB.

2) Na etapa de maio é obrigatório vacinar somente os bovinos e búfalos com até 24 meses de idade, incluindo os bezerros com poucos dias de vida.

3) O produtor deve comprar a vacina nas casas agropecuárias. Ao comprar a vacina deve obter a Nota Fiscal de compra da vacina e o Comprovante de Vacinação;

4)Preencher o Comprovante de Vacinação na propriedade, relacionando corretamente a quantidade de animais existentes e de animais vacinados, por sexo e por idade. A quantidade de animais relacionada no Comprovante será cadastrada na SEAB e, portanto, deve ser exatamente igual ao existente na propriedade. Assim, o produtor deve aproveitar a vacinação para contagem dos animais e, somente depois, preencher o Comprovante de Vacinação.

5)Fazer a Comprovação da vacinação nas Unidades Veterinárias da Secretaria de Estado da Agricultura: levar as duas vias do Comprovante de vacinação e a Nota Fiscal da compra da vacina;

6)Se mais de um produtor fizer a vacinação em conjunto, deve ser preenchido um Comprovante de Vacinação para cada produtor;

7) Se o produtor tiver mais de uma propriedade, deve ser preenchido um Comprovante de Vacinação para cada uma delas.

8) Se numa mesma propriedade tiver a criação de bovinos e búfalos, preencher um comprovante para cada espécie de animal.
Qualquer dúvida, procure esclarecimento nas Unidades Veterinárias de sua região.


Recomendações

a)Sempre conservar a vacina em local resfriado, na geladeira ou caixa isotérmica com gelo; nunca expor ao sol. Somente transportar a vacina da loja agropecuária até a propriedade em caixa isotérmica com gelo.

b)Aplicar a vacina com agulhas e seringas bem limpas e desinfetadas para evitar contaminações (antes de usar, deixe a seringa e agulhas em água fervente por 10 minutos);

c)A dose a ser aplicada é de 5 ml, para todas as idades, tamanho e peso do animal

d)Aplicar a vacina na tábua do pescoço, via subcutânea ou intramuscular. Evite aplicar no posterior (“traseiro”) do animal que é região de carne nobre.

e)Comprove a vacinação o quanto antes e até, no máximo, dia 31 de maio.

f)Realizar a vacinação o quanto antes, logo no início da campanha.

g) Importante: durante a campanha de vacinação, o transporte de animais somente será autorizado após a realização da vacinação e da atualização do cadastro, tendo que aguardar o prazo previsto para movimentação, após a aplicação da vacina.

h)Transporte animais somente com a GTA - Guia de Trânsito Animal. A GTA deve ser retirada para toda movimentação de animais (entrada e saída da propriedade), mesmo quando realizada dentro do mesmo município e entre vizinhos.

Obrigatoriedade da Vacinação


A vacinação e a comprovação são obrigatórias, estando prevista em legislação estadual.
A não vacinação ou a não comprovação implica em multa de R$ 101,84 por cabeça não vacinada, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade.

Outras Informações:

Febre Aftosa

Doença causada por vírus, sendo uma das mais contagiosas que atingem os bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos. Causa muita febre, feridas (aftas) na boca e nos cascos, dificultando a movimentação e alimentação dos animais, o que acarreta elevada e rápida perda de peso e queda na produção de leite, tendo como conseqüência grandes prejuízos na exploração pecuária. É altamente transmissível por animais doentes e pelas secreções e excreções destes, como saliva, urina, fezes, leite, etc.
Causa importantes perdas econômicas, principalmente pela restrição ao mercado internacional, e até mesmo ao mercado nacional, já que animais e produtos de origem animal ficam proibidos de serem comercializados para países livres ou áreas livres de febre aftosa.

Área Livre

O Paraná é uma Área Livre de Febre Aftosa Com Vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. Encontram-se nesta mesma condição sanitária outros 14 estados, o Distrito Federal e a região centro-sul do Pará.

Como Prevenir

A forma mais eficiente, prática e barata de prevenção é através da vacinação dos bovinos e búfalos, durante as campanhas de vacinação que ocorrem a cada seis meses, sempre em maio e novembro. Na etapa de maio é obrigatória a vacinação dos bovinos e búfalos com idade até 24 meses. E na etapa de novembro, todos os bovinos e búfalos existentes na propriedade devem ser vacinados, inclusive os bezerros com poucos dias de vida.
Outra forma importante de prevenção é o controle do trânsito de animais, visando impedir que animais contaminados entrem no Estado. Por isso são feitas as fiscalizações do transporte animais.

Fonte: Gazeta do Povo e Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná

10 Perguntas e Respostas Sobre Anestro Pós-Parto em Bovinos Leiteiros

Posted: 16 Apr 2013 07:29 AM PDT


O anestro pós-parto influencia negativamente a fertilidade das vacas leiteiras. Essa condição é caracterizada pela ausência de comportamento de estro (cio) e pode refletir algumas condições inadequadas de manejo (principalmente nutricional) e/ou condições patológicas (por exemplo, doenças crônicas debilitantes ou uterinas, além de alterações dos ovários).

No intuito de oferecer ao produtor informações práticas relacionadas com o anestro pós-parto, a seguir são apresentadas alguns dados sobre o tema, no formato "perguntas e respostas" utilizado neste espaço em outras oportunidades.

Um dos maiores problemas reprodutivos das vacas leiteiras é a retomada da atividade ovariana pós-parto, traduzida pela ausência ou atraso de cio fértil. Essa condição, chamada de anestro, é responsável pelo prolongado intervalo entre partos (acima de 18 meses) dos rebanhos leiteiros brasileiros, muito longe do ideal que é de 12 a 14 meses.

A seguir, são apresentadas algumas informações sobre o tema que, esperamos, possam contribuir para uma melhor compreensão do assunto .

1. Que é anestro pós-parto?

De forma geral, anestro é um termo genérico utilizado para definir a ausência de manifestação periódica do cio (estro). O anestro pós-parto define a condição de uma vaca que não manifesta cio após um período voluntário de espera (geralmente 60 dias pós-parto). Em condições adequadas de manejo, esse período é suficiente para retornar à normalidade ovariana e uterina decorrente das alterações fisiológicas provocadas pela gestação e parto.


2. Quais os sintomas apresentados pela vaca em anestro?

A vaca não manifesta cio. Isso ocorre porque não está ciclando ou porque o cio não foi detectado (embora esteja ciclando). Em outras palavras, no anestro verdadeiro, a vaca não apresenta cio porque seus ovários estão inativos. Na maioria das vezes, no entanto, a vaca tem atividade cíclica normal, mas não é detectada em cio, devido a um comportamento estral fraco ou ausente, ou a erros na observação do cio.

3. Como pode ser identificado o anestro?

Além da ausência de manifestação do cio, o exame dos ovários permite complementar o diagnóstico de anestro. Os animais nessa condição apresentam ovários inativos ou afuncionais, sendo caracterizados como pequenos, duros e lisos (PDL). Esse exame deve ser realizado pelo veterinário, utilizando a palpação retal ou, para maior eficiência, a ultrassonografia.

O produtor pode ainda estabelecer a ciclicidade dos animais medindo a concentração de progesterona (no leite ou no sangue). Duas amostras, coletadas com intervalo de 10 dias, são suficientes para dar o diagnóstico de anestro. Isto é: quando as duas amostras apresentam níveis de progesterona abaixo de um valor limite (por exemplo, 1 ng/ml no sangue) significa que a vaca está em inatividade ovariana.

Os cistos luteínicos estão associados ao anestro, mas não é possível diferenciar entre cistos foliculares e luteínicos apenas com base no comportamento. Os cistos luteínicos possuem uma parede mais espessa que somente os veterinários mais experientes são capazes de detectar por palpação retal. Um alto nível de progesterona, no leite ou plasma, é indicativo de cisto luteínico.


4. Que porcentagem do rebanho pode ser afetada pelo anestro?


Na maioria dos rebanhos leiteiros bem manejados, mais de 90% das vacas ovulam até o dia 40 pós-parto. Nos bovinos com bezerro ao pé, esse índice é reduzido em até 60%, devido ao efeito supressor da amamentação sobre a retomada da atividade ovariana pós-parto.

5. Quais as perdas para o produtor?

O prolongamento do período de anestro pós-parto leva a perdas econômicas importantes por aumentar o intervalo parto-concepção e, consequentemente, comprometer a eficiência reprodutiva, impedindo que se atinja a meta de um parto/vaca/ano.

Quando o intervalo entre partos se estende acima dos 365 dias, as perdas aproximadas estimadas variam entre US$1 a US$3/dia adicional, dependendo do nível de produção do rebanho.

6. Em que raças leiteiras o anestro pós-parto é mais comum?

Existem poucos estudos consistentes comparando as sub espécies taurina e zebuína de aptidão leiteira. Parece ser que as raças zebuínas ou cruzadas com zebu apresentam um maior período de anestro (devido à presença da cria durante a ordenha).

Vacas com alta produção de leite são mais suscetíveis ao desenvolvimento do anestro prolongado.


A seleção de vacas para alta produção leiteira tem sido acompanhada por um decréscimo na eficiência reprodutiva e nas concentrações sanguíneas de insulina no pós-parto. A insulina provoca um efeito estimulador na esteroidogênese ovariana, de forma que baixos níveis de insulina estão associados a falhas na ovulação.

7. A longevidade reprodutiva influencia a incidência do anestro?

O número de parições tem influência na duração do período de anestro, sendo que com o decorrer das parições durante a vida útil da vaca, a duração do anestro tende a diminuir.

8. A incidência de anestro é mais comum em alguma região do país por conta de questões climáticas ou de relevo?

A fertilidade permanece normal quando a temperatura fica dentro de um limite compatível com os mecanismos termoreguladores do animal.

Temperaturas fora da zona de conforto térmico (variação entre 16 e 27oC, segundo a raça) podem afetar o desempenho reprodutivo e causar anestro. A produção de leite nas regiões mais quentes e úmidas do Brasil demanda raças mais adaptadas e/ou investimentos em instalações para modificar o ambiente.

9. Qual a relação entre o anestro e o escore corporal?

O escore corporal pós-parto é um reflexo do estado nutricional pré-parto, sendo que a função reprodutiva é mais afetada pelos níveis de energia antes do parto do que depois deste.

Cada vaca possui uma massa corporal ideal para expressar seu potencial, em termos de fertilidade. Quando essa massa declina, ou aumenta além de certos limites, a reprodução é afetada.

Existe um peso mínimo abaixo do qual a vaca não concebe ou para de ciclar, o que ocorre quando a fêmea bovina perde de 20 a 30% de seu peso adulto.

Mesmo perdendo muito peso, algumas vacas começam a ciclar normalmente no início da lactação, desde que apresentem boa condição corporal ao parto. Porém, esses cios são, em geral, de baixa fertilidade. Isto é: a vaca não emprenha quando é inseminada ou acasalada com touro.


10. Como evitar e como tratar o anestro pós-parto?

Primeiramente, é preciso descartar falhas na detecção do cio, pois na maioria das vezes estas são as principais causas do anestro. É preciso dedicar tempo suficiente à observação das manifestações externas do cio (mesmo as secundárias). Ajuda bastante quando existe uma ficha zootécnica individual com as informações precisas dos eventos produtivos, reprodutivos e sanitários.

O controle do cio e da ovulação por meio do uso de prostaglandinas, hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) e progestágenos, pode atenuar alguns dos problemas da detecção do cio, ao definir o período em que o criador pode esperar para observar sua manifestação. O anestro verdadeiro é influenciado por fatores relacionados com a nutrição, condição corporal, amamentação, lactação, condição do parto (distócia), raça, idade, estação, patologias uterinas e enfermidades decorrentes.

A melhora do estado energético das vacas leiteiras durante o período de transição e início da lactação pode reduzir o período de anestro associado à falta de pulsos de LH. Nas vacas que amamentam seus bezerros, uma melhora no estado energético e/ou redução da frequência com que se permite que os bezerros mamem pode aumentar a freqüência dos pulsos de LH e reduzir o tempo para a primeira ovulação.

Ainda, pode-se usar um tratamento hormonal para estimular as vacas anovulatórias, principalmente se combinado com aumento da suplementação energética em vacas leiteiras e suplementação energética e/ou redução da freqüência de amamentação nas vacas que amamentam seus bezerros.

Os melhores resultados para tratamento do anestro verdadeiro têm sido obtidos com o uso de progesterona ou progestágenos, combinado com uma injeção de estradiol no início do tratamento e uma injeção de gonadotrofina coriônica eqüina (eCG) no momento da retirada da fonte de progesterona.

No caso de cistos ovarianos como causa do anestro, a administração de GnRH é o tratamento mais adequado. Ele age estimulando a hipófise a liberar LH e FSH.

Dependendo do tipo de cisto, e possivelmente da dose de GnRH, alguns folículos císticos podem ser induzidos a ovular. Após o tratamento, 60 a 80% das vacas entrarão no cio entre 18 e 23 dias após a injeção. Uma vez que tanto os cistos foliculares como os luteínicos respondem de maneira semelhante a esse tipo de tratamento, a diferenciação é desnecessária.

Outra possibilidade é aplicar gonadotrofina coriônica humana (hCG) pela via intravenosa. O hCG é um hormônio com forte atividade luteinizante.

Finalmente, alguns estudos indicam que a exposição, constante ou intermitente, das vacas à presença de touros após o parto diminui a duração do período de anestro.
Fonte: www.aptaregional.sp.gov.br Autor: Rafael Herrera Alvarez

Med. Vet e Zoot., Dr., PqC do Polo Regional Centro Sul-DDD/APTA/SAA

rher...@apta.sp.gov.br


Milho: Primeira Estimativa de Oferta e Demanda no Estado de São Paulo em 2013

Posted: 16 Apr 2013 06:46 AM PDT


As estimativas de demanda de milho no Estado de São Paulo em 2012, da Câmara Setorial de Milho, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA)do quarto levantamento do ano passado foram revisadas para baixo, nos segmentos de suinocultura e de exportações, conforme apresentadas na tabela 1. A queda do consumo de milho pela suinocultura paulista, anteriormente estimada em 3,5%,foi revista para 2,5%, tendo em vista a melhoria da relação de troca milho-suíno no último trimestre de 2012 e no primeiro bimestre de 2013. A exportação do milho paulista em 2012 atingiu nível recorde, como reflexo da grande demanda externa pelo cereal do Brasil, não atingindo, porém, o volume esperado no quarto levantamento citado (700 mil toneladas).

Para 2013, asprimeiras estimativas indicam variações inversas às de 2012, com queda daprodução e de aumento do consumo no Estado de São Paulo. De acordo com olevantamento de previsão de safras da SAA de fevereiro de 2012, prevê-seredução de 4,4% da produção na primeira safra (milho de verão) e de ligeirocrescimento (1,8%) na segunda safra (milho safrinha).

Os dados da primeirasafra estão praticamente consolidados, em razão do ciclo da cultura ter seencerrado neste momento, enquanto os da segunda safra são passíveis de alterações durante o período de desenvolvimentoda cultura, dado o risco da ocorrência de geadas e de estiagens prolongadas,provocando frustrações da safra.

A disponibilidadeinterna de milho no Estado de São Paulo em 2013, portanto, cai 2,8% devido aonível do estoque inicial, que é menor que o de 2012 e à perspectiva de queda daprodução paulista (2,7%).

A primeira estimativada demanda total de milho no Estado de São Paulo em 2013 indica que a mesma praticamentese mantém, relativamente a 2012, em razão da estabilidade do consumo desegmentos importantes, como a avicultura de corte e a indústria moageira, além da expectativa de queda da exportação em relaçãoao excepcional volume embarcado em 2012.


Neste primeiro levantamento de 2013, o consumo de milho pelos segmentos de produção animal cresce 2,1% em relação ao ano anterior, dada a melhoria do poder de compra do cereal pelos criadores neste início de ano.

A avicultura decorte, segmento de maior peso no consumo de milho, não aumenta sua demanda em2013, conforme previsão inicial da entidade representativa do setor na CâmaraSetorial de Milho. O segmento de postura, entretanto, mostra-se mais otimista,prevendo elevação do consumo em 5,0%. Em 2012, houve aumento do plantel de avespara postura, mas o consumo do milho foi parcialmente substituído por outrosgrãos de preços mais atraentes, como o sorgo e o milheto.

A suinoculturapaulista recupera em parte o nível de produção em 2013 e, em consequência, oconsumo de milho (1,5%). A pecuária bovina, tanto a de corte como a leiteira,eleva seus níveis de consumo do cereal (2,0% e 3,0%, respectivamente), prevendo-semelhoria das relações de preço de seus produtos em relação ao do milho. O consumode milho no segmento de outros animais cresce 5,2%, principalmente nos setoresda aquicultura e de animais de estimação (pets).

Prevê-se que o Estadode São Paulo prossiga participando do significativo desempenho das exportaçõesbrasileiras de milho em 2013, tal como em 2012, dadas as condições favoráveisdo mercado internacional e da vantagem comparativa do produtor paulista emrelação aos produtores do Centro-Oeste quanto ao frete rodoviário, com a proximidadeao porto de Santos.

A importação de milho pelo Estado de São Paulo (de outras regiões do país ou do exterior) cresce em 2013 (4,1%), em função da redução da disponibilidade interna (2,8%) e do aumento do consumo (1,2%). O volume de importação corresponde a 51% do consumo estimado.


Fonte: Instituto de Economia Agrícola

Vídeo ABCZ : Utilização de Receptoras Zebuínas

Posted: 16 Apr 2013 06:30 AM PDT


Vídeo: Dia de Campo Sistema Silvipastoril

Posted: 16 Apr 2013 06:18 AM PDT


Comissão autoriza os biólogos a exercerem a responsabilidade técnica pela análise de Sementes

Posted: 16 Apr 2013 06:01 AM PDT


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou proposta que autoriza os biólogos a exercerem a responsabilidade técnica pela análise, beneficiamento (operação efetuada mediante meios físicos, químicos ou mecânicos, com o objetivo de se aprimorar a qualidade de um lote de sementes) e reembalagem de sementes. 

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Jesus Rodrigues (PT-PI) ao Projeto de Lei 3423/12, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP). O projeto original também autorizava os biólogos a serem os responsáveis técnicos pela atividade de produção de sementes.

“Entendo que as atividades relacionadas à produção de sementes e de mudas, assim entendidos os procedimentos de plantio, cultivo e colheita, devem restringir-se ao engenheiro agrônomo e ao engenheiro florestal, profissionais que detêm toda a gama de conhecimentos técnicos necessários para a adequada execução da tarefa”, disse o relator.

A proposta altera a Lei 10.711/03, que trata do Sistema Nacional de Sementes e Mudas. Pela lei atual, apenas engenheiros agrônomos e florestais podem exercer as atividades de produção, análise, beneficiamento e reembalagem de sementes.

Tramitação
De caráter conclusivo, o projeto será analisado agora pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-3423/2012


Fonte: Agência Câmara 


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