Entrega do código-fonte

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gaido

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Oct 29, 2011, 9:51:15 PM10/29/11
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Passei muito tempo estudando programação e pouco tempo estudando negócio.
O que é mais praticado por vocês que trabalham por conta no tocante à entrega de um produto encomendado:

1) entrega do fonte completo ao cliente
2) publicação em um servidor próprio com redirecionamento pro domínio do cara.

Com a entrega fica mais caro? Cobram de que forma quando criam e hospedam uma solução para um cliente? Mensalidade + Taxa de instalação? Só mensalidade?

Eu tenho desenvolvido sites e softwares completos com entrega do fonte por um preço muito baixo (é a crise! rss) para um cliente que terceiriza o trampo pra mim.  Se por um lado eu acho bom não me preocupar com a carteira de clientes, pois esse cara me passa vários projetos; por outro eu sinto que poderia ganhar muito mais grana se ficasse apenas comigo o código-fonte. O número de interessados pelo produto necessariamente teria que chegar a mim, confeccionador e mantenedor da ferramenta.
Por favor, sejam honestos e até me xinguem de idiota se for o caso, mas o que eu estou fazendo de errado?
Esse meu cliente é extremamente dependente de mim, pois eu criei uma suíte e softwares web e está aumentando cada vez mais. Não estou querendo ser FDP com o cara, mas apenas quero um lugar ao sol, com reconhecimento e uma carteira mais gorda.
Há alguma coisa de errado em se querer ganhar mais clientes sobre o sucesso de produtos que eu já implementei? Cansei de fazer um produto, cobrar x, o cliente/concorrente repassa e faz 10x. Enche o c... de grana, volta com mais x pra eu criar outras coisas novas, e por aí vai. Uma pirâmide invertida.

Aguardo ansioso a opinião de vocês.

Norivan Oliveira

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Oct 30, 2011, 12:27:44 PM10/30/11
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Cara para o desenvolvedor pessoa fisica não tem vantagem financeira em segurar o fonte não, o negocio é que seus softwares devem se basear em um frameworks ou mesmo um conjunto de trechos de codigos feitos por você que você usa em todos projetos, se você passa o código fonte paraa a pessoa  da a possibilidade dela registrar no INPI. Se ela registrar no INPI  você passa a não ter direito de usar sues proprios códigos.

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Norivan Oliveira
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"Não há destino que juntos não possamos fazer."

Luis Fernando Gaido

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Oct 30, 2011, 2:55:11 PM10/30/11
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Entendi, Norivan. Sendo pessoa física, o negócio é entregar o fonte mesmo, então? Basicamente, se eu abrir uma empresa, a coisa muda de situação?
Luís Fernando Gaido
Analista de Sistemas
PHP + MySQL + Ajax

"Remover a função copiar-colar das principais IDEs poderia salvar a humanidade de 90% de todos os bugs em software."

David F A B Fante - Juntus TI

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Oct 30, 2011, 4:49:49 PM10/30/11
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Depende do modelo que você vai adotar.

Por exemplo se você vender o sistema com o fonte para esse seu cliente ele poderá revender, então a melhor opção é você fazer um contrato muito bem explicado.

Eu tenho alguns sistemas open, que eu distribuo free e podem usar e inclusive revender, outros sistemas (fonte de 80% da minha renda) eu vendo com as seguintes condições:
 - O sistema é do cliente, ele tem acesso ao fonte, pode modificar o sistema incrementando novos recursos sem precisar de mim;
 - É vetado a comercialização, ele é de uso exclusivo do cliente, que poderá usá-lo completo ou parcialmente para o fim que ele comprou. Ex Um CMS ele não pode quebrar em partes e usar meu código pra fazer outro sistema (isso eu coloco por colocar, pois ninguém faz isso e se fizer não tem como controlar);
 - Tenho outra clausula que prevê a hospedagem do sistema preferencialmente em meus servidores, do contrário eu não posso garantir o pleno funcionamento, pois eu não tenho acesso aos recursos e limitações dos servidores;
 - Se o cliente optar por hospedar em um outro server, sem problemas, mas ele fica responsabilizado pelo sistema, qualquer vazamento do fonte, que possa me causar prejuízo, ele arca com todas as despesas;

Outras dicas relacionadas aos negócios são:
 - Se você vendeu um sistema, você não pode cobrar pra instalar, quem o faria? (consumidor final)
 - Não inicie um sistema sem um sinal (grana);
 - Ao entregar o sistema, já receba o restante, se o cliente quiser parcelar pegue cheque ou cartão (PagSeguro e afins), NÃO FAÇA NA CONFIANÇA;

- Antes de começar a comercializar o sistema sem esse seu parceiro, sugiro que você sente com ele e explique o que está acontecendo. A transparência nesses casos faz com que você mantenha parceiros, até porque temos épocas de vacas magras e você pode precisar fechar um sistema, mesmo que seja barato. Outro ponto é você nunca se preocupar em quanto o cara ganha no seu sistema, se preocupe em quanto você ganha, se o valor que você cobra é compatível com seu trabalho, o que ele ganha ou não é problema dele.

Eu tenho tentado mudar meu modelo de negócio com um sistema que desenvolvo desde 2007, um sistema feito em PHP que deve ser instalado em um servidor Linux que distribui a internet. Ele gerencia o acesso inserindo regras direto no iptables, permitindo que até mesmo um leigo possa controlar quem pode ou não acessar a internet e ainda interage com o Squid, permitindo que através do painel de controle o administrador escolha os sites a serem bloqueados... tudo bem fácil! Pois bem, esse sistema é open e free, só não estou distribuindo ele ainda porque o código está muito bagunçado, preciso organizar umas funções, tenho vergonha de publicá-lo assim. Mas ele já esta funcionando em 5 clientes, em redes de 5 até 30 computadores. Como ele é open e free, eu não vendo, cobro apenas a instalação e eventual manutenção ou personalização, quero ganhar na prestação de serviços.
Vou saber se esse modelo funciona assim que eu montar o pacote e finalmente distribui-lo, ai eu te falo se compensa ;)



David F A B Fante

henrique daniel de almeida sanitar

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Oct 30, 2011, 5:26:11 PM10/30/11
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Desculpa me intrometer, mas a ÚNICA dor de cabeça que tive até hoje em entregar tudo o que faço com o código fonte, é que alguns colegas de profissão, ao serem chamados para dar manutenção no código ... fazem comentários desnecessários do tipo : "NOSSA,  OLHA ISSO, EU TERIA FEIO MUITO MELHOR", "SÓ TEM GAMBIARRA", "PELO QUE FOI PAGO, O CARA PODIA TER CAPRICHADO MAIS" e coisas do gênero.
Como se trata sempre das mesmas pessoas praticando a metodologia PICUINHA de fidelização de clientes e trabalho com um grupo grande de pessoas que usam as mesmas metodologias de desenvolvimento que eu, (HOJE) isso nem me estressa mais, mas confesso que já me amargou alguns cafés da manhã, dar muitas satisfações e até refazer o projeto pelo fato de ter usado algum framework, pois o distinto cidadão conseguiu provar por A+B que aquele framework iria destruir a performance do sistema e tudo teria que ser refeito.

As dicas postadas pelo David e pelo Norivan acima são valiosas e merecem ser observadas e a cada ano que passa, vejo que cada detalhe do projeto, pelo menor que seja, tem que ser descrito detalhadamente no contrato.

Espero que minha resposta esteja de acordo com sua dúvida.

Att, 
Henrique Sanita

Henrique Sanita
www.henriquesanita.com
(14)9127-0815
Bauru - SP

Luis Fernando Gaido

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Oct 30, 2011, 7:06:45 PM10/30/11
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David, considerei muito lúcidas as suas explicações. Elas me pareceram bem maduras e beiram a simplicidade. Em resumo, tudo gira em torno da questão transparência e acordo prévio.
Espero que seja bem-sucedido seu novo modelo de negócio. A minha miopia empreendedora impede que eu faça qualquer análise certeira.
Gostei dos pontos que procura apresentar aos clientes que indicam que é vetada a comercialização e a recomendação de uso de seus servidores.
Eu estou não tentando me preocupar com o quanto ele ganha. Aliás, faz bem ao currículo fazer parte de casos de sucesso. O problema é que esse meu bom cliente está inserido no negócio de venda de sites e aplicações, terceirizando completamente o desenvolvimento pra mim. Não tenho nem quero ter vínculo empregatício com ele, mas é sempre a mesma história: "cobra barato senão o cliente foge." No final das contas, eu cobro barato, entrego algo extremamente bom, racho a grana com o cara, e ele redistribui a solução para a vasta carteira de clientes que ele tem. No final, eu fiquei com um baixo valor pelo software e sequer sou reconhecido pelos clientes finais. Preciso de alguma das duas coisas, sacou? E devido ao fato de ele estar sempre com projetos pra me passar e paga em dia, eu acabo não conseguindo me firmar como um profissional da área reconhecido.
Eu estou cansado de ouvir dele e de outras pessoas: "Seu trabalho é extremamente bom, sensacional etc etc etc." Sou atraído pela lisongea e não consigo fazer valer financeiramente o produto que eu estou entregando para revenda.
Desculpem o pouco conhecimento, mas eu me desenvolvi como programador em uma empresa que me pagava o suficiente para eu não ter que me preocupar com o mercado. Hoje, sonho mais alto, mas sem qualquer conhecimento desses mecanismos com os clientes. Eventualmente, acho que sou bonzinho. Outras horas, acho que sou um FDP contribuindo para a prostituição da profissão (ao aceitar projetos de baixo valor). Em outras, eu me acho um "fodido" na hora de pagar as minhas contas, rs...
Eu realmente acredito ter um framework sólido de propósito geral, mas não estou conseguindo fazê-lo valer. Talvez por visão distorcida das coisas, talvez por mera burrice em conduzir um melhor modelo de negócio.

Dito isso, tenho um plano, que é apresentar aos clientes duas opções:
  • o cliente paga um valor razoavelmente maior para obter o código-fonte e direito a livre comercialização.
  • o cliente consome o serviço da solução hospedada em meu servidor mediante mensalidade, com direito aos seus dados em uma eventual finalização da prestação de serviço.
Seria errado pensar dessa forma?


Em 30 de outubro de 2011 18:49, David F A B Fante - Juntus TI <david...@gmail.com> escreveu:

Luis Fernando Gaido

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Oct 30, 2011, 7:06:50 PM10/30/11
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Claro, que está de acordo, Henrique! A sua forma de trabalho é um pouco diferente da minha, uma vez que utilizo meu próprio framework ao longo dos anos, sem tocar em códigos de terceiros, tanto open source como pagos. Muito curiosa essa metodologia PICUINHA de fidelização, hehehe... Os problemas que encontrou e encontra são distintos dos meus, e eles envolvem geralmente replicação indefinida de código-fonte criado por mim baseado em um valor muito baixo. Quando eu digo baixo, vou citar valores: Pagamento único de R$1000,00 em uma aplicação web contendo em média 15 tabelas e 60 procedures, com Ajax e altíssima performance, adaptada no layout esperado. E então o comprador, como está no ramo de desenvolvimento, acaba revendendo n vezes por valores que ignoro. Aí que está!!

David F A B Fante - Juntus TI

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Oct 30, 2011, 9:44:45 PM10/30/11
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Pois é...
Faça isso, continue vendendo para esse parceiro seu, porém faça um contrato que imponha que pague licença caso queira vender a mesma solução para outros clientes.

Eu não faço trava em meus sistemas, mas já fiz alguns scripts que registravam em um banco de dados meu aonde o meu sistema estava instalado. Já encontrei sistema meu rodando sem meu conhecimento. São casos isolados e geralmente sabemos os clientes que vão "dar trabalho".

Acho que é isso, desejo sucesso e pode me add no Talk... com esses preços, serei cliente seu... rs


David F A B Fante

gaido

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Oct 30, 2011, 10:07:34 PM10/30/11
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Obrigado, David! Desejo igual sucesso a você!

Mas o esquema de vender o serviço não rola? O que acha?
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