Caro Manolo Camba,
Compreendo o que diz e partilho da sua opinião.
Confesso que, inicialmente, pensei que o tartan galaico pretendia
representar toda a região da antiga Gallaecia e não percebi que afinal
pretende identificar a Galiza actual, apesar de não lhe ser
absolutamente restrito, como me disseram, e qualquer pessoa de bem
poderá vestir o kilt galego. Mas isso foi um erro de interpretação da
minha parte e que ja está resolvido.
Ainda assim me sinto muito honrado por poder usar o vosso kilt e se
tiver oportunidade de participar em algum ritual ou celebração na
Galiza com adeptos do kilt melhor ainda.
Agora, quando me refiro a usar e divulgar o kilt em trás-os-montes
significa motivar a população para o uso do kilt e adapta-lo à cultura
da região. Em Trás-os-Montes o uso da saia na indumentária masculina
não é algo inédito, veja-se o caso do traje regional masculino de
Miranda do Douro em que os homens usam saia.
A minha pretensão é, a médio prazo, conseguir que o uso do kilt siga,
em trás-os-montes, uma trajectória própria.
Se se reunirem as condições necessárias é meu desejo que tras-os-
Montes tenha o seu próprio tartan e o seu próprio Kilt (um tartan que
poderia, também, ser gallaecio mas de outra região, se pudesse ser).
Não sei como será isso possível, ou sequer se será possível. Tão pouco
sei o que é necessário fazer para certificar um tartan, ou em que
situações se pode fazer.
Tenho vindo a ler algumas matérias sobre o assunto, e ainda há muitas
dúvidas que pretendo esclarecer.
Mas, por enquanto, usar o kilt galego já está muito bom.
Com as melhores considerações
Ricardo Periquito
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