DEZ MOTIVOS QUE IMPEDEM UM CRISTÃO DIVORCIADO MAIS DE UMA VEZ EXERCER UM CARGO NA IGREJA

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Josué Tavares Pereira Tavares

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Dec 20, 2012, 11:52:49 AM12/20/12
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Boa tarde!

 

Que me perdoem os que pensam o contrário, mas fico com a Bíblia e resolvi rasgar o coração e comprar a questão.

Tenho orado de como publicar no Boletim IBNB uma questão que devido ao modernismo de nossos dias me vejo tão amordaçado para tal e impedido de levá-lo ao púlpito.

 

Levantada a polêmica!!!

 

DEZ MOTIVOS QUE IMPEDEM UM CRISTÃO DIVORCIADO MAIS DE

UMA VEZ EXERCER UM CARGO NA IGREJA

 

1. Não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Timóteo 4.12, Paulo exorta ao pastor Timóteo aquilo que serve para os líderes da igreja: "...o exemplo dos fiéis...". Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do tal líder", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão em qualquer ministério na igreja. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo" (1 Coríntios 3.15). Os cargos de liderança na igreja não são para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo. Tal líder poderá dizer para sua organização o mesmo que Paulo? “Rogo-vos, portanto, que sejais meus imitadores”.

2. Não é irrepreensível.

Assim como o pastor em 1 Timóteo 3.2 as qualificações para o líder é ser irrepreensível. A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Timóteo 3.2, 5.7 e 6.14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável, independente de ser ou não o causador do divórcio, se é que existe tal condição. O crente que passou por esta experiência por mais de uma vez nem de longe se encaixa nas exigências bíblicas e será usado para escandalizar e envergonhar o evangelho.

3. Não é cristão de um só cônjuge.

No mesmo capítulo onde Paulo escreve que "convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Timóteo 3.2) está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível de qualquer líder no seu relacionamento singular com o seu primeiro cônjuge. Veja os versos afim em 1 Timóteo 5.9,10: "Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido, aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os atribulados, se praticou toda sorte de boas obras". É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação de qualquer pessoa na liderança da igreja.

4. Não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Como fica a situação de um professor da EBD quando a lição falar sobre o casamento? Vai passar a vez para outra pessoa? Irá se ausentar no dia da lição? E se o assunto é para o mês ou o trimestre? Onde fica a autoridade de um líder divorciado mais de uma vez?

Certa vez Jesus advertiu: "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" (Mateus 7.5). Como esse líder pregará nos cultos? Como aconselhará os casais crentes sobre família se não é mais exemplo? Se tentar lecionar na EBD ou aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo na igreja não funciona com palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o cristão não se case novamente após o segundo divórcio, a situação de separação já o desqualifica.

5. Contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando um crente vai pregar não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem. A igreja que quer líderes nessas condições ficará sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1 Coríntios 3.13-15).

6. É um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. Crentes sérios não se submetem a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Êxodo 23.2).

7. Desonra a igreja e a sua liderança.

Quando alguém divorciado por mais de uma vez insiste em forçar a entrada na liderança de alguma igreja nessas condições está desonrando a Deus. Quando alguém assim permanece na liderança da igreja, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Lucas 17.10).

8. Destrói o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Efésios 5.22-33).

9. Não pode comemorar nenhum casamento.

Um cristão divorciado um vez já encontra dificuldade para participar da troca de votos conjugais por um casal de noivos, pior ainda para quem já se divorciou por mais de uma vez se ele mesmo não cumpriu na sua vida.

10. Está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se os demais líderes da igreja, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias no rol de membros, imagine se da liderança da igreja com uma pessoa divorciada por mais de uma vez vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Salmos 11.3).

Conclusão

Claro que na maioria das vezes basta um só divórcio para ameaçar a família cristã. Mas, assim como Moisés, como igreja, trabalhamos com uma margem de tolerância e amor aos divorciados de um casamento, ou nos casos de pessoas que se converteram depois de algumas experiências a dois e que vieram para o evangelho trazendo seus filhos juntos. Mas, as conseqüências serão devastadoras para a igreja e famílias com líderes que passaram por essa experiência por mais de uma vez depois de convertidos, alguns até nascidos e criados no evangelho.

(Pr. Josué Tavares Pereira)

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