Desmascarando Iehoshua de Nazaré – O Talmud de Babilônia – Parte II

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Zahav Yalom Putzah

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Apr 24, 2007, 9:36:46 AM4/24/07
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Desmascarando Iehoshua de Nazaré – O Talmud de Babilônia – Parte II
 
Yeshu ha-Notzri - Referências do Talmud de Babilônia - Tratado Sanhedrin 43a, Tratado Sanhedrin 107b e Tratado Sotah 47a
O pano de fundo histórico para as passagens do Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a, Tratado Sanhedrin 107b e Tratado Sotah 47a, é que no ano de 170 a.e.c. Antíoco IV, Epífanes, governante selêucida da Síria, invadiu a Judéia e o Egito. Devido a isto, o Sumo-Sacerdote Onias III, juntamente com outros sacerdotes, fugiram para o Egito e construíram lá um templo judeu [Os Manuscritos de Jesus – Revelando o Maior Segredo da História – Michael Baigent – Editora Nova Fronteira S.A. – Rio de Janeiro (2006) – ISBN: 85-209-1898-0]. Mais tarde, João Hyrcanus, filho de Simão Macabeu, passou a governar Israel durante os anos de 134 a.e.c. até 104 a.e.c. O historiador judeu Flávio Josefo relata em sua obra intitulada História dos Hebreus – Primeira Parte - Antiguidades Judaicas – Livro Décimo Terceiro – Capítulo XVIII, que ao realizar um banquete para comemorar as vitórias de João Hyrcanus, alguns rabinos fariseus ofenderam-no e ele foi convencido por líderes saduceus a matar todos aqueles rabinos [Toldoth Tannaim Veamoraim – Aaron Hyman, Volume II, pages 691-692 e 766]. Alguns rabinos, tais como Rabi Iehoshua Ben Perachyah e o seu discípulo Yeshu ha-Notzri, foram obrigados a fugir para Alexandria, no Egito, longe do alcance de João Hyrcanus [Toldoth Tannaim Veamoraim – Aaron Hyman, Volume II pages 647 e 692].  Entretanto, o sábio fariseu Shimon Ben Shetach permaneceu escondido em Jerusalém com ajuda da sua irmã, Salomé Alexandra, que era nora de João Hyrcanus [Toldoth Tannaim Veamoraim – Aaron Hyman, Volume II, pages 647, 692 e 766, e Volume III, pages 1212-1213]. Mais tarde, no ano de 104 a.e.c., quando morreu João Hyrcanus I, o seu filho, Aristóbulo I, assumiu o poder à força, pois ele tinha ordenado encarcerar a sua mãe e três dos seus irmãos. Dois deles foram Alexandre Jannaeus e Antígonus. Após a morte de Aristóbulo I, a sua esposa, Salomé Alexandra, libertou Alexandre Jannaeus e Antígonus da prisão e se casou com Alexandre Janneus, que se tornou Rei e Sumo-Sacerdote da Judéia durante os anos de 104 a.e.c. até 78 a.e.c. Como Alexandre Jannaeus também não era favorável ao partido dos fariseus, ele também passou a perseguí-los. Mesmo que Alexandre Janneus fosse um saduceu ardente, a sua esposa o convenceu a conceder ao irmão dela, o sábio fariseu Shimon Ben Shetach, a liderar o sinédrio que era dominado pelos saduceus. Em torno do ano de 88 a.e.c. a paz estava assegurada para os rabinos fariseus retornarem a Israel, pois a paz foi restaurada sob a rainha Salomé Alexandra. Quando Alexandre Jannaeus morreu no ano de 78 a.e.c, Shimon Ben Shetach emitiu uma carta ao seu professor, o Rabino Iehoshua Ben Perachyah, incentivando-o a retornar [Toldoth Tannaim Veamoraim – Aaron Hyman, Volume II, pages 647-648 e Volume III, pages 1213-1214]. Durante um longo tempo Shimon Ben Shetach derrotou os seus oponentes saduceus no sinédrio e nomeou os seus estudantes fariseus como membros [Toldoth Tannaim Veamoraim – Aaron Hyman, Volume II, pages 766-767 e Volume III, pages 1213-1214]. [Toldoth Tannaim Ve'amoraim - Aaron Hyman - Comprising Biographies of All the Rabbis and Other Persons Mentioned in Rabbinic Literature - Compiled from Talmudic and Midrashic Sources and Arranged Alphabetically - Hebrew Text  in Three Volumes – Express Press – London (1910)].
Pouco mais de cinqüenta anos após a grande vitória obtida pelos sábios fariseus sobre os hasmoneus, quando eles se rebelaram contra a dominação greco-síria e ganharam a monarquia, estes sábios rabinos retornaram a Israel o qual contava com muitos judeus que tinham assimilado características do mundo helênico e as tinham introduzido no Judaísmo.  Fariseus que antes estavam presos, agora, em liberdade, observavam a desintegração moral e ética da sociedade judaica. Um exemplo disto foi o comportamento de Yeshu ha-Notzri, o discípulo do Rabino Iehoshua Ben Perachyah. O compotrtamento de Yeshu ha-Notzri era de tal forma que demonstrava interesse por mulheres casadas. Como a promiscuidade moral e sexual era um sinal de muitos dos seguidores do Helenismo, o Rabino Iehoshua Ben Perachyah suspeitou que, devido a este comportamento, Yeshu ha-Notzri estava influenciado pelo Helenismo, e após um incidente foi obrigado a expulsá-lo da comunidade. Detalhes deste incidente estão relatados no Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 107b e Tratado Sotah 47a.
O relato registra que ao retornarem do Egito, o Rabino Iehoshua Ben Perachyah e Yeshu ha-Notzri se instalaram em uma hospedaria na cidade de Jerusalém. A palavra aramaica Aksanya tanto significa Estalagem como Estalajadeiro ou Estalajadeira. O Rabino Iehoshua Ben Perachyah observou o quanto era bela a Aksanya referindo-se à Estalagem, mas Yeshu ha-Notzri, referindo-se a Estalajadeira, afirmou que os olhos dela eram muito estreitos e, sendo assim, não era tão bonita para o seu mestre. Após esta falta de respeito ele expulsou Yeshu ha-Notzri de sua presença. Depois de duas tentativas em vão de se reconciliar com o Rabino Iehoshua Ben Perachyah, Yeshu ha-Notzri o procurou na terceira ocasião. Nesta ocasião, em que já estava disposto a perdoá-lo, o Rabino Iehoshua Ben Perachyah, estava recitando o Shemá, o trecho mais importante do serviço de oração do Judaísmo, momento em que é proibido parar para conversar. Então, Yeshu ha-Notzri se aproximou dele, mas o rabino acenou com a mão comunicando a ele que não o interrompesse. Mas Yeshu ha-Notzri não entendeu o aceno de mãos do rabino e interpretou como se ele o estivesse expulsando mais uma vez. Após este fato, segundo as passagens mencionadas do Talmude de Babilônia, Yeshu ha-Notzri construiu um altar e passou a adorá-lo. O Rabino Iehoshua Ben Perachyah disse-lhe para ele se arrepender de tal atitude, mas Yeshu ha-Notzri recusou dizendo que tinha aprendido com ele, o próprio rabino, que alguém que transgride e leva muitas pessoas a transgredir a Lei do Eterno está privado do poder de realizar penitências. Apartir daí Yeshu ha-Notzri iniciou a sua vida de práticas idolátricas juntamente com os seus discípulos que cada vez mais se admiravam dele. No Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a está registrado que os discípulos de Yeshu ha-Notzri foram Matthai, Nakai, Nezer, Buni e Todah. Diante deste comportamento idolátrico de construir um altar, observamos que Yeshu ha-Notzri nunca esteve arrependido de suas atitudes em relação ao episódio que envolve a Estajadeira. Assim, observamos o quanto estavam fundamentadas as suspeitas do Rabino Iehoshua Ben Perachyah em relação ao seu discípulo Yeshu ha-Notzri.
Construir um altar e realizar adorações que não possuem nada em comum com o Eterno, Bendito Seja, é considerado pelo Judaísmo como feitiçaria ou práticas demoníacas. Por outro lado, é interessante observar a familiaridade que Iehoshua de Nazaré possui quando o conteúdo do assunto é sobre expulsar demônios ou espíritos imundos. Na literatura judaica não há praticamente registros de que fariseus, saduceus, sacerdotes, sumos-sacerdotes ou rabinos tenham realizado cerimônias em que ocorre expulsão de demônios ou de espíritos imundos de alguém, ou muito menos ainda realizado tais práticas em sinagogas ou em outro lugar. Entretanto, hoje em dia tais práticas são muito comuns em denominações religiosas, sobretudo, as de origem Protestante. Quando se estuda os Evangelhos observa-se um número muito grande de relatos sobre expulsões de demônios ou de espíritos imundos, práticas realizadas, sobretudo, por iniciados em diversas religiosidades originárias do Egito, lugar para o qual o Rabino Iehoshua Ben Perachyah, Yeshu ha-Notzri e outros se refugiaram. As passagens dos Evangelhos sobre expulsão de demônios ou de espíritos imundos por parte de Iehoshua de Nazaré são as seguintes:
Evangelho de Mateus 4,1-11.23-24; Evangelho de Mateus 8,16; Evangelho de Mateus 8,23-27; Evangelho de Mateus 8,28-34; Evangelho de Mateus 9,1-4; Evangelho de Mateus 9,32-34; Evangelho de Mateus 10,1.5-8; Evangelho de Mateus 12,22-30; Evangelho de Mateus 12,43-45; Evangelho de Mateus 15,21-28; Evangelho de Mateus 17, 14-20;
Evangelho de Marcos 1,9-13; Evangelho de Marcos 1,21-28; Evangelho de Marcos 1,32-34; Evangelho de Marcos 3,11-15; Evangelho de Marcos 3,20-27.30; Evangelho de Marcos 4,35-41; Evangelho de Marcos 5,1-20; Evangelho de Marcos 6,7-13; Evangelho de Marcos 7,24-30; Evangelho de Marcos 9,14-29; Evangelho de Marcos 9,38-39; Evangelho de Marcos 11,20-22; Evangelho de Marcos 16,9; Evangelho de Marcos 9,14-18;
Evangelho de Lucas 4,1-13; Evangelho de Lucas 4,31-37; Evangelho de Lucas 4,38-41; Evangelho de Lucas 6,17-19; Evangelho de Lucas 8,1-3; Evangelho de Lucas 8,22-25; Evangelho de Lucas 8,26-39; Evangelho de Lucas 9,1; Evangelho de Lucas 9,37-43; Evangelho de Lucas 9,49-50; Evangelho de Lucas 10,17-20; Evangelho de Lucas 11,14-26; Evangelho de Lucas 13,10-13; Evangelho de Lucas 13,31-32;
Evangelho de João 7,20; Evangelho de João 8,48-49; Evangelho de João 10,19-20;
Conforme mencionado anteriormente, construir um altar para realizar cultos que não possuem nada em comum com o Eterno, Bendito Seja, é considerado pelo Judaísmo como feitiçaria ou práticas demoníacas. De acordo com isto, é interessante observar às seguintes passagens do Evangelho de Mateus e Evangelho de Marcos:
De manhã, voltando à cidade, teve fome. Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas só achou nela folhas; e disse-lhe: “Jamais nasça fruto de ti!” E imediatamente a figueira secou. À vista disto, os discípulos ficaram estupefatos e disseram: “Como ficou seca num instante a figueira?!” Respondeu-lhes Jesus: “Em verdade vos declaro que, se tiverdes fé e não hesitardes, não só fareis o que foi feito a esta figueira, mas ainda se diserdes a esta montanha: Levanta-te daí e atira-te ao mar, isso se fará... Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis.”  (Mateus 21,18-22)
No outro dia, ao saírem de Betânia, Jesus teve fome. Avistou de longe uma figueira coberta de folhas e foi ver se encontrava nela algum fruto. Aproximou-se da árvore, mas só encontrou folhas, pois não era tempo de figos. E disse à figueira: “Jamais alguém coma fruto de ti!” E os discípulos ouviram esta maldição. (Marcos 11,12-14)
No dia seguinte pela manhã, ao passarem pela figueira, viram que ela secara até a raiz. Pedro lembrou-se do que se tinha passado na véspera e disse a Jesus: “Olha, Mestre, como secou a figueira que amaldiçoas-te!” Respondeu-lhe Jesus: “Tende fé em Deus. Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte: Levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, obterá esse milagre. Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado. E quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. [Mas se não perdoardes, tampouco vosso Pai que está nos céus vos perdoará os vossos pecados.]” (Marcos 11,20-26)
A explicação fornecida pela teologia cristã para explicar estas passagens é insana e ridícula. Ela desesperadamente tenta explicar que este comportamento de Iehoshua de Nazaré foi necessário para demonstrar a eficácia da oração, e que esta atitude dele nunca ocorreu, mas que estas passagens são um simbolismo em que a figueira, por estar sem frutos, representa o povo de Israel o qual não aceitava os ensinamentos de Iehoshua de Nazaré. Mas a realidade é bem diferente. Diante de tais passagens é importante registrar, aqui, não só a estúpida falta de sensibilidade de Iehoshua de Nazaré para com a figueira, pois, o autor do Evangelho de Marcos 11,13 registrou que não era tempo de figos e Iehoshua de Nazaré deveria saber disto, mas como também a gravidade da atitude de amaldiçoar uma figueira, atitude de feitiçaria. Por outro lado, cabe saber que o figo é uma das sete frutas que honram a Terra de Israel. Para isto, vamos examinar as seguintes passagens da Torá:
Porque o senhor, teu Deus, vai conduzir-te a uma terra excelente, cheia de torrentes, de fontes e de águas profundas que brotam nos vales e nos montes; uma terra de trigo e de cevada, de vinhas, de figueiras, de romãnzeiras, uma terra de óleo de oliva e de mel, uma terra onde não será racionado o pão que comeres, e onde nada faltará; terra cujas pedras são de ferro e de cujas montanhas extrairás o bronze. Comerás à saciedade, e bendirás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu. [Torá Devarim (Deuteronômio) 8,7-10]
“Quando sitiares uma cidade durante longo tempo e tiveres de lutar para apoderar-te dela, não cortarás as árvores a golpe de machado; comerás os seus frutos, mas não derrubarás as árvores. A árvore do campo seria porventura um homem para que a ataques? Somente aquelas árvores que souberes não serem frutíferas poderás destruí-las e abate-las para os trabalhos do cerco contra a cidade inimiga, até que ela sucumba.”  [Torá Devarim (Deuteronômio) 20,19-20]
É simplesmente incrível!!! Enquanto que o Eterno ordena: Comerás à saciedade, e bendirás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu. [Torá Devarim (Deuteronômio) 8,7-10], Iehoshua de Nazaré amaldiçoa a figueira nas seguintes passagens:
“Jamais nasça fruto de ti!” (Mateus 21,19)
“Jamais alguém coma fruto de ti!” (Marcos 11,14)
É simplesmente incrível!!! Enquanto que o Eterno ordena: A árvore do campo seria porventura um homem para que a ataques? Somente aquelas árvores que souberes não serem frutíferas poderás destruí-las e abatê-las para os trabalhos do cerco contra a cidade inimiga, até que ela sucumba.” [Torá Devarim (Deuteronômio) 20,19-20], Iehoshua de Nazaré amaldiçoa a figueira, que é uma planta e não um homem, nas seguintes passagens:
“Jamais nasça fruto de ti!” (Mateus 21,19)
“Jamais alguém coma fruto de ti!” (Marcos 11,14)
Nesta passagem da Torá o Eterno adverte que em tempo de guerra o machado só poderá ser utilizado contra árvores que não produzirem frutos para que, desta forma, elas possam ser utilizadas para a construção de cercados contra a cidade inimiga. Pergunta-se aqui: Em caso de não haver guerra é lícito amaldiçoar uma árvore? O mais engraçado de tudo isto é que na Bíblia da Editora Ave Maria, a passagem da Torá Devarim (Deuteronômio) 8,1-20, em que está contida a passagem da Torá Devarim (Deuteronômio) 8,7-10, está intitulada Gratidão para com Deus. Como foi grande a gratidão de Iehoshua de Nazaré para com o Eterno, a quem muitas vezes chamava de Pai!!! [As Contradições do Novo Testamento – Algumas Razões para não Crer no Messias dos Cristãos – Evilásio Araújo – 3ª Edição - Sinagoga Beit Israel – Brasília – Distrito Federal (2003)]
O Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a registra que devido às suas atitudes idolátricas Yeshu ha-Notzri foi exibido em público durante quarenta dias e um arauto caminhava à sua frente chamando pessoas para o defenderem, pois em caso contrário ele seria apedrejado. Todavia, ninguém se apresentou para defendê-lo. Como resultado das acusações por idolatria efetuadas contra ele, Yeshu ha-Notzri foi condenado à morte por apedrejamento pelo sinédrio. Em seguida o seu corpo foi pendurado em uma trave na véspera da festa de Pêssach. Assim se cumpriu a sentença por crime de idolatria que o Eterno, Bendito Seja, ordenou a Moshê para ser executada:
“Se teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, tua filha, a mulher que repousa no teu seio, ou o amigo a quem amas como a ti mesmo, tentar seduzir-te, dizendo em segredo: Vamos servir outros deuses – deuses desconhecidos de ti e de teus pais, ou deuses das nações próximas ou distantes que estão em torno de ti, de uma extremidade da terra a outra -, tu não lhe cederás no que te disser, nem o ouvirás. Teu olho não terá compaixão dele, não o pouparás e não ocultarás o seu crime. Tens, ao contrário, o dever de matá-lo: serás o primeiro a levantar a mão para matá-lo, e a levantará em seguida o povo. Tu o apedrejarás até que ele morra, porque tentou desviar-te do Senhor, teu Deus, que te tirou do Egito, da casa da servidão. Todo o Israel será tomado de temor ao sabê-lo, e não se renovará mais tal crime no meio de vós.” (Torá Devarim 13,6-11)
Assim, torna-se claro porque um arauto caminhava à frente de Yeshu ha-Notzri anunciando os seus crimes de idolatria e chamando pessoas para defendê-lo: Teu olho não terá compaixão dele, não o pouparás e não ocultarás o seu crime. [Torá Devarim (Deuteronômio) 13,8] Assim, torna-se claro porque Yeshu ha-Notzri foi apedrejado: Teu olho não terá compaixão dele, não o pouparás e não ocultarás o seu crime. Tens, ao contrário, o dever de matá-lo: serás o primeiro a levantar a mão para matá-lo, e a levantará em seguida o povo. Tu o apedrejarás até que ele morra, porque tentou desviar-te do Senhor, teu Deus, que te tirou do Egito, da casa da servidão. [Torá Devarim (Deuteronômio) 13,8-10]
É interessante fazer a comparação entre a prisão de Yeshu ha-Notzri antes da festa de Pêssach e os planos para que fosse executada a prisão de Iehoshua de Nazaré antes da festa de Pêssach. Para isto, vamos examinar as passagens do Evangelho de Mateus 26,1-5, Evangelho de Marcos 14,1-2 e Evangelho de João 19,13-14.
Quando Jesus acabou todos esses discursos, disse a seus discípulos: “Sabeis que daqui a dois dias será a Páscoa, e o Filho do homem será traído para ser crucificado.” Então o príncipe dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no pátio do sumo-sacerdote, chamado Caifás, deliberaram sobre os meios de prender Jesus por astúcia e de o matar. E diziam: “Sobretudo, não seja durante a festa. Poderá haver um tumulto entre o povo.” (Mateus 26,1-5)
Ora, dali a dois dias seria a festa da Páscoa e dos (pães) Ázimos; e os sumos-sacerdotes e os escribas buscavam algum meio de prender Jesus à traição para matá-lo. “Mas não durante a festa, diziam eles, para não haver talvez algum tumulto entre o povo.” (Marcos 14,1-2)
Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. (Era a preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso rei!” (João 19,13-14)
Vale apena salientar que quarenta dias designa espaço de tempo pelo qual o Sanhedrin (Sinédrio) postava avisos em muitos lugares, pedindo que testemunhas apresentem argumentos para defender um determinado réu, e que venham testemunhar a seu favor. Caso as testemunhas sejam dignas de mérito e o conteúdo de suas informações puder salvar o réu, então o réu continuará a viver, desde que o mesmo se arrependa de seus erros. Em caso contrário, este deve ser condenado a uma das quatro penalidades capitais judaicas, entre as quais a crucifixão não é uma delas. Sobre Yeshu ha-Notzri, o Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a registra que:
Na véspera de Pêssach, Yeshu foi suspenso. Durante quarenta dias, um arauto passou diante dele, gritando: Yeshu vai ser apedrejado por ter praticado feitiçaria e por ter seduzido o povo de Israel e o levado por maus caminhos; que qualquer um que tenha alguma coisa a dizer em sua defesa se apresente e o defenda. Ninguém veio defendê-lo. Por isto eles o penduraram na véspera de Pêssach. Ulla perguntou: Você acha que ele era alguém em cujo favor deviam ser chamados defensores? Não era ele um sedutor, a quem se aplicava a ordem divina, não olharás com piedade, não o pouparás (Torá Devarim 13,8-9)? Mas eles responderam com Yeshu as coisas eram diferentes, porque ele era íntimo do governo. (Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a)
Como vimos, Yeshu ha-Notzri foi condenado pelo Sinédrio por idolatria e feitiçaria. Ele foi apedrejado, e o seu corpo foi pendurado (e não crucificado) em uma trave, após a morte como sinal de maldição como determina a Torá Devarim (Deuteronômio) 21,22-23:
“Quando um homem tiver cometido um crime que deve ser punido com a morte, e for executado por enforcamento numa árvore, o seu cadáver não poderá ficar ali durante a noite, mas tu o sepultarás no mesmo dia; pois aquele que é pendurado é um objeto de maldição divina. Assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança.” [Torá Devarim (Deuteronômio) 21,22-23]
A história relata que milhares de judeus foram crucificados pela legislatura romana. Diante desta informação, apologistas cristãos não lembram, aparentam não lembrar, desconhecem, ou fingem desconhecer tal informação. Esta era a realidade romana, especialmente pouco antes do ano 70 d.e.c., quando o Segundo Templo de Jerusalém foi destruído. A cidade de Jerusalém estava circundada de cadáveres se descompondo em todo o seu contorno. Porém, os autores dos Evangelhos, desconhecendo ou distorcendo costumes judaicos, traduziram a palavra Trave por Cruz, que era o instrumento de suplício aplicado pela legislatura romana, e também forjaram o relato da traição através de uma pessoa referida como Judas Iscariotes. As passagens dos Evangelhos que contêm esta traição são: Evangelho de Mateus 26,14-16; Evangelho de Mateus 26,21-25; Evangelho de Mateus 26,47-50; Evangelho de Marcos 14,10-11; Evangelho de Marcos 14,17-20; Evangelho de Marcos 14,43-46; Evangelho de Lucas 22,1-6; Evangelho de Lucas 22,21-23; Evangelho de Lucas 22,47-48; Evangelho de João 13,1-4; Evangelho de João 13,21-30 e Evangelho de João 18,1-8.
Na realidade, Yeshu ha-Notzri era parente da Rainha Salomé Alexandra, da estirpe macabéia. Por outro lado, não havia descendentes do Rei David na Terra de Israel no período do Segundo Templo, pois a história relata que com o novo governo dominado pela família sacerdotal dos hasmoneus, os descendentes da casa real retornaram à Babilônia, para dar continuidade ao governo de autonomia judaica que lhes fora concedida pelo filho do Rei Nabucodonosor. Este governo perdurou até o final do período dos Gueonim da Babilônia, cerca do ano 1000 d.e.c. O califa muçulmano de Bagdad os perseguiu, encarcerando-os até o último sucessor do trono, o Rabino Hizqiá Ben David. Os dois únicos filhos deste rabino fugiram para a Espanha, sendo estes os antepassados da família Abravanel, que posteriormente trocaram seus nomes para Fernandes, Rodrigues, Roiz e Dormido. Nomes de disfarce para escapar à Inquisição da Igreja Católica Romana. Muitos sobrenomes de judeus em português eram substituídos ou corrompidos para escapar à perseguição católica inquisidora.
Conforme mencionado anteriormente, o Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a relata que Yeshu ha-Notzri possuía cinco discípulos: Matthai (Mateus), Nakai (Lucas), Nezer (Uma designação para cristão naquela época), Buni (Provavelmente Nicodemos) e Todah (Tadeu), e que ele foi apedrejado na véspera da festa de Pêssach. Interessante notar é que os nomes de Matthai (Mateus), Nakai (Lucas) e de Todah (Tadeu) constam no Evangelho de Mateus 10,1-4, Evangelho de Marcos 3,13-19, Evangelho de Lucas 6,12-16 e no Evangelho de João 1,35-51. A situação de Iehoshua de Nazaré começa a se complicar ainda mais diante destas passagens do Talmud de Babilônia devido ao fato de que Matthai e Todah, os nomes de dois dos discípulos de Yeshu ha-Notzri, serem as formas originais hebraicas de Mateus e Tadeu, nomes de dois dos discípulos de Iehoshua de Nazaré, segundo os Evangelhos. Devido ao fato de informações com relação a Yeshu ha-Notzri estarem quase de acordo com Iehoshua de Nazaré, com exceção da época em que ocorreram, como relatadas nos Evangelhos, informações estas contidas em tratados do Talmud de Babilônia, tais informações se revelaram danosas para o Cristianismo. Desta forma, autores cristãos e judeus tentaram desacreditar estas informações e produziram muitos argumentos engenhosos para explicar que não há conexão alguma entre Yeshu ha-Notzri e Iehoshua de Nazaré. Será que, de fato, não há conexão alguma entre Yeshu ha-Notzri e Iehoshua de Nazaré?

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Zahav Yalom Putzah

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Apr 24, 2007, 9:36:46 AM4/24/07
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antonio santos

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Apr 29, 2007, 6:50:15 PM4/29/07
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Agradeço muito a todos pelas informações!!!! E estou aprendendo
muito...Shalom!!! Continuem me enviado.

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