Sem compaixão, o amor não entraria em parte alguma, a fim de cumprir a divina missão que a sabedoria da vida atribui-lhe.
É necessário, entretanto, que a compaixão desloque-se do ambiente dos que sofrem, para atingir, também, o círculo dos que fazem o sofrimento.
Compadecer-te-ás dos que se afligem sob o guante da penúria; todavia, pedirás igualmente a Deus ilumine quantos se apaixonaram pelo supérfluo, esquecendo os que carecem do necessário.
Estenderá as socorredoras mãos que tombam sob os golpes da delinquência; no entanto, solicitarás a misericórdia dos Céus a benefício dos que promovem o crime, desconhecendo quanto lhes custará em aflições e lágrimas a noite de reparação a que se largaram, desprevenidos.
Auxiliarás os espoliados que se viram desvalidos pela agressão moral de que foram vítimas; contudo, exorarás o amparo do Senhor para quantos lhes armaram as ciladas de angústia, ignorando que articularam armadilhas de expiação contra si próprios.
Enxugarás o pranto de todos os que choram, sob a provação de todas as procedências, mas não te esquecerás de orar em auxílio dos que estabelecem o desequilíbrio dos outros, porquanto eles todos acabarão reconhecendo que unicamente acumularam perturbação e conflito
em desfavor deles mesmos.
Em qualquer circunstância difícil, compadece-te e serve sempre, recordando que todos somos espíritos eternos que colheremos, inevitavelmente, os resultados de nossas próprias obras e de que apenas o bem dissolve o mal, tanto quanto a treva tão-só se extingue
ante as bênçãos da luz.
Do livro SEGUE-ME-Emmanuel/Chico Xavier.
Colaboradora: Magali Inês Brum.

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