Kyrie eleison

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Gustavo Schuch Tessmann

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May 19, 2015, 8:46:41 AM5/19/15
to Gustavo Schuch Tessmann





Kyrie eleison


Esta antiga oração da liturgia cristã não é apenas um pedido de perdão, mas
também um pedido de amor



Por Redação

Roma, 18 de Maio de 2015 (
<http://www.zenit.org?utm_campaign=diarioportughtml&utm_medium=email&utm_sou
rce=dispatch> ZENIT.org)

O Kyrie eleison é uma das orações mais antigas da liturgia cristã. Há
expressões semelhantes em alguns salmos e nos Evangelhos. Os testemunhos de
uso litúrgico remontam ao século IV, na igreja de Jerusalém, e ao século V
na missa de rito romano. É usada como resposta a determinadas invocações. No
rito tridentino, pronuncia-se após o ato penitencial e logo depois da
antífona de entrada; no rito ambrosiano, é dita no ato penitencial e
repetida três vezes no final da missa, antes da bênção final. O Kyrie, como
é geralmente abreviado, também faz parte das missas cantadas, seguindo-se
imediatamente ao introito. Depois da reforma litúrgica, foi traduzido no
rito romano como “Senhor, tende piedade de nós” e “Cristo, tende piedade de
nós”.

A expressão grega Κύριε ἐλέησον, da qual "Kyrie eleison" é uma
transliteração em latim, poderia ser traduzida como “Senhor, tende
misericórdia” ou “tende benevolência”. Alguns teólogos chegaram a propor
“Senhor, amai-me com ternura”. Essa invocação tripla, "Kyrie eleison -
Christe eleison - Kyrie eleison", expressa um pedido claro de perdão, em
resposta a uma fórmula da absolvição sacerdotal que normalmente encerra os
atos penitenciais de rito romano. Também é verdade que esta fórmula,
especialmente na tradução, tem um caráter penitencial que originalmente era
secundário, como evidenciado pelo rico desenvolvimento musical do texto na
tradição musical gregoriana.

Na missa tridentina, a invocação não se limita ao momento penitencial, assim
como na liturgia bizantina. É difícil, por conseguinte, chegar a uma
tradução totalmente satisfatória desta expressão, que deveria ser preservada
tal como ainda é usada no rito ambrosiano. Quanto ao significado, é muito
bonito entendê-la como uma invocação de bondade: “Senhor, mostrai-nos a
vossa benevolência”.

A benevolência completa a misericórdia. É um termo menos usado, mas que
poderia ser plenamente recuperado em todo o seu significado. A benevolência
é o amor não focado no "eu", mas no próximo, no outro. Um fruto do amor do
Espírito, que infunde na alma serenidade, tranquilidade e paz, envolvendo
quem nos rodeia. Este amor nos faz olhar para os outros com olhos limpos e
descobrir neles muitas coisas belas. É a atitude que nos torna "longânimes",
que nos ajuda a ir além dos defeitos dos outros, confiantes de que o bem os
supera se soubermos ser pacientes. "Benevolência" significa "bem querer" e é
característica da pessoa amorosa, afável, gentil, generosa, que dá ao seu
comportamento em relação aos outros um sentido de alegria, de suavidade e
doçura que ganha o coração. A palavra "benevolência" expressa relação. Não é
bom saber que há Alguém que nos quer bem?

O Kyrie eleison se torna, assim, um pedido de perdão, mas também um pedido
de amor. Jesus é gentil e paciente com todos. Mesmo numa dura controvérsia
com seus inimigos, Ele diz: "Eu vos digo isso para que sejais salvos" (Jo
5,34). São palavras de paciência e longanimidade para com todos. Assim como
o Pai, Ele é também é benévolo: e a salvação é a maior revelação da
"benevolência divina".

A esta luz, podemos entender melhor quando Ele fala da "boa vontade" do Pai:
"Amai os vossos inimigos, fazei o bem sem esperar nada em troca e a vossa
recompensa será grande e vos tornareis filhos do Altíssimo, porque Ele é
benévolo até para com ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos como o
vosso Pai é misericordioso" (Lc 6,35s). Viver esses imperativos é entrar em
sintonia com a ação do Pai e de Jesus; é ser "benevolentes" com todos,
porque só assim podemos "provar e saborear o quanto é amável e gentil nosso
Senhor" (Salmo 33,9; 1 Pd 2,3). Pedro, citando este salmo, exprime a
identidade do amor misericordioso de Deus agindo em Cristo ao referir a
Cristo o nome de Deus (Senhor) que o salmo exalta como "benevolente".



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Souza, Andre

unread,
May 19, 2015, 9:58:40 AM5/19/15
to joao-14...@googlegroups.com

Dado que este texto foi retirado do Zenit de hoje, alguém viu o texto “A Igreja Católica de volta para os católicos”. Excelente também. Só fiquei com dúvida na seguinte orientação, alguém sabe explicar?

- Que a liturgia da Igreja tenha sua referência no Missal romano atualmente em vigor no mundo inteiro, revisando-se as traduções aberrantes como por exemplo falar “Ele está no meio de nós” quando toda a Igreja do mundo inteiro, durante os últimos dois mil anos, falou “et cum spiritu tuum”.

 

 

From: joao-14...@googlegroups.com [mailto:joao-14...@googlegroups.com] On Behalf Of Gustavo Schuch Tessmann
Sent: Tuesday,19 May, 2015 09:47
To: Gustavo Schuch Tessmann
Subject: [Jo14 FOREVER] Kyrie eleison

 

 

 

Kyrie eleison

Esta antiga oração da liturgia cristã não é apenas um pedido de perdão, mas também um pedido de amor

 

Por Redação

Roma, 18 de Maio de 2015 (ZENIT.org)

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Gustavo Schuch Tessmann

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May 19, 2015, 10:42:46 AM5/19/15
to joao-14...@googlegroups.com

De fato, como somos ignorantes!

 

Está errado mesmo!

 

 

Eu tinha percebido que no Uruguai, por exemplo, é como em latim.

 

 

Olha o texto abaixo:

 

 

 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A urgente reforma da tradução do Missal

Por Pedro Ravazzano

Infelizmente, a tradução do Missale Romanun de 1970, do latim para o português, foi muito mal feita. Os erros cometidos na versão portuguesa se repetiram em outras línguas, entretanto, mui provavelmente, a nossa realidade supera qualquer outra. Os problemas vão desde a omissão de trechos importantes e a deformação de sentidos até a troca de palavras, tudo para favorecer um inapropriado espírito litúrgico. Para entender como foi feita a tradução nada melhor do que ler o relato do seu mentor; D. Clemente Isnard, OSB.

Em latim:

- Dominus Vobiscum
- Et cum spiritu tuo

Em português:

- O Senhor esteja convosco
- Ele está no meio de nós

Quando o correto seria:

- O Senhor esteja convosco
- E com o teu espírito

Na tradução do Missal para a língua inglesa o mesmo erro se repetiu. Entretanto, a Conferência dos Bispos dos EUA, acatando o pedido da Santa Sé por edições reformadas e revistas, lançou uma nova versão com uma acentuada melhora.

- The Lord be with you.
- And also with you.

Foi corrigido para:

- The Lord be with you.
- And with your spirit.

Vejam este link, contém a reforma feita na tradução do Missal em inglês. As diferenças são enormes e gritantes. Com a correção, o sentido Sacrificial da Liturgia foi exaltado e passou a ser melhor expressado.

A nossa Oração Eucarística V – feita por um misterioso Sacerdote maranhense – nasceu durante o processo da tradução. Esta consegue ir desde erros de linguagem culta – “A todos que chamastes pra outra vida” “sempre bem felizes no reino que pra todos preparastes” – até imprecisões teológicas profundas:

Toda vez que comemos deste pão, toda vez que bebemos deste vinho, anunciamos a morte de Jesus, proclamamos a sua ressurreição e aguardamos a volta do Senhor que vem satisfazer nosso ardente desejo de amor que tem sede e fome da presença do Senhor.”

E a Transubstanciação? Desde quando há pão e vinho no Altar depois da Consagração?

Nem mesmo o tradicional Cânon Romano passou ileso. Na versão original, em latim, depois da resposta ao “Mistério da Fé”, o Sacerdote reza:

“V. Unde et mémores, Dómine, nos servi tui, sed et plebs tua sancta, eiúsdem Christi, Fílii tui, Dómini nostri, tam beátæ passiónis, necnon et ab ínferis resurrectiónis, sed et in cælos gloriósæ ascensiónis: offérimus præcláræ maiestáti tuæ de tuis donis ac datis hóstiam puram, hóstiam sanctam, hóstiam immaculátam, Panem sanctum vitæ ætérnæ et Cálicem salútis perpétuæ.”

Não precisa ser um grande conhecedor de latim para perceber que, comparando com a tradução oficial, há perda de relevantes trechos:

“V. Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos, e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.”

A parte da “Hóstia Santa! Hóstia Pura! Hóstia Imaculada etc” foi simplesmente cortada!

Depois do ofetório o Presbítero clama:

“Orai, Irmãos e Irmãs, para que nosso sacrífio seja aceito por Deus Pai todo poderoso.”

Entretanto, a versão original, em latim, frisa com mais perfeição o sentido do Sacrifício celebrado pelo Sacerdote:

“Oráte, fratres: ut meum ac vestrum [meu e vosso] sacrifícium acceptábile fiat apud Deum Patrem omnipoténtem.”

Antes da Consagração do Vinho, o Sacerdote reza:

“V. Símili modo, postquam cenátum est, accípiens et hunc præclárum cálicem in sanctas ac venerábiles manus suas, item tibi grátias agens benedíxit, dedítque discípulis suis, dicens:”

Que foi traduzido como:

“V. Do mesmo modo, ao fim da ceia, tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo:”

Foi retirada a “Sanctas et venerabiles manibus suas”

Ademais, como é de conhecimento de muitos – ou seria de todos? -, houve uma modificação nas palavras da Consagração do vinho. Obviamente, não chega a invalidar a Missa, longe disso, mas exprime de forma imperfeita uma verdade.

“ACCIPITE ET BIBITE EX EO OMNES: HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI NOVI ET ÆTERNI TESTAMENTI, QUI PRO VOBIS ET PRO MULTIS [POR MUITOS] EFFUNDETUR IN RE M I S S I O N E M PECCATORUM. HOC FACITE IN MEAMCOMMEMORATIONEM.”

“TOMAI TODOS E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS, E POR TODOS, PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

Os problemas vão além desses aqui listados, mas espero ter ajudado a entender a crucial importância da revisão da tradução do Missal. Graças a Deus a Santa Se está atenta, cobrará as novas edições, quer as Conferências as façam ou não. Rezemos, e muito, na intenção dos trabalhos dos liturgistas!

--
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Souza, Andre

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May 19, 2015, 10:49:40 AM5/19/15
to joao-14...@googlegroups.com

Obrigado. nunca tinha ouvido falar nisto.

Eduardo Bacchieri D. Falcão

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May 20, 2015, 7:33:42 AM5/20/15
to joao-14...@googlegroups.com
Com a graça de Deus estamos salvos pela ignorância!
E que corrijam os erros!



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Em ter, 19/5/15, Souza, Andre <Andre...@btgpactual.com> escreveu:

Assunto: RE: [Jo14 FOREVER] Kyrie eleison
Para: "joao-14...@googlegroups.com" <joao-14...@googlegroups.com>
Data: Terça-feira, 19 de Maio de 2015, 11:49

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