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Cleiton Souza

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Sep 12, 2012, 11:22:30 AM9/12/12
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AS GREVES DO FUNCIONALISMO, A DIREITA E AS CORPORAÇÕES

 

Paulo Ramos

 

            É unânime a concordância sobre o caráter estrutural da crise do capitalismo na etapa da financeirização. A falência do discurso neoliberal pela sua incapacidade de enfrentá-la deixou os setores dominantes sem uma perspectiva nos marcos da democracia liberal. Daí o preocupante crescimento do neofascismo em toda a Europa e nos EUA, com o Tea Party. De outro lado, a esquerda encontra-se confusa desde a crise de seus principais paradigmas políticos, passando o movimento social por séria crise de identidade. A ausência de projetos coletivos cede lugar aos projetos pessoais e, no limite, aos projetos de corporações específicas descolados de qualquer projeto nacional o que os incapacita a perceber o caráter e a ameaça da atual crise. Esta tem levado a falência dos estados nacionais e a eliminação de todas as conquistas do Estado de bem estar social, pois, na hora de pagar a conta, a fatura sempre recai sobre os trabalhadores. Para isto, faz-se necessário o atropelo até de prerrogativas do Estado Democrático de Direito, como o ocorrido nos EUA após o 11 de setembro. Até mesmo a Soberania Nacional é atropelada como vemos nos casos da Grécia e Espanha.

            A outra saída historicamente utilizada pelo grande capital é a guerra, tanto pelo incentivo a indústria bélica, como pela distração ocasionada, coesionando a população em “defesa da pátria”. Neste aspecto, vemos claros sinais de um novo colonialismo na tentativa de dominar os grandes produtores de petróleo e suas rotas, hoje é o mundo árabe e seus problemáticos governos, amanhã poderá ser o Brasil do pré-sal. Todas estas “saídas” apontam em direção ao populismo de direita e ao neofascismo. Enfim, o quadro político e econômico internacional é extremamente preocupante, sendo hoje a mais séria ameaça sobre a vigorosa caminhada do Brasil rumo ao desenvolvimento e à inclusão social, bem como os direitos dos trabalhadores.

           Atolados no corporativismo, nossos sindicatos vinculados ao funcionalismo público, não conseguem ler a conjuntura e ver a relação entre a crise mundial e seus direitos. A grande ameaça aos mesmos não vem deste governo, mas da grave crise econômica e do crescimento da direita. Voltados para si próprio, não conseguem ter uma postura propositiva, sendo sempre contra as políticas públicas propostas por governos progressistas, o que os leva a uma posição reacionária, aproximando-os das posições direitistas e dos defensores do estado mínimo, históricos adversários do funcionalismo.

           Com remuneração média acima da que é paga pela iniciativa privada e com vantagens exclusivas, como estabilidade no emprego, aposentadoria integral equivalente ao último salário e possibilidade de alcançar o topo da carreira em até 20 anos de trabalho, servidores públicos federais ignoram a desindexação da economia e exigem reposição da inflação passada, alegando até mesmo perdas da década anterior. A reestruturação das carreiras entre 2008 e 2012, que resultou em aumentos reais nos últimos anos, não foi considerada suficiente, na avaliação das categorias grevistas, porque haveria perdas do período do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, que manteve os salários congelados.

            Não é o que revela levantamento feito a partir de dados do Ministério do Planejamento. Os trabalhadores das carreiras da chamada elite do Executivo, tiveram aumento acima da inflação desde 1995, mesmo considerando a inflação até julho deste ano. É o caso dos funcionários do Itamarati, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal, que estão em greve. Os servidores do ciclo de gestão, para o qual não é exigida qualquer experiência, com salário inicial de R$13,6 mil e final de R$18,5 mil, foram os que tiveram maiores aumentos no período, entre 379% e 417%.

           A inflação de janeiro de 1995 a julho de 2012, medida pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 244%. Já a média da remuneração do Executivo cresceu bem mais, 391% no período – ganho real de 42,7%. As do Judiciário e do Legislativo tiveram expansão nominal de 300% e 325%, respectivamente, ou 16,3% e 23,5% acima da inflação. Isso ocorreu mesmo partindo de uma base já elevada em 1995. O vencimento médio era, naquela época, três vezes maior que o do Executivo.

          O desempenho do setor público não foi alcançado por nenhuma categoria da iniciativa privada nesse mesmo período. Pelo contrário. Nos 18 anos de Plano Real e de estabilidade econômica, boa parte dos empregados das empresas teve dificuldades para negociar a reposição da inflação, conforme dados do (Dieese). Empresas com aumento real significativo na remuneração média nesse período são exceções.    

           Devido às diversas crises econômicas e à alta do desemprego no período, esses trabalhadores enfrentaram demissões em massa, congelamento de promoções e de melhora da remuneração e dos benefícios, limitando o crescimento dos valores recebidos na era do Real, à exceção de quem ganha salário mínimo, que é fixado pelo governo. A situação foi mais grave na indústria, que tem as melhores remunerações.

           Sem estabilidade e garantia de progressão automática na carreira para receber remunerações maiores, como ocorre no serviço público, os assalariados das empresas privadas que conseguiram ascensão profissional e salário mais alto tiveram que fazer um intenso aperfeiçoamento e enfrentar a concorrência no mercado na disputa dos melhores cargos.

            Na greve dos técnicos e docentes da Rede Federal de Ensino, vimos setores sindicalismo alimentando o Estadão e a Globo de “informações” que desqualificam a Rede Federal e sua expansão posicionando-se contra a mesma. Na verdade, observa-se hoje uma poderosa ofensiva contra a expansão do ensino público, articulada pela direita, através da grande imprensa, e operada pelos grupos de extrema esquerda. Exigir que, num país em apenas 3% de sua população chega ao ensino superior, um campus só fosse funcionar com todas as condições, é atitude elitista de quem não quer incluir milhões de jovens no sistema público. São os mesmos que já foram contra o PROUNI, o REUNI, o ENEM, a educação à distância, o PRONATEC e os Institutos Federais. A retórica destes grupos é “esquerdista”, mas a prática é reacionária, inclusive em seu udenismo redivivo que desqualifica a política e aos políticos, criando um caldo de cultura antidemocrático. O ANDES, hoje, é a principal expressão do discurso conservador na Universidade Brasileira.

             É legítimo que qualquer categoria lute pela melhoria de salários, condições de trabalho e carreira. O que não é razoável é que categorias com pisos salariais de 7,8, até 11 mil reais recorram de imediato à greve, afrontem a população como se suas situações fossem desesperadoras. O que não é razoável é que funcionários de empresas estatais reivindiquem reajustes que superariam o orçamento da empresa a menos que seu objetivo seja implodir a empresa, visando sua privatização. A postura de alguns dirigentes é muito semelhante a de agentes provocadores a serviço de interesses, por enquanto, não identificados. A lembrança do cabo Anselmo deve servir de alerta.

             A banalização da greve, não mais como último e principal instrumento de luta dos trabalhadores, mas como o primeiro, na verdade fragiliza a instituição pública e fortalece o discurso privatista. Isto tudo, com os salários continuando a serem pagos rigorosamente em dia. A direita brasileira, derrotada política e ideologicamente, vê na extrema esquerda o instrumento para desgastar e fragilizar o governo.

              Pela falta de perspectiva histórica, ao colocar interesses corporativos acima de um projeto democrático, servem de escada para aqueles que desejam aniquilar direitos conquistados ao longo de muitas lutas. A direita, mais uma vez, agradece.






 

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: eliezer pacheco <pachecoe...@gmail.com>
Data: 11 de setembro de 2012 16:32
Assunto: Texto - AS GREVES DO FUNCIONALISMO, A DIREITA E AS CORPORAÇÕES
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Para conhecimento e discussão.
Saudações,
Eliezer Pacheco



--
Saudações.

Cleiton de Souza Moreira
61-8550-1426

A CRISE E O FACISMO 04 09 2012.doc

Simone de Moraes

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Sep 12, 2012, 5:49:41 PM9/12/12
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