Anderson Collodel
unread,Mar 28, 2009, 6:05:19 PM3/28/09Sign in to reply to author
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Para a Organização Internacional do Trabalho, ação do Brasil deixa
trabalhadores
sem proteção.
Estudo divulgado ontem pela OIT (Organização Internacional do
Trabalho) com base
nas medidas anunciadas por 32 países contra a crise concluiu que o
montante
destinado a pacotes de estímulo chega a US$ 1,19 trilhão, mas que
apenas 1,8% do
total foi investido em ações de proteção social.
De acordo com o relatório da OIT, o Brasil é o país do G20 que gastou
menos em
medidas de estímulo -apenas o equivalente a 0,2% do PIB.
O ranking, que se baseia no gasto proporcional ao tamanho da economia
de cada
país, é liderado pela China, com 13% do PIB. Em seguida vêm Arábia
Saudita
(11,3%), Malásia (7,9%), EUA (5,6%), México (4,7%) e Argentina (3,9%).
Somando os pacotes, o estímulo equivale a 1,7% dos PIBs combinados,
abaixo dos
2% recomendados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
Segundo um dos autores do estudo, Raymond Torres, o volume de recursos
"claramente não está dando conta do desafio que enfrenta".
O diretor-geral da OIT, Juan Somavía, observou que os planos
econômicos
anunciados até agora têm foco excessivo no resgate financeiro, mas
carece de
investimento social.O relatório estima que a crise poderá gerar mais
38 milhões
de desempregados no mundo.
"Há uma necessidade urgente de priorizar o tema do emprego", disse.
Somavía disse à Folha que, além de desemprego, a crise vai "achatar os
salários".
De acordo com a OIT, somente 9,2% dos pacotes foram destinados ao
mercado de
trabalho. "Não estamos criticando os esforços para salvar os bancos",
disse
Somavía, reconhecendo que o mercado de trabalho depende de um sistema
financeiro
que funcione.
Seguro-desemprego – O levantamento da OIT mostra que o Brasil é um dos
países em
que os desempregados têm menos proteção social. Segundo o estudo, 93%
dos que
perdem o trabalho não recebem o seguro-desemprego. A China vem logo
depois, com
84%, e o Japão, com 77%.
Na cúpula do G20, no começo de abril, em Londres, a OIT proporá um
"pacto
mundial para o emprego". Uma das prioridades é a coordenação dos
pacotes de
estímulo.
Segundo Torres, se essa coordenação levar até três meses, "o mercado
de empregos
poderá ser retomado em 2010. Se for adiada por seis meses, a
recuperação virá
apenas em 2011, na melhor das hipóteses".
Fonte: Folha de São Paulo, por Marcelo Ninio, 25.03.2009