Azeite

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Raul Diettrich

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Nov 7, 2014, 10:13:49 AM11/7/14
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Data: 07/11/2014 13:12
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Destaque para o azeite

Juliana Palma

Agência RBS

A coloração é verde, clara ou intensa, ou de tonalidade dourada. Os aromas são frutados, com notas herbáceas ou maduras. No sabor, vai do doce ao picante, passando pelo salgado e pelo amargo. A exemplo do vinho, do café e da cerveja, o azeite de olivaalcançou novos patamares de experimentação e de consumo.

Ainda em crescimento no Brasil, o mercado do azeite não oferece ao público informações detalhadas sobre o produto, segundoChania Chagas, proprietária do Empório do Azeite, em Gramado.

– É um tema pouco explorado, sem pesquisas mais aprofundadas. O conteúdo disponibilizado é muito reduzido, fazendo com que o interesse das pessoas pelo assunto cresça – explica.

Além disso, o gosto do público ficou mais aguçado.

– Cada vez mais as pessoas aprimoram o paladar e buscam experimentar e apreciar diferentes sabores de azeite – observa Carla Tellini, sócia do Grupo Press.

Em 2006, Carla chegou a implementar uma carta de azeites no Press Café. Eram seis opções, que podiam ser utilizadas na hora e depois levadas para casa.

 

Um bom azeite depende do tempo de vida da oliveira

Mas o que pode ser considerado um bom azeite, afinal? Solo, clima, tipo de oliva, maneira de extração, forma de prensagem e tempo de batida da azeitona são fatores que influenciam as características do azeite, assim como a idade da oliveira. Mamadou Sène, professor do Senac, destaca que as frutas só ficam boas quando a árvore tem de 10 a 15 anos. O nível de acidez também é avaliado. Mamadou explica que a acidez não proporciona uma boa digestão.

– Se é muito ácido, o azeite tem um sabor marcante e, quando ingerido, dá a sensação de estufamento – conta.

Hoje, na Europa, dois tipos de avaliações definem as características do azeite. A análise química mede a acidez e a quantidade de polifenóis – antioxidantes naturais –, e a análise sensorial examina os aromas e sabores. A segunda é importante para a determinação do azeite, mas no Brasil não é obrigatória, conforme Chania.

– No Brasil se fala muito de acidez, mas não é o fator mais importante na escolha de um azeite. Sem a análise sensorial, o produto pode ser de baixa acidez, mas ter defeitos no sabor. Na Europa, a porcentagem de acidez nem aparece no rótulo, pois eles partem do princípio de que, se é extravirgem, a acidez já é baixa – explica.

Chania mantém há um ano sua loja especializada em azeites na Serra Gaúcha e já tem planos de expansão. São mais de 200 rótulos de azeite, de países como Argentina, Chile, Uruguai, Portugal, Grécia, França, Estados Unidos, Itália e Espanha. Entre as marcas brasileiras, estão Olivas do Sul, Bosque Olivos e Prosperato. Cerca de 70% do público é formado por homens, e os produtos mais vendidos são os chilenos e espanhóis. Mesmo assim, o valor do produto ainda é questionado.

– Azeites bons e importados são mais caros. Muitas vezes, no entanto, gastamos pelo menos R$ 60 em um bom vinho que será consumido em um dia. Por que não gastar o mesmo com um azeite que vai durar dois meses? – questiona Chania. Ao todo, são mais de 2 mil tipos de oliva no mundo – só no Brasil, são sete patenteados –, o que origina diferentes variedades de azeites. Pelo clima e pelo solo, além da produção crescente, a tendência é de que o Brasil seja um grande produtor, com alguns dos melhores azeites. Aguardamos ansiosamente.


DICAS ESSENCIAIS
> O ideal é que a garrafa seja escura, pois conserva a coloração do azeite. Se a garrafa for clara, cuide para mantê-la afastada da luz.
> Depois de aberto, um azeite deve durar no máximo dois meses. Se você não utiliza com abundância, dê preferência a embalagens de 200ml.
> Pratos de sabor intenso merecem azeites de sabor intenso também. Para saladas ou pratos do cotidiano, azeites de um frutado médio são ótimas escolhas, por serem mais leves.
> Azeites chilenos são muito leves e ótimos para o dia a dia. Os espanhóis e portugueses são mais intensos. Já os gregos são conhecidos por serem aromáticos.


COMBINAÇÕES INUSITADAS
Estamos acostumados a experimentar azeite principalmente em saladas ou com pães. Chania Chagas, do Empório do Azeite, dá duas dicas que são ao mesmo tempo deliciosas e surpreendentes: tente combinar azeites intensos com frutas, como laranja, e com doces, como bolos e sorvetes. Na Espanha, mistura-se achocolatado com azeite. Fica parecido com Nutella e se usa no pão.

 

DICAS DE RÓTULOS

PROSPERATO
Produzido em Caçapava do Sul (RS), é obtido a partir de frutas das variedades Arbequina e Arbosana, apresentando um aroma frutado, sabor suave e levemente amargo e picante.

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ADEGA DE BORBA
Produzido na região do Alentejo, em Portugal, é um azeite espesso, mas elegante. Tem aromas de fruta madura e frutos secos. No paladar, destacam-se a doçura, o frescor, um ligeiro picante e um pouco amargo. Combina com bacalhau, carne, peixe grelhado e saladas.

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COLINAS DE GARZÓN
Este azeite uruguaio tem uma cor dourada profunda e aroma frutado médio. Revela-se amargo na ponta da língua, deixando uma sensação picante na garganta. Ideal para carnes e mariscos de sabores fortes, peixes vermelhos e saladas.

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ORO

BAILEN
Considerado pela crítica um dos melhores azeites do mundo, este espanhol tem um frutado verde intenso e complexo. Amargo e picante, é muito equilibrado, com alta complexidade de aromas, como tomate, banana verde e maçã.

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