smalltalk é assim, lisp e derivados são assim, self era assim e, em certa medida, até python e javascript são assim contanto que usem um REPL (read-eval-print-loop) da vida.
o paradigma é muito diferente, marquito. processar o tempo todo é, na minha opinião, o auge das linguagens de alto nível e só é possível trabalhar com alguns tipos de abstração se for assim.
discordo de você sobre não ser uma boa ideia talvez por programar em smalltalk e não ter experimentado nada mais foda no mundo para escrever/inspecionar/avaliar código em um tempo de execução que não acaba nunca. só existe orientação a objetos de fato (falando até filosoficamente) quando tudo no sistema é dinâmico a ponto de não existir diferença entre um dado e o código da consulta que recupera esse mesmo dado. você vai ter que refazer toda natureza das conexões de bancos de dados, gerenciadores de eventos, coletores de lixo, tipagem de dados, só que por outro lado poderá enxergar até um fluxo de dados como objeto (otimizar a consulta "vendo" ela acontecendo ao invés de medir os ciclos? hell yeah!)
quando tudo vira um objeto, você manipula, inspeciona, faz predições em tempo real, independentemente da natureza dos objetos... daí tem as possibilidades do light table trabalhar com tudo, de scripts pra web até jogos e animações com o bret victor fez. o feedback visual é apenas uma consequência da mudança de paradigma, e vale dizer que esse paradigma já tá mais do que bem resolvido num squeak (ou no smalltalk desde os anos 70).
na minha cabeça o grande pulo do gato do light table é tornar esse tipo de "possibilidade" mainstream, despertando o interesse nos usuários de python, ruby, php e outras tranquilharias por esse tipo de abertura. o treco passou de $300k principalmente pela promessa de funcionar com python.
abs