pra acrescentar, mando em anexo o paper que apresenta o makey makey.
resumo do meu conflito:
eu GOSTO da ideia, acredito que realmente ela atinge as questões que o quadro no paper aponta: início fácil, funcionar com qualquer software, interfaces de qualquer tipo podem ser usadas, dispensam programação e não precisa soldar.
meu conflito com o produto tem a ver com a espiral da criatividade, que é a base de todo o trabalho do lifelong kindergarten (de onde vieram os caras): as "dificuldades" que o makey "resolve" são justamente a abertura para o aprendizado espiralado das outras plataformas. explico: no arduino você começa encaixando coisas na breadboard, só usando cabinhos, sem soldar e usando programas bobos e simples da biblioteca de exemplos. faz coisas de A até D. depois começa a soldar, cria seus próprios programas, continuando na breadboard e faz de D até K. quando começar a soldar e montar seus próprios circuitos nas protoboards, vai estar programando coisas mais legais e igualmente mais complicadas... por aí vai. do ponto de vista cognitivo, temos uma série de rupturas possíveis a cada ciclo e o aprendiz vai em frente. a plataforma é aberta ao crescimento, construindo sobre estruturas anteriores.
o makey makey faz milhares de coisas, só que sempre no mesmo universo de exploração. não há nada de errado nisso, o treco pode ser um pré-arduino para os moleques. o negócio é que todas as outras coisas que eles criticam no paper são abertas a vários universos e é justamente por isso que são difíceis de começar, requerem programação, solda e por aí vai. pior: muitas das coisas criticadas foram feitas com a participação deles.
o rosenbaum trabalhou tanto tempo nesse tipo de objeto aberto e de repente lança um fechado e eu me pergunto: desistiu da ideia da abertura como estratégia de aprendizado ou entendeu que o objeto fechado dá mais dinheiro, vende fácil e gera resultados mais rápidos? o potencial de aprendizado de conectar um arduino a um botão desenhado numa folha de papel é brutal.
abs