O filme tem como objetivo falar sobre diversos aspectos do Século XX, utilizando um método não muito comum, ele mostra filmagens e imagens da época, junto com frases de grandes pensadores (como Freud). Sem depender do som, tendo que o único som do filme é uma música (um pouco quanto tediosa, para falar a verdade). Mesmo falando do passado, ele nos faz refletir sobre o rumo que a sociedade tomou e o que é realmente importante.
Esse filme divide-se em tópicos de assuntos diferentes sobre o Século XX, sempre terminando num cemitério (que representa a efemeridade da vida e que tudo chega a um fim). Entre os tópicos apresentados pelo filme, existem tópicos que falam de coisas positivas que aconteceram no século, como as conquistas trabalhistas (como expedientes de 8 horas), e outros que falavam de verdadeiras tragédias, como os ditadores e as guerras que ocorreram. Ele também mostra a história de pessoas comuns, que não fizeram grandes feitos, mas representam o povo da época.
Um dos tópicos se volta mais a relação entre a Sociedade e a Tecnologia (e consequentemente é mais interessante para essa cadeira de Informática e Sociedade) é o que fala sobre o avanço tecnológico que ocorreu no século XX. Como o primeiro carro à combustão fabricado em série (o Ford T) entre outras tecnologias que estavam surgindo. Avanço fundamental para que a tecnologia chegasse no que se tem na atualidade.
Achei um filme muito bom pois é um filme que fala de memória e, portanto, de identidade. Um filme que mostra que somos todos plateia e atores, que a história do mundo é feita das histórias dos outros e da nossa própria história, que o ser humano só existe com os outros e que, por outro lado, o coletivo só faz sentido quando cada pessoa tem a sua individualidade. Um filme que fala de diversidade, diferença e alteridade, e das consequências da intolerância e indiferença de seres humanos diante de outros seres humanos. Uma obra que fala de relações de poder – de tiranos, dominados, líderes, e inocentes, traçando um panorama de identidades e diferenças cultural, social e economicamente estabelecidas durante toda uma época. Por tudo isso, diria que é uma obra POLÍTICA.
Nós que aqui estamos, por vós esperamos tenta traçar o perfil, a identidade do homem do século XX, buscando mostrar seu papel na construção de identidades futuras e sua falta de consideração em relação às identidades e diferenças individuais de sua época. Esse filme me recordou e trouxe de volta a vivência de uma mania antiga, que é a de andar pelas ruas (a pé, de carro ou de ônibus) observando as janelas das casas e edifícios, imaginando quem vive ali, que pessoa ou família, com que hábitos, sonhos, alegrias ou tristezas, que mundo se organiza e se desenvolve ali, dentro de cada um daqueles espaços, por trás daquela infinidade de pequenos retângulos.
O documentário: “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, é uma memoria do século XX. O diretor dá uma volta ao mundo passando por guerras, dirigindo o olhar para a consequente banalização da vida e da morte. Aborda a industrialização do mundo - ou das partes que passaram pelo processo de modernização industrial - trata da alienação dos trabalhadores que se transformaram em peças da engrenagem capitalista. Mostra regimes totalitários, religiões, em suma, humaniza e contextualiza a história do século passado. Relembra a queda do Muro de Berlim, a violenta Revolução Cultural na China dos anos 70, sob os pés de Mão Tsé-Tung; a extração aurífera em Serra Pelada, no Brasil; a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, e o inevitável desemprego da população, a fome, a perda da dignidade e a inutilidade dos diplomas dos letrados da época. A dissipação de famílias e sonhos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, devastadas pelas bombas atômicas; cita intelectuais, cientistas, escritores subversivos que tiveram seus livros queimados em praça pública por soldados nazistas. A solidão e a injustiça das guerras. Traumas, humilhações, desespero, protestos, suicídios e ilusões. O filme é todo exibido em preto e branco e no fim um cemitério é filmado em cores. No portal a frase: “Nós que aqui estamos, por vós esperamos” deixa ao espectador perguntas e respostas que só a linguagem cinematográfica é capaz de produzir.
A tentativa frustrada de uma coisa que era pra ser um filme simplesmente sai pegando imagens e vídeos antigos (uns nem tanto) e atirando-as na tela sem nenhum tipo de critério e nem seguindo ordem cronológica nenhuma. Qual o proposito de colocar a foto de ditadores, físicos, guerrilheiros e afins com efeito de deformação girando na tela durante um longo período de tempo? Isso sem acrescentar nenhum tipo de informação proveitosa tornando e levando a determinação do possível espectador a prova! Se a intenção foi causar tédio e asco de mim particularmente “filme” conseguiu. Pra piorar isso tudo embalado por canções ensurdecedoras com mulheres(homens vai saber) chorando/piando tirando a atenção do verdadeiro foco do “filme” que ainda acho que possa existir algum. Acredito que 1 minuto do filme que foi exibido posteriormente foi bem mais proveitoso do que aquilo.
Enfim. Espero que não seja prejudicado pelo meu excesso de franqueza.
Com imagens de arquivos, o filme faz uma retrospectiva das principais mudanças que marcaram o século XX, retratando tanto os personages que entraram para história, como homens comuns que em seu cotidiano também fizeram a história desse século. os artistas expressam a igualdade entre os sexos, que é exaltada e passa a ser valorizada. Em uma ordem não cronológica a vida de homens,que ajudaram a construir a historia, e seus sonhos são contados em pequenos trechos.
Em síntese o filme mostra como em apenas um século ouveram diversas mudanças, tanto na sociedade como no meio em que vivemos, fazendo com que valorizemos todas as conquistas atuais.
Lançado no Brasil em 1999, o documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos” é uma memória do século XX. Com uma fusão de imagens de arquivos, fragmentos de outros documentários e algumas obras clássicas do cinema, o autor faz uma retrospectiva das principais mudanças que marcaram o século passado, retratando as pessoas que entraram para história, como também, as pessoas que no seu dia-a-dia fizeram parte do século XX.
Uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico social, político, econômico e cultural desse período. A humanidade passando por grandes transformações, os artistas expressando a igualdade entre os sexos que posteriormente é valorizada, as religiões como forma de buscar a Deus, que ainda hoje, parece continuar distante da maior parte da sociedade.
A sociedade e suas guerras, as milhares de mortes provocadas por chefes de estados, como: Hitler, Mussolini, Stalin, Pol Port, Franco, Pinochet, entre outros. Mortes motivadas pela ganância. A solidão e as injustiças das guerras, com suas conseqüências de traumas, humilhações, desesperos, protestos, suicídios e ilusões.
As mulheres conseguindo sua independência, a inserção dela no mercado de trabalho, a mudança na forma de se vestir, passando a usar mini-saias, os maiôs cada vez mais curtos, o consumo de álcool, de cigarro e a sua conquista na vida política e na guerra. A mulher modificando seu papel social, deixando de ser apenas dona de casa.
O documentário não segue uma ordem cronológica de acontecimentos, nem possui atores ou narrador. O diretor quis seguir um roteiro por grupos de importância, apresentando frases de impacto com imagens igualmente impactantes.
O documentário retrata ainda, as Guerras, este relato vem com imagens bastante chocantes, com partes do corpo humano mutiladas, bem como outros horrores da guerra.
Outra parte do documentário é dedicada às mulheres, os feitos e suas respectivas autoras: a ousadia do maiô; a mulher fumando seu primeiro cigarro em público; a conquista do direito ao voto; os sutiãs queimados em praça pública; o surgimento da mini-saia; a mulher escritora, estilista, trabalhadora.
Este documentário é antigo mas seu contexto ainda é muito propício para os dias atuais, além disso, é multidisciplinar, pois aborda conhecimento de varias áreas.
Produzido com imagens em preto e branco, (imagens com a foto de alguém e um pequeno texto/citação, que hoje até parecem retiradas da internet e redes sociais), partes de obras clássicas do cinema e de documentários, “Nós que aqui Estamos por Vós Esperamos” nem aparenta ser a obra artística bem produzida que realmente é. Trata-se um filme que, basicamente, faz uma retrospectiva de passagens do século XX sobre um fascinante ponto de vista: o filme mostra as passagens levando o público a perceber o quão vergonhoso são os seres humanos, e ao mesmo tempo, o amor e a esperança que pode existir neles. De certa forma o filme mostra uma banalização da vida com o intuito de levar o público a valorizá-la.
Também é impressionante o fato do diretor retratar, de uma forma sensível, não só os grandes e mais conhecidos personagens da história, mas também, pessoas simples e anônimas que também fizeram história ou fizeram parte da história, mas não tiveram o seu destaque ou mérito.