CARX
amigxs
Nestes
tempos turbulentos (para não dizer,
tenebrosos) multiplicam-se manifestos,
moções e abaixo-assinados. Mas, mesmo que
estejamos cansadxs deles, estes documentos
são importantes, porque produzem narrativas
e podem mesmo interferir no curso de algumas
ações. Tudo isso para lhes pedir que gastem
uns minutos lendo o manifesto abaixo e se
disponham a assiná-lo e a nos ajudar a
divulgá-lo.
Os proponentes do documento (que colado
abaixo em português, francês e inglês) são a
Associação Brasileira de Antropologia (ABA),
a
Society
for the Anthropology of Lowland South
America (SALSA), e o Groupe
International de Travail pour les Peuples
Autochtones (GITPA).
As assinaturas podem
ser individuais e também de grupos de
pesquisa. Planejamos protocolar o
documento com as subscrições, no final
desta semana, na Casa Civil da
presidência da República, na FUNAI e no
Ministério Público Federal (MPF) .
Se
desejar que o seu nome seja adicionado ao
documento,
envie um e-mail para
salsa.p...@gmail.com com seu
nome completo e filiação institucional na
linha de assunto.
Deixe o corpo do seu e-mail em branco.
Recolheremos
as assinaturas até o meio-dia (horário
de Brasília) da sexta-feira, 12 de maio.
Sinta-se à vontade para encaminhar este
e-mail para suas próprias redes também.
Abraços
Artionka
Abaixo, você encontrará o texto
(em Português, Francês e Inglês) de uma
declaração condenando as voltas
desastrosas na política indígena no
Brasil.
SALSA como um todo é
co-patrocinar este documento, juntamente
com a Associação Brasileira de
Antropolgia (ABA) e Groupe International
de Travail pour les Peuples Autochtones
(GITPA).
Os indivíduos podem também
assinar o documento, o que pretendemos
enviar para o Gabinete do Presidente do
Brasil, a FUNAI eo Ministério Público
Federal (MPF) no final desta semana.
Se você gostaria que
seu nome adicionado a este documento,
por favor envie um email para
salsa.p...@gmail.com com o seu nome completo e
filiação institucional na linha de
assunto.
Por favor, deixe o
corpo de seu espaço em branco e-mail.
Vamos recolher
assinaturas até ao meio dia (horário de
Brasília) na
sexta-feira, 12 de maio .
Sinta-se livre para
encaminhar este e-mail com suas próprias
redes, bem.
Obrigado por sua pronta
atenção a isso, e para o seu trabalho
continuou na defesa dos direitos dos
povos tradicionais no Brasil.
Muito Obrigado,
Jeremy (SALSA)
Manifestação
de repúdio à conjuntura de ataque
aos direitos indígenas no Brasil
Maio/2017
Nós,
professores, intelectuais e membros
do mundo acadêmico vimos através
desta manifestar nosso repúdio
veemente à política anti-indígena do
Estado brasileiro, manifestamos
nossa preocupação em relação a uma
política que já tem consequências
genocidas em estados como o Mato
Grosso do Sul, Bahia e Maranhão.
Nos
últimos cinco anos, os ataques aos
direitos indígenas vêm se
consolidando e abrindo espaço para
sua reformulação, autorizando que
direitos conquistados sejam
contestados legalmente. Os direitos
constitucionais voltados às
populações indígenas são reféns da
conjuntura política no país pelo
instrumento de emendas à
Constituição que podem ser
apresentadas, votadas e aprovadas no
Congresso Nacional. Esse assalto à
Constituição é liderado
principalmente pela chamada bancada
ruralista.
A
partir da imposição das 19 condições
para a demarcação de uma Terra
Indígena específica, a Raposa Serra
do Sol (que foi alvo de batalha
jurídica), estabelecidas pelo
Supremo Tribunal Federal, em outubro
de 2013, os ataques no judiciário
ganharam nova consistência, pois a
Corte Suprema é criadora de
jurisprudência. Com isso surgiram
conceitos jurídicos não previstos na
Constituição que passaram a
orientar, por um lado, a oratória
anti-indígena e, por outro, de
maneira mais nociva, as sentenças de
tribunais sobre terras indígenas. O
mais importante desses novos
conceitos é o do "marco temporal",
que sustenta que os índios só teriam
direito às TI efetivamente ocupadas
em 5 de outubro de 1988, data da
promulgação da Constituição
elaborada após o regime da ditadura
militar. Embora o plenário do STF
tenha decidido que as condicionantes
da Raposa Serra do Sol não eram
vinculantes para outras demarcações
sub-judice, esta tese permitiu ao
próprio STF anular as demarcações de
Terras Indígenas Guarani e Kaiowá e
Canela, localizadas no Mato Grosso
do Sul e Maranhão, e, o mais grave,
em 2015, também anular a demarcação
da Terra Indígena Terena Limão
Verde, também no Mato Grosso do Sul,
demarcada e homologada há mais de 10
anos.
No
legislativo, as ações contra os
direitos constitucionais dos
indígenas começaram poucos anos após
a promulgação da Carta Magna, sempre
voltados à fragilização ou
aniquilação do direito à Terra. Esse
é o teor da PEC 215 (Proposta de
Emenda à Constituição), cujo
objetivo é o de transferir para o
Congresso Nacional os processos de
demarcação de Terras Indígenas,
assim como ratificar as demarcações
já homologadas. Na prática isso visa
impedir novas demarcações e legaliza
a revisão de terras indígenas já
consolidadas, ficando assim ao sabor
do casuísmo e de interesses
políticos transitórios.
O
mais recente ataque do legislativo
nacional é a CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) voltada à
investigar os órgãos federais que
cuidam da política fundiária
indígena e de outras populações
tradicionais, a Fundação Nacional do
Índio (Funai) e o Instituto
Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra), visando
desestabilizar o processo
demarcatório como um todo por meio
do ataque a esses órgãos, assim como
a algumas das principais
instituições não-governamentais que
apoiam a luta indígena (Conselho
Indigenista Missionário, Instituto
Socioambiental, Centro de Trabalho
Indigenista e até a Associação
Brasileira de Antropologia) e também
a antropólogos/as diretamente
implicados/as em alguns desses
processos. Seu relatório final, que
poderá ser aprovado nesta
segunda-feira (08/05/2017), propõe o
indiciamento em massa de lideranças
indígenas, antropólogas/os,
indigenistas, religiosos e
procuradoras/es. Boa parte dessas
pessoas sequer foi convocada pela
CPI, tendo seu direito à defesa
cerceado.
No
atual governo federal, alçado ao
poder após um processo de
impeachment no mínimo duvidoso,
aquilo que era ataque tornou-se
reforma, uma vez que a bancada
ruralista se encontra agora
instalada no Ministério da Justiça
na pessoa do relator da PEC-215,
deputado Osmar Serraglio.
Essa
é a conjuntura atual enfrentada
pelos povos indígenas no Brasil, o
resultado disso é uma situação de
insegurança jurídica que gera um
aumento exponencial da violênciae
legitima ações como o
brutal ataque aos Gamela no
Maranhão, ocorrido há poucos dias.
Esse é mais um caso de um conjunto
de violências perpetradas contra as
populações indígenas, que se traduz,
por um lado, em deslocamentos
forçados, obrigando a migração para
as periferias e favelas das cidades,
problemas de saúde coletiva,
insegurança alimentar, assassinatos,
estupros, alcoolismo e suicídios; e,
por outro lado, a criminalização
crescente de lideranças indígenas.
Pedimos,
portanto, ao Estado brasileiro que
respeite os direitos constitucionais
dos povos indígenas do país assim
como os tratados internacionais que
protegem as populações tradicionais,
pois todos sabemos que estas terras
são fundamentais a sua sobrevivência
assim como à manutenção da
diversidade da vida no planeta.
MANIFESTO
CONTRA ATAQUES impostas ao
DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS
BRASIL
Maio
de 2017
Nós, professores,
intelectuais e acadêmicos,
veementemente manifestar a nossa
rejeição da política
anti-indígena do Estado
brasileiro, e nossa preocupação
com uma política que tem
consequências já genocidas nos
estados de Mato Grosso do Sul e
Bahia Maranhão.
Nos
últimos cinco anos, os ataques
contra os direitos indígenas se
agravaram e permitiu sua
revisão, permitindo desafio
legal interesses escusos.
direitos
constitucionais garantidos aos
povos indígenas são feitos
reféns pela situação política e
sujeito a emendas à Constituição
votada e aprovada pelo Congresso
Nacional.
Este ataque à
Constituição é conduzida
principalmente pelo chamado
"lobby do agronegócio" (bancada
ruralista).
Os
ataques ao nível judicial
aumento da imposição de dezenove
condições para a demarcação de
uma terra indígena particular,
"TI Raposa Serra do Sol" (que
foi objecto de uma batalha
legal).
Esses dezenove
condições foram estabelecidas
pelo Supremo Tribunal Federal
(Supremo Tribunal Federal) em
outubro de 2013, em seguida,
pela jurisprudência.
Destas disposições
resultou de novos conceitos
jurídicos, não previstos pela
Constituição, que orientam um
lado o discurso anti-natal, e
outra, ainda mais prejudicial,
sentenças judiciais em terras
indígenas.
O mais importante
destes novos conceitos é o "selo
de tempo" (marco temporal) que
sustenta que os índios teriam
direito apenas para terras
indígenas realmente ocupada 05
de outubro de 1988, data da
promulgação da Constituição.
Enquanto a sessão
plenária do Supremo Tribunal
Federal decidiu que as condições
de "Raposa Serra do Sol" não
eram válidos para outras
demarcações judiciais, esta tese
tem permitido ao tribunal para
cancelar após a demarcação das
terras indígenas Guarani Kaiowá
e Canela localizada em Mato
Grosso do Sul e Maranhão e, mais
importante, a da terra
Aboriginal Terena Limão Verde,
também em Mato Grosso do Sul,
demarcada e aprovada há mais de
dez anos.
No
plano legislativo, as ações
contra os direitos
constitucionais dos indígenas
começou logo após a promulgação
da Constituição.
O direito de ainda
pousar a ser referido, como
evidenciado pela alteração
proposta à Constituição nº 215
(PEC 215), que visa a transferir
ao Congresso Nacional o processo
de demarcação de terras
indígenas e para tornar possível
a cancelamento de demarcações já
registrado.
O
mais recente ataque Legislativa
foi a criação de uma comissão
parlamentar de inquérito para
investigar órgãos federais
responsáveis pela política de
terras das comunidades indígenas
e tradicionais (quilombolas), a
Fundação Nacional índio (Funai),
o Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária
(INCRA). O
objetivo é desestabilizar o
processo de demarcação, bem como
algumas das principais
instituições não-governamentais
que apóiam as lutas indígenas
(Conselho Indigenista
Missionário - CIMI, Instituto
Socioambiental - ISA, Centro de
Trabalho Indigenista - CTI até a
Associação Brasileira de
Antropologia - ABA);
são também abrangidos
antropólogos directamente
envolvidas nestes processos.
O relatório final
desta comissão, que pode ser
aprovado na segunda-feira
(2017/08/05), propõe o exame em
massa de líderes indígenas,
antropólogos, nativistas,
religiosos e vários promotores.
A maioria dos
acusados não foram sequer ouvido
pela comissão, por isso não ter
tido o direito de se defender.
Com
o atual governo federal, o
ataque contra os direitos
indígenas tornou-se política de
Estado, uma vez que o lobby do
agronegócio encontrou instalada
no Ministério da Justiça, na
pessoa do Relator da proposta de
alteração 215, o membro Osmar
Serraglio.
Tal
é a situação atual enfrentada
pelos povos indígenas no Brasil,
criando insegurança jurídica
considerável e um aumento
exponencial da violência e
legitimar ações, tais como o
brutal ataque sofrido por Gamela
Maranhão, há alguns dias.
Este é mais um caso
em toda a violência contra os
povos indígenas que resultam,
entre outros, pela população
forçado - forçando-os a migrar
para a periferia das cidades e
as "favelas" (favelas ) - e
pedindo problemas de saúde
coletiva, a insegurança
alimentar, criminalidade,
alcoolismo e suicídio, bem como
pelo aumento da criminalização
de lideranças indígenas.
Portanto, pedimos ao
governo brasileiro de respeitar
os direitos constitucionais dos
povos indígenas e os tratados
internacionais que protegem as
populações tradicionais.
Nós todos sabemos que
estas terras são essenciais para
a sua sobrevivência, bem como a
diversidade da vida em nosso
planeta.
Declaração
em protesto da escalada de
ataques aos direitos indígenas
no Brasil
De
maio de 2017
Nós,
professores, intelectuais e
membros do mundo acadêmico, por
este meio manifestar o nosso
repúdio veemente da política
anti-indígena do Estado
brasileiro, e também elevar a
nossa voz coletiva sobre as
políticas cujos dire,
conseqüências genocidas já foram
demonstradas em estados como
Mato Grosso do Sul, Bahia e
Maranhão.
Nos
últimos cinco anos, os ataques
contra os direitos indígenas
tenham sido escalada e limpando
um espaço para a reformulação de
políticas indígenas, incluindo a
remoção desafiadora e possível
de conquistas legais duramente
conquistada.
Os direitos
constitucionais dos povos
indígenas são mantidos como
reféns pela situação política no
Brasil por meio de um potencial
de emenda à Constituição (PEC
215) que poderia ser
apresentada, votada e aprovada
no Congresso Nacional.
Este assalto à
Constituição é liderada
principalmente pela chamada
coalizão “ruralista”.
Começando
em outubro de 2013 com a
imposição de dezenove condições
pelo Supremo Tribunal Federal
para a demarcação de um
território indígena específico,
Raposa Serra do Sol (que em si
foi alvo de batalha legal),
ataques judiciais ganhou têm
crescido de forma constante,
como o Supremo Tribunal é a
fonte de jurisprudência. As
ações do Tribunal deu origem a
novos conceitos jurídicos, sem
base na Constituição, que apoiou
tanto a retórica anti-indígena,
de um lado, e, mais
negativamente, a intervenção das
decisões judiciais sobre as
terras indígenas, por outro. O
mais importante destes novos
conceitos é o “Prazo Temporal” (
temporal,
marco
), que afirma que os índios só
teria direito a terras
efetivamente ocupadas antes de 5
de outubro de 1988, a data da
criação da atual Constituição do
Brasil após a ditadura militar .
Embora o Supremo
Tribunal Federal decidiu que as
condições de Raposa Serra do Sol
não eram obrigatórias para
outras demarcações
sub-judiciais, a provisão “prazo
temporal,” permitiu ao Tribunal
para anular as demarcações de
Guarani-Kaiowá e Canela
indígenas Terras (localizado em
Mato Grosso do Sul e Maranhão,
respectivley), e mais
seriamente, também a anulação em
2015 a demarcação da Limão Verde
Terra Indígena Terena, também em
Mato Grosso do Sul, que tinha
sido aprovado e demarcadas ao
longo de 10 anos antes.
Em
termos legislativos, ações
contra os direitos
constitucionais dos povos
indígenas começou há alguns anos
após a promulgação da
Constituição, sempre no sentido
de enfraquecimento ou aniquilar
os direitos indígenas à terra.
Este é o teor da PEC
215 (Proposta de Emenda à
Constituição 215), cuja
finalidade é transferir para o
Congresso (do Poder Executivo)
os processos de demarcação de
novas terras indígenas e
ratificar os já registados.
Na prática, isso
impediria novas demarcações e
legitimar alterações aos
territórios indígenas
existentes, permitindo que
interesses especializados,
políticos de usar a tomada de
regra para seus próprios fins.
O
último ataque pelo Congresso é o
CPI (Comissão Parlamentar de
Inquérito) destinada a
investigar as agências federais
que supervisionam política de
terras indígenas e outras
populações tradicionais, a
Fundação Nacional do Índio
(FUNAI) e do Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária
Association (INCRA). Este
inquérito visa desestabilizar o
processo de demarcação como um
todo, atacando estas
instituições, bem como algumas
das instituições
não-governamentais principais
que apoiam a luta indígena e
também os antropólogos
diretamente envolvidos em alguns
desses processos (grupos alvo da
CPI incluem o Conselho
Indigenista Missionário [CIMI],
o Instituto Socioambiental
[ISA], o Trabalho
Indigenista-Center (CTI), e da
Associação brasileira de
Antropologia [ABA]). Seu
relatório final, que pode ser
aprovada tão rapidamente quanto
08 maio de 2017, propõe a
acusação massa de líderes
indígenas, antropólogos,
defensores dos povos indígenas,
líderes religiosos, e os
procuradores.
A maioria dessas
pessoas ainda não foram
convocados pela CPI, e seu
direito de defesa foi
comprometida.
No
atual governo federal, que foi
elevado ao poder após um
processo de impeachment um tanto
questionável, o que tinha sido
um ataque aos direitos indígenas
tornou-se “reforma”, como o
partido ruralista está agora
instalado no Ministério da
Justiça, na pessoa do Ministro
Osmar Serraglio, o relator
legislativa do PEC-215.
Esta
é a situação atual enfrentada
pelos povos indígenas no Brasil,
cujo resultado é uma situação de
insegurança jurídica que gera um
aumento exponencial da violência
e legitima ações como o ataque
brutal apenas alguns dias atrás
sobre o Gamela no Maranhão.
Este é mais um caso
de uma série de actos de
violência perpetrados contra as
populações indígenas, que se
traduz, por um lado, em
deslocamento forçado, migração
forçada para a periferia e
favelas das cidades, problemas
de saúde coletiva, a insegurança
alimentar, assassinato, estupro
, alcoolismo e suicídio; e,
por outro lado, a criminalização
de lideranças indígenas
aumentando.
Solicitamos,
portanto, o Estado brasileiro de
respeitar os direitos
constitucionais dos povos
indígenas da nação, bem como os
tratados internacionais que
protegem as populações
tradicionais.
Nós todos sabemos que
estas terras são fundamentais
para a sua sobrevivência e para
a manutenção da diversidade da
vida no planeta.
PROPONENTES /
SOUMISSIONNAIRES / PROPONENTS
Simone Dreyfus -
Presidente, Grupo Internacional
de Trabalho para Povos Indígenas
(IWGIA)
Jonathan
D. Hill - Presidente, Sociedade
para a Antropologia da planície
América do Sul (SALSA)
Lia
Zanotta Machado – Presidente,
Associação Brasileira de
Antropologia (ABA)