Seminário reuniu aproximadamente 120 pessoas, entre estudiosos e professores
O Instituto de Formação em Educação (IFE) de Campinas, em parceria com a Academia Campinense de Letras (ACL), realizaram na tarde deste sábado (24) um seminário sobre Modernidade, que reuniu aproximadamente 120 pessoas, entre estudiosos e professores.
O evento contou com o palestrante e docente do IFE, Henrique Elfes, que abordou o projeto de revalorização do ser humano.
“Na palestra procurei mostrar os pressupostos da modernidade que começam no ano de 1.500 e terminam em 1.950. Houve um projeto de humanismo e de revalorização do ser humano, e por alguns erros e percalços levou a um caos no século 20 e em desarranjos no interior das pessoas”, explicou Elfes.
“Tenho percebido nos últimos anos, a partir da década de 1990 há uma avidez de pessoas jovens querendo conhecer as coisas com mais profundidade”, completou.
Sobre o primeiro seminário em parceria com a ACL, o presidente do IFE, Marcelo Consentino, explicou que a intenção do evento era justamente levar as inquietudes da juventude dos tempos modernos para dentro da academia.
“O seminário proposto pelo IFE tem a função de catalisar esse público jovem”, pontuou.
A ACL celebrou no último dia 18 de maio 58 anos de existência. A instituição foi fundada pelo linguista Francisco Ribeiro Sampaio, então secretário municipal de Cultura de Campinas, em 1956, para reunir os literatos da cidade.
“A Academia, no começo, era um grupo fechado, um conjunto de intelectuais que procurava discutir os assuntos relevantes da época”, lembra o atual presidente, Agostinho Toffoli Tavolaro.
“A gente tem que trazer o jovem para conhecer a academia. A nossa ideia é realmente estimular todas as artes, e o seminário de hoje foi um marco na história da ACL. Aquela ideia de academia fechada não pode existir”, disse o presidente, que juntamente com o historiador e vice-presidente da ACL, Duílio Battistoni Filho, apresentaram na sequência a palestra sobre a Semana de Arte Moderna.
“Eu cheguei a fazer uma audiência na Academia para cinco pessoas, entre eles, alguns parentes. Atualmente, as audiências recebem entre 120 e 160 pessoas. Mudou muito, para melhor, graças principalmente à iniciativa do Rubem Costa (presidente da Casa entre 2000 e 2006)”, acredita o acadêmico.
De acordo com ele, Costa decidiu abrir as portas da Academia para a sociedade, promover sessões maiores e cumprir a missão de um órgão linguístico e literário, que é levar cultura às pessoas.