A matéria Prima...

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Edgard Barbosa Iluminação Cênica

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Aug 14, 2012, 7:16:36 PM8/14/12
to iluminac...@googlegroups.com

Repassando texto de Wilson Sallouti.



Compartilho, com os colegas deste grupo, texto de minha autoria publicado na Fan Page da Revista Lume Arquitetura. A idéia é despertar uma reflexão sobre o uso da tecnologia e sobre qual é verdadeiramente a essência do profissional de iluminação. Espero que gostem!

Saudações Iluminadas,


Wilson Sallouti

A Matéria Prima...

 

Observando a proeminente evolução tecnológica demonstrada na ultima Expolux, resolvi propor um despretensioso e descontraído questionamento aos profissionais de iluminação que por lá circulavam, fossem eles especificadores, lojistas ou fabricantes. A pergunta era: “Qual é – ou deveria ser – a matéria prima do profissional de iluminação?”

 

Recebi diferentes e interessantes respostas, sob variados pontos de vista, que passaram por: “a criatividade”, “os catálogos de produtos”, “as luminárias”, “a tecnologia”... Tecnologia! Mas, no caso da iluminação, seria ela uma aliada ou uma vilã? Após mais de 20 anos trabalhando neste segmento no Brasil, ouso arriscar o palpite que ela pode assumir os dois papéis, dependendo da forma e contexto em que for empregada.

 

Sempre fui um defensor da idéia de que a escolha da tecnologia jamais deveria se sobrepor aos objetivos claramente definidos de iluminação desejados, sob o duro risco dos resultados serem comprometidos pelo emprego de modismos. Se assim considerarmos, o mais coerente caminho seria antes desenhar a luz que se quer fazer, para somente depois buscar o que há disponível em termos de recursos, cujos pontos fortes e fracos permitam-nos chegar o mais próximo possível do efeito almejado.

 

Simplificando a idéia, convido o leitor a me acompanhar em um descontraído devaneio. Vamos imaginar que o mercado de iluminação profissional realmente tivesse evoluído consideravelmente por um lado, mas ainda vivêssemos na era do fogo, sem nem mesmo a invenção da lâmpada elétrica. Então, os fabricantes de luminárias, estariam empenhados em desenvolver corpos óticos para atingir os mais diversos efeitos (como “up fires” e “down fires”, por exemplo), que seriam expostos numa eventual “ExpoFireLux” e posteriormente usados com maestria pelos “Fire Lighting Designers” em seus projetos.

 

Note, caro leitor, que mesmo nesta hipotética (e quase patética) situação, nossa essência iluminadora já se faria presente, buscando gerar funcionalidade, causar emoções, criar ambientes confortáveis, iluminar espaços e pessoas, independente dos níveis tecnológicos a que tenhamos alcançado.

 

Partindo desta premissa, talvez possamos concluir que a criatividade se colocaria como a inspiração artística do profissional de iluminação. E que as luminárias e catálogos de produtos (ou seja, a tal tecnologia) seriam algumas das principais ferramentas de trabalho. Mas a verdadeira e eterna matéria prima seria sempre, pura e simplesmente... A LUZ!!!

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guilherme Bonfanti

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Aug 15, 2012, 2:03:11 PM8/15/12
to iluminac...@googlegroups.com, Iluminação 2012
Polemizando:

 “Qual é – ou deveria ser – a matéria prima do profissional de iluminação?”

Pensando em tudo o que venho fazendo nestes anos iluminando teatro, dança, ópera, shows, eventos corporativos, concertos etc e pensando principalmente em meu trabalho no Teatro da Vertigem eu diria que minha matéria prima é tudo aquilo que produz luz, por enquanto fico no campo da luz artificial pois nunca tive experiência em trabalhar com luz natural.
Mas se eu pensar no profissional de iluminação ai eu ampliaria a questão e diria que a matéria prima do profissional de iluminação  esta na Luz artificial e na luz natural, ou seja acendeu é matéria prima a ser explorada. Acrescentaria aqui uma tríade sem as quais não crio: estudo, pesquisa e experimentação.

Rebato totalmente esta parte do texto:
Tecnologia! Mas, no caso da iluminação, seria ela uma aliada ou uma vilã? Após mais de 20 anos trabalhando neste segmento no Brasil, ouso arriscar o palpite que ela pode assumir os dois papéis, dependendo da forma e contexto em que for empregada "

O que devemos entender por tecnologia e até quando vamos achar que as mais recentes descobertas tecnológicas; robótica ( já vem dos anos 60 ), Led e recentemente holografias e até vídeos como fonte de luz, até quando estas descobertas serão problema, Não seria problemático o conhecimento e aprofundamento no uso destes materiais.
Para o fogo acender tem uma tecnologia, pra vela, pro gás, para as tochas de querosene, na mesa de água e sal, nas mesas analógicas, nas mesas digitais, ou seja tudo o que passa de uma idéia para sua realização contem uma tecnologia.  
Definitivamente temos que perder o medo daquilo que é novo pra nós e assumir nossa ignorância, pois ai iremos estudar, pesquisar, experimentar.

Rebato outra parte do texto:
Sempre fui um defensor da idéia de que a escolha da tecnologia jamais deveria se sobrepor aos objetivos claramente definidos de iluminação desejados, sob o duro risco dos resultados serem comprometidos pelo emprego de modismos. Se assim considerarmos, o mais coerente caminho seria antes desenhar a luz que se quer fazer, para somente depois buscar o que há disponível em termos de recursos, cujos pontos fortes e fracos permitam-nos chegar o mais próximo possível do efeito almejado."

Na criação não existe um único caminho. Cada processo é um processo. Cada caso é um caso. Podemos sim partir dos equipamentos para dai desenharmos a luz, coloco aqui minha experiência desenhando a luz do Bom Retiro 958 metros. Tive que definir um rider muito antes da encenação estar pronta e decidi a priori que gostaria de ter determinados equipamentos. Uma vez que os recebi passei a pensar aonde usaria o que e como justificaria estas escolhas. Claro que definir os equipamentos depois de dominado conceitualmente o que vamos iluminar é um caminho muito mais confortável, mas na vida não temos este privilégio sempre pois o tempo, a produção, as condições de trabalho as vezes vem a frente e ai teremos que saber lidar com isso.

Rebato por ultimo
Partindo desta premissa, talvez possamos concluir que a criatividade se colocaria como a inspiração artística do profissional de iluminação. E que as luminárias e catálogos de produtos (ou seja, a tal tecnologia) seriam algumas das principais ferramentas de trabalho. Mas a verdadeira e eterna matéria prima seria sempre, pura e simplesmente... A LUZ!!! "

Muita simpática esta colocação mas beira a ingenuidade.

Abs

Guilherme


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