Texto Áureo: Lucas 12.37
Verdade Prática: Os verdadeiros servos
de Deus esperam a volta de Jesus, com vigilância e prontidão, pois Ele virá em
um momento em que menos esperamos.
Época do evento: 28 d.C.
Local: Cafarnaum
Leitura Bíblica: Lucas 12.35-48
Lição 05
INTRODUÇÃO
A parábola,
uma exortação à vigilância, assemelha-se à dos dois servos, de Mt 24.45-51. O
presente estudo é muito oportuno para nós, os quais vivemos numa época em que
há muito descuido em relação à vinda do Senhor, não obstante surgirem os
pretensos profetas do catastrofismo apocalíptico. É temerário marcar datas ou
mesmo épocas. Quem o fez, expôs-se ao ridículo e ao descrédito. O importante é
estar preparado para o encontro com o Senhor, em qualquer tempo.
I.
ATITUDE DE
PRONTIDÃO, ESPERANDO O SENHOR
- Lombos
cingidos (Lc 12.35a): Segundo os costumes antigos, na Palestina,a
as vestes dos homens eram longas e, nas ocasiões em que se exigia pressa,
elas dificultavam os movimentos. Assim, tornava-se indispensável o uso de
uma faixa em volta da cintura. Elias, o profeta, após o episódio do
Carmelo, teve de correr, sob forte chuva, de lombos cingidos (1 Rs 18.46).
No sentido
espiritual, “lombos cingidos”
significam preparação para partir a qualquer momento, quando do arrebatamento
da Igreja do Senhor. É necessário ter consciência da importância deste preparo.
Pedro, ao exortar quanto à santidade, ordenou que tenhamos cingidos os lombos
do entendimento, e esperemos inteiramente na graça do Senhor Jesus (1 Pe 1.13).
Em volta, Cristo levará os santos, os fiéis, os que, de fato, o esperam
conforme sua vontade. Paulo, o apóstolo dos gentios, diz que devemos cingir os
lombos com a verdade, quando fala da “armadura de Deus” (Ef 6.14). Quando os
hebreus preparavam-se para sair do Egito, o Senhor os orientou sobre a Páscoa,
e disse-lhes que comessem o cordeiro com os lombos cingidos, e o fizessem
apressadamente (Ex 12.11). Da mesma forma, hoje, os crentes devem estar com as
vestiduras espirituais bem cingidas, na espera da volta do Senhor. Não haverá
tempo para o preparo de última hora.
- Candeias
acesas (Lc 12.35b): O Senhor Jesus evidenciou que, ao nos
prepararmos para recebê-lo, devemos estar com a vida iluminada. O crente é
luz (Mt 5.14a) e deve emiti-l no seu testemunho e até no seu corpo (Lc
11.35,36). A volta de Cristo dar-se-á no período das mais densas trevas
espirituais. Tempo de engano religioso, em nome de Cristo (Mt 24.5).
Estima-se que há cerca de vinte mil religiões e seitas no mundo, e cada
uma diz ser portadora da verdade; época de muito ódio aos servos de Deus
(Mt 24.9); ocasião de escândalos, traições e aborrecimento entre os
próprios crentes (Mt 24.10); manifestação de falsos profetas (Mt 24.11);
época de esfriamento do amor, pela multiplicação da iniqüidade (Mt 24.12).
Jesus virá no período em que, para o mundo, será meia-noite (Mt 24.6).
Diante disso, é indispensável estarmos sempre com as candeias acesas, isto
é, com a vida, o testemunho e as obras em evidência (Mt 5.16).
II.
BEM-AVENTURADOS
OSA SERVOS VIGILANTES
No texto Jesus
exorta os ouvintes a serem semelhantes aos homens que esperam, vigilantes, o
regresso do seu senhor. O mais importante, aqui, é termos um caso
extraordinário de inversão de papéis ou de atribuições entre os protagonistas
da história narrada por Jesus. Normalmente, eram os empregados que serviam o
banquete ao seu senhor, à sua esposa e aos convivas. Na parábola, dá-se o
contrário. O patrão, ao voltar, e encontrar os seus servos de prontidão, a
esperá-lo, age de modo surpreendente. Primeiro:
Cinge-se; segundo: manda que eles se
sentem à mesa, e terceiro: passa a
servi-los! Que lição tremenda! Jesus dá a entender que os vigilantes e fiéis,
terão o inimaginável privilégio de serem servidos por Ele. Em sua missão
terrena, o Senhor demonstrou uma disposição diferente da dos grandes da terra,
quando disse: “... o Filho do homem não
veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de
muitos” (Mt 20.28). Na eternidade, Ele recompensará a cada um dos seus
servos com os galardões, pela fidelidade e prontidão de cada um (Ap 2.10; Tg
1.12; Fp 4.1; 1 Co 9.25).
III.
O MOMENTO DA
VOLTA É INCERTO
Na parábola, a
volta daquele senhor ocorreria na segunda ou terceira vigília da noite. Quanto
a estes horários, estudiosos opinam, que o período noturno, entre os judeus,
era dividido em
vigílias. Durante o domínio romano, havia quatro etapas:
tarde, meia-noite, cantar do galo e manhã (Mc 13.35; Mt 14.25).
A Pequena
Enciclopédia Bíblica (Boyer) indica que a terceira vigília ia da meia noite às
três horas da madrugada; a quarta, das três às seis da manhã; naturalmente, a
primeira seria das seis as nove e a segunda, das nove à meia-noite.
Como lição
espiritual, Jesus quis certamente ensinar que o período exato do seu retorno
não permitido aos seus servos conhecer. Ele disse: “O Filho do homem virá hora que não imaginais” (Lc 12.40); “Virá o senhor daquele servo num dia em
que não espera e à hora em que não sabe” (Mt 24.50). Há quem diga que Jesus
já devia ter vindo em 2000, devido o cumprimento dos sinais, e toma por base Mt
24.1-8 ou outros textos bíblicos. Isso nos parece temerário. No último
versículo desta passagem, vemos que tais acontecimentos indicam “o principio
das dores”. O único sinal do fim, mesmo, é a pregação do Evangelho a todas as
nações (Mt 24.14). Devemos falar sobre a volta de Jesus, mas nunca marcar
épocas, datas ou períodos. Ele não nos autorizou isso (At 1.7).
IV.
OS MAUS
SERVOS SÃO CSTIGADOS
Jesus, ao
concluir, mostra que o mau servo, o qual supõe a vinda do senhor tardia,
espanca os criados, come, bebe e embriaga-se (Lc 12.45), será surpreendido pela
vinda do patrão “no dia em que não o espera, e numa hora que ele não sabe”.
Pior ainda: será rejeitado e terá o mesmo destino dos infiéis (Lc 12.46). Jesus
conclui a parábola com uma revelação extraordinária. Ele diz que o sabedor da
vontade do senhor, não se apronta nem lhe obedece, será castigado “com muitos
açoites” (Lc 12.47) e o que não soube qual o desejo do seu patrão (por
ignorância?) e procedeu mau,, “com poucos açoites será castigado” (Lc 12.48).
De qualquer forma, notemos que haverá castigo para os maus. A diferença,
apenas, é de intensidade. Finalmente, Jesus diz que “... a qualquer que muito
for dado, muito se lhe pedirá, e ao eu muito se lhe confiou, muito mais se lhe
pedirá” (Lc 12.48).
Fonte: Lições Bíblicas (Jovens e Adultos)
Editora: CPAD
Trimestre: 4º/ 1994
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Tema Central: Parábolas de Jesus – Ensinos que Edificam
Páginas: 22 - 25