Texto Áureo:1 Tm 6.10
Verdade Prática: O que se deixa seduzir e dominar-se pelas riquezas
terrenas, jamais terá um tesouro no Reino dos Céus. Cristo Jesus é o nosso
maior bem.
Leitura Bíblica: Marcos 10.17-25
Lição 03
INTRODUÇÃO
Numa tirada que
lembra os antigos provérbios, afirmou certa vez Francis Bacon: “O dinheiro é
como o adubo: só serve, quando espalhado”. O que o genial filosofo inglês quis
dizer é que, se o dinheiro não for usado a fim de promover o bem comum, não
passara de um monte de esterco.
É um deus que
cheira mal.
Desgraçadamente,
não são poucos os crentes que, desconhecendo o senhorio de Cristo sobre suas
aquisições materiais, transformaram-nas num crudelíssimo e perverso ídolo. Sem
o saberem, estão a adorar o estúpido Mamom.
I.
QUEM ERA
MAMOM
No Sermão do
Monte, o Senhor Jesus foi mais do que explícito quanto ao correto uso das
riquezas terrenas: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar
um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a
Deus e a Mamom” (Mt 6.24).
Não está aqui o
Senhor dizendo que o crente não pode ter bens materiais. O que Ele deixa bem
claro é que não podemos servir às riquezas como se estas fossem um ídolo. Mas
delas devemos nos servir para adorar a Deus e amparar os mais carentes (1Jo
3.17).
Os que se fazem
servos do dinheiro não o tem apenas como senhor de sua vida, mas como o deus de
toda a sua existência. É por isso que o dinheiro era visto pelos contemporâneos
de Jesus como o abjetivo Mamom, cujo nome provém de uma palavra aramaica que
significa riqueza – man. Por conseguinte, Mamom é a riqueza que se opõe a Deus,
e conscientemente ignora-lhe o senhorio.
Quem na verdade
era Mamom? É provável fosse ele originário da mitologia caldaica. Alguns o identificam
como o senhor das riquezas e o deus dos avaros. De uma forma ou de outra, o
Senhor Jesus, o Senhor Jesus adverte-nos, e com energia o faz, a que não
sirvamos as riquezas. Se o fizermos, estaremos desagradando a Deus.
II.
O QUE SÃO AS
RIQUEZAS
Antes de
buscarmos uma resposta teológica, vejamos o que nos diz a economia sobre a
riqueza. Pode ser esta definida como tudo o pode satisfazer as necessidades
humanas – bens e serviços. Temos de convir não estar esse conceito distante
daquilo que encontramos logo no primeiro livro da Bíblia (Gn 1.26-30).
Ora, se Deus
colocou tudo quanto existe à nossa disposição, por que haveríamos de considerar
as riquezas superiores àquele que nos enriquece de todos os bens materiais e
espirituais? Ajamos assim e cairemos nos mesmos pecados daqueles gentios
retratados por Paulo no primeiro capítulo de sua Epístola aos Romanos.
A Bíblia diz
que tudo quanto existe é nosso: “Porque tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo,
seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o
futuro, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo, de Deus” (1 Co 3.22). Como
isso é consolador! Possuamos pouco ou muito, somos possuídos por aquele que
tudo possui (Ag 2.8).
Tudo aquilo que
o Senhor permitiu viéssemos a ter usemos para a sua glória e para mitigar o
sofrimento dos mais necessitados.
III.
COMO SE DEVE
USAR AS RIQUEZAS
Certa vez ouvi
falar de um poderoso empresário americano que, prestes a entregar um cheque de
200 mil dólares a uma agência missionária, recebeu a notícia de que a sua
indústria acabara de ser destruída por um incêndio. Naquele momento, ele rasgou
o cheque, e pôs-se a preencher outro. At contínuo: entregou-o ao responsável
por aquela agência que, surpreendido, perguntou-lhe:
- Irmão, a sua
indústria acabou de ser destruída, e mesmo assim, o senhor nos abençoa com um
milhão de dólares?
-Sim! Deus
acaba de me dar um recado; nada é meu; tudo é dEle.
O interessante
é que aquela indústria não estava no seguro. Mas todos os bens espirituais
daquele homem, principalmente a sua vida, achavam-se plenamente assegurados por
Deus.
Vejamos a
seguir, como devemos fazer uso das riquezas que o Senhor, em suas infinitas
provisões, nos concede dia após dia (Mt 6.11).
1. Dízimos e ofertas: Através
denossos haveres e bens materiais, demonstremos ao Senhor que lhe reconhecemos
o senhorio sobre a nossa vida e sobre tudo o que dEle recebemos. É
desnecessário lembrar que o dízimo é um mandamento divino, e não está restrito
à Lei Mosaica. Pois Abraão, que viveu mais de 500 anos antes da decretação da
Lei, Mosaica. Pois Abraão que viveu 500 anos antes da decretação da Lei, adorou
a deus com os seus dízimos (Gn 14.20). O mesmo faria o seu neto (Gn 28.22).
Aqueles que
alegam ser o dizimo exclusivamente da Lei Mosaica, deveriam ter em mente um
pressuposto bíblico-teológico mui elementar: 1) Abraão entregou os seus dízimos
a Melquisedeque que representava a ordem sacerdotal (Sl 110.4); 2)
Melquisedeque, aliás, representava o próprio Cristo: “Considerai, pois, quão
grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E
os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio tem ordem, segundo a Lei,
de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos” (Hb 7.4,5); 3) Ora, se até
Levi, na pessoa de seu ancestral, Abraão, pagou dízimo ao Senhor Jesus
(topologicamente representado por Melquisedeque) por que haveríamos nós de
negar os dízimos a Deus, consagrando-os a Mamom?
Cuidado! O que
é deDeus não se retém. Pois se Ele retiver a menor de suas provisões todos
pereceremos. Leia com atenção Mq 3.9,10. O profeta não fala apenas de dízimos;
fala também de ofertas. Isto significa que o dízimo, na vida do crente, deve
ser o referencial mínimo e obrigatório. O crente realmente fiel não se limita a
dizimar; sabe ele também ofertar com liberalidade (Rm 12.8). Lembre-se: milhões
de preciosas almas, por quem Cristo Jesus morreu, estão dependendo de nossos
dízimos e ofertas. Você sabe o preço de uma alma?
2. Nossa subsistência: A fim de que
o nosso dinheiro seja realmente abençoado, é mister que, além de sermos fiéis
dizimistas, sejamos bons administradores. Um mal administrador acabará por ser
um péssimo dizimista. Por isso, todas as vezes que você for assediado por
ímpetos consumistas, ouça a pergunta do profeta: “Por que gastais o dinheiro
naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode
satisfazer?” (Is 55.2).
Cuidado com os
gastos exagerados! Deus tem compromisso com a nossa subsistência, e não com os
luxos e oferendas que muitos depositam aos pés do perverso Mamom. O crente que
for sábio haverá de se safar das armadilhas proporcionadas pelos cartões de
crédito, cheques especiais, agiotas, etc.
Deus quer que
todos os seus filhos tenham uma vida tranquila e abençoada. Peça-lhe, então,
que o ajude a administrar os seus recursos.
3. Filantropia Cristã: Não se
esqueça de ajudar os mais necessitados. Você sabia que Paulo, antes de ser
comissionado a fazer missões, receberá como tarefa socorrer os mais
necessitado? É o que lemos em At 11.30. Dos desvalidos jamais se esqueceria (Gl
2.10).
Ajude os
carentes e desprotegidos. Lembre-se dos pobres. Pois haveremos de ser
julgados não apenas em relação ao nosso credo e ortodoxia, mas também com
respeito às nossas obras (Mt 25.31-46). A avareza é idolatria (Cl 3.5).
CONCLUSÃO
A Bíblia não
diz ser o dinheiro a raiz de todos os males, e sim o amor a ele. Quem o ama,
coloca-o acima de Deus, como fez aquele mancebo de discutidas qualidades.
Considere a recomendação do apóstolo: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação,
e em laço, e emmuitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens
na perdição e ruína” (1 Tm 6.9).
Encerrando esta
lição, acho mui apropriado citar o comentário do pastor F. B. Meyer. Ele
afirmou que não podemos olhar para duas direções ao mesmo tempo. Ou seja: para
Deus e para as riquezas. Isto é estrabismo espiritual.
Para quem você
está olhando neste momento? Para Cristo ou Mamom?
Fonte: Lições Bíblicas (Jovens e Adultos)
Editora: CPAD
Trimestre: 4º/2000
Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico: Antonio Gilberto
Tema Central: NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM – Quando a
idolatria ameaça a Igreja de Cristo
Páginas: 12 -16