Programação especial fecha o ciclo ISTO NÃO É REAL no CINECLUBE IDEÁRIO nesta quinta-feira (09/08)

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Cineclube Ideário

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Aug 8, 2012, 10:29:18 PM8/8/12
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Programação especial fecha o ciclo ISTO NÃO É REAL 

com filmes emblemáticos e celebração ao Dia Nacional do Documentário


às 15h
Experimento Kuleshov 
Um homem com uma câmera, de Dziga Vertov
 
às 19h,
Ô xente, pois não, de Joaquim Assis
Isto não é um filme, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb



Quinta-feira, dia 09 de agosto de 2012, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas

Mentes, olhos e ouvidos se juntam em torno do cinema, estejam abertas ou fechadas as cortinas do céu.



“Em alguns casos, para ater-se à verdade é necessário trair a realidade.”
“A vida – como o cinema – provém da luz e, ao mesmo tempo, entendemos que o cinema e a vida são uma coisa só.”
Abbas Kiarostami 

“Eu parti do imaginário e descobri o real; mas atrás do real, há novamente o imaginário” 
Jean-Luc Godard 
[Fonte]


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11ª sessão, às 15h,


EXPERIMENTO KULESHOV (data imprecisa nas décadas de 1910 e 1920 | 45seg | URSS)
Sinopse: Lev Kuleshov foi um cineasta soviético pertencente à Escola de Moscou dos anos 1910-1940, e fundamentou muitas das bases teóricas e técnicas do cinema soviético de então – o cinema de Dziga Vertov, Sergei Eisenstein e Vsevolod Pudovkin. A principal inovação trazida por Kuleshov foi no campo da edição. Kuleshov desenvolveu um tipo de montagem conhecida como “A montagem de Kuleshov”, “O experimento de Kuleshov”, “O efeito de Kuleshov”, etc. A montagem de Kuleshov é um novo paradigma para o cinema mundial, que até então se baseava na montagem paralela de Griffith.

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“Em 1929, a audiência se tresvariava com a pesada melancolia de seu humor frente à sopa esquecida, se sentia tocada e com grande pesar da maneira como ele olhava para a criança morta e notava a luxúria com a qual ele observava a mulher. Mas nós sabíamos que, em todos os três casos, o rosto era exatamente o mesmo.”  
Vsevolod Pudovkin
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UM HOMEM COM UMA CÂMERA, dirigido por Dziga Vertov (doc. | 1929 | 68min | URSS)
Sinopse: Grande marco do cinema soviético do período Lenin. É o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov. 
[Fonte] 

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"Eu sou um cine-olho. Eu sou um construtor. Eu te coloquei num espaço extraordinário que não existia até este momento. Nesse espaço tem doze paredes que eu registrei em diversas partes do mundo. Justapondo a visão dessas paredes e alguns detalhes consegui dispô-las numa ordem que te agrada e edifiquei, da forma adequada, sobre os intervalos, uma cine-frase que é, justamente, esse espaço. Eu, cine-olho, crio um homem muito mais perfeito que aquele que criou Adão, crio milhares de homens diferentes segundo desenhos distintos e esquemas pré-estabelecidos. 
Eu sou o cine-olho. Tomo os braços de um, mais fortes e hábeis, tomo as pernas de outro, melhor construídas e mais velozes, a cabeça de um terceiro, mais bonita e expressiva e, pela montagem, crio um homem novo, um homem perfeito."  
Dziga Vertov

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Classificação Indicativa da Sessão: Livre.
ENTRADA FRANCA



12ª sessão, às 19h,

Em celebração ao DIA NACIONAL DO DOCUMENTÁRIO
Ô XENTE, POIS NÃO, dirigido por Joaquim Assis  (doc. | 1973 | 22min | BRASIL)
Sinopse: Documentário rodado em 1973 sobre lavradores da localidade de Salgadinho, perto de Garanhuns, em Pernambuco. Resultou essencialmente de longas e livres conversas, durante cerca de 15 dias, com aproximadamente dez famílias que lutavam contra toda sorte de dificuldades, entre elas a seca. O filme tenta passar ao espectador a sabedoria das pessoas em questão e a fraternidade que as unia. Do ponto de vista formal, Ô xente, pois não é um entrelaçamento musical das falas daquela gente com as imagens de seu cotidiano.
[Fonte]

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“Em Ô Xente. pois não, documentário de Joaquim Assis, o espectador percorre o olhar do viajante pelos descampados do coração. Imagens de homens arando a terra, como se fincasse sulcos por entre seus corpos. As vozes parecem estar ao seu lado, escapando dos limites da tela da TV ou do projetor de imagens, como em uma conversa no meio de um roçado. Depoimentos anônimos se tornam coletivos, e nos fazem pensar no papel do artista, se é que ele tem um.”
Leandra Migotto Certeza 
Em E a gente atravessa...

“Ô xente, pois não!, de Joaquim Assis, guarda sua força no discurso de trabalhadores rurais de Pernambuco em choque com as imagens captadas pela câmera. As falas completam o registro, e o registro completa as falas, nos planos detalhados dos trabalhadores em questão. É o filme que mais diretamente transmite outra noção muito precisa dos demais no programa: personagens em conflito com os ambientes onde vivem. É um enfrentamento contínuo contra as adversidades surgidas por ações externas e pelo contexto político, econômico e social no qual essas pessoas estão inseridas.”
Marcelo Miranda 
Em Ciclos de uma vida primitiva

"O Dia do Documentário (07 de agosto) foi pensado no sentido de destacar a importância  desse gênero, fortalecer o seu papel junto à sociedade e estimular a sua visibilidade, bem como de resgatar a  obra  dos  nossos  documentaristas  que  foram  esquecidos. A ABD entende que a criação dessa data comemorativa é uma forma de reunir os diversos agentes envolvidos na produção e difusão de documentários e gerar debates e novas proposições para o setor, firmando-se, assim, como um evento de forte integração e enriquecimento sócio-cultural."
Associação Brasileira de Documentarista e Curta-Metragistas (ABD Nacional)
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ISTO NÃO É UM FILME, dirigido por Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb (doc. | 2011 | 75min | IRÃ)
http://www.thisisnotafilm.net/
Sinopse: Descrevendo um dia em sua vida de prisão domiciliar, o diretor Jafar Panahi, ao lado do amigo e diretor Mojtaba Mirtahmasb, tenta retratar um dia em sua vida e as privações existentes no cinema iraniano contemporâneo. Panahi mobilizou a comunidade internacional do cinema e as redes humanitárias ao ser preso por suas opiniões contra o regime totalitário dos aiatolás do Irã. Mesmo assim, só foi libertado depois de dois meses encarcerado, uma semana de greve de fome e pagamento de fiança equivalente a 200 mil dólares.
[Fonte] + [Fonte]

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“O artista representa o espírito observador e analista da sociedade à qual ele pertence. Ele observa, analisa e procura apresentar o resultado disso em forma de obra de arte. Como se pode acusar e incriminar quem quer que seja em função de seu espírito e de sua maneira de enxergar as coisas? Tornar os artistas improdutivos e estéreis é sinônimo de destruir todas as formas de pensamento e de criatividade.”  
Jafar Panahi
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Classificação Indicativa da Sessão: Livre.
ENTRADA FRANCA

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Sugestões de leitura:
Três textos de Lev Kuleshov | Americanitis, Desejo Tenacidade Olho e Griffith e Chaplin (Tradução: Mariana Mansur e Bernardo Carvalho.)
Montagem e Efeito Kuleshov, por Christian von Koenig


Dziga Vertov: Manisfestos (1919-1923), por Bernardo Oliveira
Cinco Imagens de Vertov - Prefácio para o livro Dziga Vertov, de G. Sadoul, de Jean Rouch
Os movimentos da estética: o cinema de Dziga Vertov como reflexão à Hipermídia, de Sérgio Bairon
Um homem com uma câmera, por Bruno Piola
O homem com uma câmera de filmar: Uma poética do cinema, por Weynna Dória

Dia Nacional do Documentário, por ABD Nacional

Carta de Jafar Panahi a autoridades iranianas
Isto não é um filme | Entre o conceito e a realidadepor Pedro Henrique Ferreira
Isto não é um filme, por Leandro Schonfelder
Isto não é um filme, por Robledo Milani
Isto não é um filme, por Bruno Carmelo

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Cinema é uma coisa Linda nasceu do encontro entre o Cineclube Ideário e o IZP. Essa união ilumina novos horizontes e desafios para ambos, numa parceria que garantirá, semanalmente, sessões de cinema aos ares cineclubistas no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, nas noites de quinta-feira (das 18h às 23h), com o uso de toda a estrutura necessária para realização das sessões, acomodação e bem-estar do público, dentre outras coisas, como um amplo apoio na divulgação das nossas sessões. 

O ciclo ISTO NÃO É REAL é a primeira ação do Cineclube Ideário no Linda Mascarenhas junto ao Instituto Zumbi dos Palmares.


“Todo filme é um filme de ficção”... Christian Metz estava certo?
O que distingue ficção e não-ficção? Até que ponto o cinema é realidade ou ficção? É tudo verdade? É tudo mentira? É o cinema um reprodutor fidedigno da realidade? A câmera capta e transmite fielmente as relações de realidade? Ou seria do diretor/cineasta o poder de manipular sua matéria prima e transformá-la em um produto audiovisual segundo sua visão particular, ou artística, dos fatos? A ficção serve à realidade ou a realidade serve à ficção? Será que a ficção pode ser real mais que a própria realidade?  O que se vê na tela  não seriam apenas fragmentos transformados em ficção?  Meros ou plenos simulacros de realidade?  Será que é através de nós que se dá esta realidade? O que é realidade? E quem diz o que é real? Quando há interpretação já não se “ficcionaliza”? Existe um narrador oculto? O cinema é onisciente? A realidade está mais para o conceito de atualidade do que à que vivemos fora das telas? Que compromisso tem o cinema com a realidade? É dele o compromisso com a tal VERDADE? Estaria certo Sergei Eisenstein ou André Bazin? Teoria dialética da montagem ou simplesmente a fotografia em movimento?
Quantas perguntas poderemos ainda fazer? E quantas poderemos responder? Isto é real? Ou não?


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O CICLO ISTO NÃO É REAL TERMINA, MAS AS AÇÕES DO CINEMA É UMA COISA LINDA CONTINUAM.
ACOMPANHE A PROGRAMAÇÃO DO CINECLUBE IDEÁRIO EM: www.facebook.com/cineclubeideario

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Venha participar do Cineclube Ideário!

CINECLUBE IDEÁRIO 
||| Realização: Ideário ||| Apoio: Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) | Algás | Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) | Programadora Brasil | Cultura Viva | Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural | Cine Mais Cultura | Ministério da Cultura | Governo Federal.

Sessões realizadas no INSTITUTO ZUMBI DOS PALMARES (IZP)
Espaço Cultural Linda Mascarenhas

Av. Fernandes Lima, nº 1047 - Farol

Maceió/AL | 57.050-000

www.izp.al.gov.br

Referência: Vizinho ao CEPA.

Abraços,


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Cineclube Ideário
Ideário
[Sede Administrativa]
Rua Gerson Wanderley, 410 – Cruz das Almas
Maceió/AL | 57.037-490
(82) 3355-8002

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Filmes são feitos para serem vistos.
Pelos direitos do público. Nós somos o público.
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