
Garapa, de José Padilha
HOJE, quinta-feira, 19 de julho de 2012, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Mentes, olhos e ouvidos se juntam em torno do cinema, estejam abertas ou fechadas as cortinas do céu.

Cinema é uma coisa Linda nasceu do encontro entre o Cineclube Ideário e o IZP. Essa união ilumina novos horizontes e desafios para ambos, numa parceria que garantirá, semanalmente, sessões de cinema aos ares cineclubistas no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, nas noites de quinta-feira (das 18h às 23h), com o uso de toda a estrutura necessária para realização das sessões, acomodação e bem-estar do público, dentre outras coisas, como um amplo apoio na divulgação das nossas sessões.
O ciclo ISTO NÃO É REAL é a primeira ação do Cineclube Ideário no Linda Mascarenhas junto ao Instituto Zumbi dos Palmares.

“Todo filme é um filme de ficção”... Christian Metz estava certo?
O que distingue ficção e não-ficção? Até que ponto o cinema é realidade ou ficção? É tudo verdade? É tudo mentira? É o cinema um reprodutor fidedigno da realidade? A câmera capta e transmite fielmente as relações de realidade? Ou seria do diretor/cineasta o poder de manipular sua matéria prima e transformá-la em um produto audiovisual segundo sua visão particular, ou artística, dos fatos? A ficção serve à realidade ou a realidade serve à ficção? Será que a ficção pode ser real mais que a própria realidade? O que se vê na tela não seriam apenas fragmentos transformados em ficção? Meros ou plenos simulacros de realidade? Será que é através de nós que se dá esta realidade? O que é realidade? E quem diz o que é real? Quando há interpretação já não se “ficcionaliza”? Existe um narrador oculto? O cinema é onisciente? A realidade está mais para o conceito de atualidade do que à que vivemos fora das telas? Que compromisso tem o cinema com a realidade? É dele o compromisso com a tal VERDADE? Estaria certo Sergei Eisenstein ou André Bazin? Teoria dialética da montagem ou simplesmente a fotografia em movimento?
Quantas perguntas poderemos ainda fazer? E quantas poderemos responder? Isto é real? Ou não?
--
8ª sessão: Quinta-feira, dia 19 de julho de 2012, às 19h, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, com o filme
GARAPA, dirigido por José Padilha (doc. | 2009 | 110min | BRASIL)Sinopse: Segundo a ONU, mais de 920 milhões de pessoas sofrem de fome crônica no mundo. O impacto desses números depende da nossa compreensão do que significa “passar fome”. Geralmente, os meios de comunicação discutem a questão a partir de uma perspectiva macroscópica, debatendo as causas ambientais, geográficas, econômicas e políticas da fome. Embora este debate seja fundamental, continuamos, no entanto, sem saber como é a vida das pessoas que passam fome. Para que se compreenda o real significado do problema, é necessário conhecê-lo de perto. GARAPA é o resultado dessa preocupação. O filme é fruto de mais de 45 horas de material filmado por uma pequena equipe que, durante quatro semanas, acompanhou o cotidiano de três famílias no estado do Ceará. À frente dessas famílias estão Rosa, Robertina e Lúcia – mulheres que, diante das condições mais adversas buscam estratégias de sobrevivência.Site oficial: http://www.garapaofilme.com.br-Classificação Indicativa da Sessão: 12 anos.
ENTRADA FRANCA-" É bastante comum a ideia que as representações dramatúrgicas da pobreza são estetizações da miséria e que, por isso, não devem ser feitas. De fato, qualquer representação artística da miséria vai, necessariamente, estetizá-la. Afinal, toda obra de arte se sustenta sobre opções estéticas. Logo, as críticas à estetização da miséria são, na realidade, a imposição de um determinado padrão estético, e não uma crítica à estetização em si."-Sugestões de leitura:Sobre a representação da fome na arte, por José Padilha“Garapa” e os limites entre registro e espetáculo, por Fernando OrienteGarapa, por Marcelo HesselGarapa, por Calac NogueiraGarapa | Falsa denúncia, por Cléber Eduardo
Abraços,