
A casa é negra, de Farugh Farrokhzad, e
Nascidos em bordéis, de Zana Briski e Ross Kauffman.
HOJE, quinta-feira, 05 de julho de 2012, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Mentes, olhos e ouvidos se juntam em torno do cinema, estejam abertas ou fechadas as cortinas do céu.

Cinema é uma coisa Linda nasceu do encontro entre o Cineclube Ideário e o IZP. Essa união ilumina novos horizontes e desafios para ambos, numa parceria que garantirá, semanalmente, sessões de cinema aos ares cineclubistas no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, nas noites de quinta-feira (das 18h às 23h), com o uso de toda a estrutura necessária para realização das sessões, acomodação e bem-estar do público, dentre outras coisas, como um amplo apoio na divulgação das nossas sessões.
O ciclo ISTO NÃO É REAL é a primeira ação do Cineclube Ideário no Linda Mascarenhas junto ao Instituto Zumbi dos Palmares.

“Todo filme é um filme de ficção”... Christian Metz estava certo?
O que distingue ficção e não-ficção? Até que ponto o cinema é realidade ou ficção? É tudo verdade? É tudo mentira? É o cinema um reprodutor fidedigno da realidade? A câmera capta e transmite fielmente as relações de realidade? Ou seria do diretor/cineasta o poder de manipular sua matéria prima e transformá-la em um produto audiovisual segundo sua visão particular, ou artística, dos fatos? A ficção serve à realidade ou a realidade serve à ficção? Será que a ficção pode ser real mais que a própria realidade? O que se vê na tela não seriam apenas fragmentos transformados em ficção? Meros ou plenos simulacros de realidade? Será que é através de nós que se dá esta realidade? O que é realidade? E quem diz o que é real? Quando há interpretação já não se “ficcionaliza”? Existe um narrador oculto? O cinema é onisciente? A realidade está mais para o conceito de atualidade do que à que vivemos fora das telas? Que compromisso tem o cinema com a realidade? É dele o compromisso com a tal VERDADE? Estaria certo Sergei Eisenstein ou André Bazin? Teoria dialética da montagem ou simplesmente a fotografia em movimento?
Quantas perguntas poderemos ainda fazer? E quantas poderemos responder? Isto é real? Ou não?
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6ª sessão: HOJE, quinta-feira, dia 05 de julho de 2012, às 19h, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, com os filmes
A CASA É NEGRA, dirigido por Farugh Farrokhzad (doc. | 1963 | 20min | IRÃ)Também conhecido como a A CASA É ESCURA.Titulo original: Khaneh Siah AstSinopse: Um olhar sobre a vida de uma colônia de leprosos no norte do Irã. Foi considerado desde seu lançamento como um marco do cinema iraniano, abrindo caminho para o movimento “new wave” do cinema no país.NASCIDOS EM BORDÉIS, dirigido por Zana Briski e Ross Kauffman (doc. | 2004 | 85min | EUA)Sinopse: Premiado nos mais importantes festivais internacionais, incluindo Sundance e International Documentary Association, essa co-produção EUA/Índia é assinada por dois cineasta que narram sua experiência em Calcutá, quando conheceram de perto a vida dos filhos de prostitutas que trabalham na área dos bordéis da cidade. O filme também ganhou o Oscar de melhor documentário.-Classificação Indicativa da Sessão: 10 anos.
ENTRADA FRANCA-“As ideologias criam arquivos de imagens comprobatórias, imagens representativas, que englobam idéias comuns de relevância e desencadeiam pensamentos e sentimentos previsíveis.”Susan SontagDiante da dor dos outros. São Paulo: Companhiadas Letras, 2003. 112 p.-Sugestões de leitura:O encanto iraniano de Forough Farrokhzad, por Fernanda LimãoA Casa é escura, por Michael BarbosaNascidos em bordéis, por Ruy GardnierNascidos em bordéis, por Eduardo LuedyReview of the film Born into Brothels, por Rachel Silvey
Abraços,