Facebook, Whatsapp e afins.

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Rodrigo Aguiar

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Nov 24, 2015, 1:28:41 PM11/24/15
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Graça e paz, Irmãos.

Às quartas-feiras há estudo na IBFO e o tema atual é o Sermão da Montanha, pregado pelo Mestre Jesus e que apresenta a constituição do Reino. Todo aquele que desejar entender a dinâmica do Reino de Deus deve meditar sobre esse Sermão, que abrange os capítulos 5, 6 e 7 do evangelho de Mateus.

Entre as bem-aventuranças registradas há uma que fala sobre os misericordiósos, em Mt 5,7. Segundo o dicionário, misericórdia significa "comiseração com a desgraça alheia; compaixão; piedade". Em termos mais simples, seria o mesmo que "calçar os sapatos" de alguém; se colocar em seu lugar; perceber e compreender o que está ocorrendo. Essa característica é notável no comportamento do Mestre Jesus registrado em diversas situações no texto sagrado. Cristo se compadecia das pessoas e, por se compadecer, ele as curava, ministrava, orava e agia em favor dos necessitados.

O exemplo do Mestre ensina que misericórida é, portanto, a composição de sentimentos e ações, não apenas sentimentos. Logo, é razoável relacionar esse princípio com a máxima de que a fé sem obras é morta, descrita no segundo capítulo de Tiago. Por isso, o sermão da montanha não é direcionado a ímpios mas aos justos - pois toda ação descrita nesse Sermão pressupõe o novo nascimento; trata-se de fruto espiritual.

Ao observar o contexto cristão da atualidade nota-se que a práxis é paradoxa. Os preciosos exemplos de Cristo não são reproduzidos, ao menos não integralmente. Enquanto Jesus caminhava entre o povo, conversava com as pessoas, conhecia e atendia suas necessidades, os "Embaixadores do Reino" nem de casa saem. Preferem o discurso filosófico e antagónico à suportarem o próximo.

Essa geração incrédula e inerte alcunha de vilã a Igreja e se debruça em redes sociais. O sentimento talvez seja de cumprimento do dever postando frases, versículos e até solidarizando-se com a desgraça alheia. Uma falsa misericórdia, ou parcial.

Não há problema em usar redes sociais. O problema está em se esquivar do serviço ao qual a Igreja foi comissionada, refugiando-se na limitação tão somente de posts e frases de efeito, que não são refletidas em sua vida, e não geram ação alguma no sentido de atender a necessidade das pessoas - físicas, sociais e espirituais.

A Igreja (instituição e indivíduo) deve incentivar, promover e patrocinar ações sociais e de evangelização. Os crentes precisam sair de seus casulos confortáveis e redomas angelicais para arregaçarem suas mangas e trabalharem! A misericórdia descrita no Sermão do Monte, a verdadeira, promove ações em benefício do próximo sejam elas quais forem. Seja perdoando, seja num abraço, seja pela presença silenciosa, seja no ensino, seja na palavra de consolo ou exortação, seja com sorriso, seja da forma com o Espírito Santo conduzir.

A fé sem obras é morta. Não amar seu irmão e dizer que ama a Deus é mentira. Odiar o irmão demonstra que permanece nas trevas, não conheceu a Luz. Facebook, Whatsapp e afins sem ações é debalde.

Que o amor de Cristo constranja (impila) a manifestação da misericórida; Ele morreu por todos de modo que não vivam mais para si mas por Aquele que por todos morreu e ressucitou. Pois não há maior amor do que aquele que dá a própria vida por seus amigos. Aleluia!

Passe à ação, Igreja bendita!

Em Cristo,


Pr. Rodrigo Aguiar
Igreja Batista da Família em Osasco - IBFO
www.ibfo.com.br
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