Prezados amigos
Respeito as opções eleitorais do colega Henrique. Quero afirmar que votar em Serra não é minha opção. É certamente não é uma escolha de Sofia.
É interessante salientar alguns aspectos da argumentação contida no e-mail do colega. A administração pública brasileira é aparelhada desde o seu nascimento, quando a coroa portuguesa estabeleceu o primeiro governo geral do país. Na época ainda não havia povo pois os escravos não contavam para os donos do poder. Esta herança ainda contamina o contexto atual. Falar assim que o PT está aparelhando o estado é no mínimo uma meia verdade e revela um certo desconhecimento da história brasileira.
Outro linha de raciocínio faz alusões ao surgimento do nazismo. Uma das principais características do nazismo era a manipulação da informação. Talvez seja um bom critério analisar quem manipula e controla mais os meios de informação. A maior dos jornais, semanários e TVs combate, como todos sabem, combatem de forma ostensiva a candidatura Dilma. Todos os recursos possíveis são usados, aborto (Não importa que a mulher do Serra tenha feito um aborto- aliás um assunto do foro intimo do casal), casamento gay, religião passaram a ser o mote da campanha serrista. Interessante também salientar que todos os grupelhos neo-nazista, policiais-militares e torturadores saudosos da ditadura também se engajaram na campanha a favor do Serra Ver os inúmeros sites na internet). É difícil imaginar maior esforço de manipulação que estamos presenciando diariamente.
Outra coisa é dizer que a Dilma é terrorista, uma afirmação distorcida e fora de contexto. Ou seja mais uma manipulação. Esquecem que o Serra foi membro da Ação Popular. A AP nos idos da década de 60, como a totalidade dos movimentos de esquerda que combatiam a ditadura, propunha ações violentas. Um exemplo, se não me falha a memória, de iniciativa da AP foi a explosão no aeroporto de Guararapes, do qual resultaram mortes. Nem por isso me passaria pela cabeça chamar o Serra de terrorista. Me espanta assim a hipocrisia da sua campanha. Tudo isto é passado e pelo que sei nenhum grupo, movimento ou partido de esquerda, hoje defende meios de luta política não democrática.
Para efeito de informação transcrevo a seguir vários textos que me parecem relevantes para fundamentar uma reflexão crítica do momento em estamos vivendo. Há muitos outros como os dos filósofos, intelectuais etc. Se fosse inclui-los certamente estaria abusando, mas do que faço agora da paciência dos destinatários deste e-mail. São texto longos mas vale fazer uma leitura. Abraço cordial/ Geraldo Nogueira
PRIMEIRO TEXTO
DESMONTE DE UMA FALÁCIA
D. Demétrio Valentini
A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais.
Esta situação precisa ser esclarecida e denunciada.
Está sendo usada uma questão que merece toda a atenção e isenção de
ânimo para ser bem situada e assumida com responsabilidade, e que não
pode ficar exposta a manobras eleitorais, amparadas em sofismas
enganadores.
Nesta campanha eleitoral está havendo uma dupla falácia, que precisa
ser desmontada.
Em primeiro lugar, se invoca a autoridade da CNBB para posições que
não são da entidade, nem contam com o apoio dela, mas se apresentam
como se fossem
manifestações oficiais da CNBB.
Em segundo lugar, se invoca uma causa de valor indiscutível e
fundamental, como é a questão da vida, e se faz desta causa um
instrumento para acusar de abortistas os adversários políticos, que
assim passam a ser condenados como se estivessem contra a vida e a
favor do aborto.
Concretamente, para deixar mais clara a falácia, e para urgir o seu desmonte:
A Presidência do Regional Sul 1 da CNBB incorreu, no mínimo, em sério
equívoco quando apoiou a manifestação de comissões diocesanas, que
sinalizavam claramente que não era para votar nos candidatos do PT, em
especial na candidata Dilma.
Ora, os Bispos do Regional já tinham manifestado oficialmente sua
posição diante do processo eleitoral. Por que a Presidência do
Regional precisava dar apoio a um documento cujo teor evidentemente
não correspondia à tradição de imparcialidade da CNBB? Esta atitude
da Presidência do Regional Sul 1 compromete a credibilidade da CNBB,
se não contar com urgente esclarecimento, que não foi feito ainda,
alertando sobre o uso eleitoral que está sendo feito deste documento
assinado pelos três bispos da presidência do Regional.
Esta falácia ainda está produzindo conseqüências. Pois no próprio dia
das eleições foram distribuídos nas igrejas, ao arrepio da Lei
Eleitoral, milhares de folhetos com a nota do Regional Sul 1, como se
fosse um texto patrocinado pela CNBB Nacional. E enquanto este
equívoco não for desfeito, infelizmente a declaração da Presidência do
Regional Sul 1 da CNBB continua à disposição da volúpia desonesta
de
quem a está explorando eleitoralmente. Prova deste fato lamentável é a
fartura como está sendo impressa e distribuída.
Diante da gravidade deste fato, é bem vindo um esclarecedor
pronunciamento da Presidência Nacional da CNBB, que honrará a tradição
de prudência e de imparcialidade da instituição.
A outra falácia é mais sutil, e mais perversa. Consiste em arvorar-se
em defensores da vida, para acusar de abortistas os adversários
políticos, para assim impugná-los como candidatos, alegando que não
podem receber o voto dos católicos.
Usam de artifício, para fazerem de uma causa justa o pretexto de
propaganda política contra seus adversários, e o que é pior,
invocando para isto a fé cristã e a Igreja Católica.
Mas esta falácia não pára aí. Existe nela uma clara posição
ideológica, traduzida em opção política reacionária. Nunca relacionam
o aborto com as políticas sociais que precisam ser empreendidas em
favor da vida.
Votam, sem constrangimento, no sistema que produz a morte, e se
declaram em favor da vida.
Em nome da fé, julgam-se no direito de condenar todos os que
discordam de suas opções políticas. Pretendem revestir de honestidade,
uma manobra que não consegue esconder seu intento eleitoral.
Diante desta situação, são importantes, e necessários, os
esclarecimentos. Mais importante ainda é a vigilância do eleitor, que
tem todo o direito de saber das coisas, também aquelas tramadas com
astúcia e malícia.
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Segue a Nota Oficial (a única válida e verdadeira) da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Assessoria de Imprensa
Nota da CNBB em relação ao Momento Eleitoral
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de sua
Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da
cidadania na
realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos
os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores
de
diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão
submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da
República e
alguns governos estaduais e distrital.
A CNBB congratula-se também pelos frutos benéficos decorrentes da
aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está oferecendo um novo paradigma
para o processo
eleitoral, mesmo se ainda tantos obstáculos a essa Lei tenham de ser superados.
Entretanto, lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria
Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha,
sendo
objeto de manipulação. Certamente, é direito – e, mesmo, dever – de
cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos,
sobretudo em
assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã. A CNBB é um
organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de
planejamento orgânico
da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de
uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Neste sentido, queremos reafirmar os termos da Nota de 16.09.2010, na
qual esclarecemos que “falam em nome da CNBB somente a Assembléia
Geral, o
Conselho Permanente e a Presidência”. Recordamos novamente que, da
parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão
do exercício da
cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político
Nacional<http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/doc_download/1125-declar...>,
aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral.
Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e
recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão.
Diante de tão grande
responsabilidade, exortamos os fiéis católicos a terem presentes
critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito
incondicional à
vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as
bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro.
Brasília, 08 de outubro de 2010
P. nº 0849/10
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB
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SEGUNDO TEXTO
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Política| 13/10/2010 |
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O governo mais republicano da história brasileira
Nem o mais faccioso oposicionista ao governo Lula conseguirá citar um décimo que seja destas ações republicanas que tenham sido feitas por um governante do Brasil anterior ao presidente Lula. Não saem de nossa memória, os escândalos no governo FHC como o dos Anões do Orçamento, dos precatórios, do DNER, da compra de votos para a reeleição em 1998, da Sudene, da Sudam, do Fat/Planfor, das Privatizações, do Proer, da pasta Rosa, do Banestado e dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, para citar apenas alguns. Mas o que mesmo foi feito de combate sistemático à corrupção pelo governo tucano ? Quem não se lembra da figura do “engavetador-geral da República”? O artigo é de Juarez Guimarães.
Juarez Guimarães
Imagine se em uma
casa de mais de cem anos se fizesse, pela primeira vez de modo profundo e
sistemático por um novo ocupante, uma caça e combate a baratas, ratos e outros
bichos. As pragas, então, reveladas dariam a impressão que a casa está muito
mais suja e infestada do que era antes. Se não fosse revelada ao público
adequadamente que só agora se faz uma pesquisa e combate sistemático a estas
pragas, e que a limpeza apenas começou, ficaria a impressão de que o novo dono
“sujou geral”, como se diz.
A estória revela exatamente o que ocorreu durante o governo Lula e, de forma
dramática, agora nas eleições presidenciais de 2010. No segundo domingo de
outubro pela manhã um ponto de ônibus de um bairro de classe média alta de Belo
Horizonte apareceu com a convocação fixada em letras garrafais: “ Vamos
por fim ao governo Lula, o mais corrupto da história do Brasil”. Na manhã
do dia seguinte, o jornal Folha de S. Paulo alardeava que dos 19 %
pontos de votação alcançados por Marina Silva, 7 % tinham migrado de Dilma em
função da denúncia sobre os lobbies dos filhos de Erenice.
Isto não surpreende a quem, por vários anos, vem estudando o fenômeno da
corrupção no Brasil. Pelo segunda ano consecutivo, pesquisas nacionais
realizadas pelo Instituto Vox Populi em 2009 identificavam que a corrupção é
muito grave para 73 % dos brasileiros e grave para 24 % outros.
A pesquisa registra o paradoxo da consciência atual dos brasileiros, ao modo da
estória da casa infestada de pragas e seu novo dono mais asseado: 39 % julgam
que a corrupção aumentou muito durante o governo Lula, 33 % avaliam que ela
aumentou um pouco e 19 % que ela não aumentou nem diminuiu. Por outro lado,
quando colocados diante das opções, “1- A corrupção aumentou durante o
governo Lula” ou “2- Durante o governo Lula, o que aumentou não foi
a corrupção, mas a apuração dos casos que ficavam escondidos”, 75 %
optavam pela resposta 2 e apenas 15 % pela resposta 1.
Os liberais conservadores e a mídia empresarial, liderados pelo ex-presidente
FHC, compreenderam muito bem e antes a moral da estória da casa infestada e seu
novo dono. Já passou da hora do novo governante da república brasileira,
historicamente marcada pela corrupção sistêmica, vir a público para esclarecer
os vizinhos da sua rua. O preço a pagar pelo silêncio é muito alto: os vizinhos
podem até querer expulsá-lo de lá.
No livro mais denso e amplo de reflexões sobre a corrupção já elaborado no
Brasil ( Corrupção- Leituras críticas, Editora UFMG, 2008), que
mobilizou mais de 60 intelectuais de várias áreas, a crítica ao critério único
da percepção como medição da corrupção aparece em vários momentos, inclusive
aos relatórios divulgados pelo Banco Mundial. Por este critério único da
percepção, por exemplo, uma ditadura que silenciasse todo tipo de crítica pode
parecer como a menos corrupta.
Os brasileiros não sabem, por exemplo, que os escândalos dos Sanguessugas, dos Vampiros, dos Gafanhotos, do
Propinoduto da Receita, do Gabiru, da Confraria, da Navalha, do Valerioduto e
tantos outros foram revelados durante o governo Lula mas tinham origem em
governos anteriores.
O governo mais republicano da história
A prova, fartamente documentada e sistematizada, que o governo Lula, exatamente
ao contrário do que diz o cartaz apócrifo pregado em um manhã de domingo em
Belo Horizonte, é o governo mais republicano da história do país está no
pequeno e precioso livro de Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria Geral
da União, intitulado “O governo Lula e o combate à corrupção”
( Editora Fundação Perseu Abramo, 2010). Lá se informa, de modo didático, aos
vizinhos da rua o que o novo morador da casa anda fazendo em três capítulos:
Fatos e números na área da repressão à corrupção; Fatos e números na área de
prevenção e transparência; Fatos e números na área do Controle Interno
(principais inovações).
O que já foi feito nestes anos foi suficiente para que o professor Stuart Gilman, consultor da ONU e
do Banco Mundial e uma das maiores autoridades do mundo no tema anticorrupção,
afirmasse: “Atualmente, coisas impressionantes têm sido feitas na luta
anticorrupção (no Brasil)...,(o) trabalho na CGU é reconhecido mundialmente. O
Portal da Transparência, onde os cidadãos podem ver onde o dinheiro público
supostamente deve ser gasto, foi uma excelente idéia que se tornou um modelo
para outros países. O Brasil está fazendo um grande trabalho, de verdade. E é
também verdade que ainda há muito por fazer.” ( Carta Capital,16 de dezembro
de 2009). Além disso, o Brasil foi classificado em oitavo lugar em um ranking de 85 países que
tiveram o grau de transparência de seus orçamentos públicos analisado pelo
International Budget Partneship (IBP), uma ONG com sede em Washington.
Em um Estado que tem uma história de corrupção sistêmica e não eventual, o
combate à corrupção deve ser sistemático. O comando deste trabalho está na
Controladoria Geral da União (CGU), que realizou três concursos públicos de
2003 a 2009, aumentando seu quadro efetivo de 1430 a 2.286 analistas e
técnicos, elevou os salários de seus quadros e investiu fortemente em
equipamentos.
A CGU tem funcionado como uma
inteligência articuladora da luta contra a corrupção: com a Polícia Federal,
mas também com o Ministério Público ( 2452 procedimentos judiciais instaurados
em decorrência das fiscalizações da CGU), com a Advocacia Geral da União ( 340 ações de improbidade
ajuizadas com fundamento nos trabalhos da CGU), com o Tribunal de Contas da
União ( 11 mil Tomadas de Contas Especiais, com retorno potencial de 4,3
bilhões de reais aos cofres públicos) Da CGU partiram as principais inovações
no combate à corrupção, que podem ser reunidas em sete.
A primeira foi a criação – antes não havia
- de Um Sistema de Correição da Administração Federal, com uma corregedoria
setorial em cada ministério e uma corregedoria-geral na CGU. Isto permite a
punição exemplar e justa a funcionários corruptos sem ter que esperar a
longuíssima tramitação processual no Judiciário. Até 31 de dezembro de 2009, já
perderam o cargo efetivo ou aposentadoria, 2398 servidores federais, entre os
quais 231 ocupantes de altos cargos, como dirigentes e superintendentes de
estatais, secretários e subsecretários de ministérios, procuradores e fiscais
da Receita, gerentes, juízes.
A segunda inovação foi a articulação CGU e Polícia Federal, que exponenciou
– como nunca havia sido
visto antes no Brasil
– as operações especiais de desbaratamento de máfias de corrupção: de
2004 até 15 de dezembro de 2009, a PF realizou 995 operações, com a prisão de
12.989 pessoas.
A terceira inovação foi a introdução sistemática da punição aos corruptores – antes não havia - , em
geral empresas que fraudam obras e serviços públicos. Foi criado o Cadastro
Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, disponibilizado na Internet, que
evita, por exemplo, que uma empresa punida na Bahia seja contratada pelo estado
do Rio de Janeiro ou pelo próprio governo federal. Está também em tramitação no
Congresso Nacional um projeto de lei, enviado pelo governo Lula, que estabelece
pela primeira vez punições e multas elevadas a empresas corruptoras.
A quarta inovação – antes
não havia – foi a
criação do Portal da Transparência (www.portaldatransparência.gov.br), considerado
modelo no mundo. Ele abriga hoje cerca de 900 milhões de unidades de
informação, envolvendo a aplicação de recursos orçamentários superiores a 6,4
trilhões ( de 2004 a 2009). Criado em linguagem didática e cidadã, intelegível
ao cidadão comum, sem senha nem cadastro, ele permite, por exemplo, saber os
detalhes de cada programa federal, de cada verba e de cada beneficiário, mês a
mês, nome por nome, endereço por endereço.
A quinta inovação - antes
também não havia –
foi o Programa de Fiscalização por Sorteios, que fiscaliza o uso dos recursos
federais repassados aos municípios nas diversas funções, como educação, saúde,
assistência social, habitação. A escolha da amostra a ser fiscalizada é feita
por sorteios públicos na Caixa Econômica Federal. Já foram fiscalizados , com
auditorias diretas e minuciosas em cada local , 1 700 municípios envolvendo 13
bilhões de recursos federais. O mesmo foi feito para os recursos federais
repassados aos estados, com 77 fiscalizações e recursos superiores a 6 bilhões
de reais.
A sexta inovação – também
isto não existia! –
foi a criação do Conselho de Transparência Pública e combate à Corrupção, que
estabelece a ponte com a sociedade civil. O Conselho tem vinte integrantes,
entre os quais a OAB, a ABI, a ONG Transparência Brasil, entidades das classes
patronais e dos trabalhadores. O Programa Olho Vivo já formou 19 mil cidadãos e
editou 2 milhões de cartilhas, ensinando como controlar o dinheiro público. Os
projetos da CGU voltados à promoção da ética e da cidadania entre a juventude
já mobilizam cerca de 740 mil crianças e jovens, bem como 23,5 mil professores,
de 5.500 escolas brasileiras.
Por fim, a sétima inovação – está também era um problema
básico não enfrentado – é o encaminhamento de um Projeto de Lei pelo
presidente Lula ao Congresso Nacional tornando mais rigorosas as punições por
crimes contra a corrupção por autoridades do primeiro escalão no plano federal,
estadual e municipal. Os crimes de corrupção, além de ter a pena dobrada,
seriam pelo Projeto de Lei considerados hediondos, tornando-se inafiançáveis,
sendo os criminosos passíveis de decretação imediata de prisão temporária de 30
dias, renováveis por igual período, sendo vedados os benefícios de anistia,
graça ou indulto.
Cidadão e corrupção
Nem o mais faccioso oposicionista ao governo Lula conseguirá citar um décimo
que seja destas ações republicanas que tenham sido feitas por um governante do
Brasil anterior ao presidente Lula. Não saem de nossa memória, os escândalos no
governo FHC como o dos Anões do
Orçamento, dos precatórios, do DNER, da compra de votos para a reeleição em
1998, da Sudene, da Sudam, do Fat/Planfor, das Privatizações, do Proer, da
pasta Rosa, do Banestado e dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, para citar apenas alguns. Mas o que mesmo foi feito de
combate sistemático à corrupção pelo governo tucano ? Quem não se lembra da
figura do “engavetador-geral da República” ? Só pelo Ministério da
Justiça passaram nove titulares em oito anos, mostrando a desconsideração total
com esta área. E a Polícia Federal no governo FHC, ao invés das 1150 operações
especiais feitas até agora pelo governo Lula, fez apenas...23 operações
especiais!
Mas as denúncias comprovadas de atos de corrupção durante o governo Lula
demonstram também que o desafio está longe de ser vencido, apesar dos avanços
fundamentais conseguidos. Na maior parte da história do Brasil não havia
democracia e, portanto, controle social. E quando a democracia foi
reconquistada, os valores e instituições republicanas estavam profundamente
corroídos.
Além de histórica, a corrupção
no Brasil é sistêmica, é
capaz de se reproduzir de forma permanente através das relações entre as
empresas e bancos e o sistema político, os partidos e as eleições caríssimas
que funcionam com financiamento privado sem controle devido. Sem a reforma
política, que introduza o financiamento público e rigorosamente controlado, os
circuitos da corrupção serão sempre renovados a cada eleição.
Além disso, nossa legislação penal e processual só permite levar o réu à prisão
após o trânsito em julgado do último recurso, geralmente no Supremo Tribunal
Federal. Não há nenhum país do mundo que ofereça tantas oportunidades aos
criminosos de fugir aos rigores da lei. Os recursos e procedimentos
protelatórios, usados principalmente por quem pode pagar bancas especializadas
de advogados, estimulam a sensação de que o corrupto jamais terá a pena que
merece.
O Brasil já consegue ver no
horizonte mais próximo o fim da miséria. Precisa agora ver também o fim próximo
da corrupção sistêmica. Assim como diz o poeta, para que rimar amor e dor,
cidadão não rima com corrupção.
No dia 12 de outubro, Dilma
afirmou com veemência, após defender a urgência da Reforma Política: “ O
Brasil precisa hoje também uma melhoria nos padrões éticos e morais e
necessita, para transformar-se numa sociedade desenvolvida, que a gente
valorize a relação da Nação com valores culturais,e éticos e morais. É um todo
que começa no combate ferrenho à corrupção. É importante perceber que não
haverá impunidade no meu governo.”
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TERCEIRO TEXTO (do arquiteto Frederico Holanda)
De: Frederico Holanda Assunto: Para não esquecer
Caros, não sou muito de fazer proselitismo político pela internet. Mas às vezes não dá pra resistir.
Maria Rita Kehl, uma das maiores psicanalistas do país, acabou de ser demitida de um dos jornalões do país – o Estado de São Paulo. A oposição e a mesma mídia argumentam que o “pluralismo”, a “liberdade de imprensa”, a “liberdade de expressão” estão em perigo. A mesma mídia e a oposição, a quem ela descaradamente apóia, e que a comprou a peso de ouro (ver as verbas que o Serra lhe destinou). Liberdade, sim, pra uns. O resto, favor calar o bico. A razão da demissão: uma crônica que Maria Rita escreveu. Reproduzo um trecho:
“Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.”
Conhecemos o discurso a que ela se refere. A Dilma estaria na frente por conta dos votos dos “rincões” mais atrasados deste país. E equaciona-se miséria econômica com miséria mental.
Sim, em termos regionais, a Dilma está na frente apenas no nosso querido nordeste (tomo a liberdade da primeira pessoa do plural). Mas o discurso esquece que no SE, NO e CO, há praticamente um empate técnico. E o Serra só está à frente no SU – não por acaso onde o país tem os melhores IDH.
Estou agora em Canaan, distrito perdido nos confins do Trairi, município perdido nos confins do Ceará, estado perdido nos confins do Nordeste. Onde mesmo?!... Ah, no Nordeste...
Permito-me um depoimento pessoal. Conheço Canaan há 46 anos. Lá fizemos uma casinha, nosso refúgio tropical. Estagnado até oito anos atrás. Que coincidência... Hoje, a dinâmica econômica do distrito impressiona pelo número de novos estabelecimentos, pelo movimento na praça da igreja (de cara nova), pelo dinheiro que corre, pelas motos que substituíram os jumentos. Bom pra eles, coitadinhos. Agora, só fazem passear pelas bordas das dunas, ociosos, onde têm uma graminha pra comer. Foram libertados para se virarem por conta própria. Pois é, quando Canaan muda...
Decerto essas mudanças não são tão perceptíveis para nós urbanóides, habitantes das metrópoles, que nos damos conta delas, mudanças, mais mediante números frios que pelos sete buracos de nossa cabeça.
Mas nem tanto só por números frios, para quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Minha experiência recente no CNPq mostrou como explodiram (não implodiram...) os recursos para ciência e tecnologia. E a ampliação das universidades públicas federais, estagnadas de pires na mão há tanto tempo, devia falar por si própria – particularmente para nós, que nelas labutamos.
Não, isso não conta. A guerra é moral – voltamos à Idade Média num fundamentalismo religioso, entre outros, que faria as delícias de Bush/Blair (a propósito, por favor lembrem-se que os verdes internacionais defenderam a guerra contra o Iraque). Confesso não dispor de um corruptômetro. Não saberia dizer se a corrupção é menor ou maior neste que em governos passados. É tolice ou sacanagem, negar a atual ou a passada. Desconfio que ela era maior nos governos passados, como os dados no final desta mensagem mostram, mas não faço disso um cavalo de batalha. Quando do mensalão do PT, me desfiliei do partido. Era o mínimo que poderia fazer. Agora, o gozado é que a mídia tem curiosa amnésia quanto ao mensalão do PSDB, quanto a FHC ter comprado a R$ 200.000,00 a cabeça a reeleição dele etc. etc. etc. (rememorem a lista dos escândalos ao final da mensagem).
A corrupção é endêmica neste país, é uma doença mais difícil de erradicar que a miséria econômica. Está na raiz mesma da estrutura do estado patrimonial / clientelístico brasileiro. Talvez eu seja acusado de cinismo, de defender uma “corrupção de resultados”... Não vou ficar bravo porque não é isso o que mais importa agora.
Com todos os problemas e contradições e alianças espúrias e Erenices da vida e corrupção etc. etc. etc. estamos numa encruzilhada apontando para dois países distintos: regressar ao capitalismo mais selvagem que conhecemos (que talvez esteja afundando na crise que se prolonga, mas nunca se sabe, o último fôlego desse gato já foi anunciado ad nauseum mas ele sempre tem mais um...), ou continuar num outro troço, inaugurado oito anos atrás, que ninguém ainda conseguiu definir com clareza, mas que é diferente. Paul Singer ousa dizer que estamos embarcando num novo modo de produção – o da economia solidária. Sei não, talvez seja exagero, talvez não, é cedo pra dizer. Decerto é outro o estado e o seu papel – estado que assume uma responsabilidade social, que dá crédito farto principalmente para quem nunca teve acesso a ele, que utiliza recursos públicos para fins públicos, não para financiar empresas internacionais no processo de privataria... No máximo, estamos vendo a geração de um novo modo de produção, como quer otimistamente Singer, mas no mínimo estamos testemunhando um estado que compensa minimamente as mazelas do capital. Ou isso não importa? Dizia Betinho: quem tem fome tem pressa – é uma questão de vida ou morte. Estamos, sim, testemunhando uma revolução pacífica talvez sem precedentes.
Caros, relutei em escrever essa mensagem. Mas não fiquei em paz enquanto não o fiz. Portanto, lá vai. Não sei as posições de todos sobre o tema. Mas queria que, pelo menos, vocês soubessem da minha, nesta forma menos pública (publicamente, assinei um “manifesto de intelectuais” – sei lá se mereço o título – em favor da candidatura da Dilma cuja iniciativa está sendo coordenada por Emir Sader, uma das mentes mais lúcidas deste país).
Grande abraço,
FH
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QUARTO TEXTO
MANIFESTO DE LIDERANÇAS E LAICOS QUE NÃO USAM A RELIGIÃO PARA FINS PARTIDÁRIOS/MEU COMENTARIO/gsnb
Se concordar assine e envie.
“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”
Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!
Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:
1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel - Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico césar. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Juazeiro - Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi - Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista - Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal - Missionário da Igreja de Cristo - Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos - Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo - RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente - EPJ - Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, abelardo luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas - RS
Agnaldo da Silva Vieira - Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança - Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo - UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru - Fortaleza
Pe. Lino Allegri - Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan - Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal - RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso - Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
107. Ida Vicenzia Dias Maciel
108. Marcelo Tibaes
109. Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia - Goiás
110. Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant - Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ - Secretario do CEBI RJ
107. Sílvia Pompéia.
108. Pe. Maro Passerini - coordenador Past. Carcerária - CE
109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
110. Mosara Barbosa de Melo
111. Maria de Fátima Pimentel Lins
112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF
114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
118. Irene Maria G.F. da Silva Telles
119. Manfredo Araújo de Oliveira
120. Agnaldo da Silva Vieira - Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
121. Pr. Marcos Dornel - Pastor Evangélico - Igreja Batista Nova Curuçá - SP
122. Adriano Carvalho.
123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
125. Maria Gabriela Curubeto Godoy - médica psiquiatra - RS
126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
127. M. Candida R. Diaz Bordenave
128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife
129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
133. Targelia de Souza Albuquerque
134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora - UFPE)
135. Paulo Teixeira, parlamentar, são paulo.
136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
137. Adjair Alves (Professor - UPE)
138. Luziano Pereira Mendes de Lima - UNEAL
139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
141. Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etrnologia da UFBA.
142. Isabel Tooda
143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
144. Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
145. Aristóteles Rodrigues - Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
146. Zwinglio Mota Dias - Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
150. Anivaldo Padilha - Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
151. Nercina Gonçalves
152. Hélio Rios, pastor presbiteriano
153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
155. Maria tereza Sartorio, educadora, ES
156. Maria jose Sartorio, saúde, ES
157. Nilda Lucia sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
158. Ângela maria fernandes -Curitiba paraná
159. Lúcia Adélia Fernandes
160. Jeanne Nascimento - Advogada em São Paulo/SP
161. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
162. Ruth Alexandre de Paulo Mantoan
163. José Luiz de Lima
164. Dirce Ferreira da Silva- Pedagoga - Cajamar/ SP
165. Maria Elaine Kohlsdorf - professora-adjunta aposentada / Universidade de Brasília (UnB)