Mercator de D. Manuel e Mercator de Dom João

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Maria da Fonte

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Jul 4, 2010, 12:58:43 AM7/4/10
to History of the Americas
Caro Templar

Não quero terminar a minha participação nestas discussões sem comentar
os seus dois Mercator.
Não vou acrescentar nada de novo ao que já foi dito, e nem sequer
consegui perceber plenamente, o que muitos já sabem.

Mas como comecei a participar mais por apoio que por descoberta, é
assim que quero terminar.

O seu Mercator, o de D. Manuel, recorda o Atlas Universal atribuido a
Diogo Homem, e datado de 1565, embora neste Mercator estejam
preenchidas algumas Zonas que no Atlas são apenas esboço, e esteja
desenhado o 2º Meridiano de Tordesilhas.

A Antártida como sempre, não está coberta de Gelo, pelo que todos
estes mapas, onde a Antártida figura com esta representação, são
compositos de outros muito Antigos.
Eu arriscaria que alguns seriam anteriores a 12 500 anos, numa época,
em que o Clima era manifestamente diferente.
Neste Mercator de D. Manuel, o Mediterrâneo e o Mar Negro estão ainda
separados. Essa parte foi copiada de outro Mapa, anterior a 5.300
a.C., data em que o tabique que separava os dois mares se rompeu, e as
margens se inundaram. Aliás o Mar Negro tem aqui o nome de Mar Mayor.

O Mercator de Dom João II, é baseado noutros mais recentes. Pelo menos
parcialmente
E se é Certo que as águas ainda não baixaram completamente no Norte da
Europa, o Mediterrâneo e o Mar Negro estão já separados, embora as
margens ainda estejam parcialmente inundadas.
A Antártida não está desenhada, pelo que não teve por base nenhuma
cartografia muito remota, no que respeita à América do Sul, mas as
Américas ainda estão unidas, pelo que na base estiveram Mapas
anteriores à Migração dos Povos do Mar. e o Hemisfério Norte tem por
base Cartografias em que o Pólo Norte, não estaria no lugar actual, já
que os Pinguins, actualmente existem apenas no Hemisfério Sul, ou em
alternativa, tratam-se de Géneros de Pinguins já extintos.

Curiosamente, o Mercator de D. Manuel, que tem identificado claramente
o Estreito de Magalhães, mantém em África, o nome de Cabo das
Tormentas, em vez de Cabo da boa Esperânça, como se denominou a partir
de Dom João II.

Todos temos a tendência para repetir o que já foi dito, ou desenhar o
que já foi desenhado, e se tem por correcto.
É com isso que formamos o esqueleto de qualquer trabalho. Depois
acrescentamos o que entretanto foi descoberto, e salientamos o que em
função disso, foi alterado.

Exceptuando as intencionais mistificações, com que a Cartografia
Portuguesa induziu em erro o resto da Europa, na base, tenho a
convicção de que estiveram sempre Mapas Remotos.

Melhores Cumprimentos

Maria da Fonte
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