CCD Poa lança cursos de cultura digital na Casa de Cultura Mário Quintana
Entre agosto e outubro de 2013, vamos propor duas oficinas em parceria com a Casa de Cultura Mário Quintana. São oficinas se configuram como um pacote sobre a cultura digital, a primeira apresentando conceitos, exemplos e tendências da relação umbilical entre cultura e tecnologia, e a segunda abrangendo a coordenação, da elaboração à divulgação de projetos culturais.
As duas oficinas contarão com atividades práticas e são gratuitas. Vão ser realizadas na sala da CCD, 5º andar da Casa de Cultura Mário Quintana (em frente ao Jardim Lutzenberger).
Para se inscrever, entre nesta página do Cinese – plataforma de e-learning parceira nossa destes cursos – cadastre-se com nome e email (ou via perfil do Facebook) e clique em “participe”. Qualquer dúvida, nos escreva para o...@ccdpoa.com.br ou pelo perfil do Facebook (https://www.facebook.com/ccdpoa).
Módulo 1) Conectando-se com a Cultura Digital – Conceitos Básicos.
Módulo 2) Mão na massa: como utilizar as ferramentas e conceitos da cultura digital em seu projeto cultural
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Módulo I – CONECTANDO-SE COM A CULTURA DIGITAL – Conceitos Básicos
Data: 14/08, 21/08, 28/08, 04/09, 11/09 e 18/09
Horário: das 19h às 22h
Local: Casa da Cultura Digital Porto Alegre – 5º andar da Casa de Cultura Mário Quintana (em frente ao Jardim Lutzenberger).
Nos últimos anos, a produção cultural entrou em curto-circuito. Com a popularização da internet e das tecnologias de comunicação, como o computador e os aparelhos móveis, a forma de produzir e acessar bens culturais se transformou radicalmente. Atualmente, vivemos um cenário marcado por disputas em torno do compartilhamento e da propriedade intelectual das obras criativas. Nesse contexto, a chamada “cultura livre”, em consonância com as transformações em rede, emerge como uma prática/conceito que busca repensar a ideia de propriedade intelectual como um bem restrito com “todos os direitos reservados” para trazer a ideia de “alguns ou nenhum direitos reservados”, que estimula a livre circulação de ideias, a transparências nos processos e retoma uma cultura baseada no compartilhamento de informação e não na exclusão de acesso.
A internet e os computadores baratearam os meios de produção artística – estúdios de gravação, softwares de edição de livros, filmadoras digitais, etc. Hoje é fácil e muito barato produzir – e principalmente distribuir – música, filmes, livros, textos, etc. O artista, proclamado “gênio” iluminado desde o século XVIII e, desde então, financiado por altas quantias de royalties garantidas por direitos autorais, encontra-se em um contexto de mudança de cenário. Qual dos novos modelos de circulação da cultura seriam os mais adequados a realidade de cada sociedade? Como criar e compartilhar em tempos digitais? Como construir um novo sistema de remuneração que equilibre a liberdade do usuário e a remuneração do autor? O que o a ética e a cultura hacker podem nos ajudar a entender e agir neste cenário? Como funciona esta “nova revolução industrial” que tem as impressoras 3D e os hardwares livres como dois dos protagonistas? Podemos imaginar um mundo sem copyright? Existem alternativas para a criatividade livre e sustentável na cultura digital? Como licenciar um produto em licenças Creative Commons, ArteLivre e outras livres? Esta e outras questões serão apresentadas nesta oficina através de exemplos práticos atuais.
Cronograma
Encontro 1 (14/8) – Apresentação das oficinas. Introdução a cultura digital: conceitos básicos.
O que é cultura digital? Principais características (“palavras-chaves”). Internet: contracultura, redes militares & WWW. Redes distribuídas.
Noções básicas de: P2P, torrent, protocolos, IP, DNS, Buscadores, Nuvem. A importância da neutralidade da rede.
Encontro 2 (21/08)- Software Livre, cultura e ética hacker.
Por que software livre é tão importante? Richard Stallman e a Free Software Foundation. Software Livre no Brasil; histórico, adoção, princípios. Participação especial: integrantes da Associação do Software Livre, organizadora do Fórum Internacional do Software Livre
Cultura hacker: origens e princípios. Liberdade, conhecimento e colaboração: o tripé da ética hacker.Hackers – Heróis da Revolução (Steven Levy), A ética hacker e o espírito da era da informação (Pekka Himanen).
Encontro 3 (28/8) – A linguagem dos computadores.
Por que é importante aprender a programar? Lógica de programação: qual a sua lógica? Linguagens: breve histórico. Panorama dos sistemas de gerenciamento de Conteúdo (SMS).
Be a bá da rede: como e por onde trafega a informação quando entro num site? Aprender a programar nas escolas. Raspberry Pi.
Encontro 4 (4/9) – Remix, pirataria e plágio.
Nada se cria, tudo se copia. Mesmo? Recombinação através dos tempos: detournament, cut-up, sampler, mashup, machinima. Fundamentos e prática do remix (Eduardo Navas).
Somos todos piratas? Pirataria e circulação da cultura. Controle da informação X liberdade de acesso. 7 mitos sobre a pirataria
Encontro 5 – Hackerspaces & Hardware Livre: a revolução dos “fazedores”.
Hardware Livre: liberdade contra a obsolescência programada. Arduíno, Raspberry Pi. O que é um hackerspace? Participação especial: integrantes do hackerspace Matehackers.
Amanhã, fábrica em nossas casas? Fablabs. Impressão 3D: mitos e verdades da impressão do mundo.
Encontro 6 – Propriedade intelectual, front de batalha na rede
História do direitos autorais. Autoria. Copyright. Todos os direitos reservados OU algum direito reservado OU nenhum direito reservado. Cultura Copyleft. Creative Commons, ArteLivre e outras licenças livres.
É possível um mundo sem copyright (Joost Smiers)? Atividade de encerramento.
Público alvo:
Pessoas de todas as faixas etárias interessadas em conhecer alguns conceitos básicos de cultura digital.
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Módulo II – MÃO NA MASSA – Como utilizar as ferramentas e conceitos da cultura digital em seu projeto cultural
Data: 25/09, 02/10, 09/10 e 16/10
Horário: das 19h às 22h
Local: Casa da Cultura Digital Porto Alegre – 5 andar da Casa de Cultura Mário Quintana (em frente ao Jardim Lutzenberger).
Apresentação:
O objetivo da oficina é mostrar que não basta ter uma grande ideia para se ter um grande projeto. É preciso também incorporar os conceitos de Cultura Livre, direitos autorais, licenças, compartilhamento, redes e contrapartida social. Para isso, a partir de uma ideia pré-formatada de projeto, aplicaremos tais conceitos em todas as suas etapas, buscando uma maior aderência à Cultura contemporânea e suas transformações.
Depois da estruturação e formatação deste projeto, vem o momento de articular parceiros, mobilizar as pessoas e divulgar. Os participantes irão aprender algumas estratégicas de comunicação digital utilizando recursos das mídias sociais e diversos aplicativos. É imprescindível que os participantes levem seus notebooks, tablets ou smartphones (com sistema operacional iOS ou Android) para praticarem enquanto a oficina vai se desenrolando.
Alguns objetivos são:
_ Apresentar ferramentas e conceitos de cultura livre nas etapas de um projeto cultural;
_ Capacitar os participantes a utilizarem os recursos das mídias sociais disponíveis para articulação e mobilização de suas redes e divulgação de seus projetos;
_ Mostrar novos aplicativos para novos usuários de smarthphones e tablets (android e ios), otimizando o uso dos gadgets.
Cronograma:
Encontro 1 – Como utilizar os conceitos de cultura livre no seu projeto cultural.
Nesse encontro, serão apresentados os seguintes conteúdos:
Contrapartidas sociais: como ampliar a disseminação e distribuição do seu produto cultural;
_ Registro e disponibilização de conteúdo;
_ Licenciamento dos produtos culturais;
_ Criatividade sustentável: modelos de negócio na cultura livre
_ Intercâmbio de formação de novas redes.
Encontro 2 – Articulação e Mobilização.
Participantes aprenderão a:
_ Como usar melhor as redes sociais para divulgação do seu projeto;
_ Se comunicar com seu público de forma eficaz;
_ Criar materiais simples de divulgação;
_ Criar uma rede de parceiros.
Encontro 3 – Aplicativos.
Serão apresentados aplicativos em gadgets com sistema ios e android, divididos pelas categorias:
_ Fotografia
_ Música
_ Jogos
_ Tarefas
_ Experiência
_ Comunicação
_ Jornal/revistas (conteúdo)
Encontro 4 (+ Atividade de Encerramento) – Colocando em prática.
Divisão dos participantes em pequenos grupos para que possam adaptar seus projetos aos conceitos e ferramentas de cultura livre. Após a formatação dos projetos, os participantes utilizarão as redes sociais e aplicativos para trabalhar na articulação, mobilização e divulgação do projeto.
Público-alvo:
Curiosos, estudantes e profissionais que tenham uma ideia, projeto ou iniciativa cultural e que busquem a incorporação dos conceitos e ferramentas digitais, assim como dicas de como tirar o melhor proveito das ferramentas das redes sociais e de aplicativos em celulares para articulação, mobilização e divulgação.