EVANGELHO QUOTIDIANO
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna".
João 6, 68
Terça-feira, dia 05 de Maio de 2015
Terça-feira da 5ª
semana da Páscoa
Santo do dia : Santo
Ângelo, presbítero, mártir, +1220
Ver comentário em baixo, ou carregando aqui São João Paulo II :
«Deixo-vos
a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo que Eu vo-la dou.»
Livro dos Actos dos Apóstolos 14,19-28.
Naqueles
dias, chegaram uns judeus de Antioquia e de Icónio, que aliciaram a
multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por
morto.
Mas, tendo-se reunido os discípulos à sua volta, ele ergueu-se e
entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe.
Depois de terem anunciado a boa nova a esta cidade e de terem feito
numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a
Antioquia.
Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem
firmes na fé, «porque — diziam eles — temos de sofrer muitas
tribulações para entrarmos no reino de Deus».
Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações
acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor em quem tinham acreditado.
Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília.
Depois anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia.
De lá navegaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na
graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar.
À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com
eles e como abrira aos gentios a porta da fé.
Demoraram-se ali bastante tempo com os discípulos.
Livro de Salmos 145(144),10-11.12-13ab.21.
Graças
Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos;
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.
Cante a minha boca os louvores do Senhor
e todo o ser vivo bendiga eternamente o seu nome santo.
Evangelho segundo S. João 14,27-31a.
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha
paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso
coração.
Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós.
Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é
maior do que Eu.
Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer,
acrediteis.
Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste
mundo. Ele nada pode contra Mim,
mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me
ordenou».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São João Paulo II (1920-2005), papa
Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2002, §14-15 (trad. © Libreria Editrice
Vaticana, rev.)
«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo
que Eu vo-la dou.»
A oração pela paz não é um elemento que «vem depois» do empenho pela
paz. Pelo contrário, está no âmago do esforço para a edificação de uma
paz na ordem, na justiça e na liberdade. Orar pela paz significa abrir o
coração humano à irrupção da força renovadora de Deus. Com a força
vivificadora da sua graça, Ele pode criar oportunidades para a paz mesmo onde
pareça que existam somente obstáculos e retraimento […]. Rezar pela paz
significa rezar pela justiça […].
Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão: eis o que
quero anunciar nesta mensagem a crentes e não crentes, aos homens e mulheres
de boa vontade, que têm a peito o bem da família humana e o seu futuro. Não
há paz sem justiça, não há justiça sem perdão: é o que quero lembrar
aos que detêm a sorte das comunidades humanas, para que nas suas graves e
difíceis decisões se deixem sempre guiar pela luz do verdadeiro bem do
homem, na perspectiva do bem comum. Não há paz sem justiça, não há
justiça sem perdão: não me cansarei de repetir esta advertência a todos os
que, por uma razão ou por outra, cultivam dentro de si ódio, desejo de
vingança, propósitos de destruição. […]
Suba mais intensa no coração de todo o crente a prece por cada uma das
vítimas do terrorismo, pelas suas famílias atingidas tragicamente, e por
todos os povos que o terrorismo e a guerra continuam a ferir e a transtornar.
Nem sejam excluídos do raio de luz da nossa oração aqueles que ofendem
gravemente Deus e o homem através destes actos desumanos: seja-lhes concedido
entrar em si próprios e tomar consciência do mal que fazem, para abandonarem
os seus propósitos de violência e procurarem o perdão. Possa a família
humana, nestes tempos tormentosos, encontrar a paz verdadeira e duradoura,
aquela paz que só pode nascer do encontro da justiça com a misericórdia!
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