EVANGELHO QUOTIDIANO
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna".
João 6, 68
Sexta-feira, dia 17 de Abril de 2015
Sexta-feira da 2ª
semana da Páscoa
Santo do dia : Santa
Catarina Tekakwitha, índia, mártir, +1680, Beata
Maria Ana de Jesus, virgem, +1624
Ver comentário em baixo, ou carregando aqui Santo Agostinho :
«Ao
ver o sinal que Jesus realizara, as multidões diziam: “Ele é
verdadeiramente o grande Profeta que havia de vir ao mundo”»
Evangelho segundo S. João 6,1-15.
Naquele
tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de
Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele
realizava nos doentes.
Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos.
Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu
encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar
de comer?»
Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer.
Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar
um bocadinho a cada um».
Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes.
Mas que é isso para tanta gente?»
Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e
os homens sentaram-se em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que
estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram.
Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os
bocados que sobraram, para que nada se perca».
Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de
cevada que sobraram aos que tinham comido.
Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a
dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo».
Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei,
retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da
Igreja
Sermões sobre o evangelho de João, nº 24, 1.6.7; CCL 36, 244
«Ao ver o sinal que Jesus realizara, as multidões diziam: “Ele
é verdadeiramente o grande Profeta que havia de vir ao
mundo”»
Governar todo o universo é na verdade um milagre maior do que saciar cinco
mil homens com cinco pães. E contudo, isso não espanta ninguém, mas as
pessoas espantam-se diante de um milagre de menor importância, porque sai do
habitual. Com efeito, quem sustenta ainda hoje o universo inteiro, senão
Aquele que, apenas com algumas sementes, cria as searas? Cristo fez o mesmo
que Deus faz. Usando do seu poder de multiplicar as searas a partir de uns
quantos grãos, Ele multiplicou cinco pães; porque tinha poder para tal, e
esses cinco pães eram como sementes, que o Criador da terra multiplicou mesmo
sem as lançar à terra. […]
Esta obra foi-nos apresentada aos sentidos para nos elevar o espírito.
[…] Tornou-se-nos assim possível admirar «o Deus invisível, através das
suas obras visíveis» (Rom 1,20). Depois de termos sido ensinados na fé e
purificados por ela, podemos desejar ver sem os olhos do corpo o Ser
invisível que conhecemos a partir do visível. […] Com efeito, Jesus fez
este milagre para que ele fosse visto pelos que ali se encontravam, e eles
puseram-no por escrito para que nós tomássemos conhecimento dele. O que os
olhos fizeram para eles, fá-lo para nós a fé. De igual modo, reconhecemos
na nossa alma o que os nossos olhos não puderam ver e recebemos um belo
elogio, pois foi acerca de nós que Ele disse: «Felizes os que acreditam sem
terem visto» (Jo 20,29).
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