EVANGELHO QUOTIDIANO
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna".
João 6, 68
Segunda-feira, dia 06 de Abril de 2015
2ª-FEIRA NA OITAVA
DA PÁSCOA
Santo do dia : S.
Marcelino de Cartago, pai de família, mártir, +411, S.
Celestino I, papa, +432
Ver comentário em baixo, ou carregando aqui São Gregório Magno :
«Ide depressa dizer aos discípulos: “Ele ressuscitou dos mortos e vai à
vossa frente para a Galileia. Lá O vereis.”» (Mt 28,7)
Livro dos Actos dos Apóstolos 2,14.22-33.
No dia de
Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze Apóstolos, ergueu a voz e falou ao
povo: «Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém, compreendei
o que está a acontecer e ouvi as minhas palavras:
Jesus de Nazaré foi um homem acreditado por Deus junto de vós com
milagres, prodígios e sinais, que Deus realizou no meio de vós, por seu
intermédio, como sabeis.
Depois de entregue, segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus,
vós destes-Lhe a morte, cravando-O na cruz pela mão de gente perversa.
Mas Deus ressuscitou-O, livrando-O dos laços da morte, porque não era
possível que Ele ficasse sob o seu domínio.
Diz David a seu respeito: ‘O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.
Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu
corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis
o vosso Santo sofrer a corrupção.
Destes-me a conhecer os caminhos da vida, a alegria plena em vossa
presença’.
Irmãos, seja-me permitido falar-vos com toda a liberdade: o patriarca
David morreu e foi sepultado e o seu túmulo encontra-se ainda hoje entre
nós.
Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que
um descendente do seu sangue havia de sentar-se no seu trono,
viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo, dizendo que
Ele não O abandonou na mansão dos mortos, nem a sua carne conheceu a
corrupção.
Foi este Jesus que Deus ressuscitou e disso todos nós somos
testemunhas.
Tendo sido exaltado pelo poder de Deus, recebeu do Pai a promessa do
Espírito Santo, que Ele derramou, como vedes e ouvis».
Livro de Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.
Defendei-me,
Senhor; Vós sois o meu refúgio. Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
a minha sorte está nas tuas mãos.
Bendigo o Senhor por
me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente. O Senhor está sempre na
minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.
Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.
Evangelho segundo S. Mateus 28,8-15.
Naquele
tempo, Maria Madalena e a outra Maria, que tinham ido ao túmulo do Senhor,
afastaram-se a toda a pressa, cheias de temor e de grande alegria, e correram
a levar aos discípulos a notícia da Ressurreição.
Entretanto, Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se,
abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante d’Ele.
Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que
devem ir para a Galileia. Lá Me verão».
Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade
participar aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha acontecido.
Estes reuniram-se com os anciãos e, depois de terem deliberado, deram
aos soldados uma soma avultada de dinheiro,
com esta recomendação: «Dizei: ‘Os discípulos vieram de noite
roubá-l’O, enquanto nós estávamos a dormir’.
Se isto chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos
que vos deixem em paz».
Eles receberam o dinheiro e fizeram como lhes tinham ensinado. Foi este
o boato que se divulgou entre os judeus, até ao dia de hoje.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre os evangelhos, 26, 2-6
«Ide depressa dizer aos discípulos: “Ele ressuscitou dos
mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá O vereis.”» (Mt
28,7)
«Ele vai à vossa frente para a Galileia: lá O vereis, como Ele vos disse.»
«Galileia» quer dizer «fim do cativeiro». O Redentor já havia passado da
Paixão à ressurreição, da morte à vida, do castigo à glória, da
corrupção à incorruptibilidade. Mas se, após a ressurreição, os
discípulos O vêem primeiro na Galileia, é porque nós não contemplaremos,
na alegria, a glória da sua ressurreição se não trocarmos os vícios pelos
cumes da virtude. Há uma deslocação que tem de ser feita: se a notícia é
conhecida no sepulcro, é noutro local que Cristo Se mostra […].
Havia duas vidas; nós conhecíamos uma, mas não a outra. Havia uma
vida mortal e uma vida imortal, uma corruptível e outra incorruptível, uma
de morte e outra de ressurreição. Então apareceu o Mediador entre Deus e os
homens, o homem Jesus Cristo (1Tim 2,5), que assumiu a primeira vida e nos
revelou a outra, que perdeu uma ao morrer e nos revelou a outra ao
ressuscitar. Se Ele nos tivesse prometido, a nós que conhecíamos a vida
mortal, uma ressurreição da carne sem dela nos dar uma prova palpável, quem
teria acreditado nas suas promessas?
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