![http://4.bp.blogspot.com/_DnxAIzf_q3I/SlMjaO66J_I/AAAAAAAABAg/gFBkh-IcOH8/s400/CP0938_400.jpg]()
[Cemitério com
Trilhos,
2006. Tupiza, Bolívia.
Dimitri Lee. Pirelli/MASP]
11, 12 e 13 de agosto de 2009 UFPR - Campus Reitoria - ANF 100, às 19 hs.
Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira - ufpr
Programa de Pós-Graduação em
Ciência Política – ufpr
coord. Adriano Codato (NUSP/UFPR) e Camila Tribess
(NUSP/UFPR)
11/8 I. SESSÃO: A COMPARAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
A comparação como controle: notas sobre
"positivismo" e paroquialismo em ciências sociais
Bruno Reis (UFMG)
Professor de Ciência Política na
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
- Cientistas sociais vêem-se presos a um dilema
entre duas opções. A primeira é embarcar em generalizações que os deixam
desconfortáveis diante das inevitáveis peculiaridades de cada caso
específico; a segunda, ir em busca da enésima teoria "adaptada à
realidade nacional" do país x ou y. Se a primeira nos deixa
pobremente equipados para compreender algo além da experiência de uns
poucos países, a segunda nos deixa desprovidos, a rigor, de qualquer
teoria para além do relato do caso em pauta. Argumenta-se que é preferível
correr o primeiro risco que o segundo.
Comparação e ciência social: modelos teóricos e
aplicações práticas
Renato Perissinotto (UFPR)
Professor Adjunto do Departamento
de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), coordenador do
PPGCP-UFPR e pesquisador do CNPq.
- A conferência pretende abordar as características
fundamentais do método comparativo, suas especificidades quando aplicado
às ciências sociais e analisar alguns exemplos de aplicação prática do
mesmo.
12/8 II. SESSÃO: MÉTODOS COMPARATIVOS
Quando comparamos para explicar: N grande e
seqüências temporais na investigação comparada
André Marenco (UFRGS)
Professor do Programa de
Pós-Graduação em Ciência Política e do Centro de Estudos sobre Governo, da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).
- Seguindo autores como Ragin (1987), Przeworski
(1987) e Panebianco (1994), o método comparativo deve ser ambiciosamente
empregado como recurso para a construção de modelos explicativos causais
de escopo generalizante. Para isto, o uso adequado da investigação
comparada, considerando o problema analítico, consistência do modelo teórico,
recorte temporal, número de casos e variáveis examinados, constitui
condição para extrair explicações causais robustas.
Aplicando o Método Comparativo Subnacional: limites
e potencialidades no estudo de democracias federais
André Borges (UFRN)
Possui graduação em
Administração pela Universidade Federal da Bahia (1998), mestrado em
Administração pela Universidade Federal da Bahia (2000) e doutorado em Ciência
Política - University of Oxford (2005). Atualmente é professor adjunto (DE) do
Departamento Interdisciplinar de Políticas Públicas da UFRN.
- Nas últimas três décadas, a combinação entre
processos de democratização e descentralizaçã o no mundo em desenvolvimento
vem modificando profundamente a relação entre os governos central e
subnacionais. De modo geral, estas tendências têm contribuído para ampliar
a importância das elites e instituições locais e regionais em processos de
consolidação da democracia, reformas orientadas para o mercado e
implementação de políticas sociais e de promoção do desenvolvimento
econômico, dentre outros. Diante destas mudanças, as comparações
subnacionais vêm ganhando espaço no arsenal de estratégias metodológicas
comumente empregadas pelos cientistas políticos. O objetivo desta
comunicação é discutir as principais vantagens e desvantagens do método
comparativo subnacional, assim como as suas possibilidades de aplicação ao
estudo da federação brasileira. Parte-se do pressuposto chave de que no
Brasil e em outras federações continentais e regionalmente desiguais
deve-se observar uma grande variação no funcionamento, no desempenho e nos
outputs das instituições democráticas entre distintas regiões/unidades da
federação. As potencialidades do método comparativo subnacional para lidar
com estas questões são discutidas a partir da apresentação de um modelo
hipotético, que relaciona o grau de desenvolvimento sócio-econômico e os
padrões de competição política às escolhas de política pública dos estados
brasileiros.
13/8 LANÇAMENTO DO LIVRO: As cidades cercam os campos, de Reginaldo
C. Moraes, Carlos Árabe e Maitá Silva (Ed. UNESP).
III. SESSÃO: QUESTÕES DE POLÍTICA COMPARADA
Processos de desenvolvimento na América Latina:
notas sobre promessas e dificuldades da perspectiva comparada
Reginaldo Moraes (UNICAMP)
Professor de Ciência Política e
Relações Internacionais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi
também professor visitante da Universidade de Salamanca, Espanha. Atualmente é
o coordenador de Difusão do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para
Estudos sobre os Estados Unidos (INEU).
- Na segunda metade do século XX, os países do
chamado Terceiro Mundo diferenciaram- se progressivamente. A partir de
1980, sobretudo, numerosos estudos dedicaram-se a examinar, em perspectiva
comparada mais ou menos explícita, os 'modelos' latino-americanos e
asiáticos. Ao lado de achados instigantes, afirmaram-se, também, algumas
dificuldades que merecem atenção.
A comparação e o nível microrregional (Brasil,
século XIX)
Carlos A. M. Lima (UFPR)
Possui graduação em História pela
Universidade Federal Fluminense (1988), mestrado em História do Brasil pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em História Social
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997). Atualmente é professor
adjunto da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de História,
com ênfase em História do Brasil Colônia.
- Unidades extensas de análise, quanto ao Brasil do
século XIX, escondem grandes diversidades microrregionais. Quanto a
compadrio, hierarquia de rendimentos e posse de escravos, as comparações
microrregionais objetivam mais o aprimoramento da descrição, a calibragem
de tipologias e a percepção de articulações, pois se direcionam a unidades
de análise que guardam em si apenas uma parcela diminuta de sua inteligibilidade,
só rendendo informações a partir de seu confronto.