Colegas;
Ao contrário do caso postado anteriormente alguns pacientes exigem de nós trabalhos mais complexos, proporcionais à gravidade da apneia (são os lobos em pele de lobos!). Segue um caso de um IAH de 70,3, cuja queixa principal era o ronco e, secundariamente, fragmentação. O controle do quadro clínico exigiu o aprofundamento da mola e uma forte pressão, cuja intensidade se constata por meio da deformação infringida à lingua (qto menor o tônus maior é a deformação e menor é a sensibilidade). Controlada a sintomatologia solicitei a poli. Pressenti que o paciente ia me dar uma enrolada e me preparei pra um certo período de espera mas, depois de 9 anos aguardando, achei melhor desistir..rs! Ele retornou em 2020 para reparos e, após intensas negociações, consegui convencê-lo a fazer a poli. Solicitei uma split e o IAH grave foi confirmado, com um índice de 73,2 ev/h. Com o aparelho o IAH foi reduzido pra 3,8. Fato curioso é que, apesar do Epworth basal ter indicado normalidade (9), o paciente relata grande dependência, não mais conseguindo dormir sem o aparelho. Acredito que, como o Éder, vários pacientes não tem a perfeita noção da qualidade do sono e por um simples motivo: ausência de parâmetros! Acham que aquilo que sentem é "normal". Essa é razão que me leva a ter certas reservas ao lidar com questionários.
Abs;