Colegas;
Venho me valendo do Geos para expor casos que, indo além da extensão dos números, tragam também dados e desfechos em desacordo com a literatura e, por isso mesmo, dignos de curiosidade. Segue mais um caso rico em informações. Houve um período em que me interessei por cefalometria. O traçado desse paciente mostrava uma via aérea ampla, totalmente desfavorável à presença de apneia (anexo). Apesar disso a apneia não só estava presente como era superlativa: 63,7 ev/h. Presentes também movimentos periódicos, distúrbio esse, em minha experiência, normalmente secundário à SAOS grave.
Qto ao tratamento utilizamos a órtese Conjugada. A flacidez dos tecidos era de tal ordem que consegui exercer pressão suficiente para abrir um verdadeiro sambódromo na VAS. A apneia foi reduzida para 2,8 ev/h e, como esperado, sem mais registros do movimento periódico (acredito ser a apneia obstrutiva o evento primário do qual se origina não só grande parte das centrais como também os distúrbios de movimento). Esse seria mais um exemplo de um colabamento anteroposterior mas, como tal, cabe a pergunta: de onde viriam esses 2,8 eventos restantes? Seriam fruto de um colapso lateral? Ou quiçá em hipofaringe? Ou mesmo consequência daquele efeito "rocambole" ao qual já fiz referencia? Não sei. Creio que só teremos essas respostas qdo conseguirmos, a exemplo da lingua, atuar diretamente nas paredes laterais da orofaringe.
Abs;