.--“O Programa Cultura Viva, está na vanguarda das políticas públicas do Estado, ao reconhecer na sociedade e nas diversas expressões regionais e estéticas, a força necessária para revelar os ‘brasis’ ocultos ou excluídos. Este Programa revela o quanto do que chama ‘realidade’ é apenas uma versão da história.” Gilberto Gil, TEIA 2006.(...)Brasil adentro, os Pontos de Cultura atuam na resolução de conflitos, na renovação das paisagens urbanas, na preservação dos recursos naturais, na diversificação criativa da economia, no resgate de vidas, no revigoramento de comunidades inteiras, enfim, ofertam alternativas reais para a exclusão social, a degradação ambiental e a fragmentação cívica. E agora, trazem para o Estado seus conhecimentos vivos, vividos nas diversas realidades de um mesmo Brasil.(...)Atualmente, em termos das políticas de governo, ainda é visível um forte movimento em busca da estabilidade financeira e do crescimento econômico (com a administração das taxas de inflação e superávit fiscal) que, por vezes, parece esquecer do grande atraso educacional, social e cultural que a maior parte dos brasileiros continua a enfrentar. Assim, notamos que um empenho ainda maior deve ser tomado pelo Estado no âmbito da cultura, da educação, da ciência, da saúde e do meio ambiente (todas áreas primordiais para qualquer país no século XXI) no sentido de aliar efetivamente crescimento econômico com o pleno desenvolvimento humano da população.(...)A produção artística e as manifestações culturais estimulam o que há de mais poderoso nas pessoas: sua criatividade, imaginação, alteridade e subjetividade. A partir dessa compreensão e do entendimento de cultura como direito e cidadania, o Programa Cultura Viva e a prática social dos Pontos de Cultura vieram contestar e questionar a categoria do econômico como norteador das políticas públicas, ao fortalecerem o caráter emancipatório e transformador das práticas da vida cotidiana dos historicamente marginalizados na periferia, da vida dos ora subalternos e excluídos.(...)Dessa maneira, a política cultural da gestão Gil/Juca libertou o imaginário e despertou o senso crítico de mais de 8,4 milhões de brasileiros (dados do IPEA/2010), suprindo as demandas e necessidades de grupos sociais antes pouco (ou nada) contemplados pelas políticas públicas, tais como: populações indígenas, ribeirinhas, rurais, camponesas e sem-terra, remanescentes quilombolas, comunidades de baixa renda, mulheres, crianças, adolescentes, jovens e idosos. Isso talvez tenha incomodado a ordem estabelecida pelos regimes desumanos de dominação e alienação.(...)Para desenvolvermos plenamente nossa democracia, são imprescindíveis políticas voltadas à descentralização, inclusão e democratização dos bens e serviços. Ao fazer de seus beneficiários os próprios formuladores e implementadores das ações, o Programa ressalta a produção de alternativas, metodologias, conexões e práticas inovadoras entre sociedade e Estado, representando desafios fundamentais à gestão pública: uma aposta inadiável na nossa criatividade.
A partir do Programa, o Estado começou a perceber as potencialidades criativas e inventivas do povo brasileiro, reconhecendo a importância das formas organizacionais populares como tecnologia social a ser apreendida e empreendida. Assim, mais do que uma ação de governo, o Cultura Viva se tornou um conceito de política pública, que deve ser replicado em todas as áreas de atuação governamental.(...)
Os Pontos de Cultura estão aqui para contribuir, construir junto com o Estado esse novo caminho aberto pelo governo Lula. E disso, nós não abriremos mão.
O que mais queremos?
- Aprovação da Lei Cultura Viva, da Lei Griô e implantação do PNC ainda neste semestre;- Lançar o Programa “Minha Sede, Minha Vida” para os Pontos de Cultura, com ocupação de espaços públicos ociosos, doações de terrenos e financiamentos a fundo perdido da União;- Prioridade para o Programa Cultura Viva, com aumento progressivo de investimentos ano a ano;- Efetivar espaços e mecanismos para uma gestão compartilhada do MinC com os Pontos;- Pagamento imediato aos contemplados pelo Programa em editais e premiações de 2010;- Fim do descaso aos vencedores de editais e premiações em exercícios anteriores a 2010, que até hoje não conseguiram desenvolver suas ações. Propomos a constituição de uma comissão partilhada (Jurídico do MinC e representantes dos Pontos) para solucionarmos prontamente esta questão;- Anistiar os Pontos que tiveram suas prestações comprometidas pela não adequação à Lei 8.666;- Aprofundamento da política de Cultura Digital;- Encaminhamento do projeto de Reforma da Lei de Direitos Autorais ainda neste semestre;- Criação de um comitê interministerial de estudos para replicação do Programa Cultura Viva (enquanto conceito de política pública) para outras áreas de atuação do Estado.
Rio de Janeiro – Capital
Sara Uchoa - saraguchoa (arroba) gmail.com
São Paulo – Capital
Clarissa Barbosa – clarissa (arroba) outraspalavras.net
Adriano Paes Mauriz - adrimauriz(arroba)gmail.com
Veridiana Negrini - veridiana.negrini(arroba)gmail.com
Antonio Martins - antoniomartinsbrasil(arroba)gmail.com
São Paulo – Interior e Litoral
BINHO Perinotto – Rio Claro – bob_binhow(arroba)yahoo.com.br
Jacqueline Baumgratz São José dos Campos – jacque(arroba)ciabolademeia.org.br
Pai Paulo – Ribeirão Preto - orunmila(arroba)ibest.com.br
Fernando Oliveira - Cananéia – fernando(arroba)matimperere.com.br
Marcos Pardim – Itu - marcospardim(arroba)gmail.com
Chris Lafayette - Campinas - chrilafa(arroba)gmail.com
GO
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Brasília
Leonardo Barbosa – leobr(arroba)foradoeixo.org.br

Jessica CardosoAgitadora Cultural & Estudante de Artes Cênicas na UnB.
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