O escritor Marcelo Rubens Paiva criticou a prioridade dada por políticos a promessas de novas linhas de metrô em São Paulo, sobretudo em anos eleitorais, enquanto problemas básicos do transporte público seguem sem solução.
O desabafo foi feito em vídeo publicado em seu perfil no Instagram. Como exemplo, ele citou a inatividade do elevador que liga o nível da rua ao acesso às catracas da estação Vila Madalena, na Zona Oeste, bairro onde mora.
"Nessa estação, pessoas com deficiência, autistas, grávidas e idosas — a quem muitas vezes não damos a devida atenção — encontram um elevador inoperante há pelo menos três meses", afirma o escritor.
O equipamento é o único que faz a ligação entre a rua e o andar das catracas. Quem utiliza a entrada ao lado do terminal de ônibus encontra um cartaz informando que o elevador está em manutenção.
Segundo o Metrô de São Paulo, o equipamento está inativo desde 24 de dezembro de 2025 devido à falha de um sensor, que precisará ser substituído por uma peça indisponível no Brasil. A situação tem sido alvo de comentários nas redes sociais.
O elevador é voltado sobretudo a pessoas com deficiência. Entre os usuários estão cadeirantes, caso de Marcelo Rubens Paiva, que precisam do equipamento para acessar a plataforma.
"Você acha razoável montar toda uma máquina pública para a construção de novas linhas e novos metrôs e, ao mesmo tempo, deixar parte da população sem conseguir acessar esse sistema?", questiona Paiva.
Em nota, o Metrô informou que, assim que o problema foi identificado, iniciou os procedimentos para o reparo e que a previsão é concluir o serviço até março. "A companhia ressalta que disponibiliza agentes de operação para auxiliar pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e gestantes, inclusive com a inversão do sentido das escadas rolantes, sempre que necessário", afirmou."