II ENCONTRO DE FORMAÇÃO FEMINISTA DE PARATY
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
SÁB 30 DE JUNHO
9h – Inscrição
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9h30 - Performance de abertura
MARIA ANGELICA RIBEIRO - Dramaturgia da invisibilidade
Projeto baseado na vida, obra e pensamento de Maria Angélica Ribeiro, uma das pioneiras do teatro brasileiro de autoria feminina. M.A.R nasceu em Paraty em 1829, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 6 anos de idade. Escreveu 21 peças de teatro, sendo a mais famosa "Cancros Sociais", que apresenta uma crítica ao sistema escravocrata de sua época e à dominação masculina. Foi uma intelectual feminista e abolicionista, que através da linguagem do realismo teatral expressou posições políticas de combate à ordem vigente, o que era - e continua sendo - uma ousadia para uma mulher.
Fruto de uma contínua pesquisa histórica e de um longo trabalho de ensaios e debates, o projeto trará Maria Angélica Ribeiro de volta aos palcos depois de 128 anos de silêncio durante a Festa Literária Internacional de Paraty. Durante o II Encontro de Formação Feminista em Paraty o grupo fará às 9h30 no sábado uma performance, uma introdução ao que será a peça na integra.
Grupo Olho Negro
Grupo Andantes Errantes
Silvina Hurtado- Direção
Thalita Aguiar- Pesquisa
Antônia Moura – Registro
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10h - Tema: Amor Romântico - do relacionamento abusivo à violência domestica.
Convidadas
Mariana Amaral – comunicadora. Trabalha na Empresa Brasil de Comunicação - EBC como editora e finalização de imagem e é uma das editoras da revista online QG Feminista, que produz material sobre feminismo materialista, além de traduzir artigos e resenhas sobre teoria feminista.
Paula Boechat - psicóloga e ativista. Atua no atendimento a crianças, adolescentes, famílias, migrantes, refugiados e mulheres em situação de violência.
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14h - Tema: Entre linhas que se cruzam: assédio, pornografia e prostituição.
Convidadas
Anna Kariri Xocó - mulher indígena lésbica, cineasta, formada em letras pela UFRJ e atriz. Estuda todos os tipos de feminismo mas se considera uma feminista indígena decolonial, materialista e crítica de gênero.
Eugênia Rodrigues - jornalista e pesquisadora. Realiza um trabalho de educação não sexista em escolas. Integra a Coletiva Feminista de táticas integradas para meninas e mulheres.
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17h - Performance de encerramento
SLAM DE QUINTA
Primeira batalha de Poesia da cidade de Paraty, deu início a suas edições em Abril de 2017, idealizado e mantido por mulheres na organização, o movimento abre acessibilidade a arte da palavra de forma coletiva e autônoma, ocupando os espaços públicos pela corrente literária e de luta. Slam de Quinta é Resistência, como tem que ser!
Após a ultima mesa prevista pra encerrar as 17h o Slam de Quinta faz uma provocação a todas para trazer suas poesias, seus textos para falar e expressar aquilo que querem trazer e compartilhar entre as manas.
**A FORMAÇÃO É GRATUITA E EXCLUSIVA PARA MULHERES**
Mais informações: https://www.facebook.com/events/2078471109087039/
COLETIVO MARIA ANGELICA RIBEIRO – M.A.R.
Formado em 2015 por mulheres ligadas à educação, sendo professoras, psicólogas, advogadas, artistas e outras feministas que tem buscado atuar nesse espaço na cidade de Paraty. O coletivo tem como objetivo realizar trabalhos de base ancorados na pedagogia e na ética feministas. Para isso, é imprescindível que nós realizemos estudos e formações para o fortalecimento do grupo. Nosso coletivo tem como característica o interesse e a prática em se aprofundar nas raízes das opressões, a fim de buscar estratégias efetivas de ação política libertadora. Por isso, estamos conscientes da dificuldade crescente que o avanço conservador tem trazido para a educação emancipatória, e, consequentemente, para a luta das mulheres.
O QUE É CULTURA DO ESTUPRO?
Dizer que vivemos em uma cultura do estupro significa que estupros não são episódios isolados, e sim que fazem parte de um sistema de valores e costumes que banalizam e naturalizam a violência contra meninas e mulheres. Acompanhamos na escola pública questões que tem se agravado ao longo dos últimos anos e que não há outra via de saída a não ser pela ética feminista:
1) O casamento precoce voltou a ser naturalizado e praticado-meninas de 12, 13 anos se casando e
abandonando a escola por pressão social, trabalho doméstico e reprodutivo;
2) A gravidez precoce é uma grande causa de evasão escolar, mas a escola não fornece alternativas de receber e acolher a aluna-mãe, nem promove políticas de prevenção baseadas em uma pedagogia emancipatória, e sim com um discurso moralista que sempre acaba por culpabilizar a menina, isolando-a;
3) Assédio na escola- nosso coletivo tem recebido diversas denúncias de alunas sobre assédio na escola, por parte de alunos e até professores homens. O problema se torna difícil de resolver, pois esse tipo de denúncia é sempre relativizada na moral patriarcal e machista através de jargões como: - ela provoca! - olha o short que ela usa! - ela já deu pra todo mundo! - ela parece ter mais idade do que tem. - elogiar não arranca pedaço! - ela gosta de ser assediada.



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Obrigada,Tonica!
Este esta sendo 1 ano atipico na minha vida (e do Joaquim) : 1 sem numero de assuntos de familia p/ resolver, que nao tem permitido nossa participaçao em tantos movimentos e açoes tao dignos (p.ex.-no 30.06.nao estavamos aqui).
Por favor, continue nos chamando! !
Abraços Beth