Oi Rubia,
É segunda-feira que vem....dia 11/06;;;;;hoje é revisão para a prova
Bjs
Ana
Há 33 minutos
Por Alessandra Saraiva | Valor
RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta terça-feira que “não está em cogitação” um recuo na taxa de juros de longo prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano. Ele fez o comentário ao ser perguntado se a medida seria necessária, no futuro, para fortalecimento da atividade industrial brasileira, caso ocorra piora mais aguda do cenário internacional, com consequente impacto negativo na economia brasileira. "Sem comentários. Não estamos cogitando reduzir a TJLP", afirmou.
Coutinho afirmou ainda que é positiva a expectativa para a economia brasileira em um horizonte de longo prazo. Ele fez o comentário ao observar a crescente preocupação com o andamento da situação na zona do euro, onde o maior temor, na análise do executivo, é de que se converta “em uma crise aberta, que leve a rupturas e falências de instituições”.
No entanto, na análise de Coutinho, a expectativa é que a situação se resolva, embora admita que, no momento, o quadro é de alto estresse, com declínio na demanda chinesa e recuo nos preços das commodities. No caso do Brasil, afirmou que os recentes movimentos de desaceleração de crescimento são “circunstâncias superáveis”, e que o quadro no Brasil atualmente é muito mais ameno do que o ambiente europeu. Mas reconheceu que, em momentos como este, ocorre um movimento global de aversão ao risco, que indiretamente acaba por afetar investimentos em mercados emergentes, como o Brasil.
O presidente do BNDES anunciou hoje, na sede da instituição, no Rio, a redução nos juros para capital de giro para até 6%. A taxa cobrada pelo banco de fomento para empréstimos destinados às micro e pequenas empresas diminuiu de 9,5% ao ano para 6% ao ano. Para as médias, a taxa passou de 9,5% para 6,5% ao ano. Já a taxa de juros para as médias-grandes e grandes empresas caiu de 10% para 8% ao ano.
Há 9 horas e 16 minutos2
O adiamento do recolhimento de impostos, conforme sugestão dada pelo ex-ministro Delfim Netto, seria feito por 90 a 120 dias e representaria dinheiro a custo zero nas mãos das empresas, para capital de giro. A medida está na mesa de discussão, assim como o adiamento das exigencias de conteúdo local para as encomendas da Petrobras.
Os investimentos públicos estão caindo ao invés de crescer. Os casos mais dramáticos são os do Programa de Mobilidade Urbana e as obras do Ministério dos Transportes, que não saem do papel. A execução das obras conduzidas pelos Transportes neste ano está baixíssima. Para uma dotação orçamentária de R$ 17,751 bilhões, a despesa até abril foi de apenas R$ 40,567 milhões. Proporção semelhante é encontrada no Ministério das Cidades. Ambos os ministros estavam na reunião com a presidente, Paulo Sérgio Passos e Aguinaldo Ribeiro, respectivamente.
As estatísticas oficiais mostram que dos R$ 3,74 bilhões de investimentos públicos no mês de março, R$ 2,5 bilhões foram subsídios ao programa Minha Casa Minha Vida. Em abril, os investimentos totais caíram para R$ 3,17 bilhões e desses, R$ 2,02 bilhões também corresponderam aos subsídios do MCMV.
Dilma fez, ontem, quase uma reunião ministerial para debater esse desempenho. Estavam presentes os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, da Saúde, Alexandre Padilha, da Integração, Fernando Bezerra e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Estavam, ainda, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
Barbosa foi voto vencido no fim do ano passado quando defendeu o aumento dos investimentos públicos para sustentação do crescimento econômico. Para isso, seria preciso abrir mão da meta fiscal "cheia" e abater uma parcela dos investimentos do PAC. Mantega e Augustin advogaram o cumprimento integral da meta. Com a queda no ritmo de crescimento das receitas tributárias, o cumprimento da meta de 3,1% do PIB de superávit primário ficou mais apertado e o Tesouro estaria produzindo os dados mensais com uma administração do pagamento dos investimentos na "boca do caixa".
O governo quer, também, ampliar o uso das compras governamentais para setores que podem ajudar a incentivar o setor privado. No Plano Brasil Maior, por exemplo, foi definida uma margem de preferência de 25% para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras e incorporem inovação. No caso do setor de confecções, calçados e artefatos, o regime já está funcionando e já foi utilizado pelo Ministério da Defesa para a compra de jaqueta, boné, calças, mochilas. O mesmo incentivo existe para a aquisição pelo governo de retroescavadeiras e motoniveladoras, além de fármacos e medicamentos. Esses, porém, apesar de regulamentados, ainda não foram testados.
Com a depreciação acelerada nos investimentos feitos pelos próximos doze meses, como sugere o economista Luis Gonzaga Belluzzo, as empresas poderiam ter um benefício fiscal na metade do prazo normal, mediante a redução da Contribuição Social sobre o Lucro. Esse benefício vigorou até 2010. A reunião, porém, não foi conclusiva.