O Grupo Anônimos de Teatro se apresenta com o espetáculo A CULPA em Cachoeiro, nos dias 7, 14 e 21 de fevereiro, às 20 horas, no Centro Cultural Nelson Sylvan (em frente a Casa dos Braga e a Casa do Estudante), no centro da cidade.
FICHA TÉCNICA Os estudos sobre o autor resultaram em um processo de criação coletiva que envolveu o ator Luiz Carlos Cardoso, o diretor Carlos Ola, o assistente de direção Victor Coelho, o coreógrafo Jeremias Schaydegger e o violinista João de Paula Junior. A união entre dança, teatro e música resultou no monólogo com os principais trechos da obra “Carta ao Pai”, do escritor tcheco.
PERCURSO NACIONAL E INTERNACIONAL Contemplado em 2012 pela Lei Rubem Braga de Cachoeiro de Itapemirim, o espetáculo estreou em novembro daquele mesmo ano, em Guaçuí e em Cachoeiro de Itapemirim. Depois disso, seguiu carreira em palcos dentro e fora do Brasil. No Chile, por exemplo, foi apresentado em dois festivais internacionais. Em Portugal, teve chancela do projeto Espírito Mundo, que leva artistas brasileiros para a Europa. Também marcou presença no Festival de Teatro de Curitiba, o maior do país, além de festivais no Piauí, na Bahia e no Espírito Santo. Em 2014, irá se apresentar no Rio de Janeiro, Minas Gerais e participará da primeira mostra de teatro brasileiro de Moçambique, na África.
SINOPSE “No mundo de Kafka, a história é o que é: a realidade como é retratada.” (BEGLEY, 2010:178)
A Culpa é um mergulho na alma do homem moderno. Um mergulho sem volta. No texto Carta ao Pai, do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924), não há personagens ficcionais. O autor expõe suas intempéries, gostos e desgostos, admoestações, sentimentos e emoções para com seu pai, um homem de postura rígida e marcante. O que poderia ser um grande desabafo se torna uma das grandes reflexões do século XX. Capitaneado pelo indivíduo criado a partir de uma criação coletiva do ator Luiz Carlos Cardoso e do diretor Carlos Ola e inspirado nas obras de Kafka, pode-se ver um ator no palco, buscando transbordar sentimentos ainda em construção, indo ao encontro de dúvidas que vão desde a não aceitação do pai pelo amor, pelo zelo e pelo crescimento do filho até o modo como ele se sentava a mesa. Quem manda e quem obedece? Até onde vão as relações de hierarquia e subordinação que enfrentamos todos os dias, inclusive dentro de casa? Pede-se licença a Kafka para dar um novo significado ao seu discurso, flertando com a dança experimental de Jeremias Schaydegger para (tentar) responder essas perguntas. A Culpa é de todos.